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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Foro de São Paulo - FSP, testando limites

O LIMITE DO FORO DE SÃO PAULO

Parece claro que os revolucionários congregados em torno do Foro de São Paulo mudaram a fase de sua ação, acelerando o processo histórico. Estão muito conscientes de que acumularam forças para ditar as regras para os inimigos políticos. Lula, no Brasil, está ignorando qualquer limite de ação. O depoimento do ex-diretor do Banco Central, Mario Torós, dando conta de como transcorreu o processo de default do Unibanco foi irônico. Afinal, ninguém mais fez pelo PT e Lula do que os banqueiros esquerdistas que o controlavam. Foram impiedosamente sacrificados pela lógica revolucionária. O mesmo vale para as notícias em torno da Cia Vale do Rio Doce.


Pouco importa que o atual administrador, o Bradesco, seja um aliado de primeira hora das forças do PT. Eles não querem mais intermediários, querem sua própria gente à frente das operações. Usam agora de todo o poder de coação, sobretudo do poder fiscalizatório e policial do Estado, bem como do controle sobre os fundos de pensão. A alta burguesia agora está sendo esmagada. Creio que esse processo vai se agravar. A CONFECOM deve ser compreendida também dentro dessa lógica. As empresas do setor sempre negociaram cordialmente com os revolucionários, sem nenhum senso de perigo. Agora não têm a quem recorrer e estão sendo inexoravelmente esmagadas.


As empresas tradicionais de conteúdo, sobretudo os jornais e TVs, sempre deram apoio ideológico e foram o cabo eleitoral maior do PT. E agora? Agora vão saber que alimentar revolucionários é como alimentar jibóia: ela cresce e come o dono.

O gesto mais notável da nova fase do processo pode ser plenamente visto na política internacional. A visita do presidente do Irã foi emblemática, feita contra qualquer critério de razoabilidade. Estamos diante de algo como Hitler fez nos anos trinta, de um eixo Brasília-Teerã-Pequim, sem nenhum constrangimento, ostensivo contra a política dos EUA. Nesse eixo incluo também a França, país que também desempenhou o papel mais ridículo da história da Segunda Guerra. De novo vemos os fatos se repetirem.


A medição de força está agora a acontecer em Honduras. Hoje a matéria de capa da Folha de São Paulo trouxe o presidente Lula declarando que não reconhecerá as eleições próximas, porque seu aliado Zelaya não foi reconduzido ao poder. Isso significa que provavelmente o Foro de São Paulo vai se engajar na derrubada do novo governo. Agora ficará claro para Obama que terá que tomar posição contra o Foro, terá que entrar em conflito. Será que teremos que esperar que o Partido Republicano retome o controle da Casa Branca ou Obama passará a agir realisticamente? Aposto na segunda hipótese.


O fato é que só os EUA têm poder para deter o processo deslanchado na América Latina, sob a liderança do PT. A nova fase trouxe também uma novidade: a vaidade. O senso de perigo dos revolucionários desapareceu. Agora as decisões serão mais rápidas e os erros acontecerão inevitavelmente, sendo o maior deles subestimar o poderio norte-americano. Historicamente quem o fez quebrou a cara. Lula e sua gente estão dispostos a pagar para ver.


Como pano de fundo do processo temos a crise mundial se desenrolando, bem como a agonia do dólar. E também a tentativa de consolidação do governo mundial. Vejo uma realidade prenhe de violência, que aponta para a guerra. Se as coisas derem errado e se não houver reações das forças políticas internas, pela primeira vez em século poderemos ter um cenário de conflitos bélicos envolvendo o Brasil em solo latino-americano. Um perigo. Bem sabemos como se entra em conflitos assim, mas nunca como deles saímos.


A pergunta é: os revolucionários poderão tudo? Não há oposição? Ora, a via eleitoral deixou de ser obstáculo ao caminho do PT, que não hesita em usar o poder de Estado contra os inimigos. Hoje as manchetes dão conta da investigação da Polícia Federal contra o governador do GDF, José Roberto Arruda. Nenhuma força política está a salvo dos revolucionários. Obviamente que a ação policial de hoje deve ser compreendida dentro do contexto da sucessão, local e nacional. A classe política está refém do PT.


Em São Paulo, único pólo capaz de segurar um pouco as coisas, vemos a tolice da dupla José Serra/Gilberto Kassab com a sua elevação do IPTU. Não perceberam ainda que não haverá como se contrapor aos revolucionários usando das mesmas bandeiras deles. Teriam que marcar posição no campo político oposto. Bem sabemos que nem sabem mais fazer isso. Todo mundo viciou no socialismo. Não há espaço nesse campo para dois senhores e o PT é o dono exclusivo dessa bandeira. Ou seja, temos de um lado a má fé e, do outro, a burrice ajudando no processo revolucionário em curso.

NIVALDO CORDEIRO: um espectador engajado

A verdade sobre o 'menininho' que abateu Lula

Quem é o "Menininho" que deixou Lula, triste e abatido ?

Pela editoria do site A Verdade Sufocada

Quem é Cesar Benjamin ou melhor César de Queiroz Benjamin que, em 27/11/2009, com seu artigo "Os filhos do Brasil", publicado na Folha de São Paulo, deixou Lula triste e abatido, seus assessores enlouquecidos , jornais e Internet em polvorosa e o Brasil escandalizado?

A biografia de César Benjamin, como ele assina seus artigos é resumida mais ou menos nesses termos:

César Benjamin, 55anos , militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso, por suas opiniões políticas, em meados de 1971, com 17 anos quando alfabetizava camponeses no interior da Bahia. No final de 1976 foi expulso do país.

Retornou com a Anistia. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha.

Quem lê sua biografia imagina um jovem estudante que militava no movimento estudantil e que as armas que usava eram lápis e papel para alfabetizar camponeses no interior da Bahia.

Tremendo engano !... Pesquisando dados no Projeto Orvil verificamos que Cesar Benjamin era conhecido na luta armada por 16 codinomes - "Cesinha" ; "Fidelis" ; "Eduardo" ; "Gilberto" ; "Gil" ; "Domingos" ; "Ribamar" ; "Julinho" ; "Cabral" ; "Floriano" ; "Flo"; "Paraiba" ; "Paraibinha" ; "Laerte Abreu Junior" ; "Laerte- e, entre eles, "Menininho", o mais conhecido.

Suas atividades eram bem mais violentas do que se imagina...

." Menininho", aos 16 anos, em 1969, era integrante do Grupo de Fogo - GF - do MR-8 ( Movimento Revolucionário 8 de Outubro ).Organização altamente violenta, que, entre outros atos terroristas sequestrou o embaixador dos Estados Unidos. Mesma organização a qual pertencia o ministro Franklin Martins.

Nas suas peripécias terroristas conseguiu fugir da polícia por três vezes.

- No dia 13 de novembro de 1970, César de Queiroz Benjamin, o "Menininho", quando "cobria um ponto" com Sônia Eliana Lafoz e Caio Salomé Souza de Oliveira, na Rua Visconde de Itamarati, junto à Igreja Divino Salvador, no Encantado/Guanabara, hoje Rio de Janeiro, foi cercado por policiais. Os três, ao notarem a presença da polícia, reagiram à bala , ferindo os detetives José Evaristo da Silva e Valter Modesto Dias e fugiram sob os olhares de dezenas de populares. Os três militantes conseguiram fugir, com Caio baleado na mão e Sônia ferida de raspão na cabeça e na perna.

No local deixaram um bornal com uma pistola e um cano de chumbo cheio de dinamite. Foi a 1ª fuga.

- No dia 20 de novembro de 1970, sob o comando de Mário Prata, o MR-8 assaltou o Banco Nacional de Minas Gerais, agência Ramos. No banco entraram Mario Prata , Sérgio Landulfo Furtado, Alexandre Lyra de Oliveira, José Carlos Avelino da Silva e Dirceu Grecco Monteiro. Na cobertura, junto à porta, ficaram Zaqueu José Bento e Manoel Henrique Ferreira.

Na rua, como cobertura externa, estavam Stuart Edgard Angel Jones, Cesar de Queiróz Benjamin, Nelson Rodrigues Filho, Marilena Villas-Boas Pinto e José Mauríci Gradel. Enquanto se processava o assalto, chegou um carro-forte do banco e seus integrantes, imediatamente, entraram em.intenso tiroteio com os terroristas, saindo feridos dois guardas e um transeunte, além de Stuart Edgard Angel Jones, baleado no joelho.

Os militantes, levando mais de 55 mil cruzeiros novos e um revólver Taurus calibre .38, fugiram em três carros, depois de picharem o muro em frente ao banco, com a frase "Comando Joaquim Câmara Ferreira - homenagem do MR-8 a "Toledo", da ALN, falecido em 23/10/1970.

