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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

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quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Embaixa brasileira em Honduras pode ser invadida à luz do Direito Interrnacional

''Invasão de embaixada é juridicamente possível''

A ideia de entrar na Embaixada Brasileira em Tegucigalpa e simplesmente prender o presidente deposto Manuel Zelaya é "truculenta e pouco diplomática, mas juridicamente possível", disse ao Estado a professora de direito internacional da Universidade de São Paulo (USP), Maristela Basso.

"Assim como acreditou a missão brasileira, Honduras pode desacreditá-la para, em seguida, invadi-la. Do ponto de vista estritamente jurídico, as condições para isso estão dadas", disse Maristela. Segundo ela, ao abrigar Zelaya, "o Brasil está permitindo que suas instalações sejam usadas como um escritório voltado para a agitação política e a desordem pública. Isso é exceder-se em suas funções e não condiz com as normas internacionais".

A Convenção de Viena de 1961 determina a imunidade das missões diplomáticas no exterior, mas também proíbe, em seu artigo 43, que estas missões interfiram em assuntos políticos internos do Estado onde elas estão presentes. Por saber disso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o chanceler brasileiro, Celso Amorim, pediram a Zelaya que se abstivesse de fazer declarações políticas enquanto estivesse na embaixada brasileira, mas, até agora, o apelo não foi atendido.

Formalmente, Zelaya não é um asilado, nem poderia ser considerado refugiado. O governo brasileiro tenta prolongar indefinidamente sua estada na embaixada e, para isso, evita classificá-lo juridicamente. Ontem, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que o presidente deposto é um "hóspede oficial".

Para ser refugiado, Zelaya deveria cruzar alguma fronteira internacional, deixando seu país. Se viesse ao Brasil, seu pedido de refúgio teria de ser analisado por órgãos do Ministério da Justiça. Mas o movimento do presidente deposto foi inverso e ele
luta para permanecer em Honduras em vez de sair.

Sua situação assemelha-se a de um "asilado diplomático", que permanece protegido no interior da embaixada sem necessariamente deixar o país. Esta classificação só existe na América Latina e foi inaugurada durante as ditaduras militares dos anos 60 e 70.

Por: João Paulo Charleaux

Transcrito do site: A Verdade Sufocada

Honduras dá uma lição de dignidade ao mundo

Honduras contra a mentira global

Colaboracionistas em profusão, espalhados pela mídia internacional, apressam-se em alardear que a presença do presidente criminoso na embaixada brasileira desestabiliza o regime hondurenho e o predispõe a concessões. Isso é pura guerra psicológica. Quem quer trégua não priva o inimigo de água e comida, nem atira nos agentes chavistas que o apóiam, camuflados de cidadãos hondurenhos. Quem está desestabilizada é a "ordem global", que mostrou toda a sua fraqueza, todo o seu desespero, ao ficar provado que, para destruí-la, basta um povo pequeno e corajoso dizer "Não".

Se algo os acontecimentos recentes em Honduras confirmam, é aquilo que venho dizendo há anos: quem quer que, sem ser esquerdista, preste algum favorzinho aos esquerdistas, acaba sendo acusado por eles de fazer exatamente o contrário do que fez, de ser um direitista feroz e intolerante que só os persegue, maltrata e atemoriza.

Em 28 de junho, a Suprema Corte de Honduras determinou a prisão do presidente Manuel Zelaya por ter infringido a Constituição e ameaçado usar a força contra o poder legislativo. Os militares, em vez de executar a ordem, deixaram-se enternecer pelo desgraçado e permitiram que escapasse para a Costa Rica. Resultado: a esquerda mundial inteira os acusa de ter "expulsado" Zelaya, de ter dado um "golpe", de ter "rompido a estabilidade das instituições".

Se tivessem prendido o delinqüente e o levado a julgamento, a esquerda mundial poderia estar tão enfezada quanto está agora, mas não teria nenhum pretexto para dizer essas coisas. Teria de inventar outras mentiras, mais trabalhosas, menos persuasivas.

Não sei quantas décadas ou séculos de experiência e de sofrimento inútil a humanidade ainda precisará para compreender que indivíduos contaminados pela mentalidade revolucionária não são pessoas normais, confiáveis, das quais se possa esperar lealdade, gratidão, bondade ou acordo racional, mesmo em doses mínimas.

A história está repleta de casos de conservadores, católicos, protestantes, judeus, que arriscaram suas vidas para salvar comunistas perseguidos. Não consta dos anais do mundo um só episódio de comunista de carteirinha que tenha feito o mesmo por um reacionário, um só exemplo de radical islâmico que tenha arriscado o pescoço para livrar um infiel das garras dos aiatolás vingadores.

A mentalidade revolucionária não admite leis ou valores acima do poder revolucionário, não conhece caridade ou humanitarismo exceto como expedientes publicitários a serviço da revolução, não admite lealdade senão ao aparato revolucionário, não aceita a existência da verdade senão como simulacro de credibilidade da mentira revolucionária.

Com toda a evidência, é assim que funciona a mente dos srs. Luís Inácio Lula da Silva, Hugo Chávez, Marco Aurélio Garcia e demais próceres do Foro de São Paulo.

O sr. Lula acaba de dar mais um exemplo da sua mendacidade revolucionária infatigável, ao afirmar que o governo brasileiro nada sabia do retorno de Manuel Zelaya a Honduras, quando o próprio Zelaya confessa que foi tudo combinado com o sr. Marco Aurélio TOP TOP Garcia.

Colaboracionistas em profusão, espalhados pela mídia internacional, apressam-se em alardear que a presença do presidente criminoso na embaixada brasileira desestabiliza o regime hondurenho e o predispõe a concessões. Isso é pura guerra psicológica. Quem quer trégua não priva o inimigo de água e comida, nem atira nos agentes chavistas que o apóiam, camuflados de cidadãos hondurenhos. Quem está desestabilizada é a "ordem global", que mostrou toda a sua fraqueza, todo o seu desespero, ao ficar provado que, para destruí-la, basta um povo pequeno e corajoso dizer "Não".

Não acreditem em jornalistas que lhes apresentam a crise hondurenha como uma questão de aceitar ou rejeitar Zelaya na presidência. Esse problema nem sequer existe. Como presidente ou como cidadão, há uma ordem de prisão contra ele. Recolocá-lo no Palácio Presidencial é apenas garantir que ele irá para a cadeia com honras de chefe de Estado. Honduras não está lutando para se livrar de um político safado, mas para assegurar que a ordem legal e constitucional do país valha mais do que a opinião de bandidos e tagarelas estrangeiros autonomeados "consenso internacional".

Para lidar com essa gente toda precaução é pouca, toda suspeita é modesta, toda conjeturação de motivos sórdidos corre o risco de ficar muito aquém da realidade. Os hondurenhos parecem ser o primeiro povo do mundo que percebeu isso.

Por: Olavo de Carvalho

Fonte: Diário do Comércio, 28 de setembro de 2009.

Tsunami no Pacífico

Tsunamis no Pacífico
Uma série de tsunamis atingiu a Oceania ontem, em várias ilhas do Pacífico Sul, e deixou pelo menos 100 mortos. As mais afetadas foram Samoa e Samoa Americana. As ondas gigantescas foram provocadas por um terremoto que alcançou 8 graus de magnitude, na escala Richter.

