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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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sábado, 31 de outubro de 2009

A tragédia da família de Eloá

"Tenho medo que meus filhos vinguem a morte da irmã"
Um ano depois de perder a filha, morta pelo ex-namorado, a mãe de Eloá conta que a família ainda tenta superar a tragédia

Há um ano, Ana Cristina Pimentel, 43 anos, viu sua família se dilacerar em rede nacional. Primeiro, assistiu à única filha, Eloá Cristina Pimentel, 15 anos, sofrer o mais longo caso de cárcere privado do País - 100 horas sob o jugo do ex-namorado Lindemberg Alves Fernandes, 23 anos, que prendeu a adolescente em sua própria casa.

Depois, ouviu, em desespero, dos médicos que operaram a jovem baleada na cabeça pelo sequestrador que ela havia morrido - e ainda teve presença de espírito para autorizar a doação dos órgãos. Ainda sob o torpor da incredulidade e do sofrimento lancinante, presenciou o marido, Everaldo Pereira dos Santos, se tornar um foragido da Justiça, acusado de homicídio pela polícia de Alagoas. Após meses sobrevivendo à base de remédios, Ana Cristina, que é evangélica, tenta resgatar o que lhe restou e reconstruir a vida. Mudou do apartamento onde sua filha foi torturada e morta e mora com os outros dois filhos em uma casa na cidade de Santo André (SP).

Retomou o trabalho como cozinheira de uma creche há quatro meses e afirma não ver o marido há um ano, apesar de defender, com ardor, sua inocência. Cerca de dez quilos mais magra e muito abatida, reúne forças para enfrentar o julgamento de Lindemberg, marcado para o próximo ano. Diz não ter raiva do algoz de Eloá, mas teme pela ira dos filhos, que ainda não superaram a tragédia.

ISTOÉ - Como se sente um ano após a morte de Eloá?
Ana Cristina Pimentel - No dia em que completou um ano, fiquei sedada. O assunto voltou à televisão, aos jornais. Passei dois dias com medicação, não consegui ir ao trabalho. Superar, a gente não supera, mas encontro forças na igreja (ela frequenta a Congregação Cristã no Brasil), no meu trabalho e cuidando da minha nova casa. A terapia também me ajuda muito. Fiquei oito meses afastada do trabalho, fazendo tratamento. Acordava dopada, dormia dopada, não comia, perdi dez quilos. Foram os irmãos e as irmãs da igreja que me ajudaram, fazendo orações para mim. Ainda hoje tomo antidepressivos. Foi importante sair da casa antiga (onde ocorreu o sequestro). Não conseguiria viver lá, preferia ir para debaixo da ponte. Em dezembro, decidi me mudar. Minha família era muito unida e está separada. Ainda estamos perdidos. Só agora, estou conseguindo me acostumar, mas evito ficar em casa.

ISTOÉ - Como a sra. lida com as recordações?
Ana Cristina - Não tem sido difícil, não sofro com as coisas dela. Difícil mesmo é não ter mais ela. Guardei muitas coisas, outras dei ou joguei fora. As roupas, a carteira, as bolsas preferidas e um sapato que ela adorava vão ficar para sempre. Além das fotos. Em cada parte da minha casa tem uma foto grande dela.

ISTOÉ - Como os filhos da sra. estão reagindo?
Ana Cristina - Desde a tragédia, Ronickson, o meu mais velho, de 22 anos, não fala no assunto. Foi ele que aguentou toda a barra logo depois que aconteceu. Douglas, o mais novo, de 15 anos, ficou como eu, doente. Faz tratamento, frequenta psicólogo.

O Douglas está arrasado, pois era muito próximo à irmã e muito amigo do Lindemberg. Ainda está muito revoltado, não esquece. Emagreceu, perdeu o gosto pela escola, pelo futebol. Ele participou da negociação e teve a palavra do Lindemberg de que tudo acabaria bem. A decepção foi muito grande. Tenho medo de que, quando o Lindemberg for solto, os meus filhos vinguem a morte da irmã. Por isso, sempre falo para eles que vingança não leva a nada. Se tiver que acontecer alguma coisa, que não seja da nossa parte.

ISTOÉ - No velório, a sra. comentou que teria perdoado Lindemberg. Perdoou mesmo?
Ana Cristina - Perdoar é uma palavra muito forte. Só quem perdoa é Deus. Não tenho mágoa dele, só não esperava que ele fizesse isso. Ele era como um filho. O amor que ele tinha dentro do meu lar, não tinha na casa dele. Espero a justiça do Senhor. Acho que é melhor para ele que fique preso por muitos anos. Se sair, vai ser morto. Muita gente do Brasil inteiro manda cartas e liga para a minha casa, se oferece para matá-lo. Tenho dó. Ele está mais seguro lá dentro, pelo menos até o julgamento. Quando for condenado, vai para a cela coletiva. Aí, a história muda. Mas não desejo mal. Sou evangélica, não alimento raiva de ninguém.

ISTOÉ - Após o término do relacionamento com Lindemberg, Eloá já teria comentado que ele estava muito agressivo e que tinha medo. A sra. pensou em dar queixa à polícia?
Ana Cristina -Eu queria dar queixa. Aí falei com o meu marido e ele achou melhor que conversássemos antes com o Lindemberg. A gente pediu para que ele desse um tempo e que conversaríamos com ela para ver se tinha volta. Eu disse para ele que ela era muito nova e que, provavelmente, teria outros namorados, que ele não seria o único. Aí, a cabeça dele virou.

Ele sempre ligava para mim. Dizia que iria fazer uma besteira, só que eu pensava que era com ele. Aí eu dizia:"Não faz, a gente te ama, tudo vai ser resolvido." Ele sempre me escutava.

ISTOÉ - A Eloá estava interessada em outra pessoa?
Ana Cristina - Não, ela amava o Lindemberg. Ela terminou porque ele tinha muito ciúme. Ela estava decidida, fazendo quatro cursos, vivendo a vida dela. Mas no diário só falava dele. Foi seu primeiro e único namorado.

ISTOÉ - A sra. tem visto a Nayara?
Ana Cristina - Não; nos encontramos apenas duas ou três vezes na rua. Ela nunca me procurou, nunca me disse o que aconteceu. Não sei se ela tem medo dele, não sei o que é. Ela nem era tão amiga assim da minha filha, se conheciam fazia apenas um mês. Eloá gostava de todo mundo, nunca comentou da Nayara como alguém especial, tinha mais intimidade com outras garotas. O início da amizade delas coincidiu com o término do namoro com Lindemberg. Ele acreditava que a Nayara virou a cabeça da Eloá contra ele, tinha muita raiva dela. Acho que ela pode ter influenciado sim. Não sei o que as aproximou tanto, mas eu agradeço a ela por ter tido a coragem de entrar lá. Ela poderia ter sido morta. Não sei se foi por amor à amiga que ela entrou.

Talvez tenha sido pela falta de noção do perigo. Elas não sabiam o quanto ele é maquiavélico.

ISTOÉ - A sra. acredita que ele planejou tudo ou agiu por impulso?
Ana Cristina - Ele planejou tudo. Antes do sequestro, levou meu filho Douglas para a represa e tirou o celular. Falou que ia comprar um lanche e que era para ele ficar esperando. Meu filho ficou isolado, teve que voltar a pé e levou 40 minutos para chegar em casa. Foi o tempo de ele agir. Esse lado frio e calculista era completamente desconhecido para mim. Ele sempre foi caladão, possessivo e ciumento, mas eu achava que ele era uma pessoa boa.

Encontrei a mãe dele numa ocasião, mas ela correu de mim. Ela não olha para mim nem para o meu filho.

ISTOÉ - Por que a sra. acha que ele levou três dias para executar o plano?
Ana Cristina - Não sei, acho que ele queria torturá-la. Ele maltratou muito a minha filha, sabia que a casa estava com feira e que tinha um mês para ficar lá dentro, sossegado. Ele queria ficar com elas até cansar. Achou que se tornaria um ídolo. Não entendo a cabeça dele.

ISTOÉ - Tem vontade de procurá-lo e perguntar?
Ana Cristina - Tenho. Na audiência, queria que ele olhasse nos meus olhos para perguntar. Mas ele não teve coragem. Nem eu. Não tenho coragem de ir ao presídio porque não o conheço mais, não sei quem ele é. Mas acredito que as pedras rolam e um dia se encontram. A gente ainda vai se encontrar.

ISTOÉ - A sua filha se tornou uma mártir da violência após um sequestro traumático, transmitido em rede nacional. Como se sente diante dessa exposição?
Ana Cristina - Me sinto bem pela solidariedade, pelas coisas boas que o povo faz, mas não gosto do espetáculo. Quero poder ajudar os outros. Como não tenho condições financeiras, que seja com a minha história. Mas não quero participar de aglomeração e eventos em nome da Eloá, me sinto usada.

ISTOÉ - A sra. acompanha as notícias sobre o caso?
Ana Cristina - Algumas coisas eu vejo, outras, evito. Para mim, nada me surpreende. A única imagem que ainda mexe comigo é a foto da janela. Fico arrasada quando vejo aquilo na tevê ou no jornal. Porque foi o momento em que ela falou comigo. Foi a última vez. Ela disse: "Calma, mãe, vai dar tudo certo." Aquilo me arrasa.

