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quarta-feira, 1 de julho de 2009

A cultura de crueldade do Oriente Médio

Flagrada em vídeo: A cultura de crueldade do Oriente Médio

Alguns dos mais corajosos e distintos analistas do Oriente Médio enfatizam a cultura de crueldade dessa região. Kanan Makiya intitulou seu livro de 1994 sobre os árabes de Crueldade e Silêncio. Fouad Ajami escreve sobre Beirute como “perdida para um novo reino de crueldade”, sobre “saque e crueldade e animus sectário” no Iraque e sobre “crueldade, desperdício e confusão” na região.

Essa crueldade, normalmente desconhecida das pessoas estranhas ao tema, ficou cinematograficamente vívida no dia 22 de abril de 2009, quando a ABC News divulgou um vídeo de um príncipe dos Emirados Árabes Unidos (EAU) torturando sadicamente um comerciante afegão acusado de desonestidade. Não menos instrutiva foi a reação passiva de seu governo e de funcionários do governo americano. A reportagem revela muito e merece ponderação:

Em Abu Dhabi, maior e mais poderoso emirado dos EAU, a família Nahyan reinou/ governou e dominou por muito tempo. Após a morte do Xeque Zayed bin Sultan Al Nahyan em 2004, que governou o emirado desde sua independência em 1971, seus 22 filhos e netos, por um longo tempo reprimidos, deleitaram-se com sua recém-descoberta liberdade de ação.

Um deles em particular, Issa bin Zayed Al Nahyan, irmão mais novo do atual governante de Abu Dhabi e presidente da federação de sete membros dos Emirados Árabes Unidos, Khalifa bin Zayed Al Nahyan (nascido em 1948), enlouqueceu. “É como se você tivesse girado um botão e o sujeito tomasse um caminho errado na vida e começasse a ser violento”, comentou Bassam Nabulsi, 50 anos, de Houston, Texas, nascido no Líbano e antigo associado comercial de Issa.

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