Seu epicentro, segundo as autoridades locais, foi localizado no mar, a 195 quilômetros de Ápia, capital de Samoa. Hoje pela manhã, informa o G1, mais um terremoto voltou a ocorrer, agora na Indonésia, quase com a mesma intensidade. Desta vez, a ilha de Sumatra foi a mais atingida. Houve destruição de casas, pontes e incêndios. As autoridades de Sumatra lançaram alerta para tsunami.

Samoa alerta para novo tsunami

Ondas gigantes provocaram mais de 100 mortos, segundo autoridades.
Boa parte da população rumou para terras altas, longe do mar.

As autoridades de Samoa lançaram nesta quarta-feira (30) um novo alerta de tsunami, horas depois que um forte terremoto no Oceano Pacífico provocou um primeiro e devastador tsunami que atingiu o arquipélago.

O tsunami ocorreu depois de um terremoto nesta terça-feira.
As ondas gigantes provocaram mais de 100 mortos no território de Samoa Americana e em Samoa, segundo as autoridades locais.

O epicentro localizou-se no mar, a 195 km de Ápia, capital de Samoa. Inicialmente, a agência havia avaliado a intensidade do abalo em 7,9, na escala de momento, mas depois revisou para 8. A Defesa Civil da Nova Zelândia avaliou o tremor em 8,3 graus na escala Richter.

Até agora, foram registrados 100 mortos em Samoa e 14 em Samoa Americana. relatos de dezenas feridos e de muita destruição, com vilas inteiras alagadas. O medo levou moradores da região a buscar lugares mais elevados para se proteger.

“A sirenes tinham deixado de tocar depois que a polícia nos orientou para rumarmos às partes mais altas e longe do mar, quando houve um novo alerta de tsunami”, disse Cherelle Jackson, habitante do arquipélago. “Tudo começou de novo”, lamentou.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, declarou nesta terça o território americano no arquipélago de Samoa “zona de catástrofe”. Os EUA estão liberando ajuda federal, recursos de emergência e enviando equipes para o local da tragédia.

O tremor ocorreu às 6h48 locais (14h48 de Brasília), segundo o Centro de Estudos Geológicos dos EUA. O epicentro foi localizado no mar, a 195 km de Ápia, capital de Samoa. Depois de várias réplicas menores, um novo forte tremor, de magnitude 5,9, foi registrado às 12h25 locais de quarta (20h45 de Brasília).

Em 2004, um tremor no Oceano Índico, próximo à costa de Sumatra, na Indonésia provocou um tsunami que deixou cerca de 230 mil mortos em 14 países. Destes, cerca de 70 mil nunca foram localizados. A maioria das vítimas estava na Indonésia, em Sri Lanka, na Índia e na Tailândia.

O abalo sísmico, que atingiu entre 9,1 e 9,3 graus na escala Richter, foi o segundo maior já registrado por sismógrafos em todo o mundo. Além dos mortos, mais de 1,5 milhão de pessoas ficaram desabrigadas.

Em 2004, um tremor no Oceano Índico, próximo à costa de Sumatra, na Indonésia provocou um tsunami que deixou cerca de 230 mil mortos em 14 países. Destes, cerca de 70 mil nunca foram localizados. A maioria das vítimas estava na Indonésia, em Sri Lanka, na Índia e na Tailândia.

O abalo sísmico, que atingiu entre 9,1 e 9,3 graus na escala Richter, foi o segundo maior já registrado por sismógrafos em todo o mundo. Além dos mortos, mais de 1,5 milhão de pessoas ficaram desabrigadas.

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Roubalheira no PACo

PAC(o) paralisado
O Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou a paralisação de 41 obras federais por irregularidades e o bloqueio de repasse de dinheiro para mais 22. Treze das obras que devem ser paralisadas são do Programa de Aceleração do Crescimento (PACo), que somam custos de mais de R$ 7 bilhões. O TCU identificou indícios de sobrepreço, licitação irregular, falta de projeto executivo e problemas com licença ambiental.

A recomendação do TCU é feita ao Congresso. O governo ficou irritado com a lista aprovada ontem. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, criticou os entraves colocados pela instituição. “O TCU não é uma casa política. Nunca se curvou e não se curvará jamais a critérios políticos”, disse Aroldo Cedraz, relator da análise deste ano, segundo a manchete de O Globo.

A investigação do TCU é feita anualmente e algumas obras, conta a manchete do Estadão, são recorrentes no rol das problemáticas. A expansão do aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, é uma delas. Incluída no PACo, receberia R$ 3,8 bilhões neste ano, mas ainda não sanou irregularidades que apareceram anteriormente. No total, o TCU avaliou 219 obras, das quais 68% tinham irregularidades graves.

TCU recomenda paralisação de 41 obras, sendo 13 do PAC. Paulo Bernardo critica tribunal

Numa sessão que virou uma espécie de desagravo contra críticas do Executivo sobre a atuação da corte, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta terça-feira o relatório Fiscobras 2009, com a recomendação de paralisação de 41 obras, que totalizam custos de mais de R$ 7 bilhões. Entre as obras estão 13 do Plano de Aceleração do Crescimento (PACo).

- O TCU não é uma casa política. Nunca se curvou e não se curvará jamais a critérios políticos - disse Aroldo Cedraz, relator do Fiscobras deste ano

As principais irregularidades são sobrepreço, superfaturamento, licitação irregular, falta de projeto executivo e problemas ambientais. Foram fiscalizadas 219 obras, com dotação orçamentária de R$ 35,4 bilhões neste ano. O TCU analisou 99 obras do PACo, de um total de 2.446 que fazem parte do programa. As que receberam recomendação de paralisação representam 0,5% das obras do PACo. Do total, 149 (68%) tinham irregularidades graves.

A iniciativa do TCU provocou uma reação do governo. O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, criticou os entraves colocados pela instituição.

Entre as obras do PACo com recomendação para parar estão a construção da Refinaria Abreu Lima, em Recife (PE); a distribuição de energia elétrica do Luz para Todos, no Piauí; a reforma e ampliação do Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, e a linha 3 do Metrô, em Niterói. Considerando apenas a amostra do PAC fiscalizada neste ano, nove obras (60%) na lista são reincidentes, segundo técnicos do tribunal.

Além dessa "lista negra", o tribunal também determinou a retenção de verbas em outras 22 grandes obras federais. Do total, 86 foram liberadas para continuar. Só 35 (16%) passaram pela análise sem ressalvas.

A lista segue nesta quarta-feira para o Congresso, que decidirá quais contratos terão as verbas bloqueadas no Orçamento. A lista pode mudar a partir da análise dos parlamentares e à medida que algumas das irregularidades forem sanadas. Alguns bloqueios não inviabilizam totalmente algumas das obras.

O relatório consolidado acrescentou, a partir do levantamento de outros processos no tribunal, mais quatro obras na lista negra com irregularidades graves: três com recomendação de paralisação e uma com retenção cautelar. Com isso, o total de obras com indicação de bloqueio de verbas chega a 44 (15 do PAC) e de retenção atinge 23 (16 do PAC).