ISTOÉ - A sra. tem visto o seu marido?
Ana Cristina - Não, desde o segundo dia do sequestro. Ele tem que se manter escondido até que a situação se resolva. Também não sei onde ele está. Não quis saber e nem o advogado quer que eu saiba. Tenho certeza que, um dia, o meu marido poderá cantar o hino da vitória, pois ele é inocente. Toda essa história contra ele é mentira. Quando se é policial, muita coisa cai em cima. Quero ver a prova. Minha filha eu não posso ter mais, mas o meu marido vai voltar para mim. Livre de tudo.

TCU se rebela contra pressão de Lula

A rebelião dos ministros do TCU
Como a atuação do emissário do Planalto, o desconhecido Walton Alencar Rodrigues, provocou a ira de toda a corte

O Tribunal de Contas da União (TCU) está em clima de revolta. Para contra-atacar a pressão que vêm sofrendo do Palácio do Planalto, muitos ministros estão carregando nas tintas quando o objeto do parecer é uma obra do governo. Apenas este ano, os ministros identificaram problemas em 41 obras federais, sendo 30 do PACo.

O motivo da rebelião é que o governo escalou o ministro Walton Alencar Rodrigues, do próprio TCU, para tentar resolver seus impasses com o tribunal. Desde o ano passado, Rodrigues tenta evitar pedidos de paralisação de obras, de olho na campanha eleitoral de 2010. No entanto, em vez de destravar as obras, ministros, inconformados com o que chamam de "interferência acintosa", decidem o contrário.

"Não aceitamos essa ingerência, principalmente da maneira como ela tem sido feita", reclamou um dos membros da corte. Um dos problemas é o estilo pouco diplomático de Rodrigues. "Deixa comigo que eu mato no peito", costuma repetir o ministro, que é bem relacionado com a titular da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Pela tarefa que executa, Rodrigues espera que o governo atenda a seus pleitos. Um deles é a nomeação de sua mulher, Maria Isabel Gallotti Rodrigues, desembargadora do TRF da 1a Região, para o Superior Tribunal de Justiça.

Conforme apurou ISTOÉ, em mais de uma sessão de votações Rodrigues circulou pelo plenário do TCU com uma lista, em planilha excel, de obras consideradas prioritárias pelo governo, perguntando aos respectivos relatores como eles pretendiam votar e o que poderia ser feito para resolver as pendências.

Um dos casos mais rumorosos envolveu as obras do metrô de Salvador, um projeto do PACo. Na tentativa de remover os entraves do TCU à obra, Rodrigues promoveu um jantar em sua residência que reuniu todos os colegas do tribunal e o ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, um dos entusiastas do empreendimento. O encontro constrangeu e irritou o auditor responsável pela fiscalização do metrô, Augusto Sherman.

Fonte: IstoÉ

Fundação Sarney fecha as portas. Um golpe no culto ao ego do 'dono' do Maranhão

Portas fechadas
Fundação Sarney não resiste a escândalos. Mas ela serve para que mesmo?

Abatida por denúncias sobre o desvio de R$ 500 mil em recursos da Lei Rouanet, a Fundação José Sarney, destinada a preservar a memória da passagem do político maranhense pelo Palácio do Planalto, está prestes a fechar suas portas. Diante do escândalo, empresas que ajudavam a manter a entidade, que ocupa o histórico Convento das Mercês, em São Luís (MA), cortaram o patrocínio, obrigando Sarney a sustentar a entidade do próprio bolso.

A fundação custa em média R$ 50 mil por mês, entre despesas com pessoal, luz, água e telefone. Quando há exposições e outros eventos, a conta sobe para R$ 70 mil. Sem o apoio de terceiros, o ex-presidente resolveu extinguir a fundação. Em nota oficial, o presidente do Senado explicou que tomou a decisão "com profundo sofrimento".

Desde sua criação em 1990, a Fundação Sarney não parou de gerar polêmica. A primeira crise teve origem na escolha da sede. Erguido no século XVII pela Real Sagrada e Militar Ordem dos Mercedários, o Convento das Mercês, em cujo pátio foi construído um mausoléu para Sarney, é um belíssimo exemplar da arquitetura religiosa, Tornou-se propriedade da fundação por ato do então governador João Alberto.

A oposição, porém, nunca engoliu a transferência do patrimônio público. Há alguns meses, a Justiça determinou a devolução do prédio ao Estado. No escândalo mais recente, a fundação é acusada de desviar para empresas fantasmas quase a metade do R$ 1,3 milhão que recebeu da Petrobras para a digitalização do acervo. Pelo estatuto, ela deveria funcionar como as bibliotecas presidenciais americanas, mas mostrou-se mecanismo de metas rasteiras. "A Fundação Sarney está coberta de suspeitas. A ideia da fundação é boa, mas os métodos e os meios não são os mais aconselháveis", afirmou Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado.

Sarney, no entanto, pode estar blefando. O fechamento da fundação é prerrogativa do conselho curador, presidido pelo advogado José Carlos Souza Silva. Em entrevista à ISTOÉ, Silva disse que é prematuro falar em extinção. "Para onde vai esse acervo com mais de 200 mil documentos, 4.500 obras de arte e 37 mil livros?", pergunta. Segundo ele, se a entidade for fechada, terá de arcar com os custos trabalhistas de seus 27 funcionários. "Não é um pequeno valor. Antes das demissões, pode haver outra solução", afirma Silva, que não revela o nome dos principais doadores da fundação. A solução, na verdade, já está em andamento.

Na Assembleia Legislativa, os deputados ligados à governadora Roseana Sarney pretendem apresentar um projeto que torna o Estado responsável pelo acervo. Para os adversários do clã Sarney, esse é o objetivo do presidente do Senado. "Sarney conta com uma mãozinha do presidente Lula, que também poderia pedir ajuda a empresários para tirar a fundação do sufoco", ataca o ex-presidente do STJ Edson Vidigal.

O modelo adotado por Sarney difere em muito de fundações que ex-presidentes vêm criando em todo o mundo. Amparados pelo prestígio acumulado no período em que permaneceram no poder, muitos desses líderes estão no comando de organizações que se tornaram referência mundial (leia quadro). O foco da ação pode variar e até ser múltiplo, como ocorre com a fundação do ex-presidente americano Bill Clinton, de longe o mais bem-sucedido no setor. Ele começou de forma modesta, em 2002, num escritório do bairro nova-iorquino do Harlem, e hoje participa de projetos em 170 países. Apenas um dos programas da fundação, a Iniciativa Global Clinton, arrecadou US$ 57 bilhões nos últimos cinco anos.

Clinton esteve em São Paulo no seminário internacional que inaugurou o Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC) em maio de 2004. Instalado em sede própria com 2.090 metros quadrados, o iFHC tem dois objetivos distintos. Por um lado, preservar e disponibilizar o acervo privado do presidente. Junto com o arquivo da antropóloga Ruth Cardoso, sua mulher, falecida em junho do ano passado, são mais de 550 mil itens. O instituto também se coloca como um espaço para o debate, contabilizando até agora a realização de mais de 50 seminários e a publicação de oito livros.

Nos últimos dias, o iFHC promoveu três encontros. No primeiro deles, um debate sobre o présal juntou os deputados Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Luiz Paulo Vellozo Lucas PSDB-ES), além de David Zylbersztajn, ex-presidente da Agência Nacional do Petróleo. "Deu uma química muito boa", afirma o coordenador de Estudos e Debates do iFHC, o sociólogo Sérgio Fausto. Na terça-feira 27, o auditório com capacidade para 75 pessoas foi ocupado por alunos da Escola Técnica Estadual Albert Einstein, da capital paulista.

Eles participaram do programa "Diálogos com um Presidente", que desde 2007 reúne todo mês Fernando Henrique com estudantes. "Ele fez um ótimo panorama político da América Latina", diz Alessandra Miras Fernandez, 17 anos. "E respondeu a muito mais perguntas do que havia sido combinado." No dia seguinte, sob o comando da curadora do acervo, a antropóloga Danielle Ardaillon, especialistas discutiram os compromissos da ética e do direito na digitalização de arquivos. Como a Fundação Sarney, o iFHC, que consome cerca de R$ 150 mil mensais, é mantido por meio de doações. A diferença é que ela atua muito além do culto à personalidade e investe na transparência. Todo ano, o balanço do instituto é auditado pela PricewaterhouseCoopers.

Rosane Collor tem medo de morrer, diz ser um arquivo vivo

Collor: 20 anos depois da eleição presidencial

Exclusivo: Ex-mulher de Fernando Collor diz que tem medo de morrer

Em entrevista exclusiva, quase 20 anos após a primeira eleição presidencial pelo voto direto após a ditadura militar, Rosane Malta revela que tem medo de morrer. Separada do ex-presidente Fernando Collor de Mello desde 2005, ela afirma que se sente ameaçada por se considerar um arquivo vivo.

Em setembro de 2006, por exemplo, quando Collor ainda ensaiava em Alagoas o seu retorno à cena política, o telefone tocou na mansão do bairro Murilópolis, em Maceió. Do outro lado da linha, uma voz ameaçava de morte a ex-primeira-dama do país.
- Eu ia para o lançamento do CD evangélico de Cecília de Arapiraca. A pessoa dizia que se fosse ao evento, eu não voltaria - relembra hoje, aos 45 anos.

