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terça-feira, 9 de junho de 2009

Governo baixa gasolina e aumenta imposto. Resultado: fica tudo como está

Governo baixa gasolina por um lado, aumenta imposto pelo outro e o preço da gasolina fica como está

Ministério da Fazenda anuncia redução de 5% no preço do combustível, mas aumenta imposto e impede que ganho chegue ao consumidor. Óleo diesel, por outro lado, ficará 9,6% mais barato.

[Em mais uma manobra suja, enganadora e no estilo cara-de-oau - haja 'óleo de peroba' - o (des)governo baixa o preço da gasolina e na mesma manobra aumenta o imposto e o consumidor otário - nós que também somos contribuintes - vamos continuar pagando o mesmo preço.]

O óleo diesel vai ficar, em média, 9,6% mais barato nas bombas dos postos brasileiros. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o preço cairá 15% nas refinarias, porém a Contribuição de Intervenção de Domínio Econômico (Cide) será aumentada em R$ 0,04 e o diesel misturado a uma quantidade maior de biodiesel, o que encarecerá o combustível e não permitirá que toda a redução de preço chegue ao bolso do consumidor.

O preço da gasolina, por sua vez, ficará 5% menor nas refinarias, porém nenhuma parte dessa redução chegará ao preço final, já que toda a diminuição será compensada com o aumento da Cide. “Ele (o preço da gasolina) cai 5%. Nós colocaremos R$ 0,05 de Cide a mais, de modo que o preço final fica igual, não se move. O inverso do que aconteceu no ano passado: a gasolina subiu e nós diminuímos a Cide”, afirmou o ministro.
De acordo com Mantega, a queda configura uma medida anticrise que possibilitará uma diminuição de custos para a agricultura. Além disso, o ministro destacou o impacto positivo da redução para estados e municípios, já que eles recebem uma parcela da Cide. “Eles poderão arrecadar um pouquinho mais”, ponderou Mantega.

Em Brasília, a redução dos preços do diesel deve ocorrer dentro de 72 horas (período de troca de estoques), estima José Carlos Ulhoa Fonseca, presidente Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis Automotivos e de Lubrificantes do Distrito Federal (Sinpetro-DF). Segundo ele, o percentual de queda é uma incógnita. “Não sabemos como as distribuidoras vão se comportar. E o sindicato não fala sobre os preços de varejo, pois depende de como cada um compra e da estratégia de cada um”, observa.

A Petrobras divulgou nota sobre a redução do preço dos combustíveis, porém informou que o corte no preço da gasolina é de 4,5% e não de 5%, como informou Mantega. Na prática, para o consumidor não muda nada, pois em ambos os casos a redução será compensada pelo aumento da Cide. A estatal informou que os reajustes foram definidos “levando em consideração os preços dos derivados vigentes no mercado internacional em uma perspectiva de médio e longo prazo e estão em linha com as premissas definidas pelo Plano Estratégico da Petrobras”.


[comentário: para deixar a impressão de que a crise não existe ou é menor o (des)governo cocnede isenção fiscal - especialemtne para as montadoras e grandes empresas -, faz desoneração tributária, e por baixo dos panos - aos pouquinhos para ninguém sentir - aumenta a CIDE, mantém a extorsão do IOF, que na maioria dos casos atinge mais quem está pendurado nos bancos e o povo, como oficialmente já declarou o senhor Lula que SIFU.]

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