O relatório Fiscobras inclui um novo enfoque ambiental este ano. E destacou que foram encontrados indícios de irregularidades ambientais em 13% das obras fiscalizadas - mais da metade não tem licença ambiental. O assunto também é motivo de embate político sobre o andamento de obras.

Após a leitura de um resumo do relatório consolidado, vários ministros do TCU pediram a palavra para rebater as críticas feitas pelo Executivo de que o TCU prejudica o país porque manda parar obras importantes para a nação. Alguns atribuíram as críticas às pressões "dos grandes", que tiveram obras afetadas. Pelo menos um ministro disse que "alguns" querem fazer a obra da forma mais rápida, por motivos políticos, mas não necessariamente pelo preço mais baixo.

O presidente do TCU, Ubiratan Aguiar resumiu:

- Não nos interessa a paralisação de obras porque sabemos dos prejuízos financeiros e para a população. Mas não podemos deixar prosperar a fraude, o conluio e a corrupção - disse Ubiratan, que afirmou que o país será prejudicado se o controle externo sofrer mudanças como já sugeriu o presidente Lula.

- Se um dia houver redução de competências, ou até a extinção do TCU, isso vai afetar o Brasil. Está na hora de discutir o papel do setor privado que tem contratos públicos e sabe que existem regras - disse Aguiar.

De acordo com o relator, do total de obras acompanhadas pelo TCU, houve queda, de um ano para cá, do percentual que apresentou indício de irregularidade grave com recomendação de paralisação ou retenção parcial de valores.

Bernardo reage com ironia

As críticas vieram nesta terça-feira mesmo. Ao ser questionado sobre paralisação de obras do PACo, Paulo Bernardo disse em tom de ironia, que o órgão fiscalizador, auxiliar do Legislativo, tem tentado se apropriar de funções do Congresso, da Justiça e do Executivo.

O ministro também afirmou que, da forma que o tribunal age, o Brasil não conseguiria realizar a Copa do Mundo em 2014, mas somente em 2020. Ele destacou que os trabalhos ainda estão incipientes, mas já existe uma comissão no TCU para investigar projetos da Copa.

- Não fizemos nada ainda e já tem uma comissão lá (no TCU) gastando dinheiro para investigar a Copa - disse o ministro, que participou nesta terça-feira da reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES). - Se continuar desse jeito, vamos ter que combinar com a Fifa e fazer essa Copa em 2020, porque provavelmente eles vão parar tudo... Acho que temos que ter equilíbrio - acrescentou.

Para ele, o TCU deveria ter mais agilidade.

- Acho que deveríamos modernizar um pouco, fazer talvez auditoria externa nesse negócio e contratar auditores independentes, porque não é possível ter que estar nesse bate-boca - disse Bernardo, para quem o tribunal aponta indícios de irregularidades, "mas passa seis meses e não faz nada.”

Já a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, minimizou os relatórios, afirmando que indícios de irregularidades não significam, obrigatoriamente, sobrepreço nos contratos. Segundo ela, o PACo tem mais de 2 mil obras e que, portanto, supostos problemas em 13 delas não significa muita coisa.

A ministra criticou a paralisação dos serviços. Ela disse que, muitas vezes, a conclusão das inspeções acaba não encontrando superfaturamento e que, ao parar alguma obra e depois retomá-la, o custo sobe.

O PACo tem 2 mil e poucas obras. Nós, sempre que o TCU divulga isso, nós vamos, esclarecemos, procuramos saber. Algumas vezes, nós concordamos. Outras, discordamos. Quando discordamos, procuramos, em várias etapas, o direito de resposta. Eu acredito que não vai ser diferente neste caso. O que se tem de ter cuidado no Brasil é com a suspensão de obras. Isso tem de ter cuidado. O que o TCU fala é em indícios de irregularidades - declarou.

- Quando se fala em indícios de irregularidades, não é que houve nenhum malfeito. Indício de irregularidade é que não está batendo o que disseram que ia ser com o que está sendo. Pode ser sobrepreço e pode não ser. É bom que haja controle. Segundo, é bom que haja resposta. Terceiro, se tiver errado, para. Se não estiver, continua. Tem sido assim.

Lula criticou TCU na véspera

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já criticou reiteradas vezes o poder do TCU de paralisar obras suspeitas de irregularidades.

A última vez foi na segunda-feira. Aproveitando a aprovação do ex-ministro de Relações Institucionais, o petebista pernambucano José Múcio Monteiro, para ministro do TCU, Lula voltou a criticar a Corte e anunciou, sem detalhes, que reunirá ministros, líderes partidários e empresários para rediscutir o seu papel.

Fonte: O Globo

Zelaya poderia estar preso ou morto

Zelaya estaria morto ou preso sem apoio do Brasil, diz Amorim

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, defendeu nesta terça-feira a atuação do Brasil na crise política de Honduras e disse que o presidente deposto Manuel Zelaya teria "sido preso, talvez morto", se a Embaixada brasileira em Tegucigalpa não lhe oferecesse abrigo.

Durante reunião extraordinária da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado, convocada para que o chanceler apresentasse explicações sobre os acontecimentos na embaixada, Amorim afirmou que a ação brasileira "reconduz [Honduras] à retomada do diálogo ".

"O fato de Zelaya estar hoje no país é um convite ao diálogo. Não sei o que teria acontecido caso o Brasil não o tivesse aceito [na embaixada]. Ele teria sido preso, morto ou estaria em uma serra planejando uma revolução. Achamos que estamos contribuindo para o diálogo e nossa embaixada não está interferindo [em assuntos internos hondurenhos]".

Amorim reconheceu que a situação em Honduras é "extremamente difícil" e admitiu ter pedido o apoio de outros países para garantir a segurança dos brasileiros que vivem no país da América Central. Ainda declarou que recebeu um agradecimento da secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, por tentar restabelecer a democracia.

Ainda segundo o chanceler, há cerca de três meses o governo brasileiro negou um pedido de empréstimo de uma aeronave para levar Zelaya de volta a Honduras. "Não houve nenhuma combinação para que o recebêssemos. Fomos surpreendidos quando ele bateu às portas da embaixada", afirmou.

Oposição

Durante a audiência, os líderes da oposição no Senado, José Agripino Maia (DEM-RN) e Arthur Virgílio (PSDB-AM), criticaram a presença de Zelaya na Embaixada brasileira. Eles defendem a tese de que o presidente deposto deveria se asilar no Brasil até que a crise política em Honduras seja resolvida.[afinal o Brasil já tem entre seus asilados o incendiário Achilles Lollo, tem o Medina e vários outros bandidos... Zelaya seria apenas mais um]

Em resposta a Agripino e Virgílio, Celso Amorim informou que Zelaya não pediu salvo-conduto ao Brasil e, por isso, o asilo ao presidente deposto de Honduras ainda não deve ser discutido. "Isso não nos foi pedido. Como não nos foi pedido, não estamos oferecendo", explicou.

Questionado pelo senador Renato Casagrande (PSB-ES) sobre qual é o status de Zelaya na embaixada, Amorim disse que não iria entrar em "categorização jurídica", porque é um conceito "complexo". "As situações se repetem de maneira diferente", limitou-se a dizer o chanceler.