Na Avenida Brasil, na aItura de Bonsucesso, quando faziam o transbordo de Stuart, os militantes foram atacados por um guarda que os havia seguido. Alexandre Lyra de Oliveira foi baleado no ombro e nas costas, enquanto que o guarda caía, atingido por um tiro de espingarda desfechado por César de Queiroz Benjamin , "Menininho".

Em 27 de novembro, Mario Prata, "Menininho", Marilena, Roberto das Chagas, Manoel Henrique Gradel e José Carlos Avelino assaltaram os dois policiais militares que davam guarda no Mirante Dona Marta, ponto turístico em Botafogo, levando-lhes dois revólveres e suas fardas. Na ocasião, feriram a coronhadas o tenente do Exército, Flávio Amarante Ribeiro, que passeava no local com a família.

Para encerrar o ano de 1970, em 29 de dezembro, o MR-8 assaltou a Kornbi de transporte de valores do Moinho Inglês, em São Cristóvão, o que lhe proporcionou cerca de 33 mil cruzeiros novos.

Quase duas dezenas de carros roubados e 14 assaltos foi o saldo da organização nesse ano. Em compensação, teve dezenas de quadros presos e um membro da Direção Geral morto. No ano seguinte, a linha militarista do MR-8 continuaria a prevalecer, com a realização de dezenas de ações armadas.

- Na Bahia, o MR-8 contava, também, com a estreita colaboração do Padre Paulo, da Paróquia do Peru, em N.S. de Guadalupe, um dos representantes da "Organização Sem Nome", integrada por padres e religiosos que editavam o.jornal "O Círculo" e mantinham um Curso de Alfabetização de Adultos, utilizado, pelo MR-8, para proselitismo e recrutamento.

Independente do CR/BA, João Lopes Salgado dirigia o trabalho de campo na Bahia, em duas áreas: na região de Cangula, em· Alagoinhas, e na região do médio São Francisco, entre os municipios de Brotas de Macaúbas e Ibotirarna.

Nesse inicio de ano, fruto das intensas atividades de roubo praticadas no ano anterior, não faltava dinheiro ao MR-8. Assim, foram destinados Cr$ 27.000,00 à Bahia, sendo Cr$ 10.000,00 à CR e Cr$ 17.000,00 enviados para apoio ao trabalho de campo

Um fato novo para o MR-8: Carlos Lamarca rompeu com a VPR e, alguns dias depois, ingressou no MR-8 junto com sua amante, Iara Iavelberg. A primeira vista, parecia que o MR-8 se fortalecia com a adesão de Lamarca, aumentando o seu prestígio junto às esquerdas. Na realidade a organizacão recebia um "elefante branco" e a responsabilidade de mantê-lo na.absoluta clandestinidade.

No dia 18 de fevereiro, aconteceu a primeira "queda" do ano para o MR-8, com a prisão de .Alexandre Lyra.de Oliveira, quando "cobria um ponto" com Edmilson Borges de Souza., do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário - PCBR -. Alexandre falou tanto em seus interrogatórios que seria acusado, mais tarde, de ter "passado para a repressão" e falsamente fugido em novembro de 1975. (Entrevista com César Queiroz Benjamin, o " Menininho", publicada no " Caderno de Campanha ", nº 9, de 1979).

Também em abril, César Queiroz Benjamin, o "Menininho", assumiu o CR/BA, esfacelado com as sucessivas quedas de quadros e militantes. Unificou o trabalho realizado em Alagoinhas ao CR, estabeleceu rígidas normas de segurança e determinou que fossem feitos diversos levantamentos para futuros assaltos.

- 06 Ago 71, à tarde cobriu ponto com José Carlos de Souza ( ROCHA ) no centro de Salvador/BA ; policiais deram voz de prisão aos dois . "Menininho" atracou-se com os agentes, chegou a atirar e fugiu. Foi a 2ª fuga. José Carlos foi preso e começou a denunciar diversos companheiros.

- 21 Ago 71, às 19:00 H, logo depois de passar um telegrama do Rio de Janeiro para Iara Iavelberg ( sem saber que ela já estava morta ), "Menininho", num Volks, com Ney Roitman, Alberto Jak Schprejer ("SOUZA" ; "BETO") e Teresa Cristina de Moura Peixoto ( TETÊ ), é detido por uma operação de rotina , na Avenida Vieira Souto, na altura do Jardim de Alá. Ao serem solicitados os documentos, "Menininho" saiu rapidamente do carro, fugindo correndo entre os transeuntes. Foi a 3ª fuga.

No veículo, o diário de Lamarca e cartas para Iara Iavelberg forneceram, aos orgãos de segurança, a certeza de onde deveriam procurar e concentrar esforços. Sem saber do acontecido e sentindo-se "queimado" no Rio de Janeiro," Menininho" retornou a Salvador, sendo preso em 30 de agosto, num "ponto" delatado por Jaileno, no Rio Vermelho.


- Após longa série de assaltos e ter escapado de três choques com a polícia, o "terrível Menininho", com apenas 17 anos, mostrou-se extremamente dócil nos interrogatórios. Suas extensas declarações, todas de próprio punho, desvendaram a linha política e as ações do MR-8. Muitos militantes foram, então, identificados. Chegou, inclusive, a fazer uma análise dos métodos de interrogatório aplicados, declarando-se surpreso com o bom tratamento recebido e com o nível de seus interlocutores. Com essa nova e importante fonte, os orgãos de segurança, que já haviam retirado boa parte de seus efetivos da região de Brotas de Macaúba, retornaram ao local, iniciando-se nova caçada a Lamarca e a Zequinha, que localizados foram mortos.

Durval, delegado de polícia aposentado, usou seus conhecimentos para documentar o 'mensalinho do panetone'

Novos vídeos expõem base aliada do GDF
Gravações feitas pelo ex-secretário de Relações Institucionais do Governo do Distrito Federal Durval Barbosa, entregues à Polícia Federal, mostram deputados distritais da base aliada, integrantes e assessores do GDF recebendo dinheiro do próprio Durval, que denunciou um suposto esquema de corrupção no governo local.

Em um dos vídeos, o atual presidente da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente, aparece colocando maços de notas nos bolsos do paletó e nas meias.

Diante das acusações, a cúpula nacional do partido Democratas se reúne com o governador José Roberto Arruda — que também apareceu em uma gravação — e espera que ele dê explicações públicas ainda hoje.

Em Brasília, o PDT e o PSB anunciaram que não querem mais vínculo com o GDF. A direção dos dois partidos já decidiu que vai entregar os cargos que ocupam na atual administração.

Piada é o governo Lula especialmente sua política externa, que é ditada pelo Foro de São Paulo – FSP, e fiscalizada pelo Marco Aurélio TOP TOP Garcia

Promessa de governo de “integração e diálogo” em Honduras
O candidato da oposição Porfírio “Pepe” Lobo de declarou
presidente eleito de Honduras, após as eleições de ontem. Membro do Partido Nacional, opositor ao Partido Liberal do deposto Manuel Zelaya e do interino Roberto Micheletti, o empresário diz que fará um governo de “integração e diálogo”, segundo ÉPOCA.

O principal rival de Lobo, Elvin Santos, reconheceu a derrota. O presidente Lula reiterou a posição brasileira de não reconhecer o resultado do pleito. Em Portugal, onde vai participar da Cúpula Ibero-americana, Lula afirmou que a situação em Honduras é uma “piada”, mostra reportagem do G1.

Lobo se declara presidente eleito de Honduras

Membro do Partido Nacional, opositor ao Partido Liberal de Zelaya e Micheletti, diz que fará um governo de "integração e diálogo" Parte superior do formulário

O candidato opositor de Manuel Zelaya, Porfírio "Pepe" Lobo, declarou-se nesta segunda-feira (30) o vencedor das eleições presidenciais em Honduras, no domingo (29), após obter 55,9% dos votos com 61% das urnas apuradas. Seu principal rival, o candidato do Partido Liberal, Elvin Santos, reconheceu a derrota.

"Sem temor a ameaças, sem deixar-se levar por presságios negros, hoje Honduras decidiu seu próprio futuro para terminar de uma vez por todas a crise que tanto nos afetou e prejudicou os mais necessitados", afirmou Lobo depois de se declarar vitorioso no pleito. Ele disse que fará um governo de "integração e diálogo".

O presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti, que se afastou do cargo na semana passada para garantir a legitimidade do processo eleitoral, assegurou que entregará o poder sem resistência ao vencedor.