Mas Rosane não se intimidou. O recado, dado sabe-se lá por quem, foi enviado durante a campanha de 28 dias do ex-marido ao Senado. Na época, ela tinha confirmado aos jornais declarações da ex-mãe de santo Cecília de Arapiraca de que o ex-presidente participava de rituais macabros.

- Se disser que não tenho medo de morrer, estaria mentindo. Acredito que Deus me ama e não vai permitir que nada de mal me aconteça, mas que sou um arquivo vivo, eu sou. Eu já disse na Justiça que qualquer coisa que acontecer com a minha vida, a responsabilidade é dele - acrescenta, se referindo ao ex-presidente da República, com quem foi casada por quase 22 anos.

Fonte: Blog Berenice Seara - Extra

Veja o vídeo

Copa e Olímpiadas. Mesmo com o povo desassistido, passando fome?

A gente decide

"Dentro de minhas limitações pessoais e de minha condição individual, eu faço diferença, todos fazemos"

No dia dos seus 102 anos, uma adorável matriarca está sentada junto à mesa de sua cozinha, rodeada de filhas e amigas. Ela corta os quiabos que serão preparados e servidos mais tarde aos visitantes, como de costume. Entrevistada, diz ao jornalista: "A vida, a gente é que decide. Eu escolhi a felicidade".

A aniversariante, dona Canô, mãe de Bethânia, minha irmã querida, naturalmente não quis dizer que "escolher a felicidade" é viver sem problemas, sem dramas pessoais ou as dores do mundo. Nem quer dizer ser irresponsável, eternamente infantil. Ao contrário, a entrevistada falou em "decidir" e "escolher".

Apesar de fatalidades como a doença e a morte, o desemprego, as perdas amorosas, a falta do dinheiro essencial à dignidade, podemos decidir que tudo fica como está ou vai melhorar, dentro do que podemos. Posso optar por me sentir injustiçada, ficando amarga e sombria; posso escolher acreditar no ser humano e em alguma coisa maior do que toda a nossa humana circunstância; posso buscar sempre alguma claridade, e colaborar com ela. Dentro de minhas limitações pessoais e de minha condição individual, eu faço diferença, todos fazemos.

Desse início pessoal, passo ao mais geral: leio que 40% dos nossos jovens e crianças vivem abaixo da linha de pobreza; que o desemprego é uma calamidade, a violência cresce a cada dia e o analfabetismo não diminui; que crianças continuam, aos milhares e milhares, brincando no barro feito de terra e esgoto. Leio, vejo e sei que milhares e milhares de velhos vivem em condições sub-humanas, pois sua aposentadoria é miserável, o serviço de saúde pública também, morre-se em corredores de hospitais ou em filas de postos de saúde, onde médicos exaustos e pessimamente pagos fazem muito mais do que podem.

Não vou recitar a ladainha de que as circunstâncias não justificam euforia nem ufanismo simplesmente porque nós não decidimos algo melhor do que isso que escrevi acima, e todo o resto que qualquer um conhece – e apesar disso continuamos deitando a cabeça no travesseiro toda noite e dormindo quem sabe até bem.

Tenho medo do ufanismo: ele pode ser burro e cego. Olimpíada no Brasil, Copa do Mundo no Brasil, tudo bem: mas eu preferia que antes disso a gente tivesse resolvido os gravíssimos e tristes problemas, tão dramáticos, de comida, saúde, educação, moradia, decência e dignidade de boa parte do povo brasileiro que agora samba e celebra porque teremos Copa, teremos Olimpíada, teremos festa.

Sei que este não é um artigo simpático. Certamente não é alegrinho. Realmente ele trata do que não decidimos, ou decidimos mal, ou decidimos não decidir, como, por exemplo, exigir líderes mais sensatos, mais presentes, mais realistas, mais dignos em todos os níveis. Podíamos decidir ser mais respeitados enquanto povo, mais olhados enquanto gente, mais seguros e mais protegidos enquanto sociedade.

Ou isso a gente não decide porque nem sabe das coisas, pois não se informa, não sabe ler, se sabe ler não costuma, nem o jornal esquecido no banco do ônibus. Onde o povo carrega doença e dor, descrença e desalento, mas também, aqui e ali, leva um jornal para saber onde afinal vivemos, em quem afinal podemos acreditar, e o que afinal deveríamos esperar. Indagados, os mais desassistidos dirão que Deus é quem sabe, Deus decide, a quem ama Deus faz sofrer – frase de imensurável crueldade.

Ou será melhor nem saber nem aprender a ler, nem pegar a folha de jornal, nem ouvir o noticioso no radinho de pilha. Basta saber que sempre há em algum canto motivo para um breve ou longo carnaval, celebrando alguma coisa que possivelmente não vai encher nem o nosso bolso nem a barriga de nossos filhos, nem construir uma casa decente, nem botar esgoto, nem cuidar da nossa saúde, nem amparar nossos velhos, nem coisa nenhuma que seja forte, firme, boa e real. Porque, infelizmente, por aqui ainda decidimos pouco, e poucas vezes decidimos bem. Não porque Deus quis assim, mas porque a gente nem ao menos sabe por onde começar.

Lya Luft é escritora

O fim do mundo nos ronda - Apocalipse em 2012

O fim do mundo em 2012

Os planetas, as estrelas, o calendário maia e, é claro, uma superprodução de Hollywood reavivam a ideia aterrorizante do apocalipse e levantam uma questão: por que continuamos a acreditar em profecias finalistas apesar de todas elas terem fracassado redondamente?

O escritor Patrick Geryl tem 54 anos, escreveu uma dezena de livros, nunca se casou, não tem filhos e atualmente anda muito ocupado preparando-se para o fim do mundo. Na semana passada, esteve em Sierra Nevada, no sul da Espanha, acompanhando uma equipe de televisão do Canadá, numa vistoria às habitações que estão sendo construídas ali. São ocas de cimento capazes de resistir ao cataclismo que, acredita Geryl, destruirá o planeta Terra no dia 21 de dezembro de 2012. "Queremos um lugar a uns 2 000 metros acima do nível do mar", explica. Ele e seu grupo pretendem levar 5 000 pessoas para um local que resistirá aos horrores do apocalipse. Será o último dia do resto da humanidade, acredita Geryl, um dia para o qual ele se prepara desde a adolescência, quando, aos 14 anos, na histórica cidade belga de Antuérpia, começou a se interessar pelo assunto lendo livros de astronomia. Ao voltar da Espanha, Geryl ocupou-se em relacionar os itens que devem ser levados para o bunker antiapocalipse. Na lista coletiva, havia 348, faltando ainda incluir os medicamentos. Na de uso individual, 86.

APOCALIPSE POPULAR Uma das cenas da catástrofe planetária no filme 2012: a profecia ganhou as ruas

O ano de 2012 tornou-se o centro de gravidade do fim do mundo por uma confluência de achados proféticos. Primeiro, surgiu a tese de que a Terra será destruída com a volta do planeta Nibiru em 2012. Depois, veio à tona que o calendário dos maias, uma das esplêndidas civilizações da América Central pré-colombiana, acaba em 21 dezembro de 2012, sugerindo que se os maias, tão entendidos em astronomia, encerraram as contas dos dias e das noites nessa data é porque depois dela não haverá mais o que contar. Posteriormente, apareceram os eternos intérpretes de Nostradamus e, em seguida, vieram os especialistas em mirabolâncias geológicas e astronômicas com um vasto cardápio de catástrofes: reversão do campo magnético da Terra, mudança no eixo de rotação do planeta, devastadora tempestade solar e derradeiro alinhamento planetário em que a Terra ficará no centro da Via Láctea – tudo em 2012 ou em 21 de dezembro de 2012.

Com tantas sugestões, a profecia ganhou as ruas. No dia 13 de novembro, terá lugar a estreia mundial de 2012, uma superprodução de Hollywood que conta a saga dos que tentam desesperadamente sobreviver à catástrofe final. No site da Amazon, há 275 livros sobre 2012. Nos Estados Unidos, já existem lojas vendendo produtos para o apocalipse. Os itens mais comercializados são pastilhas purificadoras de água e potes de magnésio, bons para acender o fogo. É sinal de que os compradores estão preocupados com água e fogo, numa volta ao tempo das cavernas. Na Universidade Cornell, que mantém um site sobre curiosidades do público a respeito de astronomia, disparou o número de perguntas sobre 2012. Há os que se divertem, pois não acreditam na profecia. Entre os que acreditam, os sentimentos vão da tensa preocupação, como é o caso de Patrick Geryl, autor de três livros sobre 2012, todos publicados no Brasil, até o pavor incontrolável. O fim do mundo é uma ideia que nos aterroriza – e, nesse formidável paradoxo que somos nós, também pode ser a ideia que mais nos consola. Por isso é que ela existe.