Crise

Zelaya está abrigado na Embaixada brasileira desde o último dia 21. Ele foi deposto por militares e enviado ao exílio para a Costa Rica em 28 de junho deste ano, depois de a Suprema Corte ter ordenado sua prisão. Zelaya foi acusado de desobedecer à legislação do país ao convocar uma uma consulta pública para reformar a Constituição, o que daria ao presidente a possibilidade de reeleição. A atitude foi considerada inconstitucional pelo Parlamento e Zelaya foi substituído por Roberto Micheletti, presidente do Congresso hondurenho.

O caso provocou forte tensão nas relações entre o governo de facto e o Brasil, que assim como a Organização das Nações Unidas não reconhece a legitimidade de Micheletti. O governo golpista está determinado a permanecer no poder até as eleições presidenciais marcadas para 29 de novembro. Mas vários países, incluindo os EUA, sugerem que podem não reconhecer o resultado da eleição se não houver um acordo prévio que inclua o presidente deposto.[a ONU não reconhecer a legitimidade de alguma coisa e nada dá no mesmo; desde quando não consegue conter a Coréia do Norte, o Irã, Israel - quando o exército isralense resolve matar alguns milhares de palestinos - que a ONU é irrelevante. Aliás, o nosso 'inteligente' Lula já declarou isso.]

[Zelaya morto com certeza resultaria em uma melhora para o povo hondurenho; preso, estaria sendo dado cumprimento a legislação hondurenha e ele seria apenas mais um foragido recapturado; a intervenção do Brasil, determinada pelo "Noço guia", cumprindo ordens do Foro de São Paulo, apenas atrapalhou a situação na América Central.]

Por: Yahoo! Brasil

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Odorico Zé-laya e Lula = os dois trapalhões

Golpe eleitoral do Stalinácio: Presidente vai mesmo vetar recontagem do voto impresso conferido pelo eleitor

Enquanto se aproveita da novela Honduras, com Odorico Zé-Laya em papel de trapalhão, o chefão Stalinácio se prepara para dar seu golpe pessoal contra a lisura do processo eleitoral brasileiro. Lula seguirá as recomendações do seu ministro da Defesa, Nelson Jobim, do presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, e do Tribunal Superior Eleitoral, Carlos Ayres Britto: vetará o artigo 5º da minirreforma eleitoral – que permitiria a apuração eletrônica dos votos por meio da recontagem do voto impresso conferido pelo eleitor. Lula também vetará o voto em trânsito.

Sexta-feira passada, o TSE enviou ao Ministério da Justiça um
estudo técnico com a fundamentação para que o voto impresso não seja retomado nas eleições. Carlos Ayres Britto teve um teretetê pessoalmente com Tarso Genro, recomendando o veto ao voto impresso e ao voto em trânsito. O projeto que alterou a legislação eleitoral foi aprovado no último dia 16 pelo Congresso Nacional e enviado para a sanção da Presidência da República. Alegação de Britto: “São esses dois pontos do projeto de lei que mais nos trazem dificuldades operacionais irremovíveis”.

Ayres Britto reclama que o
voto impresso não tem sentido, considerando que já foi testado nas eleições de 2002 e resultou em atraso na votação e travamento das máquinas impressoras. Sobre o voto em trânsito, Britto alega que a dificuldade de adaptação seria prática, uma vez que para permitir que o eleitor brasileiro vote quando não estiver em seu domicílio eleitoral seria exigido que ele se cadastrasse pelo menos cinco meses antes. O ministro pondera que, sem o cadastramento prévio do eleitor para que o nome dele conste no programa da urna eletrônica do local previsto para votar, o sistema de votação teria que ser colocado em rede, o que traria riscos para a segurança do processo eleitoral.

Por: Por Jorge Serrão – Blog Alerta Total


Brasil receia piorar as coisas se retirar diplomatas de Honduras

Amorim diz que retirar diplomatas de Honduras seria covardia e incentivos a novos golpes

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, afirmou nesta segunda-feira que retirar os diplomatas brasileiros de Honduras e suspender o abrigo ao presidente deposto Manuel Zelaya seria uma covardia e um incentivo a novos golpes de Estado na América Latina.

- O Brasil virou guardião de um presidente democrático e legítimo do país. Seria muito fácil para nós tirar os dois diplomatas e o oficial administrativo. O problema de segurança, do ponto de vista do Brasil, terminaria. Mas não podemos fazer isso. Seria uma covardia, um gesto de desrespeito à democracia e um incentivo a outros golpes de Estado no continente, coisa que nós não podemos fazer - disse Amorim.

Amorim afirmou ainda que a Convenção de Viena resguarda a integridade das embaixadas mesmo em casos extremos, como uma guerra.

- Mesmo em casos de ruptura das relações institucionais e de guerra, a inviolabilidade da missão diplomática deve ser mantida.

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OEA rachou; UNASUL não firmou e a URSAL... SIFU

Honduras expõe racha na OEA
A crise política e o impasse diplomático em Honduras estão de novo nas manchetes dos principais jornais do país. Horas depois de ter declaro estado de sítio no país, o presidente interino Roberto Micheletti mandou fechar, por “ataques à paz”, uma rádio e uma TV, partidárias do presidente deposto Manuel Zelaya.

Pegou mal até entre os integrantes do governo de facto. Pela primeira vez desde a expulsão de Zelaya, no dia 28 de junho, Micheletti perdeu a maioria no Congresso, que pediu a ele que voltasse atrás da declaração de estado de sítio. Micheletti, depois de pedir desculpas à população, disse que vai fazer isso nas próximas horas, conta a Folha,

O Estadão destaca a posição norte-americana sobre o assunto. Os Estados Unidos se manifestaram ontem, por meio de um diplomata da Organização dos Estados Americanos (OEA) – e o Brasil não gostou de o ouvir afirmar que a volta de Zelaya a Honduras sem negociação foi “irresponsável e tola”. Zelaya está acampado na embaixada brasileira, sem asilo político, há nove dias. Os EUA sempre deixaram claro ser contrários a um retorno não negociado.

As várias tentativas de Zelaya de entrar no país de avião ou por terra foram criticadas na época em que ocorreram. O chanceler brasileiro, Celso Amorim, foi reclamar para a secretária de Estado dos Estados Unidos, Hillary Clinton, das declarações. Também conversou com ela sobre o pedido que o Brasil fez à Organização das Nações Unidas (ONU) para que a entidade se envolva mais na crise hondurenha, até para garantir a integridade da embaixada brasileira, onde está Zelaya. Segundo O Globo, Amorim descartou retirar os diplomatas brasileiros de Honduras. “Seria covardia e um estímulo a novos golpes”.

EUA criticam 'volta tola' de Zelaya

Embaixador na OEA qualifica retorno de líder deposto de 'atitude irresponsável' e ataca 'os que o ajudaram'

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Rio 2016: sonho ou pesadelo?

O Rio já está na reta final de uma longa corrida pela sede dos Jogos Olímpicos, mas o sonho de trazer pela primeira vez a Olimpíada para a América do Sul também é apontado como um possível pesadelo de promessas não cumpridas, orçamentos estourados e bilhões de reais gastos em elefantes brancos.