Após mais de cinco meses de crise política, iniciada com a retirada do presidente Manuel Zelaya do poder, Honduras foi às urnas no domingo (29) escolher o homem que terá a missão de normalizar a nação e reconduzir o país de volta à comunidade internacional. Enquanto isso, Brasil e Estados Unidos se colocaram em lados opostos sobre a legitimidade do pleito.

Lobo era o grande favorito para as eleições segundo as pesquisas. Integrante do Partido Nacional, o maior rival do Partido Liberal, que tem entre seus membros Zelaya e também o presidente interino, Roberto Micheletti. “Pepe” Lobo, de 61 anos, é um rico empresário do agronegócio, visto mesmo pela população mais humilde, que apoia Zelaya, como um político capaz de melhorar a economia do país, a terceira mais pobre das Américas e duramente afetada pela crise política.

O dado curioso sobre Lobo é que, mesmo sendo de um partido rival, ele apoiava a convocação de uma Assembleia Constituinte, movimento liderado por Zelaya e que provocou sua deposição. Zelaya foi derrubado após descumprir determinações judiciais que proibiam a convocação de um referendo sobre a instalação da Constituinte.

Lula mantém decisão de não reconhecer resultado em Honduras

Ao chegar no domingo em Portugal, o presidente brasileiro reiterou a posição brasileira.

[não bastasse o circo montado na embaixada brasileira em Honduras – apenas mais uma das mancadas do ainda presidente do Brasil, Dom Luiz Stalinácio, essa no âmbito da política externa – o senhor Lula insiste em expor a diplomacia brasileira ao ridículo de não reconhecer uma eleição legitima e legalmente realizada (o índice de abstenção das eleições de agora foi inferior ao havida na eleição do golpista Zelaya, isto em um país em que o voto não é obrigatório), mesmo sabendo que o Brasil reconhecer ou não as eleições em Honduras não vai alterar nada.

O Zelaya SIFU, o presidente eleito vai tomar posse – afinal, já ocorreu o reconhecimento pelos EUA e isto é o que conta – e a única coisa que o senhor Lula deveria ter a dignidade de fazer, diminuindo o mico que está nos obrigando a pagar, seria arranjar um local para o golpista Zelaya sumir e pedir desculpas ao povo hondurenho pelas besteiras que tem feito usando a embaixada brasileiro como foco.]

Apesar de vários países das Américas afirmarem que vão reconhecer o resultado das eleições em Honduras deste domingo no país, o Brasil vai manter a sua posição. Na chegada a Portugal na noite deste domingo, onde vai participar da Cúpula Ibero-americana, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governo brasileiro não reconhecerá os resultados do pleito.

"No caso de Honduras, o Brasil não tem porque repensar a questão. É preciso firmar posição sobre as coisas porque isso serve de alerta para outros aventureiros. O dado concreto é que os golpistas não permitiram que o presidente voltasse para coordenar o processo eleitoral, o que é um sinal muito perigoso e muito delicado, porque ainda existem muitos países, na América Central sobretudo, com vulnerabilidade política", disse o presidente.

Segundo o presidente, há outras formas de se atuar contra decisões presidenciais e o golpe não se justifica: "Se os países que podem dar orientações e fazer gestos não fizerem isso, daqui a pouco a gente não sabe onde haverá mais um golpe. Quem não gosta da atitude de um presidente tem o Congresso Nacional, tem a Justiça local para recorrer."

Lula disse que não é porque outros países aceitam o resultado eleitoral que o Brasil deva fazer isso. Ele também afirmou que o Brasil não vai expulsar o presidente deposto Manuel Zelaya da embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde se encontra refugiado.

'Não tem graça'

"Até que o governo de Honduras dê garantias de vida para o Zelaya ele vai ficar na embaixada brasileira. Nós não podemos permitir que ele saia sem que haja garantia, sem que haja segurança."

O presidente comparou a situação em Honduras a uma piada: "Não sei se depois da eleição vão querer que ele volte para o poder. É no mínimo uma piada tudo isso, mas faz parte da cultura latino-americana."

[o senhor Lula precisa lembrar que é por ter uma cultura que o leva a gostar de piadas que o povo latino-americano, no caso o Brasil, elege presidente da República figuras folclóricas como o próprio Lula.]

Comentando sobre as diversas posições tomadas pelos países latino-americanos sobre as eleições em Honduras - Colômbia e o Peru apoiam a realização das eleições - o presidente considerou a divergência normal: "Eu não vejo divisão. Cada país tem autonomia para tomar sua decisão. Já faz 50 anos que estão tentando construir a União Europeia e um país aprova uma coisa e outro país aprova outra. Ou seja, eles não tratam isso como divisão, mas como consequência normal do exercício da democracia. Cada país vai tomar a posição em função da sua realidade política."

Sobre a posição do governo norte-americano, Lula minimizou o fato de que os dois países não tenham uma posição comum.

"O Obama mandou uma carta, eu respondi a carta na sexta-feira. Obviamente que nós temos discordâncias sobre como foi tratada a questão de Honduras, mas se os chefes de Estado não tiverem nenhuma discordância, não tem graça."

Mais de dez milhões de armas ilegais no Brasil

Uma arma ilegal para cada 17 paulistas
Segundo um estudo inédito da CPI do Congresso que investiga o tráfico de armas, há pelo menos 2,4 milhões de armas ilegais no Estado de São Paulo. O número significa 1 arma para cada 17 habitantes de SP, que hoje tem uma população estimada de 41 milhões de pessoas.

O relatório estima que há 10,1 milhões de armas ilegais no Brasil 6 milhões nas mãos de criminosos, diz O Globo.

Tráfico

SP tem mais de 2 milhões de armas são ilegais, diz CPI

Um estudo inédito da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Congresso que investiga o tráfico de armas estima que existam hoje pelo menos 2,4 milhões de armas ilegais no estado de São Paulo. Realizado seis anos depois do Estatuto do Desarmamento entrar em vigor, proibindo civis de portarem armas de fogo, o levantamento prevê que 10,1 milhões de armas circulem ilegalmente no Brasil, dentre as quais 6 milhões estão nas mãos de criminosos. Os dados integram o relatório que mapeia o arsenal existente no país e que será divulgado oficialmente em 2010 pela CPI.

De acordo com o documento, há no Brasil ao menos 17,6 milhões de armas. Delas, 2 milhões pertencem a forças públicas, como as polícias Civil e Militar e Forças Armadas. Outras 15,6 milhões são privadas, sendo que, dessas, apenas 5, 4 milhões estão registradas e podem ser consideradas legais. As empresas de segurança seriam proprietárias de 300 mil dessas armas.

Das 10,1 milhões de armas não registradas, 4 milhões estariam em posse de pessoas que não são ligadas à criminalidade.

Responsável pela pesquisa em parceria com a ONG Viva Rio, o economista Marcelo Nascimento diz que os números são resultado do cruzamento de dados das secretarias de Segurança dos estados, da Polícia Federal, Exército e da indústria armamentista. A estimativa sobre o arsenal em poder dos criminosos é calculada a partir da quantidade de armas apreendidas pela polícia. É por este motivo, diz Nascimento, que São Paulo aparece nos mapas com maior quantidade de armas ilegais do que o Rio de Janeiro.

- Em São Paulo o controle é maior, a estimativa fica mais próxima da realidade. No Rio, não sabemos se a arma foi ou não apreendida com o bandido - afirma Nascimento.

- Para que as armas deixem de chegar às mãos dos criminosos, é preciso melhor fiscalização nas fronteiras e coordenação entre as polícias estadual e federal. Se não controlar, não tem saída - diz o relator da CPI, deputado Raul Jungmann (PPS).

Na última semana, policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) apreenderam dez armas longas em uma favela de Santo André, no ABC. No arsenal, havia fuzis bolivianos, metralhadoras e até mesmo granadas antitanque - armas nunca antes encontradas com bandidos no estado.

O Ministério da Justiça aponta que, desde 2003, quando o Estatuto do Desarmamento e a campanha de recolhimento de armas entraram em vigor no país, 500 mil armas deixaram as ruas, provocando queda de 17% da taxa de homicídios no Brasil.

Em São Paulo, os assassinatos caíram de 42,1 a cada 100 mil habitantes, em 2000, para 17,7, em 2006, segundo o Ministério da Saúde. Desde 2003, diz a CPI do Tráfico de Armas, o estado teve redução de 40,5% na taxa de homicídios, tornando-se líder no ranking nacional.

Conforme o relatório, o estado do Rio de Janeiro lidera o índice de mortes por arma de fogo - são 46 para cada 100 mil habitantes.

- Não há a menor dúvida de que o desarmamento representou um avanço da sociedade contra a criminalidade, reduzindo a venda e proibindo que brasileiros portem arma de fogo. Em São Paulo, 40 pessoas têm autorização da Polícia Federal para circularem armadas - diz Denis Miznu, presidente do Instituto Sou da Paz.

