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sexta-feira, 12 de junho de 2009

Há momentos que exigem posições radicais

O resultado das eleições no Irã, que desenha uma vitória do radical Ahmadinejad comprova que muitas vezes posições e ações radicasi são necessárias

Presidente Ahmadinejad lidera resultado parcial da votação no Irã, segundo fontes do governo

O Ministério do Interior do Irã divulgou resultados parciais das eleições que apontam a liderança do presidente Mahmoud Ahmadinejad na preferência dos eleitores, com quase 70% dos votos apurados. No início da contagem dos votos, tanto Ahmadinejad como seu opositor se diziam confiantes na vitória.

O oficial do ministério Karmram Daneshjoo informou que Ahmadinejad tem cerca de 68,8% dos mais de 10 milhões de votos computados até o momento. O candidato reformista Mir Hossein Mousavi estava com 28,8% dos votos.

Mais cedo, a agência oficial de notícias iraniana Irna já informava que o presidente, Mahmoud Ahmadinejad, liderava os resultados parciais na eleição desta sexta-feira. Com 5,5 milhões de votos apurados, Ahmadinejad garantia 69% dos votos, segundo o chefe da comissão eleitoral do Irã.

"Sr. Ahmadinejad, ao ter a maioria dos votos na 10ª eleição presidencial, assegurou a vitória", disse a Irna.

Mas o opositor Mirhossein Mousavi também chegou a afirmar, em entrevista coletiva, ser o "vencedor definitivo" na eleição, e chegou a apontar irregularidades nas votações.

"Sou o vencedor definitivo desta eleição presidencial", disse Mousavi em coletiva de imprensa em Teerã.

Mousavi afirmou que muitos eleitores não puderam votar mesmo com a prorrogação do horário de votação em quatro horas. No entanto, segundo o Ministério do Interior, cerca de 70% dos iranianos compareceram urnas . O número total de votantes não foi divulgado até o momento. Os resultados oficiais devem ser divulgados no sábado.

Filas para votar

Longas filas se formaram nos centros de votação, tanto no norte e nas áreas ricas de Teerã -redutos de Mousavi- quanto no sul e nos bairros mais pobres -bastiões de Ahmadinejad.

A alta participação pode indicar a presença de muitos eleitores pró-reformas que se abstiveram quando Ahmadinejad conquistou uma surpreendente vitória nas urnas quatro anos atrás com a promessa de retomar os valores da revolução islâmica de 1979.

Para os iranianos, a eleição é uma chance de julgar os quatro anos de governo de Ahmadinejad.

Embora Ahmadinejad, de 52 anos, diga que seu governo reviveu o crescimento econômico e coibiu os aumentos de preços, a inflação e elevado desemprego foram os principais temas da campanha eleitoral. A inflação oficial está por volta de 15 por cento.

Questões sociais, como o rígido código de vestimenta para as mulheres, bem como as relações do Irã com outros países também foram tema da campanha, mas o resultado da votação não trará uma grande mudança na política externa do país, que é determinada pelo líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.

Mousavi, de 67 anos, rejeita as exigências do Ocidente de interrupção do enriquecimento de urânio, mas analistas dizem que ele teria uma atitude diferente quanto às relações entre o Irã e os EUA e nas conversações sobre o programa nuclear iraniano. O Ocidente teme que o objetivo iraniano seja a fabricação de bombas nucleares, o que o país nega.

A campanha de três semanas foi marcada por acusações pessoais, com Ahmadinejad associando os concorrentes à corrupção. Eles afirmaram que o presidente mentia sobre o estado da economia.

Os concorrentes de Ahmadinejad, que também incluíam o clérigo liberal Mehdi Karoubi e o ex-líder da Guarda Revolucionária Mohsen Rezaie, pediram ao ministério do Interior e a Khamenei que assegurasse a lisura das eleições.

[comentário: é essencial que o presidente do Irão, Ahmadinejad, proceda mudanças internas na república iraniana, especialmente eliminando o tratamento sem sentido que dispensa as mulheres.

Mas, deve manter sua política internacional, especialmenten servindo como um freio as absurdas pretensões de hegemonia do estado judeu e também deve mantar a pena de morte.

São requisitos essenciais e são tais posições que estão permitindo sua reeleição.

Muistas e muitas vezes as coisas só são consertadas com posições radicais. Vejam o Brasil: há alguma chance de conserto, de corrigir o que esse (des)governo está fazendo sem a adoção de medidas radicais, enérgicas, profundas?]

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