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quinta-feira, 4 de junho de 2009

China impede qualquer manifestação sobre o aniversário de 2o anos do massacre da praça da paz celestial

Massacre da Praça da Paz Celestial completa 20 anos
Há 20 anos, o
Exército da China repreendia brutalmente um grande protesto de estudantes por mais direitos políticos, num episódio que ficou conhecido como o Massacre da Praça da Paz Celestial (Tiananmen).

Para impedir qualquer ato em memória às manifestações, o governo chinês agiu em diversas frentes: cercou a praça, proibiu reportagens sobre o tema na TV e ainda bloqueou o Facebook, o Twitter e outras redes virtuais que pudessem servir como organizadoras de protestos.

A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, disse que a China “deveria examinar abertamente os eventos negros de seu passado”.

A BBC Brasil informa que, como era de esperar, a China não reagiu bem às declarações. O porta-voz do Ministério chinês das Relações Exteriores, Qin Gang, afirmou que seu país está “muito insatisfeito” com “as acusações sem fundamento” de Hillary.

China se diz 'insatisfeita' com críticas de Hillary

O governo da China disse estar "muito insatisfeito" com as críticas feitas pela secretária de Estado americana, Hillary Clinton, sobre a violenta repressão aos protestos da Praça da Paz Celestial, há exatamente 20 anos em Pequim.

Hillary havia pedido para a China divulgar os nomes dos manifestantes mortos e desaparecidos na ocasião. Até hoje não se sabe quantas foram as vítimas, e é proibido discutir o assunto no país. "A mesma China que fez um enorme progresso econômico e está emergindo para tomar seu lugar de direito na liderança mundial deveria examinar abertamente os eventos negros de seu passado", disse a secretária americana em um comunicado divulgado na quarta-feira.

Mas o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Qin Gang, afirmou que os comentários de Hillary são "acusações sem fundamento" contra o governo da China.

'Linha dura'

Em seu comunicado, a secretária americana disse que os 20 anos dos confrontos entre estudantes e o Exército chinês na Praça da Paz Celestial são uma oportunidade para a China "refletir sobre o significado do que ocorreu naquele dia".

"A China pode honrar a memória daquele dia dando a mesma prioridade ao cumprimento de leis, à proteção dos direitos humanos reconhecidos internacionalmente e ao desenvolvimento democrático, que deu à sua reforma econômica", acrescentou Hillary.

Segundo a correspondente da BBC em Washington Kim Ghattas, as declarações da secretária representam uma linha mais dura do que o governo Obama havia adotado até o momento quando se referia às questões de direitos humanos na China.

No início de seu mandato, Hillary chegou a dizer que a questão dos direitos humanos não deveria interferir nas discussões com a China sobre outros assuntos, como as mudanças climáticas e as relações com a Coreia do Norte.

Policiamento

Além de Hillary, o secretário de Relações Exteriores britânico, David Miliband, também fez críticas ao governo chinês em relação ao episódio da Praça da Paz Celestial.

"Desde a repressão aos protestos, os avanços na área de direitos políticos e civis têm sido bem mais lentos do que na área dos direitos econômicos e sociais", afirmou.

Nesta quinta-feira, policiais uniformizados e à paisana reforçam a segurança em torno da praça, e estão impedindo o acesso de jornalistas estrangeiros ao local.

Muitos dissidentes afirmaram ter recebido ordens para sair de Pequim ou não deixarem suas casas, e outros policiais foram posicionados nas portas das universidades para impedir qualquer evento para marcar a data.

O Partido Comunista Chinês nunca realizou uma investigação oficial sobre ocorreu há 20 anos.

Os protestos na Praça da Paz Celestial começaram na primavera de 1989, com estudantes pedindo maior abertura democrática e medidas anti-corrupção.

Depois de semanas de manifestações, tropas do Exército invadiram o local e se confrontaram com os jovens, na madrugada do dia 3 para o dia 4 de junho de 1989.

Fonte: BBC Brasil

[comentário: foi um regime autoritário, violador dos mais elementares direitos humanos, que muitos dessa corja que hoje ocupam posições de importância no (des)governo Lula pretendiam impor ao Brasil.

Mas, nós os derrotamos e se necessário os venceremos novamente – só que sem cometer os erros do passado.]

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