Após duas tentativas frustradas, o Rio de Janeiro tem esta semana a primeira chance real de ser eleita sede da Olimpíada de 2016. A cidade concorre com Chicago, Madri e Tóquio numa das disputas mais equilibradas dos últimos anos. O anúncio da vencedora será feito pelo Comitê Olímpico Internacional (COI) no dia 2 de outubro, em Copenhague.

"Na nossa opinião o COI vai tomar uma decisão importante para 2016, que pode ser histórica", disse recentemente à Reuters o secretário-geral da candidatura Rio 2016, Carlos Roberto Osório.

O Rio apresenta como um de seus trunfos o legado dos Jogos Pan-Americanos, o que, no entanto, traz também a lembrança do orçamento estourado e de muitas promessas não cumpridas -- como a expansão do metrô e a despoluição da Baía de Guanabara, entre outras obras.

Além disso, apenas 29 por cento das instalações esportivas construídas para o evento de 2007 estão prontas para a Olimpíada, e a maioria delas praticamente não foi usada desde então.

Desta vez, as promessas incluem um novo sistema de transporte rápido interligando as regiões dos Jogos, a reforma da zona portuária e do aeroporto internacional, o aumento da oferta de acomodação, e, outra vez, a limpeza da baía e das lagoas da cidade.

Para tanto, a proposta prevê um gasto total de 28,8 bilhões de reais, dos quais quase 25 bilhões provenientes dos cofres públicos. Segundo as autoridades da candidatura, boa parte das obras está prevista para ser executada independentemente da realização dos Jogos, algumas para a Copa do Mundo de 2014 que será realizada no Brasil.

A grande maioria dos projetos, no entanto, ainda não saiu do papel.

Para a ex-jogadora de vôlei de praia e campeã olímpica em Atlanta-1996 Sandra Pires, a Olimpíada pode transformar a cidade.

"Seria maravilhoso", disse ela à Reuters. "Fui a quatro Olimpíadas e vi como as cidades melhoram depois da Olimpíada. Pequim, por exemplo, virou outra cidade".

"O Rio hoje não está pronto, mas é por isso que é decidido bem antes, para consertar o que não está bom. Temos um bom tempo pela frente."

APOSTA CARA

A previsão de gastos do Rio é uma das mais altas entre os quatro concorrentes, mas em linha com os gastos previstos por Londres para sediar os Jogos de 2012, estimados em cerca de 28 bilhões reais. O clima geral na cidade é de otimismo para a votação. De acordo com dados do COI, 85 por cento dos cariocas e 69 por cento dos brasileiros apóiam a realização dos Jogos na cidade.

Quem é contra normalmente questiona o alto custo da organização em um país e uma cidade ainda carentes de serviços básicos, por exemplo habitação - já que boa parte da população carioca vive nas centenas de favelas espalhadas pelos morros da cidade.

"O Rio 2016 não é um sonho, mas sim um pesadelo", disse à Reuters Alex Pussieldi, técnico de natação brasileiro radicado nos EUA e comentarista de esportes olímpicos na TV, um dos críticos dos Jogos a se manifestar publicamente na Internet.

"Antes de receber uma Olimpíada, o Brasil precisa ser um país mais sério e organizado", disse. "Sou contra esse abuso de poder, gastos exorbitantes e contas nunca fechadas", acrescentou.

Mesmo se não ganhar, a candidatura do Rio já terá custado aos cofres públicos mais de 100 milhões de reais, parte destinada a alavancar a proposta brasileira no exterior. O presidente da candidatura e do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, encabeçou uma volta ao mundo para apresentar a candidatura a vários países.

"Onde havia voto os integrantes do COB foram atrás", disse à Reuters uma fonte do COB.

"Atravessaram rios no Congo e em países da África atrás de voto. Compraram assentos em espetáculos e jogos de futebol em que se sabia que haveria um membro votante. Faziam de tudo para parecer um encontro casual, mas fazia parte da estratégia da campanha", acrescentou.

Fonte: Reuters

O Foro de São Paulo e o TOP TOP Garcia colocaram um senhor pepino nas mãos do Itamaraty

Perigo para o Brasil em Honduras

Se Manuel Zelaya combinou ou não com o governo brasileiro sua ida à embaixada do Brasil em Tegucigalpa é algo ainda a ser esclarecido. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva jura que seu governo de nada sabia e ofereceu sua palavra contra a dos "golpistas". Mas isso é pouco relevante diante do pepino em que se encontra a diplomacia brasileira, agora atolada até o pescoço na crise política de Honduras.

Todos sabem que grande poder traz grande responsabilidade. Por isso parecia uma questão de tempo, considerando o aumento da influência do Brasil na política da América Latina, que o país se visse diretamente ligado a uma crise de grandes proporções, dada o ainda alto nível de instabilidade em partes da região. Entretanto, na crise de Honduras a responsabilidade parece ter se tornado maior que o poder acumulado pelo Brasil. O país ainda não tem os recursos políticos, diplomáticos e militares que tinham, por exemplo, os Estados Unidos ao longo do século 20, tempo em que mandavam e desmandavam em quase todos os vizinhos das Américas. Por mais que a retórica de Lula pareça apoiada na razão e seja apreciada tanto por Barack Obama como por Hugo Chávez, as opções brasileiras nesta crise são limitadas.

Num passado não muito distante, mais precisamente em 1991, outro líder latino-americano passou por aperto semelhante ao de Zelaya. Jean-Bertrand Aristide mal completava um ano na Presidência do Haiti, que acabara de sair de uma longa e sangrenta ditadura familiar, quando bateu de frente com o Congresso do país, da mesma forma como aconteceria com o presidente de Honduras. Aristide perdeu o apoio político no Parlamento e acabou expulso do cargo e da meia-ilha que comandava. O país ficou nas mãos dos militares, que com o tempo passaram a sofrer pressão internacional para aceitar o retorno de Aristide ao poder. Tratava-se dos Estados Unidos de Bill Clinton e não do Brasil de Lula, então os generais acabaram não resistindo. Em 1994, tropas americanas tomaram o Haiti para garantir o retorno do presidente deposto. Aristide governou então até 1996, voltou ao cargo em 2000, apenas para ser expulso mais uma vez. Mas essa é uma outra história, que o Brasil inclusive conhece muito bem.

O fato é que o Brasil de Lula não é a maior potência das Américas, não tem assento permanente no Conselho de Segurança da ONU nem tem condições ou histórico de invadir vizinhos para garantir um arranjo político, como era o caso dos Estados Unidos na crise haitiana dos anos 90. Sozinho, o Palácio do Planalto não pode fazer por Zelaya o que a Casa Branca fez Jean-Bertrand Aristide. O presidente deposto de Honduras não pode assumir residência fixa na embaixada brasileira de Tegucigalpa, e uma solução parece depender de um acordo com o governo interino. Se for obtido, o Brasil terá fortalecida ainda mais sua imagem internacional como potência emergente, confiável na mediação de crises internas ou regionais, e o presidente Lula terá reafirmadas suas credenciais como defensor da democracia no continente.

Mas, se Roberto Micheletti decidir não fazer concessão alguma, Honduras pode mergulhar num impasse político ainda mais grave, com um crescente perigo de mais violência nas ruas de um país claramente dividido. Nesse caso, o Brasil poderá lamentar ter atendido a campainha e oferecido o sofá da sala a Manuel Zelaya.

