Irã: Conselho de Guardiões admite fraude eleitoral
Diante de tantos indícios, o Conselho de Guardiões do Irã, órgão responsável por supervisionar as eleições, reconheceu que houve fraudes no pleito que reelegeu Mahmoud Ahmadinejad.
De acordo com os conselheiros, o número de cédulas superou o de eleitores cadastrados em pelo menos 50 cidades iranianas. Ou seja, há suspeita clara de irregularidade em até 3 milhões de cédulas, numa disputa em que o número de votantes ficou em torno de 40 milhões.
Mas o Conselho informou que não está claro ainda se essa discrepância pode alterar o resultado das eleições, num sinal de que não está disposto a estender ainda mais o clima de tensão entre o governo e a oposição.
Segundo o The New York Times, a Guarda Revolucionária, uma espécie de tropa de elite do governo, já informou em comunicado que, honrando o nome, vai oferecer “uma confrontação revolucionária” àqueles que ousarem manter os protestos nas ruas.
Neste caso, quem avisa não é necessariamente amigo.

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