O número exclui policiais e membros do Judiciário e Ministério Público, além de pessoas que têm profissões de risco e possuem direito ao porte.

- Impedindo a circulação de armas ilícitas, dificultamos o acesso dos bandidos a elas - diz o coronel Humberto Vianna, presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Presidente da Câmara Legislativa do DF colocou dinheiro da propina até nas meias

Em vídeo de escândalo no DF, deputado coloca dinheiro nas meias
Novas imagens do escândalo que envolve o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, foram exibidas ontem no Fantástico. Em um dos vídeos, gravado em 2006, o atual presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente (DEM), recebe vários maços de dinheiro.

Depois de encher os bolsos, ele coloca parte do que recebeu nas meias. As gravações que estão no inquérito da Polícia Federal foram feitas por Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais de Arruda, informa o G1.

Ele afirma que o dinheiro era recolhido com empresários e distribuído a Arruda, ao vice-governador Paulo Octávio, a secretários e assessores e deputados da base aliada.

Em nota, Arruda e seu vice se disseram ontem “perplexos” com as denúncias e negaram as acusações.

Para ver imagens sobre o escândalo do ‘mensalinho’ do Arruda, clique aqui

Imagens mostram suposta distribuição de recursos a deputados do DF

Denúncia foi feita por ex-secretário do governo de José Roberto Arruda.
Um deputado – Leonardo Prudente, presidente do Poder Legislativo do DF - guarda dinheiro dentro das meias por não ter mais bolsos.

A polícia investiga a suspeita de que o esquema era alimentado com dinheiro de empresários que atuam em Brasília, como José Celso Gontijo, dono da construtora JC Gontijo, que aparece nesse vídeo entregando dois pacotes de dinheiro a Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais. "Eu tentei vir cá algumas vezes, mas você tava cheio de problema, né Durval?" diz o empresário.

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Um outro vídeo, gravado em 2006, mostra o atual presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Leonardo Prudente, do democratas, recebendo vários maços de dinheiro. Ele vai enchendo os bolsos um a um. E quando não há mais espaço, coloca uma parte nas meias.

A atual deputada distrital Eurides Brito, do PMDB, líder do governo na Câmara Legislativa, entra na sala de Durval Barbosa, tranca a porta, recebe o dinheiro e o guarda em uma bolsa grande. Outros deputados, como Júnior Brunelli, do PSC, também aparecem recebendo dinheiro. "Valeu, Durval. Valeu."

Fonte: G1

Ver vídeos e a íntegra das notícias, clique aqui

Lula e a tentativa de estupro. Esquecer?

Cesinha Benjamim, ex-preso político acusa Lula de ter confessado tentativa de estupro

Que país é este? Uma acusação deste porte sequer é respondida. Ignorada. Silêncio conveniente ou conivente?

O presidente da República Federativa do Brasil, o senhor Lula, foi acusado em entrevista a imprensa de ter confessado ao acusador - Cesar Benjamim, ex-preso político e um dos fundadores do PT - que quando estava preso em 1980 tentou estuprar um companheiro de cela.

Segundo entrevista do Cesar Benjamim, Lula se referia à vítima da tentativa de estupro pelo apelido de 'menino do MEP'.

Um dos presentes a reunião na qual o senhor Lula mencionou o 'honroso feito' disse que: 'Lula estava apenas brincando; sacaneando'.

A presidência da República se manifestou, através do Gilberto Carvalho, chege de gabinete do Lula, nos seguintes termos: "Isso é uma coisa de psicopata. Para nós é uma coisa que só pode ser explicada pela psicopatia. O presidente está triste e falou que isso é uma loucura".

Carvalho também declarou que não existe intenção de processar Benjamin.

[ mesmo sendo o Lula o atual ocupante da presidência da República, aquele cargo ainda tem alguma dignidade, alguma liturgia que deve ser preservada.
É inadmissível que alguém faça tão séria acusação ao ocupante da presidência da República e o assunto seja varrido para baixo do tapete.
Só sérios motivos, entre eles o medo do acusador abrir o bico - não podemos deixar de pensar que um deles seja receio de que o acusador saiba mais coisas sobre o assunto e sobre outros aspectos da vida e conduta do senhor Lula e posso abrir o bico se for processado - justificam a omissão da presidência da República na defesa pelo menos da dignidade do cargo.
E agora o escândalo do Arruda, também conhecido como 'mensalinho do panetone' ajuda a abafar o caso da tentativa de estupro.]

Opositor a Zelaya ganha eleições em Honduras

Candidato da oposição vence eleições em Honduras

Índice de abstenção foi menor que o registrado na eleição do Zelaya

O candidato de oposição Porfirio Lobo, do Partdio Nacional (PN), venceu as eleições em Honduras, realizadas no domingo.. O conservador obteve mais de 61,86% dos votos em mais de 62% apurados pelo Supremo Tribunal Eleitoral. No discurso da vitória o rico proprietário de terras adotou um tom conciliador e prometeu formar um governo de unidade nacional para superar a crise política.

- A partir de amanhã (segunda-feira) iniciaremos o grande diálogo com o plano de nação que Honduras necessita - afirmou.'

O segundo colocado, Elvin Santos, do Partido Liberal, o mesmo do presidente deposto, Manuel Zelaya, e do interino, Roberto Micheletti, reconheceu a derrota e ofereceu sua colaboração ao presidente eleito.

Pesquisas de boca de urna indicavam que o provável vencedor das eleições em Honduras seria Lobo, que teria entre 51% e 55,46% dos votos. O segundo colocado. Elvin Santos não chegaria a 40%.

Mas o resultado mais aguardado era o grau de comparecimento às urnas, para legitimar a votação realizada pelo governo interino e contestada por parte da comunidade internacional.

Em entrevista coletiva, os magistrados do Tribunal Supremo Eleitoral informaram que houve uma participação de 61,39%. Na eleição de Zelaya, em 2005, nível de abstenção foi de 45%. Mas o percentual oficial só será divulgado em dez dias.

As eleições começaram oficialmente às 7h (hora local), mas a participação dos eleitores nos centros de votação era escassa, apesar das autoridades afirmarem o contrário. Em vários centros de votação na capital, passado o meio dia, presidentes de mesa indicaram que a participação oscilava entre 30% e 45%.

Durante o dia, a grande preocupação dos hondurenhos era ter informações a respeito do índice de comparecimento às urnas. A participação de uma maioria de eleitores ou uma forte abstenção definiria o vitorioso da queda de braço entre o presidente deposto Manuel Zelaya - que boicotou o pleito desde sua expulsão do país até a chegada na embaixada brasileira, onde está há mais de dois meses - e o presidente interino Roberto Micheletti, que reuniu no seu governo aliados ao golpe.

Apesar do clima militarizado nas ruas das principais cidades de Honduras, a eleição presidencial registrou menos incidentes do que era esperado por conta da crise política que divide o país há cinco meses. As Forças Armadas teriam registrado conflito apenas na cidade de San Pedro Sula, onde soldados lançaram bombas de gás lacrimogêneo sobre manifestantes contrários ao pleito.

Em Portugal, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil vai manter a decisão de não reconhecer o resultado das eleições hondurenhas.

- No caso de Honduras, o Brasil não tem porque repensar a questão. É preciso firmar posição sobre as coisas porque isso serve de alerta para outros aventureiros.

[mais uma vez o estulto do Lula coloca o Brasil em situação cômica em termos de política externa.

Vejamos: as eleições em Honduras se realizaram com a participação de mais de 60% do eleitorado - na eleição do golpista Zelaya o comparecimento foi de pouco mais de 50%.

Com o comparecimento de mais de sessenta por cento do eleitorado, lembrando que em Honduras o voto não é obrigatório, índice superior ao das eleições passadas, não há reparos a fazer sobre a legitimidade do pleito.

Então qual o motivo do Apedeuta, que ainda governa o Brasil, insistir no não reconhecimento das eleições? Só há uma resposta: orientação da corja do Foro de São Paulo - FSP, do qual Lula foi um dos fundadores, que busca provocar uma guerra civil em Honduras.

Nada justifica a teimosia do senhor Lula.

Para encerrar fica a pergunta: qual a importância do Brasil - governado por Lula que tem sido um 'primor' em política externa - reconhecer ou não o pleito hondurenho? O que realmente conta é a posição dos Estados Unidos, que já reconheceu o pleito. O resto é apenas expor o Brasil ao ridículo - aliás, coisa que desde 2003 já se tornou corriqueira.]

