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quarta-feira, 17 de junho de 2009

Cotas para gays; para negros; índios; pobres; ricos; deficientes; arranjem também para brancos

SPFW começa com discussão de cotas para modelos negros
Além do que vai estar nas vitrines das próximas estações, um debate polêmico estará nas passarelas da temporada verão 2009/2010 da São Paulo Fashion Week, que começa hoje.

Esta é a primeira edição da semana de moda paulistana em que valerá acordo entre o Ministério Público Estadual (MPE) e a organização do evento, estabelecendo que 10% dos modelos de cada grife sejam negros, afrodescendentes ou indígenas.

O estilista que não cumprir a cota terá de se justificar. As fitas dos desfiles serão enviadas para o MPE. Se descumprir o acordo, a SPFW pode ser multada em R$ 250 mil.

Para esquentar a discussão, segundo a Folha, a associação franciscana Educafro programou um desfile-protesto só com modelos negros embaixo da marquise do parque Ibirapuera, onde ocorre a SPFW, ao lado do Museu de Arte Moderna (MAM).


Cota para negros mobiliza a São Paulo Fashion Week

Habitualmente afastada dos problemas sociais, a moda brasileira - quem diria - se tornou nos últimos dias o palco de uma batalha contra a discriminação dos negros no país. As cenas principais dessa disputa deverão ser travadas na SPFW (São Paulo Fashion Week), cujos desfiles da temporada verão 2009/10 começam nesta quarta-feira (17).

Conforme um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado há menos de um mês entre o Ministério Público e a organização do evento, 10% dos modelos de cada desfile devem ser negros, afrodescendentes ou indígenas. O inquérito se baseou em reportagens da Folha feitas em janeiro de 2008. Dos 344 modelos que desfilaram naquela temporada, apenas oito (2,3% do total) eram negros, conforme contagem feita pelo jornal.

Quem vai colocar mais lenha na fogueira é a associação franciscana Educafro (Educação e Cidadania de Afrodescendentes e Carentes), que está organizando um desfile-manifesto no parque Ibirapuera, onde a semana de moda é realizada.

A manifestação prevê uma passarela só com modelos negros, embaixo da marquise do parque, ao lado do MAM (Museu de Arte Moderna).

A associação também quer fiscalizar o cumprimento da "cota". Pediu dois convites por desfile à SPFW, para poder contar o número de negros - o que nem mesmo a Promotoria planejou fazer.

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Gustavo Fioratti da Folha de S.Paulo

[comentário: só não consegui entender as razões dessa tal Educafro realizar um desfile-manifesto na mesma ocasião.

Será que eles querem cota de 100%?]

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