No inventário dos fracassos humanos, talvez não haja aposta tão malsucedida quanto a de marcar data para o fim do mundo. Falhou 100% das vezes, mas continua a se espalhar, resistindo ao tempo, à razão e à ciência. As tentativas de explicar esse fenômeno são uma viagem fascinante pela alma, pela psique, pelo cérebro humano. Uma das explicações está no fato de que o nosso cérebro é uma máquina programada para extrair sentido do mundo. As

sim, somos levados a atribuir ordem e significado às coisas, mesmo onde tudo é casual e fortuito. As constelações no céu, por exemplo, são uma criação mental para organizar o caos estelar. Ao enxergarmos as constelações de Órion ou Andrômeda, encontramos ordem e sentido. O dado complicador é que a vida, no céu e na terra, deve muito mais às contingências do acaso do que ao determinismo. O espermatozoide que fecundou o óvulo que gerou Albert Einstein foi um produto do acaso, resultado de uma disputa entre espermatozoides resolvida por milésimos de segundo. Assim como aconteceu, poderia não ter acontecido.

Fonte: Revista VEJA

Assinante leia mais, clicando aqui


[Leitores e leitoras ! não há motivos para alarde.
Eu mesmo, ainda na casa do cincoenta, já passei por várias datas do fim do mundo.
Fui criado com a firme conviccção de meus pais de que o mundo acabaria em 2000 - até diziam: de mil passou, mas de dois mil ninguém passará; os Testemunhas de Jeová acabaram o mundo em 1975; outros diziam que acabaria em 1998 = número que é triplo do número da besta = 666; e vamos levando.

Abaixo apresento um quadro no qual constam algumas datas do FIM DOS TEMPOS e se estamos lendo esta matéria é porque elas estavam erradas.
Prefiro confiar no que foi dito por Jesus Cristo - está no Evangelho - quando questionado sobre o 'fim dos tempos': a data só ao Pai é dado conhecer.]

Morte de assistente de Hitler pode esclarecer pontos sobre muitas acusações feitas ao Fuehrer do IIIº Reich

Morte de assistente de Hitler pode revelar detalhes sobre acusações feitas ao líder alemão
As memórias de um dos assistentes mais próximos do ditador Adolf Hitler poderão esclarecer mais fatos sobre o envolvimento pessoal do líder nazista no Holocausto.

Fritz Darges, que morreu no último final de semana em sua casa perto de Hannover aos 96 anos, foi assistente de Hitler por quatro anos durante a Segunda Guerra Mundial e esteve presente durante todas as grandes conferências dos nazistas, de acordo com o jornal britânico Daily Telegraph.

Historiadores acreditam que seus manuscritos podem fornecer informações e provas importantes de que Hitler ordenou as mortes de seis milhões de judeus.

Segundo o jornal, se isto for provado, vai desacreditar as teorias de historiadores revisionistas que afirmavam que o ditador não sabia do Holocausto.

Em uma entrevista para um jornal alemão pouco antes de sua morte, Darges contou como conheceu Hitler em uma reunião do partido em Nuremberg, em 1934.

"Ele parecia simpático, era bondoso", teria dito Darges.

"Eu devia e sempre estava à disposição dele, em todas as conferências, em cada reunião, todas as conferências de guerra. Devo dizer que eu achava ele um gênio. Todos sonhávamos com um grande império alemão. Por isso eu o servi e faria tudo de novo."

Mosca

Darges tinha sido treinado para trabalhar como secretário de exportação, mas se juntou à SS em abril de 1933.

O ex-assistente também contou na mesma entrevista ao jornal alemão como ele foi demitido por Hitler devido a um incidente bizarro envolvendo uma mosca. A mosca estava voando em uma sala onde estava ocorrendo uma conferência importante dos líderes nazistas em julho de 1944, o que irritou Hitler.

O ditador então ordenou que Darges matasse a mosca, mas o assistente da SS sugeriu que, como era uma "praga aérea", a tarefa deveria ser realizada pelo assistente da Luftwaffe, Nicolaus von Below.

Darges conta que Hitler ficou furioso e o dispensou de seu cargo, afirmando "Você vai para o front oriental".

PresIdente russo rejeita tentativa de reabilitar Stalin - o ditador russo, responsável por milhões de mortes, é admirado pela NOMENKLATURA petista


Presidente russo ataca tentativas de reabilitar Stalin
O presidente russo
, Dmitry Medvedev, atacou aqueles que tentam reabilitar a memória do ex-líder soviético Joseph Stalin em um vídeo publicado no site do Kremlin nesta sexta-feira, 30 de outubro, dia nacional em homenagem aos mortos durante o regime stalinista (1924-1953).


Milhões de soviéticos morreram no governo de Josef Stalin que o PT defende

"Estou convencido de que a memória das tragédias nacionais é tão sagrada quanto a das vitórias. Mesmo agora, você escuta que as grandes perdas teriam sido justificadas por algum tipo de objetivo superior do Estado", disse o presidente russo. "O desenvolvimento de nenhuma nação, seu sucesso ou ambição não pode ser atingido ao preço de perdas humanas e sofrimento."

"O dia 30 de outubro é o dia que lembra milhões de vidas arruinadas, de pessoas mortas sem julgamento ou investigações, de pessoas enviadas a campos (de trabalhos forçados, os gulags) e ao exílio, despidas de seus direitos civis. Famílias inteiras foram rotuladas de ‘inimigos do povo’", afirmou.

Putin

"Milhões de pessoas morreram por causa do terror e acusações falsas. Impedidas até de serem devidamente sepultadas e por anos seus nomes foram riscados da história."

Medvedev disse ser alarmante que muitos no país não tenham ideia destes acontecimentos.

"Há dois anos sociólogos pesquisaram e quase 90% de nossos cidadãos entre 18 e 24 anos de idade não sabiam dizer o nome de pessoas famosas que sofreram ou morreram nos anos de repressão. Isso preocupa."

O presidente russo alertou ainda sobre os perigos de revisar a história dos tempos da repressão.

"Precisamos aceitar nosso passado como ele é", afirmou.

O discurso de Medvedev contrasta com o movimento em voga no país de promover Stalin como um administrador eficiente que transformou a União Soviética em uma superpotência mundial.

No governo do ex-presidente e atual premiê, Vladimir Putin, livros didáticos fossem reescritos, destacando os feitos de Stalin.

Neste mês, um tribunal russo rejeitou uma ação apresentada pelo neto de Stalin contra um jornal russo que ele acusava de ter difamado o ex-líder soviético.

Tribunal russo rejeita ação de neto de Stalin contra jornal
Um tribunal de Moscou rejeitou
nesta terça-feira uma ação apresentada pelo neto de Joseph Stalin contra um jornal russo que ele acusava de ter difamado o ex-líder soviético.

Yevgeny Dzhugashvili disse que um artigo publicado na Novaya Gazeta, que afirma que Stalin pessoalmente ordenou a morte de cidadãos soviéticos, seria mentiroso.

Stalin, que sucedeu Lênin e se tornou o segundo líder da União Soviética, foi o secretário-geral do Partido Comunista do país de 1922 a 1953, quando morreu.

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Fonte: BBC Brasil

Quase ocorre tragédia aérea em Brasília

Aeronave da Gol arremete ao pousar no JK para evitar colisão com avião que decolava da mesma pista

Os 128 passageiros do Boeing 737-700 da Gol que realizava o voo 1846 passaram por um susto durante o pouso da aeronave no Aeroporto Internacional de Brasília na tarde desta sexta-feira (30/10). Por volta das 15h, quando o avião já estava na sequencia final para o pouso, o piloto teve de arremeter e abortar para não colidir com outra aeronave que decolava no mesmo momento.

Segundo informações de passageiros, o piloto do 737-700 da Gol informou, pelo sistema de comunicação da aeronave, que a manobra brusca teria sido em função de que a torre de controle de voo do Aeroporto JK teria autorizado a aterrissagem do 737-700 da Gol ao mesmo tempo que permitiu a decolagem de um Airbus da TAM a partir da mesma pista destinada ao 737-700 da Gol.

O Boeing da Gol vinha do aeroporto de Guarulhos (SP) para Brasília. "Foi um momento de pânico terrível. As pessoas começaram a gritar e passaram mal. Médicos tiveram de ser acionados para acalmar os passageiros", afirmou o empresário João Carlos Bruno, 56 anos, um dos 128 passageiros que estavam no Boeing 737-700 da Gol.

O presidente da Associação dos Controladores de Voo do DF, Edleuzo de Souza, confirma o erro. A Aeronáutica ainda não se manifestou sobre o incidente.

De acordo com a assessoria de imprensa da Gol, a empresa não havia sido notificada sobre a eventual falha até o fim da tarde desta sexta-feira. Mas, em nota, a companhia informou que é comum que as aeronaves arremetam em situações consideradas arriscadas para o pouso.

A empresa alegou que, embora esse seja um procedimento que requeira cuidado, não é uma ação extraordinária e ocorre até com frequência.

O suposto erro de comunicação da torre de controle do Aeroporto JK, no entanto, deve ser apurado, diz a empresa. A Gol ressaltou que a medida foi adotada pelo comandante da aeronave tendo como prioridade a segurança dos passageiros e tripulantes embarcados.