Sobre a posição do governo americano, Lula minimizou o fato de que os dois países não tenham uma posição comum com relação a Honduras.

- O Obama mandou uma carta, eu respondi a carta na sexta-feira. Obviamente que nós temos discordâncias sobre como foi tratada a questão de Honduras, mas se os chefes de Estado não tiverem nenhuma discordância, não tem graça - disse o presidente.

Grupos de resistência e de direitos humanos denunciaram no domingo a ação da polícia contra manifestantes nas 24 horas que antecederam a eleição. Um rapaz teria sido morto por soldados e outros 30, presos. Um toque de recolher teria sido comandado por grupos de oposição ao governo. Sob pretexto de evitar embates com militares, o grupo pretendia desidratar o processo eleitoral.

O pleito de domingo era visto por alguns como a saída para a crise política em que o país vive desde a derrubada de Zelaya, em 28 de junho. Três rádios hondurenhas - Globo, Cadena Voces e Uno - afirmaram que cerca de mil manifestantes estavam reunidos no centro da cidade para protestar contra as eleições quando a polícia interviu.

Centenas de integrantes da Frente de Resistência contra o Golpe de Estado se reuniram nas ruas de San Pedro Sula, apesar da proibição deste tipo de atividades. A polícia foi enviada para conter o protesto e, conforme os policiais se aproximavam, os manifestantes sentavam na rua. A polícia, então, disparou jatos de água e gás lacrimogêneo, desencadeando um confronto entre os grupos. Os manifestantes responderam lançando pedras e objetos contuindentescontundentes contra os policiais. Um jornalista foi ferido na cabeça e pelo menos uma outra pessoa tinha manchas de sangue na roupa.

O líder deposto convocou a população para que não votasse, por considerar o processo eleitoral ilegítimo.

- O processo eleitoral deve ser repetido. Os Estados Unidos têm que retificar. Devem considerar que o processo precisa ser anulado - disse Zelaya em entrevista concedida à agência de notícias AP na embaixada do Brasil, onde está refugiados desde 21 de setembro, após voltar ao país de surpresa.

No resto do país, a votação transcorreu com relativa tranquilidade, e o clima pelas ruas de Tegucigalpa era de aparente tranquilidade. Caravanas com bandeiras e fotos dos candidatos percorriam as ruas da capital hondurenha.

Mais de 4,6 milhões de hondurenhos foram convocados a participar das polêmicas votações. Micheletti pediu que a população comparecesse em massa às urnas instaladas em 5.370 centros de votação. Cerca de 16 mil militares, 14 mil policiais e um contingente de 5 mil reservistas velavam pela segurança nas eleições.

O favorito das pesquisas, Porfirio Lobo votou em sua cidade natal, Juticalpa, localidade situada a 125 quilômetros a leste da capital. Segundo ele, esta eleição marca, sem nenhuma dúvida, ''um passo para um governo de unidade nacional que deverá mudar tudo''.

Zelaya, dirigindo suas críticas ao governo dos Estados Unidos, manifestou que ''os centro-americanos não queremos voltar às guerras dos anos 80 e não queremos eleições iguais as do Iraque ou Afeganistão''.

- Não tragam esses costumes para a América central, retifiquem suas posições incorretas. Se são democratas em seu país, que sejam democratas também na América latina.

No próximo dia 2, o Congresso debaterá se restitui Zelaya no poder, mas o dirigente deposto já afirmou que não aceitará a restituição. Ele passou o dia recebendo telefonemas de seguidores que informavam sobre o número de eleitores que teriam ido às urnas nas cidades. Ao GLOBO, Zelaya confirmou que não tem mais interesse em ser restituído.

- Essa é uma decisão que deveria ter sido tomada antes da eleição - disse ele.

Especula-se que Zelaya já estaria analisando a possibilidade de pedir asilo em algum outro país da América Latina. Ele nega. Ainda assim, o clima não é de euforia entre seus apoiadores.

- Diria que o clima na embaixada é de um otimismo contido - informou o ministro-chefe da embaixada, Francisco Catunda, dando sinais de que o grupo zelayista se preocupava ainda ontem com a demanda eleitoral.

De acordo com o Supremo Tribunal Eleitoral, participaram do pleito mais de 300 observadores internacionais, mas estiveram ausentes missões da Organização de Estados Americanos (OEA) e da União Européia (UE), que tradicionalmente verificam os processos eleitorais na região.

Ao novo mandatário caberá uma tarefa que vai além da reconciliação nacional. Quem vencer assumirá a responsabilidade da reaproximação com países que não reconhecem a eleição como legítima - caso do Brasil. No entanto, o discurso pela unidade interna tem ganhado força em diferentes setores. Nas eleições de 2005, houve 45% de abstenção

Estados Unidos, Peru e Costa Rica que afirmaram que não reconheceriam as eleições após o golpe de estado, admitiram que mudariam de posição se a eleição transcorresse de forma transparente e confiável. Outros países, como Equador, Uruguai e vários outros, se recusaram a avaliar o processo.

Cadê meu panetone?

Collor foi um Fiat Elba. Já o Arruda será os panetones?

Pouco importa o que venha a fazer o governador José Roberto Arruda (DEM), do Distrito Federal. Pode ficar no cargo para evitar o risco de ser preso. Pode pedir licença. Se renunciar ao mandato tanto pior.

Mas uma coisa é certa: o plano de se reeleger foi engolido pelo mensalão embolsado por ele e sua turma. Não tem pão? Vá comer panetone.

Esse, sim, é um mensalão digno de ser encarado como tal e tratado com deferência. Perto do mensalão de Arruda, o do PT denunciado pelo ex-deputado Roberto Jefferson (PTB-RJ) não passou de um mensalinho.

É razoável supor que o mensalão do PT movimentou mais grana. Ocorre que ele era federal. O novo mensalão é distrital. De resto, vista de longe, Brasília se limita à Esplanada dos Ministérios.

É por isso que a maioria dos brasileiros não dá bola para o que se passa dentro das quatro linhas da política brasiliense. A imprensa de fora só raramente – embora muitos dos seus jornalistas vivam aqui.

Esqueça a imprensa local. O DNA dela é governista.

No último sábado, por exemplo, os dois principais jornais da cidade operaram o prodígio de noticiar o mensalão de Arruda livrando a cara de...De quem mesmo? De Arruda. O terceiro jornal não deu uma linha.

Repetiram a dose no domingo.

A imagem inaugural do mensalão do PT foi aquela do funcionário da empresa Correios & Telégrafos recebendo uma gorjeta de R$ 3 mil.

A do mensalão do DEM foi a do governador recebendo uma gorda quantia de dinheiro.

A gorjeta foi paga por um ex-bicheiro interessado em fazer negócios com o Correios.

O dinheiro foi entregue a Arruda pelo seu secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa.

Arruda também foi filmado conversando com Durval e com o chefe da Casa Civil do governo sobre a necessidade de unificar a forma de pagamento de propinas a secretários de Estados e deputados distritais.

E outra vez foi filmado ouvindo Durval explicar que 40% do dinheiro arrecadado junto a quatro empresas da área de informática caberiam a ele, Arruda, 30% ao vice-governador Paulo Octavio e o resto ao demais beneficiados.

Há pontos em comum entre os dois mensalões.

Primeiro: o dinheiro serviu para facilitar a aprovação na Câmara dos Deputados e na Câmara Legislativa do Distrito Federal de projetos dos governos Lula e Arruda.

Segundo: os presidentes de ambas as Câmaras participaram do esquema.

Terceiro: Lula chamou seu mensalão de Caixa 2. Arruda chamou o dele de ação meritória para a compra de panetones destinados a saciar a fome dos pobres.

Sempre se poderá dizer que os mensaleiros do PT demonstraram mais esperteza. Deixaram menos rastros capazes de mandá-los para a cadeia.

Os mensaleiros distritais foram confiantes demais, relapsos demais e acreditaram em excesso que escapariam impunes.

Produziram o mais bem documentado escândalo da história política recente do país. Coisa de deixar Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, de queixo caído.

Os mensaleiros do PT tentaram se apossar da máquina do Estado, segundo a denúncia acolhida pelo STF.

Os mensaleiros de Brasília, não – a máquina do Estado é deles.

O calendário gregoriano nada tem a ver com o calendário político.

A se levar em conta o primeiro, o governo Arruda acabaria no dia 31 de dezembro de 2010. Com base no segundo, o governo acabou na semana passada.

Pode até seguir se arrastando por aí como um morto vivo, mas acabou.

Resta saber o que fará o DEM com seu único governador.

O DEM é famoso por ser o partido mais rápido no gatilho quando cobra providências do governo contra os que ferem os bons costumes.

