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segunda-feira, 22 de junho de 2009

Mais falcatruas do Sarney, os atos secretos e o Senado

Ex-diretor do Senado usou ato secreto para aumentar o próprio salário

Parece interminável o rol de serventia dos atos secretos do Senado. Desta vez, a Folha diz que o ex-diretor geral do Senado Agaciel Maia valeu-se de um desses atos para aumentar o próprio salário. “Por sua iniciativa, cinco comissões especiais instaladas para realizar ‘serviços extraordinários’ foram transformadas em permanentes.
Agaciel presidia uma delas, recebendo por isso um adicional mensal de R$ 2.300. O ato que originou as comissões, criadas há mais de um ano, só foi divulgado na intranet do Senado no começo deste mês
”, afirma a reportagem. E O Globo revela que outros atos secretos encobriram gastos como reformas de um apartamento funcional (a obra da cozinha teria custado R$ 100 mil) e reembolso de despesas médicas com cirurgias estéticas. Já não se sabe mais o que poderá vir dessas medidas por baixo dos panos.

Atos secretos do Senado encobriram reformas luxuosas, cirurgias estéticas e farras na gráfica

Nem só para contratações irregulares de pessoal serviram os mais de 600 atos secretos do Senado em 14 anos. Como mostra reportagem de Gerson Camarotti publicada na edição desta segunda-feira do GLOBO, a comissão de sindicância concluiu que outras decisões administrativas foram tomadas para beneficiar senadores e funcionários. Os gastos, cobertos com dinheiro público, incluem a reforma de um apartamento funcional em que só a obra da cozinha custou R$ 100 mil, além de passagens aéreas e reembolso de despesas médicas fora do padrão.

Os parlamentares já foram alertados de que a caixa-preta da instituição esconde muito mais do que já foi divulgado, e que a investigação deve atingir todos os grupos de senadores, inclusive os integrantes do chamado grupo ético. Os atos secretos não ficaram centrados apenas na contratação de parentes e aliados do grupo político do presidente da Casa , senador José Sarney (PMDB-AP). Por isso, instalou-se nos bastidores um clima de ameaça e intimidação.

Nos mais de 600 atos, há contratações de pessoal em diversos gabinetes, além dos da família Sarney, e muitos encaminhamentos administrativos. Segundo funcionários, os dados vão abrir novas frentes para apuração de irregularidades. Entre as novas informações que devem surgir nos boletins sigilosos está a ampliação da cota de impressão de livros na gráfica do Senado para parlamentares.

Aumenta pressão por reação mais dura de Sarney

Mesmo com a blindagem do Palácio do Planalto, a avaliação feita por integrantes do governo é que Sarney precisará ter uma postura mais ofensiva e anunciar medidas práticas esta semana. Caso contrário, ficará numa situação delicada, com o risco até mesmo do retorno do movimento para desestabilizar sua gestão. Interlocutores alertaram Sarney de que sua entrevista na última sexta-feira foi sofrível, e que suas reações tímidas não surtiram o efeito esperado.

No fim de semana, vários senadores demonstraram estar surpresos com a repercussão da crise em suas bases eleitorais e começaram a pressionar Sarney. Já há consenso de que não há mais como segurar o diretor-geral Alexandre Gazineo. Além disso, cresceu a pressão para o afastamento do ex-diretor Agaciel Maia. Sarney quer esperar o retorno do 1 secretário, Heráclito Fortes (DEM-PI), esta semana, para discutir medidas.

Fonte: O Globo

[comentário: o ‘poderoso chefão’ Sarney bem que tem vontade de ser mais firme e convincente nas manifestações que faz tentando convencer que NÃO SABIA – modelo Lula de fugir à responsabilidade - só que é difícil, pois enquanto ele tenta invocar a favor dos seus desmandos o fato de não ser pessoa ‘comum’ – tese esposada pelo senhor Lula – surgem mais coisas incomuns e sujas.

Basta observar que os noticiários da TV, especialmente os da noite, quando apresentam a ‘fala’ do ‘poderoso chefão Dom Sarney’ tentando se defender, já noticiam novos desmandos de alguém do clã Sarney.]

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