[quantas centenas de vidas inocentes terão que ser ceifadas para que se adote no Brasil medidas efetivas do controle dos vôos, passe a se considerar coisa séria a segurança da aviação.
Com o acidente do vôo da Bol em 2006 e o da TAM em 2007 - juntos, procuziram quase quatrocentos óbitos - trocaram o o ministro, produziram o general GENÉRICO Jobim que fez um barulho danado e nada foi feito.
O general GENÉRICO Jobim começou reclamando do espaço entre as poltronas, prometeu desativar aeroportos, reformar outros, melhorar o sistema de controle de vôo, contratar mais controlados e NADA, ABSOLUTAMENTE NADA FOI FEITO.
Vamos conferir alguns pontos:
- Congonhas continua exatamente do mesmo jeito, a pista do mesmo tamanho, o risco crescente;
- A ligação rápida Guarulhos/São Paulo continua no pensamento;
- ampliar Guarulhos é impossivel já que tem uns invasores que construíram uma favela ocupando a área de expansão - lembro que no Brasil invasor tem prioridade, qualquer bandido que invada tua propriedade tem apoio do governo e se formarem um grupo em lugar do indiciamento por formação de quadrilha passam a receber recursos públicos do governo federal;
- o Santos Dumont continua expondo os aviões que lá aterrisam como alvos dos traficantes.
E vai por aí.]

Corre risco de fracasso o acordo em Honduras. Ao Zelaya só interessa um acordo: o que estabeleça a ditadura em Honduras e o tenha como o ditador

Zelaya pressiona Congresso e diz que acordo ainda pode fracassar

A diplomacia fajuta e estúpida do Brasil - que tem no Celso Amorim o chanceler fantoche, pois o verdadeiro é o Marco Autrélio TOP TOP Garcia - somada às diretrizes do Foro de São Paulo não interesse acordo em Honduras que não seja manter Zelaya no poder e até mesmo suspender as eleições do próximo dia 29
O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, elogiou nesta sexta-feira o acordo firmado com o governo interino para pôr fim à crise do país, mas ressaltou que o pacto depende ainda da aprovação do Congresso hondurenho.

"O Congresso nacional tem uma grande responsabilidade em colocar um ponto final neste conflito", afirmou por telefone à BBC.

"Se (o acordo) fracassar, o que é uma possibilidade, seria um desastre moral para todos nós que estamos lutando pela democracia."

Zelaya creditou o acordo "à presença dos Estados Unidos, a resistência do povo, que ainda ontem (quinta-feira) fez uma manifestação com mais de dez mil pessoas e, obviamente, a pressão internacional, que tem sido extraordinária".

"O mais importante é que os hondurenhos mostraram seu repúdio à volta do militarismo", finalizou.

Razão e diálogo

Zelaya afirmou à agência de notícias Associated Press que espera uma definição do Congresso em "mais ou menos uma semana". Até lá, disse que permanece na embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde está hospedado desde 21 de setembro.

O acordo prevê que a decisão sobre o retorno do líder deposto seria do Congresso, com uma consulta prévia ao Supremo Tribunal de Justiça, para a formação de um governo de união nacional que reconheceria as eleições nacionais marcadas para 29 de novembro.

A perspectiva do fim da crise política hondurenha foi elogiada ao redor do mundo. O Itamaraty emitiu nota oficial afirmando que "o Brasil expressa a expectativa de que a normalidade institucional se restabeleça dentro do mais breve prazo em Honduras, com a volta da titularidade do Poder Executivo ao estado prévio ao golpe de estado de 28 de junho".

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, em um comunicado, disse que "este é um momento de enorme satisfação para Honduras, a OEA e para a democracia em geral porque uma crise grave como a vivida nos últimos meses poderá ser resolvida em definitivo por meio da força da palavra e da razão".

A secretária de Estado americano, Hillary Clinton, também se disse feliz com o avanço nas negociações e elogiou o fato de que ambas as partes superaram a crise "por meio da negociação e do diálogo".

"Estou muito orgulhosa por ter participado do processo e pelos Estados Unidos terem sido úteis", disse ela.

Fonte: BBC Brasil

[o Roberto Micheletti - presidente constitucional de Honduras e que até agora tem se portado com firmeza e dignidade, agindo como um verdadeiro estadista (não seguindo o exemplo dos dois estadistas de araque, o da Venezuela e o do Brasil) - tem é que determinar a prisão imediata do Zelaya, que ainda é um foragido, e para tanto ordenar a invasão da embaixada (ou circo) do Brasil em Honduras.
O Brasil tem rasgado de forma sistemática e ostensiva todas as convenções internacionais sobre as condutas que uma representação diplomática deve seguir, tem permitido que o aloprado do Zelaya faça daquela representação diplomática um palanque, e com isso abriu mão da inviolabilidade de uma embaixada.
Micheletti ordena a invasão da embaixada brasileira, faz uma limpeza, o Brasil não tem condições de fazer absolutamente nada - inclusive o comportamento irresponsável e mesmo ofensivo à soberania de Honduras que a trupe aloprada petista tem adotado no presente caso retira as condições morais do Brasil até mesmo de protestar - vai haver um escarcéu danado mas vai ficar tudo por isso mesmo e Honduras livre do Zelaya e do seu escritório polítido - é isso o que a embaixada do Brasil tem sido.
Mas, quem realmente pode influir - o Obama - vai apenas assistir. As eleições se realizam em 29 de novembro e com um presidente eleito o assunto se encerra.
President Micheletti continue sendo digno pois essa corja que O pressiona só late.]

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

A mentira do pré-sal desvendada

Carta de um Engenheiro da Petrobras


Repassando para conhecimento. O currículo Lattes pode ser consultado diretamente no CNPq

Solicito ao Sr. Ouvidor da Câmara dos Deputados o repasse desta a todos os parlamentares.

O autor do texto abaixo, Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva, engenheiro da Petrobras, com currículo reconhecido pelo Sistema Lattes de Currículos (vide em http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.jsp?id=K4721163J2),
[o sistema Lattes de curriculos foi recentemente fraudado pela ministra Dilma Roussef, atual chefe da Casa Civil e candidata de Lula à presidência da República; ilustre Senhora, também ex-guerrilheira com vários crimes em seu curriculo, tentou aumentar seus títulos naquele sistema mas felizmente foi descoberta e desmascarada]
é uma autoridade de reconhecida idoneidade, principalmente nos aspectos relacionados com estudos geológicos, tal como pode ser comprovado na sua monografia sobre os recursos hídricos do solo sergipano (vide PDF em
http://www.semarh.se.gov.br/srh/modules/wfdownloads/visit.php?cid=1&lid=115).

O Eng. Ivo desmascara, de forma contundente e definitiva, a farsa do pré-sal, que vem sendo usada para a "justificar" a permanência da quadrilha lulo-petista no poder.

Anselmo Cordeiro.


Pré-Sal

Senhores Deputados / Senhoras Deputadas.

O uso intensivo da mídia pela PETROBRAS e pelo Governo Federal para vender a chamada descoberta de petróleo do século e a redenção do BRASIL é um caso típico de desserviço prestado ao BRASIL e ao seu povo, um país com problemas crônicos, principalmente na área da educação e da saúde, que clamam por solução de há muito, para que a Presidência da República coloque o Congresso Nacional contra os brasileiros e as futuras gerações, forçando-o a aprovar, em regime de urgência, um marco regulatório para a exploração de petróleo do PRÉ-SAL, que não serve para nada no momento, a não ser desviar a atenção da população de seus reais problemas.

É que toda e qualquer declaração atual sobre qualquer possível volume de petróleo descoberto no PRÉ-SAL não passa de pura especulação. Não existe no mundo ninguém e nenhum geólogo de petróleo em nenhuma companhia de petróleo, inclusive na PETROBRAS, que consiga chegar a um desses valores declamados em prosa e verso e provar que ele é verdadeiro. São somente estimativas, em virtude da falta de uma base confiável de parâmetros que permitam cubar qualquer reserva de petróleo dessa ordem de grandeza.

O conhecimento adquirido pela indústria do petróleo ao longo de mais de um século de exploração no mundo inteiro mostra ser muitíssimo pouco provável, ou melhor, impossível a existência de um lençol contínuo de petróleo como este anunciado para o PRÉ-SAL, devido a uma série de impossibilidades: físicas, químicas, biológicas e, principalmente, geológicas.

Deste modo, é uma falácia a afirmação de que temos um lençol de petróleo no PRÉ-SAL de tamanho 800km x 200km ao longo da Costa Leste Brasileira.

Portanto, este marco regulatório, que se tenta aprovar em regime de urgência, sem uma discussão ampla com a sociedade, é apenas a volta pura e simples, de forma disfarçada, ao monopólio estatal de petróleo; um verdadeiro desserviço que estão prestando ao BRASIL, um verdadeiro crime de lesa-pátria.

A PETROBRAS, literalmente de pires na mão, não está dando conta sequer do que foi planejado estrategicamente para se explorar acima da camada de sal, como poderia arcar com os investimentos no PRÉ-SAL, se estes realmente se viabilizarem, sabe-se lá quando? Com o marco regulatório aprovado do jeito que está sendo proposto, sem uma discussão ampla e profunda com todos os setores, não teremos nenhum aporte de capital estrangeiro, e não se explora e se produz petróleo, muito menos ainda no PRÉ-SAL, com bananas e tacapes e sim com muito dinheiro e muita tecnologia de ponta, e nós, simplesmente, não temos nem uma coisa nem outra, no momento.

Nossos técnicos são criativos, mas tecnologia de ponta nós não desenvolvemos, as nossas universidades não desenvolvem. Nós importamos os componentes e, com o jeitinho que nos é peculiar, montamos as ferramentas e os equipamentos e os operamos. Daí dizerem que dominamos a tecnologia para exploração em águas profundas.