O destino político de Arruda está nas mãos da direção do DEM. Se ele acabar expulso não terá legenda para concorrer às próximas eleições. Se é que idéia tão bizarra ainda passa pela cabeça dele.

Fonte: Blog do Noblat

[o DEM tem a obrigação de expulsar o Arruda dos seus quadros; mesmo que com tal medida perca seu único governador, ao se livrar de um corrupto o DEM estará preservando sua imagem.

Já o Arruda, corrupto de longa data, a única coisa que merece é ser expulso do partido, defenestrado do cargo e entregue a polícia/Justiça para responder por seus crimes.

Arruda é tão indigno que quando assumiu o governo do DF o seu antecessor havia autorizado a liberação de terrenos no Riacho Fundo II para construção de casas populares - que não seriam dadas e sim construídas com financiamento da CEF. Quando Arruda assumiu faltavam pequenos detalhes para que a construção das casas fosse iniciada.

Pois o senhor Arruda desde então - já se passaram mais de 3 anos - vem enrolando a construção daquelas moradias (muitas com entrada já paga por pessoas carentes, que fizeram das tripas coração para arrumar o dinheiro da entrada) para que tais casas só sejam distribuídas ano que vem, as vésperas das eleições, no limiar do prazo permitido pela legislação eleitoral.

Não fosse a crueldade do Arruda, o desprezo com as necessidades daquelas pessoas carentes, os imóveis já teriam sido construídos e estariam ocupados - logo o Arruda fazendo isto, tão generoso que até panetone distribui aos necessitados ???]

Arruda! a um passo do 'impeachment' e desta vez não adianta chorar

DEM exige 'esclarecimentos convincentes' do governador do DF, José Roberto Arruda

TSE vê indícios de 'caixa 2' em vídeo de Arruda pegando dinheiro

O DEM exige "esclarecimentos convincentes" do governador do Ditrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), para as denúncias de cobrança de propinas a empresas fornecedoras de produtos e serviços para o governo local e pagamento de mensalidade a deputados aliados na Câmara Legislativa . Em nota, os dirigentes do DEM, afirmam ainda que aguardam também manifestação oficial do governador, que não se pronunciou ainda sobre as denúncias.

"As graves denúncias feitas contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, exigem esclarecimentos convincentes. O partido tem o compromisso com a verdade e aguarda a manifestação oficial do governador para poder se pronunciar", diz a nota do partido.

Diferentemente das notas oficiais do DEM, essa foi assinada não apenas pelo presidente nacional, deputado Rodrigo Maia (RJ), como é de praxe, mas também pelos líderes do partido na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), e no Senado, José Agripino Maia (RN).

Desde sábado, dirigentes e líderes do DEM desembarcam em Brasília para buscar contatos com Arruda e ouvir dele explicações. A nota foi divulgada nas últimas horas da noite de sábado. A expectativa dos dirigentes era obter esclarecimentos do governador neste domingo. Sem os "esclarecimentos convicentes", o comando do DEM considera insustentável a permanência de Arruda no partido e até mesmo no cargo.

Neste domingo, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, também considerou "gravíssimas" as acusações contra Arruda. Britto defendeu a saída de Arruda do governo e quer seu impeachment. No sábado, a OAB-DF já anunciara a possibilidade de pedir o impeachment do governador.

- A imagem do governador sentado em uma cadeira recebendo um pacote de dinheiro é devastadora - disse Cezar Britto, referindo-se às imagens da Rede Globo que mostram Arruda, então candidato a governador em 2006, recebendo um maço de dinheiro do presidente da Codeplan e seu futuro secretário de Relações Institucionais, Durval Barbosa Rodrigues.

Na gravação, Arruda aparece sentado no sofá na sala do gabinete de Durval, no 10º andar do prédio anexo do Palácio Buriti. Ele está sem terno, sentado de forma relaxada, quando Durval surge no vídeo e lhe entrega o dinheiro. Segundo investigação da PF, com gravações autorizadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), Arruda, já como governador, comandava uma "organização criminosa" que arrecadava dinheiro de empresas com contratos com o governo do DF e distribuía os recursos mensalmente para deputados aliados, integrantes do governo e para o próprio governador ( Noblat: Futuro de Arruda está numa fita de vídeo) .

Após a divulgação das imagens, o advogado José Gerardo Grossi, que defende Arruda, disse que aquele dinheiro foi usado para a compra de panetones a serem doados no Natal.

Para o dirigente da OAB, a acusação da Polícia Federal contra o governador é "extremamente grave" e, se confirmadas as denúncias, a única saída é o impeachment. Britto comparou o episódio de Arruda ao do ex-presidente Alberto Fujimori, do Peru.

- Lembra muito um caso de corrupção envolvendo o ex-presidente do Peru, Alberto Fujimori, e seu ex-chefe de Inteligência, Vladimiro Montesinos. Fujimori foi condenado a sete anos e seis meses de prisão por ter pago US$ 15 milhões ilegalmente a Montesinos, em setembro de 2000, depois de estourar um escândalo de corrupção no país - disse.

O presidente da OAB lembrou que esta não é a primeira vez que Arruda é envolvido em escândalo. Em 2001, ele teve que renunciar ao mandato de senador no episódio do painel de votação eletrônico. Arruda chegou a chorar na frente das câmeras de televisão na ocasião dizendo que "não matei, não roubei e não desviei recursos públicos".

Em 2001, quando foi acusado de violar o painel eletrônico de votação do Senado, Arruda também teve uma estratégia inicial de ficar no cargo. Foi até a tribuna da Casa e jurou pelos próprios filhos que era inocente. Quando as evidências se avolumaram, acabou renunciando.

Britto reúne-se nesta segunda-feira com direção da OAB do Distrito Federal para discutir o escândalo envolvendo Arruda.

Neste sábado, o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), afirmou em seu perfil no twitter que não concorda com o impeachment do governador:

"Não defendo o impeachment do Arruda. Defendo que as investigações sejam feitas, com serenidade, sem baixaria.", disse.

A oposição quer ainda instalar uma CPI para investigar o escândalo e abrir processos por quebra de decoro contra quatro deputados supostamente envolvidos no caso.

[vejam que o único defensor do Arruda é exatamente o presidente do PT que é também uma organização envolvida com o crime; afinal, o MENSALÃO é cria do PT e os que denunciam o PT, 'somem' misteriosamente: Toninho do PT, Celso Daniel e outros.

Portanto, a manifestação do Berzoini - lembrem que quando ministro seu maior destaque foi ter se tornado o 'carrasco dos velhinhos' - só complica a vida do corrupto Arruda - afinal os bandidos costumam se unir.

O 'impeachment' do Arruda e depois sua condenação - ou será que corrupto só vai em cana no Peru??? - significa apenas Justiça.]

sábado, 28 de novembro de 2009

Governador Arruda, o chorão; também conhecido nos tempos de CEB como "Arruda 10%"

Impeachment de Arruda já é considerado
OAB-DF e oposição já consideram pedir impeachment de Arruda

Corrupção documentada

Mensalinho - DF - Oposição e OAB-DF já falam em impeachment de governador do DEM; Arruda não se manifesta

A OAB-DF estuda a possibilidade de pedir impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM), acusado de envolvimento no esquema de cobrança de propina de empresas que prestam serviços ao governo do Distrito Federal e pagamento mensal para deputados da base aliada na Câmara Ditrital. Esses pagamentos variavam de R$ 30 mil a R$ 50 mil. Deputados que fazem oposição a Arruda também falam em impeachment.

Com apenas 5 dos 24 integrantes da Câmara Legislativa do Distrito Federal, a oposição vai propor na terça-feira abertura de impeachment contra o governador José Roberto Arruda. Ao todo quatro são do PT: Chico Leite, Érica Kokay, Cabo Patrício, Paulo Tadeu. Apenas um deputado é do PDT, José Antonio Reguffe.

A oposição também quer instalar uma CPI para investigar o escândalo e abrir processos por quebra de decoro contra quatro deputados supostamente envolvidos no caso.

Para abrir processo de impeachment e instalar CPI, a oposição precisará arrebanhar os votos de mais três parlamentares - uma tarefa árdua, já que a Câmara é composta majoritariamente por aliados do governador. Mas pelo menos um voto já está contabilizado: o da deputada Jaqueline Roriz (PSDB), filha do ex-governador Joaquim Roriz, interessado em voltar ao cargo nas eleições de 2010.

O deputado distrital Chico Leite (PT) acredita que será fácil conseguir convencer outros dois colegas:

- Vamos provocar um movimento social. Essa não é uma causa do PT, é da sociedade, dos trabalhadores.

Já o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), disse em seu perfil no Twitter que não concorda com um possível impeachment do governador.