Deposição do golpista Zelaya não partiu de militares

General defendeu diálogo como forma de resolver impasse político em Honduras.

A iniciativa de depor no mês de junho o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, não partiu dos militares do país, afirmou nesta terça-feira o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas hondurenhas, general Romeo Vásquez. "Não partiu de nós, militares. Se tivesse sido, eu seria o chefe de Estado, mas não sou. Estou subordinado aos poderes", disse ele em uma coletiva com jornalistas estrangeiros.

Vásquez, no entanto, não quis responder se aceitaria servir a Zelaya caso ele volte ao cargo. O general defendeu o diálogo como forma de resolver o impasse que vive o país e acrescentou que "a lei deve prevalecer, senão, vira barbárie".

Embaixada brasileira

Quanto à embaixada brasileira na capital hondurenha, Tegucigalpa – que está cercada por forças de segurança desde 21 de setembro, quando Zelaya lá se refugiou –, Vásquez afirmou apenas que seus subordinados têm ordens para continuar protegendo o local.

Zelaya foi deposto da Presidência de Honduras em 28 de junho e levado à Costa Rica. Em seu lugar assumiu o então presidente do Congresso, Roberto Micheletti. Há pouco mais de uma semana, o presidente deposto retornou a Tegucigalpa e se refugiou na embaixada brasileira.

Pouco antes de ser deposto, Zelaya chegou a destituir o general Vásquez do comando das Forças Armadas hondurenhas por ele se opor ao projeto de convocar uma assembleia constituinte em Honduras.

A decisão, no entanto, foi revertida pela Suprema Corte do país.

ONU

"Eu reafirmo que as Nações Unidas estão de prontidão para ajudar em todos os sentidos. "

Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU

O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, afirmou em um discurso em Nova York nesta terça-feira que está “preocupado” com a crise política em Honduras e declarou que ameaças contra a embaixada do Brasil em Tegucigalpa são “inaceitáveis”.

“Ameaças contra a embaixada do Brasil em Honduras são inaceitáveis. A legislação internacional é clara: a imunidade não pode ser violada. Ameaças aos funcionários da embaixada e a suas dependências são intoleráveis”, disse Ban.

O secretário-geral da ONU também afirmou que o estado de sítio de 45 dias decretado no último domingo pelo presidente interino do país, Roberto Micheletti, “aumentou as tensões”. Ban também ressaltou que o Congresso hondurenho rejeitou a suspensão dos direitos civis.

Ele pediu que a segurança do presidente deposto, Manuel Zelaya, seja garantida e solicitou que todos os atores políticos se comprometam com o diálogo. “Eu reafirmo que as Nações Unidas estão de prontidão para ajudar em todos os sentidos”.

Na próxima quarta-feira, uma comissão formada por deputados brasileiros parte para Tegucigalpa para verificar as condições da embaixada e da comunidade brasileira em Honduras, informou a Agência Câmara. De acordo com o coordenador da comissão, deputado Raul Jungmann, os parlamentares não devem se reunir com representantes do governo interino hondurenho.

OEA

Em um comunicado divulgado também nesta terça-feira, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), ligada à OEA (Organização dos Estados Americanos), condenou o estado de sítio decretado em Honduras.

"A CIDH expressa sua profunda preocupação por este decreto, cujas disposições restringem os direitos humanos fundamentais de forma arbitrária, contém normas vagas que outorgam absoluto poder arbitrário à autoridade, em especial às forças do exército e da polícia", diz a mensagem.

Na segunda-feira, o governo interino de Honduras voltou atrás em sua decisão de barrar uma comissão de membros da OEA que tentou entrar no país no último domingo e autorizou que um grupo de funcionários do órgão desembarque no país na próxima sexta-feira.

A decisão foi anunciada pela Secretaria de Relações Exteriores de Honduras mesmo dia em que Micheletti afirmou que está disposto a rever o estado de sítio de 45 dias que foi declarado por seu governo no último domingo.

De acordo com um comunicado da chancelaria hondurenha, uma comissão preparatória da OEA estaria autorizada a visitar o país centro-americano a partir de 2 de outubro.

Segurança

Em um outro comunicado, divulgado na noite da segunda-feira, o governo interino de Honduras afirmou que “continuará oferecendo proteção à representação do Brasil” em Tegucigalpa, “cumpra o governo brasileiro ou não sua obrigação de definir o status do senhor Zelaya em sua embaixada”.

No domingo, o governo interino de Honduras deu um prazo de dez dias para que o Brasil defina qual é o status político de Zelaya, caso contrário, ameaçou não reconhecer mais a embaixada como uma instituição diplomática.

O mesmo comunicado, assinado pelo ministro das Relações Exteriores do governo interino, Carlos López Contreras, afirma que a situação jurídica de Zelaya é “insólita”.

O documento acusa o governo brasileiro de usar a instituição do asilo político para, “a partir do exterior, introduzir em seus escritórios em Tegucigalpa um político que tem ordem de captura em Honduras”.

“Este ato gera responsabilidade internacional e responsabilidade perante o povo hondurenho por danos materiais e de outra natureza, por ter transformado seu escritório em Tegucigalpa em um centro de propaganda política e de chamados para insurreição por parte do senhor Zelaya”.

BBC Brasil


segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Zelaya, ou o Foro de São Paulo em ação

Como interpretar o circo armado por Zelaya em Honduras? Como entender o papel de Lula e do governo brasileiro nessa enrascada? E, sobretudo, como entender a omissão de Obama e dos EUA? Muitas charadas numa única esfinge. Zelaya está a nos dizer: decifra-me ou te devoro.


Comecemos do começo. Zelaya foi deposto em movimento cívico-militar legítimo, que resguardou as instituições democráticas e a ordem pública em Honduras, contra o aventureirismo continuista do então presidente Zelaya. Saiu corrido levando consigo a sua vida miserável, de traidor da Pátria vendido a Hugo Chávez, Lula e a todo o Foro de São Paulo. Desde então virou o palhaço principal do circo armado contra os poderes constituídos em Honduras.


Desde o início Hugo Chávez e seus patrões, instalados no Palácio do Planalto, manejaram os cordéis, nem sempre por detrás dos panos. Os atores do Foro de São Paulo estão tão confiantes que perderam o pudor e o medo do flagrante delito. Estão muito à vontade para a prática de maldades políticas, não apenas em seus países, mas onde acharem que devem se meter. Para eles, a sua revolução cabe em todo o mundo, até em Honduras. Sobretudo em Honduras, onde conseguiram cooptar o palhaço de chapéu branco, Zelaya.


A invasão da embaixada brasileira é mais um ato dessa ópera-bufa, tendo o duplo propósito de fazer propaganda visando às próximas eleições e de pressionar os poderes constituídos hondurenhos. Um jogo de xadrez está em curso e não deixo de perceber que se oculta nos lances o humor sinistro dos jogadores.

O famoso MAG (*) é o enxadrista maior, o mefistofélico ministro sem Pasta de Lula Lá.


Mais complexa é a atuação de Obama. Zelaya só invadiu a embaixada brasileira com sua permissão prévia e acordada, sob a orientação dos maiorais do Foro de São Paulo que vivem ao Sul do Equador. O risco pessoal é só dele, Zelaya, o ridículo é só dele, o fracasso será só dele. Hussein Obama fica vendo tudo nos bastidores. Os que controlam os cordéis bem sabem disso.