Nada disso! Dominamos somente a parte operacional, porque toda a tecnologia é desenvolvida lá fora, por encomenda da PETROBRÁS, é claro, mas a tecnologia para fabricação de ferramentas e equipamentos para exploração e produção de petróleo em águas profundas nós não temos, não dominamos.

Como se sabe, a pressa é inimiga da perfeição. A exploração do Campo de Piranema, em águas profundas do Estado de Sergipe, pode ser um bom exemplo para reflexão por todos nós. A pressa em se mandar construir no estrangeiro uma plataforma de “casco redondo” – a primeira do mundo na propaganda da PETROBRAS – a peso de ouro, quando se podia construir uma plataforma com o casco em outro formato qualquer em um estaleiro nacional, sem que o campo descoberto estivesse sequer parcialmente delimitado e o estudo da sua viabilidade econômica pudesse ser feito com mais segurança, parece não ter dado certo.

Em documento enviado a Procuradoria da República no Estado de Sergipe, e também encaminhado aos Senhores e Senhoras ( Oficio_SAJR-PR-SE_nº_70-2009), eu questionei, poucos anos atrás, a desnecessidade da construção da plataforma de produção antes da delimitação do campo com a perfuração de mais poços exploratórios, denominados poços pioneiros adjacentes e poços de extensão. E fiz esse questionamento com a minha experiência de cerca de 20 anos trabalhando na Bacia de Sergipe e Alagoas e de Pernambuco e Paraíba como geólogo de petróleo exploracionista da PETROBRAS, que me habilita a fazer declarações técnicas sobre tipos de acumulações existentes nessas Bacias, tipos de rochas reservatórios e seus mecanismos de produção.

A PETROBRAS, não sei por quais motivos, nunca veiculou para a imprensa e Bolsa de Valores, que as rochas reservatórios do Campo de Piranema eram pseudos turbiditos (corpos arenosos imersos numa gigantesca massa de folhelhos), com pressão anormalmente alta para a profundidade em que se encontram atualmente, o que podia caracterizar corpos de pequenas dimensões, e cuja produção logo entraria em depleção (S. f. Med. 1. Redução de qualquer matéria armazenada no corpo. Aurélio). E parece ser o que já está ocorrendo, bem antes que o esperado.

Por gentileza, Senhores e Senhoras, leiam no texto a seguir a preocupação da bancada federal do Estado de Sergipe com a diminuição drástica da produção de petróleo no Campo de Piranema, em águas profundas de Sergipe:

[...] Parlamentares da bancada de Sergipe, por iniciativa do deputado Albano Franco (PSDB), se reuniram no fim da manhã desta quarta-feira, dia 26.08.2009, com o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, para cobrar explicações sobre a paralisação da produção de Petróleo no campo de Piranema, localizado em Estância. "Os problemas seriam de ordem técnica. O senhor Gabrielli nos garantiu que a produção será retomada até o início do mês de setembro", disse o deputado José Carlos Machado (Democratas-SE) ao sair do encontro.

A produção no campo de Piranema foi paralisada há 15 dias sem que o prefeito do Município de Estância, Ivan Leite, ou mesmo a população obtivesse qualquer explicação sobre o ocorrido. O deputado José Carlos Machado, que discursou sobre o assunto nesta semana no Plenário da Câmara dos Deputados, lembrou do grande investimento feito para iniciar a prospecção de petróleo no campo de Piranema e reclamou da gradativa diminuição do repasse dos royalties ao município. "Houve um investimento de cerca de 500 milhões de reais para colocar esse campo em operação, informação anunciada com toda a pompa possível pelo presidente Lula da Silva em 2007, durante a inauguração. Recentemente, me foram apresentados dados que mostram que o município de Estância arrecadou em setembro de 2008, de royalties referentes à produção de Piranema, mais de R$1,4 milhão. Em janeiro deste ano, houve uma queda de 75%, e o município recebeu somente R$ 304 mil. Em junho passado, o total arrecadado foi de apenas de R$ 133 mil. Quem sofre com isso? A população, é claro", afirmou [....]

A PETROBRAS pode até afirmar que a suspensão da produção foi de ordem técnica, mas fica uma dúvida no ar: falha com os equipamentos dos poços em produção no fundo do mar ou os reservatórios são mesmo limitados e não conseguem mais manter a produção inicial do Campo de Piranema?

A verdade é que a produção não foi interrompida abruptamente e sim veio caindo ao longo dos meses, como mostra parte final do texto acima: “[...] o município de Estância arrecadou em setembro de 2008, de royalties referentes à produção de Piranema, mais de R$1,4 milhão. Em janeiro deste ano, houve uma queda de 75%, e o município recebeu somente R$ 304 mil. Em junho passado, o total arrecadado foi de apenas de R$ 133 mil. [...]”.

Portanto, infelizmente, tudo indica que os poços ora em produção no Campo de Piranema já entraram em depleção acentuada. Resumindo: para atingir e manter a produção de 10.000 barris diários no Campo a PETROBRAS terá que perfurar e colocar muitos poços em produção em muito pouco tempo - o que não é logisticamente recomendável nem possível (faltam plataformas de perfuração no mercado) - o que esgotaria as reservas do campo mais rapidamente ainda, evidenciando a total desnecessidade da construção da tão imprescindível plataforma de casco redondo, a toque de caixa e repique de sino, nas últimas eleições, como se o seu formato fosse realmente determinante para a extração do petróleo, o qual se encontra nos reservatórios há milhões de anos.

Sendo assim, e voltando ao marco regulatório do PRÉ-SAL, solicito aos Senhores Senadores e Senhores Deputados, Senhoras Senadoras e Senhoras Deputadas, com o pensamento voltado exclusivamente para o bem do BRASIL e de nossas gerações futuras, que deixem para analisar o marco regulatório depois das eleições de 2010 e que discutam isso até a exaustão com toda a sociedade, porque é a única coisa sensata a se fazer no momento: O PETRÓLEO DO PRÉ-SAL É A ÚLTIMA FRONTEIRA.

Por favor, Senhores e Senhoras, não permitam que essa pressa injustificável transforme as descobertas do PRÉ-SAL em algo semelhante ao desastre que está se delineando para o Campo de Piranema, em águas profundas de Sergipe.

Atenciosamente.

Ivo Lúcio Santana Marcelino da Silva
TE 0018515721-86.

Rua São Judas Tadeu, 313 – Pereira Lobo.
CEP 49050-710 / ARACAJU-SE.
Transcrito do Blog A Língua

Polícia prende parentes de chefe do tráfico no Borel

Polícia Civil faz operação no Morro do Borel, na Tijuca

Cerca de 200 policiais de 20 delegacias da capital e de cinco especializadas realizaram, na manhã desta sexta-feira, uma operação para desarticular a organização financeira da facção criminosa que controla a venda de drogas no Morro do Borel, na Tijuca, Zona Norte. Dois helicópteros deram apoio à ação. Dez pessoas foram presas, entre elas parentes do traficante Isaías do Borel, que está preso há 17 anos, e há dois em Catanduvas. Os policiais apreenderam três carros, sequestraram um imóvel e vasculharam outros dois.

O objetivo da operação foi cumprir 35 mandados de prisão e 21 de apreensão, além de efetuar sequestros de bens. Batizada de Família S/A, a operação prendeu a irmã do traficante, Emília Cristina Rodrigues; a mulher dele, Silvia Regina Rodrigues e a mulher do bandido conhecido como Robocop, sobrinho de Isaías, Flávia dos Santos Oliveira.

Os familiares do criminoso foram encontrados em dois apartamentos, um deles próximo ao Borel e o outro na Rua Conde de Bonfim. O diretor de polícia da capital, Ronaldo Oliveira, disse que os presos já foram encaminhados para a 19ª DP (Tijuca), mas depois eles serão apresentados na chefia de Polícia Civil. O clima no morro é de aparente tranquilidade. Não foram disparados tiros durante a operação.

Mesmo dentro da prisão, o traficante Isaías do Borel foi um dos principais alvos da operação desta sexta-feira. O criminoso estava prestes a ser beneficiado pela progressão de regime, mas teve um novo mandado de prisão preventiva expedido porque a polícia comprovou que ele continua articulando um esquema de lavagem de dinheiro de dentro da cadeia.

O governador Sérgio Cabral comentou a operação no Borel, quando chegava ao Hotel Copacabana Palace, para o seminário organizado pelo Comitê Olímpico Internacional sobre a Rio 2016:

- Fizemos uma grande operação, investigando os laranjas e os bens dos traficantes. A base mais sensível dos traficantes é o bolso - disse.

[exatamente por ser o bolso a parte mais sensivel dos traficantes é que o consumo de drogas tem que ser combatido com rigor, já que é o consumo que mantém o tráfico. Penas severas para os usuários, os VICIADOS, e o consumo cai e a receita dos traficantes também.]

Eles enlouqueceram de vez

O circo está montado

Chávez defende terceiro mandato de Lula e o compara a Jesus Cristo

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, sugeriu nesta sexta-feira que os brasileiros defendam um terceiro mandato ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele disse não ver razão para que um líder com altos índices de popularidade tenha que deixar o poder. Chávez também comparou o colega a Jesus Cristo por trazer boas notícias para a Venezuela.

