| O Decreto-Lei 200 modernizou a organização do Estado. Não tratou de despesas com cartões corporativos, então desconhecidos. Em 1967, a imprensa era livre, exceto a nanica. O escândalo viria a público fatalmente. De resto, todos os países democráticos dão tratamento secreto ao custo da segurança nacional, o que existia em 1967. No atual governo, despesas secretas consumiram R$ 37,5 milhões. Os cartões corporativos nada têm com segurança nacional, ainda que se sustente que as peças de roupa do presidente da República, entregues para lavar, podem comprometer a segurança nacional. Se conhecidas as características de um colete à prova de bala — diz-se — o inimigo estudará como perfurá-lo. Ora, a CPI teria ouvido a ex-ministra da Igualdade Racial, que comprou bebidas finas estrangeiras em freeshop pagando-as com cartão corporativo, certa de que lá encontraria prova de racismo no Brasil, além de poupar o dinheiro público, sem o peso dos impostos? E haja alugado, sempre na mesma firma, dezenas e dezenas de automóveis para os seus périplos, incluindo bares e choperias, a verificar se a Lei Afonso Arinos estava descumprida? Tudo isso e muito mais já se sabia antes da instalação da CPI, graças ao jornalismo investigativo. Senador Jarbas Passarinho - ex-ministro, ex-governador |
terça-feira, 16 de junho de 2009
A CPI DOS CARTÕES, que fim levou?
Que é feito da CPI dos cartões?
O Marechal de França, Louis-Lyautey, dizia que certas ideias ou pessoas são comparáveis às lagostas: “Tira-se delas a carne, mas permanecem as carcaças”. É o caso do PPS, sigla do antigo PCB.
Em nota à mídia afirma que os escândalos de pagamentos ilícitos com o dinheiro público baseiam-se “no Decreto-Lei 200, da ditadura, em 1967, em que Lula se escora para exigir sejam sigilosos os gastos feitos pelos cartões corporativos da Presidência da República”. Não se livrou da carcaça.
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