Fosse outro o presidente norte-americano nada disso estaria acontecendo, mas Obama é um dos sócios ocultos do Foro de São Paulo, essa câmara deliberativa da insurgência esquerdista planetária. Omitiu-se e mais, avalizou que o teatro do absurdo fosse devidamente encenado. Logo, Obama é um dos jogadores maiores nessa partida publicitária.


Lula hoje pediu a volta de Zelaya ao poder, emprestando a sua figura e a majestade da Presidência da República a essa estultice toda. E ainda mandou o chanceler Amorim convocar a ONU para falar do assunto. A mim quer me parecer que se faz um ensaio geral de como agir, o conjunto da esquerda no poder, quando algum direitista metido a besta resolver atravessar o seu caminho. O enigma está decifrado: é um exercício de poder mundial contra uma pequena república caribenha, que se mantem altiva e dona de seu próprio destino. Em Honduras há um símbolo: sua derrota será a derrota dos democratas; a volta de Zelaya ao poder será a confirmação de que, de fato, está tudo dominado.


(*)Marco Aurélio Garcia, o ventríloquo que fala com a voz do boneco Lula.

Brasil: o sucateamento das nossas Forças Armadas torna inviável intervenção em Honduras.

Jobim descarta enviar tropas para proteger embaixada em Honduras

Com o sucateamento o máximo que as Forças Armadas podem pensar é em ações de defesa do território nacional

O ministro de Defesa, Nelson Jobim, descartou nesta segunda-feira a possibilidade de enviar força militar brasileira para defender a Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, que está sob um forte cerco militar hondurenho há uma semana, devido ao abrigo dado para Manuel Zelaya, o presidente deposto de Honduras.

"Isso não é possível. Não podemos entrar com força em país estrangeiro. A não ser que declaremos guerra, o que é inviável. A solução é exclusivamente diplomática", disse, após participar da abertura da Conferência Internacional Nuclear no Rio de Janeiro.

De acordo com o ministro, a solução para o impasse criado pela presença de Zelaya no país - onde é considerado foragido da Justiça - será negociada exclusivamente pelo Ministério de Relações Exteriores.

Jobim disse acreditar que o governo hondurenho não fará nenhum impedimento à saída de brasileiros do país. Segundo ele, os hondurenhos terão "a lucidez de determinar a saída de brasileiros" sem fazer uso de força.

"Não há nenhuma possibilidade de se pensar em movimentos armados. só damos proteção a embaixadas em dois lugares do mundo [Costa do Marfim e Congo], onde há autorização dos governos locais, em função da instabilidade política."

Zelaya foi deposto em um golpe de Estado orquestrado pelo Congresso, Suprema Corte e Exército e retornou ao país, em segredo, no último dia 21. Desde então, ele está refugiado na Embaixada do Brasil em Tegucigalpa, sob forte cerco policial e pedidos reiterados para que se entregue à Justiça hondurenha para enfrentar acusações de violação à Constituição.

Na noite deste domingo (27), o governo interino hondurenho pediu ao Brasil que não permita que a embaixada seja usada para estimular uma insurreição e deu prazo de dez dias para o status de Zelaya ser definido. 'Senão, seremos obrigados a tomar medidas adicionais', disse o governo, em comunicado. O texto não afirma quais seriam essas medidas. O ultimato pedia que o Brasil decidisse se daria asilo político a Zelaya; se abriria caminho para que ele deixasse o país; ou se o entregaria à Justiça hondurenha.

Em Isla Margarita (Venezuela), onde foi a uma reunião de cúpula de países sul-americanos e africanos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que não aceita "ultimato de um golpista" e que o país "não tem o que conversar com esses senhores que usurparam o poder". Zelaya, segundo repetiu Lula, é um 'hóspede' do Brasil, sem prazo para ir embora.

'Obviamente, se o Zelaya extrapolar, nós vamos falar a ele que não é politicamente correto ficar utilizando a embaixada para fazer incitação a qualquer coisa além do espaço democrático que estamos dando a ele', disse.

Sem armamento nuclear poderio militar do Irã é frágil

Com discurso de ameaças, Irã tem poderio militar ultrapassado; saiba mais

Os testes com mísseis de longo alcance realizados pelo Irã nesta segunda-feira mostram que o país tem capacidade de atingir Israel e outros vizinhos árabes e eleva a tensão na região.

Apesar dos testes e do duro discurso contra ameaças, o país conta com uma grande estrutura militar obsoleta.

Saiba mais sobre o poderio militar do Irã

Forças Armadas

O Irã tem cerca de 520 mil pessoas em serviço ativo em suas Forças Armadas. O general Ataollah Salehi é o atual comandante geral.

Mísseis

Em uma parada realizada em 2007, para marcar o aniversário da guerra entre o Irã e o Iraque, o país mostrou pela primeira vez o míssil Shahab 3, capazes de alcançar alvos entre 1.300 km e 2.000 km, mostrando a capacidade do Irã de atingir Israel e base americanas na região. Em novembro de 2008, oficiais do governo confirmaram testes com o míssil Sejil 3, mais potente e preciso, capaz de alcançar alvos a mais de 2.000 km de distância.

Exército

O Exército do Irã tem cerca de 350 mil soldados, sendo que 220 mil desses são recrutados. A Guarda Revolucionário Islâmica, vista como a força mais leal ao regime, tem 125 mil soldados. Em 2004, o Exército foi reorganizado e quatro unidades, com quatro divisões blindadas e seis de infantaria.

Suas forças blindadas incluem 1.600 tanques, incluem 100 Zulfiqar, que são produzidos no próprio país, e um misto de velhos tanques ingleses e americanos; e blindados de modelo soviéticos, capturados do Iraque e comprados da China e da Coreia do Norte. O Exército do Irã conta ainda com cerca de 8.000 peças de artilharia.

Marinha

A Marinha iraniana conta com 18 mil homens e tem sua principal base na cidade de Bandar Abbas. Ela possui três submarinos russos, três fragatas e duas corvetas. Especialistas acreditam, pela idade dos aparelhos, que eles estão obsoletos e não foram rearmados com equipamentos modernos. Em 2007 o Irã anunciou um submarino feito no país e uma nova fragata chamada Jamaran.

Força Aérea

A Força Aérea iraniana tem cerca de 30 mil pessoas em serviço e 319 aviões de combate. Entretanto, especialistas acreditam que os aparelhos, um misto de aviões americanos e russos, estão ultrapassados. Em setembro de 2007, o país anunciou dois aviões de combate produzidos internamente, que segundo seus oficiais, seriam feitos em escala industrial.


Irã faz ameaças

ONU ! primeiro contenha o Irã, Coréia do Norte, Israel e depois cuide de Honduras

Daremos resposta esmagadora a ameaças, diz general do Irã

O general Hossein Salami, da Guarda Revolucionária iraniana, afirmou nesta segunda-feira, no segundo dia consecutivo de testes balísticos do país, que o Irã dará respostas "decisivas" a eventuais ameaças. "Daremos uma resposta decisiva, esmagadora e destrutiva a qualquer um que imponha ameaça à existência, independência e liberdade do sistema vigente e nossos valores", disse, citado pela agência de notícias estatal Fars.