Eu lamento que Lula saia e sei que no Brasil muitos também lamentam. Deixo a pergunta no ar: por que um presidente que está bem e tem 80% de popularidade tem que sair?
Chávez comparou Lula a Cristo por ter chegado a Venezuela no dia em que a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou a entrada do país ao Mercosul.

Lula veio como Cristo anunciando o Evangelho. Só faltou o cabelo comprido - disse Chávez.

Apesar de retomar a ideia do terceiro mandato de Lula, Chávez disse estar certo de que a chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, será eleita para sucedê-lo em 2010.

- Todos sabem o peso que Dilma tem. É a próxima presidente do Brasil, podem anotar. É o que me diz esse coração. Ela é uma grande mulher com a cabeça bem coordenada - afirmou.

- Saúdo todos os senadores. Vocês já podem se considerar em território do Mercosul. Até os que se opuseram devem reconhecer que é do interesse de todos que a Venezuela entre no Mercosul.

O venezuelano contestou a tese de que seu país não deveria ser aceito no bloco por afrontar a cláusula democrática do bloco.

- Somos um país com democracia plena, em plena liberdade de expressão. Que ninguém acredite neste conto do ditador Chávez que persegue jornalista. Em Honduras sim, há ditadura. Lá matam gente, perseguem jornalistas e fecham canais. Aqui não.

Na noite de quinta-feira, Chávez ofereceu jantar a Lula, Dilma Rousseff, e Celso Amorim (Relações Exteriores). Segundo o venezuelano, a confraternização ultrapassou a meia-noite com todos cantando parabéns para Lula que completou 64 anos na segunda-feira.

Nesta sexta-feira, os dois presidentes foram até El Tigre, no interior da Venezuela, onde simularam a primeira colheita de soja do país. A Embrapa cedeu sementes para o plantio de 8 mil hectares em fazendas socialistas. A dupla foi recebida por militantes chavistas e posou para fotos no alto de uma colheitadeira.

Drogas e Travestis

Renuncia do governador da Lazio e a manifestação digna da sua esposa.
Travestis Brasileiros derrubam governador italiano.

Este blog Sem Fronteiras de Terra Magazine informou e comentou sobre o drama de Piero Marrazo, que hoje renunciou ao governo da região Lazio-Roma.

A propósito, informamos ontem que a renúncia era iminente. Marrazzo assinou a renúncia no interior de um convento-abadia, onde se encontra em recolhimento espiritual. Ele já havia se auto-afastado em razão do escândalo, que hoje ingressa no seu quinto dia.

A Itália não é uma federação, mas um estado unitário. Administrativamente, há separação por regiões, que nas federações são chamadas de estados (unidades federativas). O governador da região recebe o título de presidente. Marrazo foi governador (presidente) da região-estado Lazio e eleito pelo partido Democrárico (PD), de centro-esquerda. Com a sua renúncia, serão marcadas eleições, antecipadamente.

O mencionado Marrazzo foi filmado durante um encontro amoroso com um trans brasileiro conhecido por Natalia (em italiano o acento recai no “i”). No quarto em que se encontrava havia grande quantidade de cocaína.

Durante a relação, o apartamento foi invadido por quatro policiais militares, que, para não prenderem em flagrante o governador por posse de cocaína (a que estava numa mesa do apartamento de Natalia), exigiram e receberam dinheiro. Mais ainda, sumiram com a cocaína.

Supracitado vídeo acabou negociado com uma agência de propaganda e, também, com o responsável pela direção da revista “Chi” (Quem). Houve apreensão policial antes da sua difusão: o vídeo disponibilizado no You Tube, conforme informado pelas autoridades policiais italianas, é falso. A filmagem, segundo suspeita a polícia, teria sido feita pela travesti Brenda, também brasileiro.

Na posse do vídeo, os policiais continuaram a extorquir o governador. Um deles exigiu a sua transferência para outra unidade policial, pois estava sendo investigado por uso de drogas proibidas. Os quatro policiais autores das extorsões estão presos preventivamente. Por inquérito, continuam as apurações sobre uma eventual co-autoria das travestis brasileiras.

PANO RÁPIDO. Ontem, no auge do escândalo e com pressão político-partidária para a renúncia de Marrazzo, a esposa do então governador, conceituada jornalista da estatal RAI (rádio e televisão italiana), não deixou de atender um compromisso assumido há meses.

Roberta Serdoz, bem vestida, sem traços de angústia, maquiada e penteada com esmero, presidiu, com maestria, um encontro sobre o “Papel da Mulher no Mundo do Trabalho”.

Dispensável dizer algo sobre o seu profissionalismo e dignidade.

No debate, não faltou a pergunta esperada. Quando formulada, pareceu constrangedora. Mas, Roberta Serdoz, sem apreensão ou constrangimento, respondeu: “Não deixarei Piero. A família continua unida. As mulheres são indestrutíveis”.

Uma frase, em especial, emocionou os presentes: “Mostro che le donne non crollano”, disse Roberta, que fez lembrar Hillary Clinton.

Como se percebe, não só jogadores de futebol brasileiros fazem sucesso na Itália. E de travestis brasileiros freqüentados pelo governador Marrazzo dá para formar um time de futebol de salão, com reservas no banco.

Wálter Fanganiello Maierovitch –
IBGF

Polícia do Rio encontra paiol em favela

Polícia Civil encontra paiol de armas na Favela de Acari

Policiais da Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC) encontraram nesta quinta-feira, na Favela de Acari, um paiol de armas de traficantes. O equipamento foi avaliado em R$ 1 milhão. Três homens foram detidos. O material estava escondido num cômodo do antigo prédio da Parmalat, que foi invadido, há cerca de oito anos, por 500 moradores da favela em volta.

As armas, segundo o delegado Deoclécio Francisco de Assis Filho, pertencem ao traficante conhecido como Praxedes, e estavam embrulhadas em sacos plásticos e tinham sido escondidas em buracos no chão e na parede.

Foram apreendidos quatro fuzis (um deles do Exército brasileiro), duas submetralhadoras calibre 9mm, um lança-rojões (ainda na caixa) e cinco pistolas. Foram recolhidos também nove caixas de fogos de artifício; 15 pares de botas pretas, do tipo usado por policiais do Batalhão de Operações Especiais (Bope) e por agentes da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core); dezenas de coletes pretos; cintos usados em fardas da PM para guardar armas e munição; cinco radiotransmissores; dez carregadores para diferentes calibres; fardas pretas; um casaco de camuflagem do Exército brasileiro; gandolas (espécie de mantas usadas por militares); correias para carregar fuzis; e um taco de golfe.

- Pode ser que aqui haja outros locais onde armas são escondidas. O local é muito grande - disse o delegado.

Cinquenta homens participaram da ação deflagrada após denúncia anônima.

Também nesta quinta-feira, policiais da Delegacia de Combate às Drogas (Dcod) fizeram operação em Parada de Lucas, na Zona Norte.

Aeronave da FAB desaparece no Amazonas

Aeronave da FAB desaparece na Amazônia

Equipes da Força Aérea Brasileira (FAB) procuram pelo avião que desapareceu na manhã desta quinta-feira (29/10), depois de ter partido de Cruzeiro do Sul, no Acre, com destino a Tabatinga, no sudoeste do Amazonas. O avião é um C-98 Caravan da FAB. A confirmação do desaparecimento foi feita pelo Comando da Aeronáutica.

Dois helicópteros H-60 Blackhawk e um avião C-105 Amazonas da FAB já se encontram na região entre Tabatinga e Cruzeiro do Sul para fazer as buscas. A área entre as duas cidades compreende a terra indígena do Vale do Javari, onde as únicas presenças humanas são do destacamento de fronteira do Exército Brasileiro e de povos indígenas.

A aeronave tinha 11 pessoas a bordo que participavam de ação de vacinação do Ministério da Saúde. O avião pertence ao 7º Esquadrão de Transporte Aéreo e tem capacidade para transportar 14 pessoas e quatro tripulantes.

Os prováveis viajantes eram seis profissionais da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), uma servidora da prefeitura de Atalaia do Norte, município amazonense, e quatro tripulantes: um piloto, um co-piloto e dois mecânicos, mas o Comando da Aeronáutica ainda não confirmou oficialmente a lista de passageiros.

Buscas
Em outra nota divulgada às 19h55 desta quinta, a FAB informou que uma aeronave C-105 Amazonas paque realiza as buscas, decolou de Manaus com dois médicos, dois enfermeiros, além de 32 militares da equipe de resgate. Dois helicópteros H-60 estão realizando voos de padrão na região. Uma aeronave de reconhecimento R-99 apoiará os trabalhos de busca.

A Força Aérea Brasileira montará a base das operações de buscas na cidade de Cruzeiro do Sul (AC).

Aeronaque desaparecida
O modelo C-98 Caravan foi desenvolvido no início dos anos 80 nos Estados Unidos para transporte de pequenas cargas e passageiros em curtas distâncias. No Brasil é utilizado desde 1987 em tarefas de apoio, utilitárias e de evacuação aeromédica. Também é usado pelo Correio Aéreo Nacional e em ações cívico-sociais do Exército Brasileiro.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Da austeridade do nosso Governo petista

Não muito atual, mas verdadeira e é sempre bom lembrar

– VOCÊ SABIA ?