"Não defendo o impeachment do Arruda. Não devemos agir como o DEM. Defendo que as investigações sejam feitas, com serenidade, sem baixaria", escreveu o senador.[ao PT não interessa investigar nenhuma falcatrua, especialmente se a mesma tem o nome de 'mensalinho' que remete ao MENSALÃO do Lula.]

O governador permanece fechado na residência oficial de Águas Claras e não vai se manifestar sobre as denúncias, segundo sua assessoria.

[Arruda, antes de se torna político e mostrar seus dotes de ator melodramático, bom de lágrimas, era funcionário da CEB - Cia. Energética de Brasília e era conhecido entre os demais empregados como 'ARRUDA, DEZ POR CENTO', já que tudo que a CEB compra em termos de material e equipamentos elétricos o distinto levava 10%.
O escândalo de agora apenas reforça a inutilidade do DF ter uma Câmara Legislativa - além da incompetência em 'fabricar' leis absurdas e inconstitucionais é um fóco de desperdicio de dinheiro público e corrupção.]

Cesinha, ex-preso político, fundador do PT acusa Lula de tentativa de estupro

Tentativa de estupro ?

Um artigo com declarações de César Benjamin, publicado hoje, 27/11/2009, no jornal Folha de S.Paulo, está deixando Lula, conforme explicou seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, "triste, abatido e sem entender" o motivo do ataque.

Vejamos as declarações de Cesar Benjamin que levaram o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, a achar que "Isso é uma coisa de psicopata. Para nós é uma coisa que só pode ser explicada pela psicopatia. O presidente está triste e falou que isso é uma loucura".
Para ele , não existe intenção de processar Benjamin, que foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores(PT).
[qualquer pessoa ao ser processada tem o direito de apresentar publicamente a fundamentação do que declarou, oque significa no presente caso dar ao Cesinha Benjamim oportunidade de comprovar o que afirmou; por isso o senhor Lula aceita qualquer coisa, mas jamais processar seu acusador. Vai tentar mais uma vez a tática do negar, negar, dizer que não sabia.]

"Não vamos dar a mínima importância (ao episódio). Vamos nos sujar se fizermos isso. Quando a coisa é séria a gente reage. Quando não é (ignoramos)", disse .
Trechos retirados da reportagem de Laryssa Borges - Portal Terra

"CÉSAR BENJAMIN

ESPECIAL PARA A FOLHA

(…) São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.

Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.

Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: “Você esteve preso, não é Cesinha?” “Estive.” “Quanto tempo?” “Alguns anos…”, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: “Eu não aguentaria. Não vivo sem b...”.

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de “menino do MEP”, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do “menino”, que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o “menino do MEP” nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.

O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu (…)"

Fonte: A Verdade Sufocada

A tentativa de estupro confessada na prisão do Lula

A prisão de Lula no DOPS, em 1980

Luiz Inácio Lula da Silva esteve preso entre 19 de abril e 20 de maio de 1980. Presidia o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, no ABC paulista, lutava por liberdade e reivindicava melhores condições trabalhistas para os operários, em plena ditadura militar.

Em 1º de abril daquele ano, iniciou-se uma greve histórica que perduraria por 41 dias, envolvendo 140 mil metalúrgicos da região.

O ministro do Trabalho do governo João Figueiredo, Murillo Macêdo, decretou a ilegalidade da paralisação. Em 17 de abril, destituiu Lula da direção do sindicato, que ficou submetido a uma intervenção. Porém, na prática, o futuro presidente da República manteve-se à frente do movimento.

Dois dias depois, em casa, acabou preso, sob alegação de ferir a Lei de Segurança Nacional. Mesma argumentação para a prisão de outros dirigentes sindicais da Grande São Paulo. Ele formava o grupo que fez greve de fome por seis dias, dissuadida após intervenção de Dom Cláudio Hummes - atual prefeito da Congregação do Clero, nomeado pelo papa Bento XVI em 2006.

Nas manifestações pelo Dia Internacional do Trabalhador, imagens de Lula eram exibidas entre as 120 mil pessoas presentes em São Bernardo do Campo. Em 11 de maio, os metalúrgicos voltaram ao trabalho, fortalecidos pelo histórico combate. No dia seguinte, Lula recebeu autorização do então diretor geral do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS), o delegado Romeu Tuma - hoje senador pelo PTB paulista -, para deixar a prisão e participar do velório e do enterro de sua mãe, Eurídice Ferreira Mello, dona Lindu. A liberdade definitiva veio em 20 de maio.

Em novembro de 1981, a Justiça Militar condenou Lula a três anos e seis meses de prisão, mas a pena acabaria anulada pelo Superior Tribunal Militar.

Fonte: Portal Terra

[vale lembrar que em função dos 30 dias que passou preso o senhor Lula recebe pensão mensal vitalicia, isenta de Imposto de Renda e qualquer outro desconto, superior a CINCO MIL REAIS.

Enquanto que os familiares do soldado MARIO KOZEL FILHO, cruel e covardemente assassinado pelos porcos terroristas - muitos deles hoje ocupando cargos importantes no (des)governo Lula - quando estava de sentinela no QG IIº Exército, recebem pensão inferior a um salário mínimo.

Já um dos seus assassinos, o DIÓGENES do PT, recebe pensão mensal vitalicia superior a CINCO MIL REAIS e recebeu mais de QUATROCENTOS MIL REAIS de atrasados.]

Lula confessa para Cesinha como tentou subjugar outro preso para fins sexuais

Lula conta para César Benjamin que usou sexualmente outro preso durante o período em que passou 30 dias em cana.

César Benjamin

Os filhos do Brasil

"A PRISÃO na Polícia do Exército da Vila Militar, em setembro de 1971, era especialmente ruim: eu ficava nu em uma cela tão pequena que só conseguia me recostar no chão de ladrilhos usando a diagonal. A cela era nua também, sem nada, a menos de um buraco no chão que os militares chamavam de ‘boi’; a única água disponível era a da descarga do ‘boi’. Permanecia em pé durante as noites, em inúteis tentativas de espantar o frio. Comia com as mãos. Tinha 17 anos de idade.

Um dia a equipe de plantão abriu a porta de bom humor. Conduziram-me por dois corredores e colocaram-me em uma cela maior onde estavam três criminosos comuns, Caveirinha, Português e Nelson, incentivados ali mesmo a me usar como bem entendessem. Os três, porém, foram gentis e solidários comigo. Ofereceram-me logo um lençol, com o qual me cobri, passando a usá-lo nos dias seguintes como uma toga troncha de senador romano.

Oriundos de São Paulo, Caveirinha e Português disseram-me que ‘estavam pedidos’ pelo delegado Sérgio Fleury, que provavelmente iria matá-los. Nelson, um mulato escuro, passava o tempo cantando Beatles, fingindo que sabia inglês e pedindo nossa opinião sobre suas caprichadas interpretações. Repetia uma ideia, pensando alto: ‘O Brasil não dá mais. Aqui só tem gente esperta. Quando sair dessa, vou para o Senegal. Vou ser rei do Senegal’.

Voltei para a solitária alguns dias depois. Ainda não sabia que começava então um longo período que me levou ao limite.

Vegetei em silêncio, sem contato humano, vendo só quatro paredes -’sobrevivendo a mim mesmo como um fósforo frio’, para lembrar Fernando Pessoa- durante três anos e meio, em diferentes quartéis, sem saber o que acontecia fora das celas. Até que, num fim de tarde, abriram a porta e colocaram-me em um camburão. Eu estava sendo transferido para fora da Vila Militar. A caçamba do carro era dividida ao meio por uma chapa de ferro, de modo que duas pessoas podiam ser conduzidas sem que conseguissem se ver. A vedação, porém, não era completa. Por uma fresta de alguns centímetros, no canto inferior à minha direita, apareceram dedos que, pelo tato, percebi serem femininos.

Fiquei muito perturbado (preso vive de coisas pequenas). Há anos eu não via, muito menos tocava, uma mulher. Fui desembarcado em um dos presídios do complexo penitenciário de Bangu, para presos comuns, e colocado na galeria F, ‘de alta periculosia’, como se dizia por lá. Havia 30 a 40 homens, sem superlotação, e três eram travestis, a Monique, a Neguinha e a Eva. Revivi o pesadelo de sofrer uma curra, mas, mais uma vez, nada ocorreu. Era Carnaval, e a direção do presídio, excepcionalmente, permitira a entrada de uma televisão para que os detentos pudessem assistir ao desfile.