Salami reiterou a frase de que eventual ataque iraniano fará os inimigos se arrependerem de suas ações. "Naturalmente, estamos preparados e determinados a enfrentar todas ameaças. O exercício é completamente compatível com as ameaças existentes", disse Salami sobre os testes balísticos realizados neste domingo (27) e segunda-feira.

Conforme a própria Guarda Revolucionária, os mísseis de longo alcance testados ameaçam Israel e bases americanas no Golfo. O general disse que os testes foram completados com três fases nas quais todos os mísseis demonstraram alta precisão.

"O desempenho dos mísseis superou as nossas expectativas, o que prova a capacidade dos especialistas de defesa iranianos", disse.

Desde domingo (27), o Irã conduziu três rodadas de testes de mísseis. Os testes começaram apenas dois dias depois de as potências ocidentais terem condenado o Irã pela descoberta de uma planta de enriquecimento de urânio e quatro dias antes do raro encontro entre Teerã e o P5+1 (grupo que reúne França, EUA, Reino Unido, China, Rússia e Alemanha), em Genebra.

Os testes começaram ainda nas primeiras horas de domingo, quando o Irã testou os mísseis Fateh, Tondar e Zelzal, de curto alcance - 193 km, 150 km e 200 km, respectivamente. Horas depois, foram testados os mísseis Shahab-1 e Shahab-2 - com alcances de 300 km e 700 km, respectivamente.

De acordo com a Guarda Revolucionária, corpo de elite do Exército iraniano, nesta segunda foram lançados também, "com sucesso", mísseis Shahab-3, capazes de alcançar pontos em um raio de entre 1.300 km e 2.000 km - o que ameaça Israel e bases americanas no Golfo. Foram confirmados ainda testes com o míssil mais avançado dos iranianos, o Sejil-2.

Com duas fases, o Sejil-2 utiliza somente combustível sólido enquanto o Shahab-3, que é mais antigo, combina combustíveis sólido e líquido em sua versão mais recente, também conhecida como Qadr-F1. Especialistas afirmam que o Sejil-2 é mais preciso que os mísseis Shahab. O último teste de mísseis iraniano conhecido ocorreu em maio passado, quando foi lançado o Sejil-2 que, conforme Teerã, tem alcance de quase 2.000 km.

Deposição foi legal; exílio, não, diz estudo americano

Um estudo da Biblioteca do Congresso dos EUA divulgado ontem considera que a destituição do presidente hondurenho, Manuel Zelaya, foi constitucional, mas afirma que sua expulsão do país foi ilegal. "O serviço de investigações do Congresso, uma agência apolítica, concluiu que a destituição de Zelaya foi constitucional e devemos respeitar essa conclusão", afirmou o deputado republicano Aaron Schock. "É inaceitável que nosso governo queira obrigar Honduras a violar sua Constituição ao cortar ajuda."

Schock recomendou à Casa Branca o restabelecimento da assistência financeira e da concessão de vistos, além da cooperação com o governo hondurenho de facto nas eleições presidenciais de novembro. Ao governo de facto, pediu que permita a saída de Zelaya da embaixada brasileira e anistie todos os envolvidos na crise.

O Fundo Monetário Internacional (FMI), no entanto, disse que consultou os países-membros e decidiu continuar a reconhecer o presidente deposto como o chefe do governo hondurenho. A decisão fecha as portas para empréstimos que o país precisa. "Nas últimas semanas, o FMI consultou os seus membros por meio dos diretores executivos", disse a instituição em nota. "Com base nessa consulta, o FMI determinou que continuará a reconhecer o governo do presidente Zelaya."

Fonte: Reuters e AP, WASHINGTON - O Estado de São Paulo

Sarney e Lula querem barrar a CPI do MST

Meta é barrar CPI do MST, com ajuda do Sarney

Sarney adia leitura de documento que cria comissão de inquérito e dá tempo para o governo convencer parlamentares a retirarem assinaturas.

Oposição já prevê vitória do Palácio do Planalto
Estimulado por pressão do governo e com uma boa mãozinha do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o movimento no Congresso para enterrar a CPI do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ganha força.

Dois deputados já retiraram as assinaturas do requerimento de criação da Comissão Parlamentar de Inquérito sobre a legalidade de repasses federais a entidades ligadas ao MST. Para invalidar a iniciativa, é preciso que outros 11 deputados e dois senadores excluam seus nomes do documento.

Há duas semanas, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO) apresentou o pedido de criação da CPI, com 29 assinaturas de senadores e 183 de deputados. Desde então, o governo começou a pressão. Já conseguiu convencer os deputados Ciro Nogueira (PP-PI) e Camilo Cola (PMDB-ES) a desistirem de apoiar a CPI. Enquanto isso, Sarney deu mais tempo para o Palácio do Planalto agir ao adiar de ontem para a semana que vem a leitura do documento sobre a CPI. Uma vez lido em plenário, o inquérito parlamentar é considerado criado, aguardando apenas a instalação dos trabalhos.

Críticas

O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), criticou a decisão de Sarney. “O presidente do Congresso deveria se poupar e não ter uma atitude patética como essa”, disparou o democrata. “O governo está tendo o controle direto da pauta do Congresso”, emendou. Kátia Abreu endossou o protesto ao lamentar o tempo que o governo ganhou com a manobra de Sarney. “Esse é o risco que nós corremos. Faz parte do jogo democrático essas tentativas de postergar leitura”, disse a senadora, que também é presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), e é uma das principais articuladoras da CPI.

Pró-MST

Além de adiar a sessão do Congresso Nacional, Sarney fez um discurso em defesa do MST na quarta-feira. “E um erro olhar o problema dos sem-terra pelo lado penal, criminalizá-lo. Os excessos — e eles existem — devem ser punidos, bem como o desrespeito à propriedade. Mas não devemos radicalizar. Temos que evitar o confronto e não demonizar o MST”, emendou.

Os parlamentares de oposição viram nas palavras de Sarney uma crítica à iniciativa de investigar o movimento. E já apostam que, de hoje até o dia da leitura do requerimento, não haverá mais assinaturas necessárias para a criação da CPI.

governo Lula e OEA fazem papel de idiotas

Papel de idiota

OEA = idiota nº 1 = Está corretissimo o governo de hondurenho ao não aceitar a vinda de membros da OEA para Honduras. Afinal, não podemos esquecer que a OEA dias atrás expulsou Honduras do Conselho.E agora vem tentar forçar o governo de facto de Honduras a recebe-los.Quantos êrros nesse episódio.Lula, a batata já está mais quente ainda.

Governo Lula = idiota nº 2 = O governo Lula não reconhece o governo de facto de Honduras, governo este amparado pela constituição hondurenha. Então, o que foi embaixada do Brasil em Tegucigalpa não o é mais.Como se isso não bastasse, o Zelaya incita o povo a desobediencia ao poder constituido em Honduras , o Brasil faz o jôgo do Hugo Chavez que quer criar um clima de guerra civil em Honduras e ainda fica com a battata quente na mão. Assim que o Brasil quer ser o lider na AL??

Amorim, Marco Aurélio TOP TOP Garcia.....que diplomacia digna de terceiro mundo.

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