- Que o “Sucatão” (Boeing 707) é o mesmo avião usado pelo Vice Presidente e pela Primeira Dama dos USA (somente o Bush usa o 747)?
- Que o Sucatão tem todos os “aviônicos” (instrumentos, radares, sistemas de navegação e pouso, e etc.) de última geração?

- Que, segundo relatórios de técnicos da FAB, para tornar o “Sucatão” igual aos usados pelo Vice Presidente e pela Primeira Dama dos USA bastaria trocar os seus quatro motores, para adequa-lo às normas de ruído exigidas para os aeroportos Kenneddy (NY/USA) e Charles De Gaule (Paris/FR), com a vantagem de ter um quadrimotor que voa bem com três motores e pode voar até com dois motores, contra um bi-motor com o Airbus ?

- Que essa troca de motores custaria menos de 5% do que se gastou para comprar o Airbus para o Lula?



- Que todos os pareceres técnicos recomendando a atualização (dos motores, basicamente) do “Sucatão” foram ignorados, para que o Presidente tivesse um caríssimo Airbus “zero Km”?
· Que o dinheiro para a compra do Airbus saiu do Orçamento da FAB, em detrimento da manutenção das esquadrilhas que voam precariamente a base de “canibalização” de seus próprios aviões e de cortes em horas de vôo (economia de combustível) em detrimento do treinamento dos seus pilotos?

· Que mesmo depois de receber um novo “enxoval” do Governo FHC a primeira medida do Governo do PT foi gastar “uma nota preta” na compra de roupões de seda egípcia, charutos cubanos, bebidas e iguarias finas importadas da melhor procedência e cerveja (acho que nacional...), alem de galinheiro de luxo com proteção “anti-aérea” contra ataques de corujas e gaviões?
· Que para não deixar nenhum “companheiro na estrada” o Governo do PT empregou quase todos (até o Waldomiro, companheiro de AP do Dirceu...) em ministérios, cargos de direção em Estatais, chefias ou outras “bocas” e, os não pode empregar passou a atender como “lobistas” como o filho do José Dirceu (que conseguiu para seus “municípios-clientes” 75% das verbas liberadas...)?

Até quando as Legiões vão se limitar ao silencio direto e obsequioso

“Aparelhamento”: Legiões criticam a mais profunda intervenção política na área militar já vista no Brasil

O espectro de uma crise militar ronda o governo do Stalinácio. Não existe risco de golpe, intervenção radical ou insubordinação. As legiões resolveram apostar na tática do silêncio direto e obsequioso. A estratégia é fazer Política e se comunicar através de “porta-vozes” pouco previsíveis, usando espaços privilegiados na mídia pouco afeita a discutir, seriamente, a Questão Militar no Brasil.

Um recado direto dos militares à cúpula do governo foi transmitido ontem na página 3, de Opinião, do jornal Folha de S. Paulo. O transmissor foi o historiador Sérgio Paulo Muniz da Costa – que atuou como delegado do Brasil na Junta Interamericana de Defesa, órgão que assessora a Organização dos Estados Americanos (OEA) em assuntos de segurança hemisférica. Em seu artigo, o “pesquisador”, que é Coronel de Artilharia da reserva do Exército Brasileiro e autor do livro “Os Pilares da Discórdia – Fundamentos de uma Incerteza” (Editora Bibliex, 1995), criticou o “aparelhamento” das Forças Armadas.

Não se trata do aparelhamento em termos materiais.
Mas do “aparelhamento” no pior sentido político. Como se falasse em nome das “Legiões”, Sérgio Paulo Muniz da Costa denuncia que “intenta-se hoje a mais profunda intervenção política na área militar já vista na tão decantada história republicana do Brasil”. O historiador lança novas baterias contra a END: “É fácil verificar na leitura da Estratégia Nacional de Defesa que ela foi redigida à revelia e mesmo em contraposição a ponderações de comandos das Forças Armadas”.

No artigo, Sérgio Paulo Muniz da Costa
denuncia uma nova escalada de confrontação com as Forças Armadas, em particular com o Exército. E o historiador joga na artilharia, ao condenar “as medidas caudatárias de uma Estratégia Nacional de Defesa que não se coadunam com a Política Nacional de Defesa, alteram as condições de cumprimento da missão constitucional das Forças Armadas e dão ao poder político condições de intervir partidariamente na estrutura militar, um pesadelo erradicado da vida pública brasileira há mais de 40 anos”.

Infanticídio
Um outro assunto explosivo merece a atenção das Legiões – que são contra a criação de “Nações Indígenas” dentro do território brasileiro.
Raymond de Souza, cidadão australiano, nascido no Brasil e residente nos EUA, escreveu um explosivo livro eletrônico – “Infanticídio indígena no Brasil, a tragédia silenciada”.
O sempre atento Arlindo Montenegro revela detalhes da obra que denuncia fatos macabros e desumanos que atentam contra a Lei e a Ordem no Brasil.

Fonte: Alerta Total http://www.alertatotal.net/

Por: Jorge Serrão

Leia também o Fique Alerta www.fiquealerta.net

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Aparelhamento das Forças Armadas, qual?

Enquanto usa sua maioria parlamentar para defletir uma miríade de polêmicas, o governo federal vai fazendo avançar sem resistências um assunto que trará consequências duradouras à vida política no país: a missão, o emprego e a estruturação das Forças Armadas.

Sob a justificativa de seu aparelhamento e o guarda-chuva pseudopolítico da subordinação dos "militares ao poder civil", intenta-se a mais profunda intervenção política na área militar já vista na tão decantada história republicana do Brasil.

A moldura desse quadro estava pronta havia tempos.
Os ressentimentos de toda sorte em relação ao regime militar, a ânsia dos poderosos de cada momento em exibir obediência castrense e os interesses estrangeiros em formatar nossa estrutura de defesa segundo suas conveniências ambientaram o mal disfarçado projeto hegemônico de longo prazo que agora se estende às Forças Armadas.

Um simples acompanhamento do planejamento e da execução orçamentários
permite verificar que o Ministério da Defesa extrapolou em muito, há tempos, as atribuições previstas na lei de sua criação.

Mas foi no
início do segundo mandato presidencial que se inaugurou uma nova escalada de confrontação com as Forças Armadas, em particular com o Exército. Alguns ministros depois - novos titulares de pastas criadas e inventadas -, foram enviesadamente apresentadas medidas caudatárias de uma Estratégia Nacional de Defesa que não se coadunam com a Política Nacional de Defesa, alteram as condições de cumprimento da missão constitucional das Forças Armadas e dão ao poder político condições de intervir partidariamente na estrutura militar, um pesadelo erradicado da vida pública brasileira há mais de 40 anos.

A inauguração da atual República em 1985 foi a única na história do Brasil que não se deu por um
golpe de Estado, e isso se deveu, em boa parte, ao apartidarismo das Forças Armadas. Ao contrário do que a maioria dos analistas costuma apontar, foi durante o regime militar que elas se afastaram da política partidária e se profissionalizaram definitivamente.


Deixar para trás o
salvacionismo das primeiras décadas do século 20, as correrias de 1920 e 1930, o golpe de 1937 e a intervenção pela retomada democrática em 1946, deteriorada com a instabilidade dos anos 1950, que culminou na ruptura de 1964, foi uma consistente evolução.

É compreensível que governos atuem ideologicamente, explorando oportunidades de aperfeiçoamentos sociais, políticos e econômicos. Mas não é razoável implementar modificações na estrutura do Estado que colidam com a evolução histórica do país e tenham o potencial de trazer instabilidade
. Muito menos sensato é introduzir os objetivos de grupos de pressão hospedados no governo como variáveis da complexa equação da Defesa nacional.

A alguns causará estranheza isso estar acontecendo, acomodados na percepção de que a questão é afeta aos militares. Além de não se tratar de uma exclusividade,
é fácil verificar na leitura da Estratégia Nacional de Defesa que ela foi redigida à revelia e mesmo em contraposição a ponderações de comandos das Forças Armadas.

Alegações de tomada de modelos estrangeiros não resistem à mais elementar comparação, considerada a irrelevância político-estratégica de uns e a política do "faça o que eu digo, mas não o que eu faço" de outros.

De fato, o
emprego das Forças Armadas como elemento vital para a preservação da soberania e da democracia no Brasil está sendo alterado pelo governo em exercício, e não cabe aos militares questioná-lo.

Àqueles que não podem evitar um sorriso de satisfação diante dessa situação, porque
comemoram a subordinação do "poder militar ao civil" ou porque se comprazem nos seus sentimentos de revanche, cabe lembrar que o estamento militar se subordina ao poder político em qualquer regime, situação ou direção.

Se evoluímos como democracia responsável e consolidada, além dos arautos do governo,
cabe à classe política se pronunciar quanto ao aparelhamento das Forças Armadas que realmente interessa ao Brasil.

Artigo originalmente publicado na Folha de São Paulo de 28 de outubro.

Por: Sérgio Paulo Muniz Costa

Historiador. Coronel de Artilharia da reserva do Exército Brasileiro e autor do livro Os Pilares da Discórdia – Fundamentos de uma Incerteza (Editora Bibliex, 1995)

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