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quarta-feira, 10 de junho de 2009

Lula quer permissão para roubo em 'obras públicas'

Pode até parecer estranho o título deste POST, mas é a realidade.
No momento em que um governante - mesmo sendo na verdade um pseudo governante - se manifesta contra a fiscalização da aplicação do dinheiro público (leia fiscalização de obras públicas) 'comete' o crime de dizer que é 'mais caro parar uma obra pública do que o superfaturamento' está simplesmente propondo que deixem roubar desde que realize a obra.
Um presidente que fala uma asneira dessa - os asno que me perdoem a comparação -tem capacidade para propor que os quartéis da PM e as delegacias sejam fechadas - seguindo o raciocínio desorientado do "Nosso guia" se pode imaginar quanto ficaria mais barato para a Nação acabar com a polícia.???
Seria economia de milhões.
Vamos ao que o CB publica e também o O Globo e que fundamente o acima:

Em evento para liberar verba contra enchentes, presidente diz que parar obra suspeita de corrupção custa mais que superfaturamento

Lula defende continuidade de obras mesmo suspeitas

Numa cerimônia com prefeitos para liberar recursos para obras contra enchentes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendeu continuidade de obras mesmo com suspeita de superfaturamento.

Para o presidente, a paralisação de obras por alguns meses pode ter o mesmo efeito de prejuízo ao erário que um eventual superfaturamento.

Como fizera na Costa Rica, Lula voltou a criticar os agentes fiscalizadores que, segundo sua análise, cresceram em número e atuação com a estagnação do investimento por parte do Estado:

- Tem sempre uma vírgula que impede a coisa acontecer. Aí não procuremos culpados. O culpado é sempre o que está à nossa frente, mas às vezes a culpa é de todos nós - disse Lula, durante o lançamento do PACo Drenagem, que prevê repasse de R$ 4,7 bilhões para 18 estados e 109 municípios (10 deles no Rio) atingidos pelas enchentes. - Podemos colocar um jeito de melhorar, mas as obras não podem parar. Quer fiscalizar, vamos abrir processo. Mas eu não posso parar uma obra porque o custo de paralisar uma obra durante sete meses é, quem sabe, maior do que o valor que a pessoa entende que a obra estava superfaturada - afirmou o presidente, que em seguida defendeu uma fiscalização rígida, mas não irresponsável.

Lula contra fiscalizadores: “Não posso parar obra”

Presidente relaciona lentidão do PACo a decisões de órgãos de controle como o TCU e diz que paralisação custa dinheiro

No mesmo dia em que o Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou maior transparência nas contas da União e aprovou, com ressalvas, a contabilidade de 2008 do governo federal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva relacionou a lentidão no andamento das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PACo) a decisões de órgãos fiscalizadores. “O dinheiro está disponível há não sei quanto tempo. (...) As obras não podem parar. Se quer fiscalizar, vamos abrir processo, mas eu não posso parar uma obra.” Lula argumentou que o custo de uma obra parada durante meses muitas vezes é igual ou superior ao superfaturamento constatado pelos órgãos de controle. A geração de empregos, em contrapartida, é apontada pelo presidente como uma das principais medidas no combate à crise econômica internacional.

A auditoria do Tribunal de Contas da União na contabilidade do governo Lula detectou 38 mil convênios, no valor de R$13 bilhões, que deixaram de ser monitorados pelo governoque não conseguiu comprovar se as ações foram de fato executadas. Os convênios apontados não fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento. Aprovado por unanimidade no tribunal, o relatório precisa agora ser confirmado pelo Congresso.

Em evento que reuniu ministros, deputados, senadores e dezenas de prefeitos para o lançamento do
PACo Drenagem, o presidente defendeu a necessidade de um acompanhamento das obras, mas afirmou que “fiscalização rígida e séria é diferente de fiscalização dura e irresponsável”. O novo ramo do PACo vai destinar R$ 4 bilhões para cidades atingidas por enchentes e inundações, em 16 estados do país. Lula criticou os governantes passados pela condição precária em que moram milhões de brasileiros e afirmou que o problema não é apenas de seu governo, cujo mandato está terminando. “Já estou com saudade”, brincou.

O presidente Lula fez ainda um apelo para que os prefeitos criem um comitê gestor para acompanhar o andamento das obras em seus municípios e fazer o possível para acelerar o processo. Além disso, reforçou que este é um momento favorável para investimentos na infraestrutura do país, já que o governo não está preocupado “em fazer superávit primário”. No passado, ao contrário, o estado não tinha recursos para investir, disse Lula. “Hoje, é um paradoxo: nós temos um estado fiscalizador altamente bem remunerado e um estado executor pessimamente remunerado.”

Apesar da demora no andamento das obras do PAC, o presidente elogiou o desempenho da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, coordenadora do programa lançado no início do segundo mandato do petista. “Sei a capacidade de trabalho dela e (ainda assim) estamos vivendo essa dificuldade. Imagina alguém que governa esse país e não tem essa preocupação? Alguém que só anuncia, porque anunciar é fácil.”

[comentário: a posição oficial do Apedeuta é a de remunerar mal aos fiscais - fica mais fácil suborna-los - e pagar regiamente aos executores das obras (lógico que ele não se referia ao assalariado, ao 'peão' e sim aos que administram a obra, em sua maior parte petistas ou esquerdistas corruptos e corruptores) e assim fica mais fácil o suborno.

Na cabeça do presidente Lula se o roubo é de dez milhões e paralisar a obra, realizar uma fiscalização rigorosa, uma auditoria séria, pode custar doze milhões (cálculos presidenciais e que com certeza não seão verdadeiros, estão alopradamente exagerados) é melhor deixar o roubo acontecer - afinal, boa parte do 'botim' irá parar nos cofres dos aloprados que estão pendurados nas tetas na nação brasileira.]

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