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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Promotora suspeita de acobertar criminosos é afastada pelo MP-RJ

MP afasta promotora suspeita de acobertar crimes
O Ministério Público do Rio de Janeiro decidiu afastar a promotora Beatriz Leal de Oliveira por pelo menos 60 dias depois de denúncias de seu suposto envolvimento para acobertar crimes, incluindo execuções, cometidos por policiais militares do Rio.

O Globo revelou o suposto esquema no domingo e informa em sua edição de hoje que o MP deu início a uma investigação criminal. “Não podemos tirar conclusões precipitadas, mas independentemente dos resultados das investigações, o caso é negativo para o MP”, afirmou o procurador-geral de Justiça Cláudio Soares Lopes.

A suspeita da ligação da promotora com o grupo de extermínio (nas palavras do relatório da Polícia Civil sobre o caso) foi levantada a partir de escutas telefônicas (autorizadas pela Justiça). Em uma delas, Beatriz aparece conversando com um cabo da PM, preso acusado assassinato.

Justiça

MP afasta promotora suspeita de acobertar PMS

A promotora Beatriz Leal de Oliveira foi afastada da comarca de Santa Maria Madalena, revelam Jaciara Moreira e Sérgio Ramalho na edição desta segunda-feira de O GLOBO.

A medida, que será publicada no "Diário Oficial do Ministério Público do Estado", foi tomada após O GLOBO revelar, neste domingo, o suposto envolvimento da promotora num esquema para acobertar crimes (incluindo execuções) praticados por PMs em Cachoeiras de Macacu, onde Beatriz Leal atuava até maio passado.

Inicialmente, a promotora será afastada do cargo por um período de 60 dias. No entanto, o MP já iniciou uma investigação criminal que poderá resultar no afastamento dela por tempo indeterminado e também numa ação penal.

- Não podemos ser levianos e tirar conclusões precipitadas, mas, independentemente do resultado das investigações, esse fato é muito negativo para o Ministério Público - afirmou o procurador-geral de Justiça, Cláudio Soares Lopes.

A suspeita de ligação da representante do MP com o "grupo de extermínio formado por policiais" - como descreve o relatório da investigação feita pela Polícia Civil - foi levantada a partir de escutas telefônicas autorizadas pela Justiça. Nelas, a promotora fala com o cabo Denílson Custódio de Souza, que está preso no Batalhão Especial Prisional (BEP) sob a acusação de assassinato.

Numa conversa, Beatriz diz a Denílson ter conseguido evitar a transferência dos policiais de seu Grupo de Apoio a Promotores (GAP) de Cachoeiras de Macacu para o Rio. Ela acrescenta que vai levar os policiais para a comarca de Santa Maria Madalena, onde diz estar de "férias", referindo-se à pequena quantidade de processos no município.

"Neste mês, eu despachei seis ações", diz a promotora, rindo, a Denilson.

O Globo

2 comentários:

Anônimo disse...

Essa mulher tem que ser banida do MP e ainda tem envolvimento com politicos locais que influenciou diretamente nas eleiçoes de 2008 para prefeito em Cachoeiras de macacu/RJ tem na comarca de Cachoeiras sete (07) processos em andamento de compra de voto e favorecimento ao ex prefeito Cica Machado

Anônimo disse...

Infelismente não podemos nos identificar, pois o comentario é sobre criminosos inescrupulos, ha muita coisa ainda a vir atona sobre essa promotora,em Cachoeiras de Macacu,ela hajia da forma que queria,como aconteceu nas ultimas eleições,para poder favorecer o candidato da situação,para isso, segundo informações, foi muito bem paga.Fico feliz,pelo menos algo foi feito,posso contar a minha filha que nem sempre os crimes ficam impunes.