Estavam todos ocupados, torcendo por suas escolas. Pude então, nessa noite, ter uma longa conversa com as lideranças do novo lugar: Sapo Lee, Sabichão, Neguinho Dois, Formigão, Ari dos Macacos (ou Ari Navalhada, por causa de uma imensa cicatriz que trazia no rosto) e Chinês. Quando o dia amanheceu éramos quase amigos, o que não impediu que, durante algum tempo, eu fosse submetido à tradicional série de ‘provas de fogo’, situações armadas para testar a firmeza de cada novato.

Quando fui rebatizado, estava aceito. Passei a ser o Devagar. Aos poucos, aprendi a ‘língua de congo’, o dialeto que os presos usam entre si para não serem entendidos pelos estranhos ao grupo.

Com a entrada de um novo diretor, mais liberal, consegui reativar as salas de aula do presídio para turmas de primeiro e de segundo grau. Além de dezenas de presos, de todas as galerias, guardas penitenciários e até o chefe de segurança se inscreveram para tentar um diploma do supletivo. Era o que eu faria, também: clandestino desde os 14 anos, preso desde os 17, já estava com 22 e não tinha o segundo grau. Tornei-me o professor de todas as matérias, mas faria as provas junto com eles.

Passei assim a maior parte dos quase dois anos que fiquei em Bangu. Nos intervalos das aulas, traduzia livros para mim mesmo, para aprender línguas, e escrevia petições para advogados dos presos ou cartas de amor que eles enviavam para namoradas reais, supostas ou apenas desejadas, algumas das quais presas no Talavera Bruce, ali ao lado. Quanto mais melosas, melhor.

Como não havia sido levado a julgamento, por causa da menoridade na época da prisão, não cumpria nenhuma pena específica. Por isso era mantido nesse confinamento semiclandestino, segregado dos demais presos políticos. Ignorava quanto tempo ainda permaneceria nessa situação.

Lembro-me com emoção -toda essa trajetória me emociona, a ponto de eu nunca tê-la compartilhado- do dia em que circulou a notícia de que eu seria transferido. Recebi dezenas de catataus, de todas as galerias, trazidos pelos próprios guardas. Catatau, em língua de congo, é uma espécie de bilhete de apresentação em que o signatário afiança a seus conhecidos que o portador é ‘sujeito-homem’ e deve ser ajudado nos outros presídios por onde passar.

Alguns presos propuseram-se a organizar uma rebelião, temendo que a transferência fosse parte de um plano contra a minha vida. A essa altura, já haviam compreendido há muito quem eu era e o que era uma ditadura.

Eu os tranquilizei: na Frei Caneca, para onde iria, estavam os meus antigos companheiros de militância, que reencontraria tantos anos depois. Descumprindo o regulamento, os guardas permitiram que eu entrasse em todas as galerias para me despedir afetuosamente de alunos e amigos. O Devagar ia embora.

São Paulo, 1994. Eu estava na casa que servia para a produção dos programas de televisão da campanha de Lula. Com o Plano Real, Fernando Henrique passara à frente, dificultando e confundindo a nossa campanha.

Nesse contexto, deixei trabalho e família no Rio e me instalei na produtora de TV, dormindo em um sofá, para tentar ajudar. Lá pelas tantas, recebi um presente de grego: um grupo de apoiadores trouxe dos Estados Unidos um renomado marqueteiro, cujo nome esqueci. Lula gravava os programas, mais ou menos, duas vezes por semana, de modo que convivi com o americano durante alguns dias sem que ele houvesse ainda visto o candidato.

Dizia-me da importância do primeiro encontro, em que tentaria formatar a psicologia de Lula, saber o que lhe passava na alma, quem era ele, conhecer suas opiniões sobre o Brasil e o momento da campanha, para então propor uma estratégia. Para mim, nada disso fazia sentido, mas eu não queria tratá-lo mal. O primeiro encontro foi no refeitório, durante um almoço.

Na mesa, estávamos eu, o americano ao meu lado, Lula e o publicitário Paulo de Tarso em frente e, nas cabeceiras, Espinoza (segurança de Lula) e outro publicitário brasileiro que trabalhava conosco, cujo nome também esqueci. Lula puxou conversa: ‘Você esteve preso, não é Cesinha?’ ‘Estive.’ ‘Quanto tempo?’ ‘Alguns anos...’, desconversei (raramente falo nesse assunto). Lula continuou: ‘Eu não aguentaria. Não vivo sem boceta’.

Para comprovar essa afirmação, passou a narrar com fluência como havia tentado subjugar outro preso nos 30 dias em que ficara detido. Chamava-o de ‘menino do MEP’, em referência a uma organização de esquerda que já deixou de existir. Ficara surpreso com a resistência do ‘menino’, que frustrara a investida com cotoveladas e socos.

Foi um dos momentos mais kafkianos que vivi. Enquanto ouvia a narrativa do nosso candidato, eu relembrava as vezes em que poderia ter sido, digamos assim, o ‘menino do MEP’ nas mãos de criminosos comuns considerados perigosos, condenados a penas longas, que, não obstante essas condições, sempre me respeitaram.

O marqueteiro americano me cutucava, impaciente, para que eu traduzisse o que Lula falava, dada a importância do primeiro encontro. Eu não sabia o que fazer. Não podia lhe dizer o que estava ouvindo. Depois do almoço, desconversei: Lula só havia dito generalidades sem importância. O americano achou que eu estava boicotando o seu trabalho. Ficou bravo e, felizmente, desapareceu.

Dias depois de ter retornado para a solitária, ainda na PE da Vila Militar, alguém empurrou por baixo da porta um exemplar do jornal ‘O Dia’. A matéria da primeira página, com direito a manchete principal, anunciava que Caveirinha e Português haviam sido localizados no bairro do Rio Comprido por uma equipe do delegado Fleury e mortos depois de intensa perseguição e tiroteio. Consumara-se o assassinato que eles haviam antevisto.

Nelson, que amava os Beatles, não conseguiu ser o rei do Senegal: transferido para o presídio de Água Santa, liderou uma greve de fome contra os espancamentos de presos e perseverou nela até morrer de inanição, cerca de 60 dias depois. Seu pai, guarda penitenciário, servia naquela unidade.

Neguinho Dois também morreu na prisão. Sapo Lee foi transferido para a Ilha Grande; perdi sua pista quando o presídio de lá foi desativado. Chinês foi solto e conseguiu ser contratado por uma empreiteira que o enviaria para trabalhar em uma obra na Arábia, mas a empresa mudou os planos e o mandou para o Alasca. Na última vez que falei com ele, há mais de 20 anos, estava animado com a perspectiva do embarque: ‘Arábia ou Alasca, Devagar, é tudo as mesmas Alemanhas!’ Ele quis ir embora para escapar do destino de seu melhor amigo, o Sabichão, que também havia sido solto, novamente preso e dessa vez assassinado. Não sei o que aconteceu com o Formigão e o Ari Navalhada.

A todos, autênticos filhos do Brasil, tão castigados, presto homenagem, estejam onde estiverem, mortos ou vivos, pela maneira como trataram um jovem branco de classe média, na casa dos 20 anos, que lhes esteve ao alcance das mãos. Eu nunca soube quem é o ‘menino do MEP’. Suponho que esteja vivo, pois a organização era formada por gente com o meu perfil. Nossa sobrevida, em geral, é bem maior do que a dos pobres e pretos.

O homem que me disse que o atacou é hoje presidente da República. É conciliador e, dizem, faz um bom governo. Ganhou projeção internacional. Afastei-me dele depois daquela conversa na produtora de televisão, mas desejo-lhe sorte, pelo bem do nosso país. Espero que tenha melhorado com o passar dos anos.

Mesmo assim, não pretendo assistir a ‘O Filho do Brasil’, que exala o mau cheiro das mistificações. Li nos jornais que o filme mostra cenas dos 30 dias em que Lula esteve detido e lembrei das passagens que registrei neste texto, que está além da política. Não pretende acusar, rotular ou julgar, mas refletir sobre a complexidade da condição humana, justamente o que um filme assim, a serviço do culto à personalidade, tenta esconder.

CÉSAR BENJAMIN, 55, militou no movimento estudantil secundarista em 1968 e passou para a clandestinidade depois da decretação do Ato Institucional nº 5, em 13 de dezembro desse ano, juntando-se à resistência armada ao regime militar. Foi preso em meados de 1971, com 17 anos, e expulso do país no final de 1976. Retornou em 1978. Ajudou a fundar o PT, do qual se desfiliou em 1995. Em 2006 foi candidato a vice-presidente na chapa liderada pela senadora Heloísa Helena, do PSOL, do qual também se desfiliou. Trabalhou na Fundação Getulio Vargas, na Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, na Prefeitura do Rio de Janeiro e na Editora Nova Fronteira. É editor da Editora Contraponto e colunista da Folha."

Fonte: Portal Terra e Observatório da Imprensa


 

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