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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Crise em Hondura monta circo: ChaveS mobiliza Exército e Lula diz que não reconhecerá novo governo

A Lula e ChaveS não convém qualquer repúdio à 'democracia plebiscitária'

[O 'estadista-mor' Lula da Silva e o tiranete ChaveS não gostaram da reação do Exército hondurenho contra o tal de Zelaya, por razões muito simples.

Honduras está agindo de forma prática, eficaz e exemplar contra titulares do Poder Executivo que pretendem sufocar os demais poderes.
O presidente deposto da Honduras pretendia realizar uma consulta popular - recurso usado à exaustão pelo general da banda ChaveS e que Lula sonha implantar no Brasil - que por vias tortuosas permitiria sua reeleição - o que a atual Carta Magna de Honduras veda.
Além de desrespeitar ao Congresso, o presidente deposto afrontou o Poder Judiciário hondurenho, ao desobedecer ordem da Suprema Côrte de Honduras para reconduzir o Chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, general Romeo Vázquez - que Zelaya havia afastado por aquele militar não apoiar a consulta.
No momento em que o Chefe de um Poder afronta os outros dois Poderes, o recurso válido é a remoção do chefe infrator.
Natural que Lula e ChaveS não podem concordar com isto.
Razões:
a) Lula teme que prevalecendo a situação em Honduras, as FF AA brasileiras se decidam a por freios nas ambições e alopramentos da NOMENKLATURA lulista-petista-esquerdista.
b) o tiranete ChaveS vai ter que repensar sua mania de consulta popular, plebiscito e outras aberrações que sua mente de mini-ditador produz.]

Vejamos o que diz a BBCBrasil:

Entenda a origem da crise em Honduras

A crise política em Honduras que levou à detenção e ao exílio do presidente Manuel Zelaya pelo Exército do país, neste domingo, teve origem num enfrentamento do mandatário com os outros poderes estabelecidos do país: o Congresso, o Exército e o Judiciário.

A BBC preparou uma série de perguntas e respostas que ajudam a explicar como se produziu a crise.

- Qual a origem da crise?

O presidente Manuel Zelaya queria que as eleições gerais de 29 de novembro - quando seriam eleitos o presidente, congressistas e lideranças municipais - tivesse mais uma consulta, sobre a possibilidade de se mudar a Constituição do país. Segundo sua proposta, os eleitores decidiriam nessa consulta se desejavam que se convocasse uma Assembleia Constituinte para reformar a Carta Magna.

Os críticos de Zelaya afirmam que sua intenção é mudar o marco jurídico do país para poder se reeleger, o que é vetado pela atual Constituição.

- O que se planejava para este domingo?

Seria uma consulta sobre a consulta. Os eleitores teriam que responder sim ou não à seguinte pregunta: "Está de acordo com que nas eleições gerais de novembro de 2009 se instale uma quarta urna para decidir sobre a convocação de uma Assembleia Constituinte que aprove uma nova Constituição política?".

- O que decidiu o Congresso sobre a consulta de domingo?

O Congresso hondurenho aprovou uma nova lei que regulamenta os referendos e os plebiscitos e invalida juridicamente a consulta. A nova legislação impede a realização de consultas 180 dias antes e depois das eleições gerais.

O presidente do Congresso, Roberto Micheletti, que é do mesmo partido que Zelaya, o Partido Liberal, afirmou que a consulta não teria validade jurídica e que pela atual Constituição ela seria considerada um delito. A proposta de Zelaya era rechaçada por Micheletti, que afirma que o presidente pretendia se perpetuar no poder.

- Zelaya pretendia se lançar candidato à reeleição?

O mandato de Zelaya terminaria em janeiro de 2010, e a atual Constituição veta a reeleição do presidente.

- Qual a posição do Exército?

Zelaya destituiu o chefe do Estado Maior Conjunto das Forças Armadas, o general Romeo Vázquez, que havia se negado a apoiar a logística para a consulta deste domingo, declarada ilegal pelo Congresso. Após a demissão de Vázquez, o ministro da Defesa, Ángel Edmundo Orellana, e outros comandantes militares também renunciaram.

Porém a remoção de Vázquez ordenada por Zelaya foi revertida na sexta-feira pela Suprema Corte de Justiça, que aceitou dois recursos contra a decisão do presidente.

O Exército mobilizou na sexta-feira efetivos para prevenir possíveis distúrbios por parte de organizações populares e indígenas, que apoiam Zelaya.

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