quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Alguma coisa sobre o caso Battisti. Afinal, o "Noço guia" está esperando que caia no esquecimento
Caso Battisti: Lula e a memória de Guido Rossa. Tarso Genro, Garibaldi às avessas
[que o Arruda e sua turma são corruptos até as pedras sabem; mas, o escândalo do Arruda estava sendo fermentado pela trupe lulista para estourar mais para o final do ano - tumultuava a escolha, ou pelo menos a decisão de quando escolher, do candidato do PSDB, juntavam-se as festas de Natal e final do ano e o caso Battisti se resolvia de acordo com a vontade dos petralhas e cúmplices.
Só que a revelação do Cesar Benjamin, contanto que Lula admitiu ter tentado estuprar um colega de cela, tumultuou o processo e precipitou as coisas. A grande mídia, que já não tem vontade de noticiar o caso da tentativa presidencial de estupro, precisava ter algo quente e a solução foi antecipar a revelação de que o Arruda era chefe de um 'mensalinho'.
Crime que primeiro foi chamado de 'mensalinho do panetone', não colou e agora é o DEMensalão.
Agora temos o MENSALÃO de todos os MENSALÕES, o da organização criminosa PeTralha; temos um pequeno mensalinho que é o do PSDB; temos o DEMensalão que fornecia grana para outros partidos, inclusive para o PPS do Roberto Freire.
Mas, vamos ao caso Battisti.]
Sergio Segio nasceu em novembro de 1955. Ele fundou e liderou a organização terrorista Prima Linea, de extrema-esquerda, que matou mais do que as Brigadas Vermelhas. A organização Prima Linea fuzilou e matou o metalúrgico e líder sindical Guido Rossa, nascido em 1934 – informação talvez preciosa para o presidente Lula. Segio era filiado ao Partido Comunista Italiano (PCI) e ocupava o posto de delegado sindical na centenária fábrica Italsider, de Gênova.
Pela primeira vez, o terrorismo radical de esquerda abatia um sindicalista comunista. No dia 24 de janeiro de 1979, por volta das 6h30, Guido Rossa, na direção da seu Fiat 850, rumava à fábrica, quando foi interceptado por um comando da Prima Linea. No volante, recebeu o impacto de seis projéteis e faleceu.
O presidente da República italiana, o socialista Sandro Pertini, compareceu aos funerais, que seguiu acompanhado por uma multidão de trabalhadores. A morte do metalúrgico deveu-se ao fato de ele impedir, na qualidade de delegado sindical, a distribuição de folhetos da Prima Linea aos trabalhadores da Italsider. Mais ainda, ele denunciara publicamente o operário Francesco Berardi como o responsável pela tentativa de distribuição dos volantes, sem a sua autorização. A propósito, Cesare Battisti entendeu que a sua organização, a Proletários Armados para o Comunismo, deveria matar o seu carcereiro, fato que se consumou.
Naquele mesmo janeiro de 1979, a Prima Linea, com o supracitado Sergio Segio a disparar, matou o pacato e honesto juiz Emilio Alessandrini. Isto logo depois de ele ter deixado o seu pequeno filho de 5 anos no colégio. Alessandrini era juiz de instrução nos casos de terrorismo e não tinha escolta à sua disposição.
Alessandrini recebeu a sentença de morte da Prima Linea por representar uma ameaça consistente na iniciativa de reunir-se com os dois juízes de instrução de Turim para troca de informações e experiências. Sergio Segio e os seus seguidores incomodavam-se com o fato de Alessandrini estar a ganhar prestígio pela sua independência. Como juiz instrutor, concluiu Alessandrini que a explosão na praça Fontana de Milão era de responsabilidade do terrorismo nero, ou seja, fascista.
No dia 19 de março de 1980, com Sergio Segio à frente, a eversiva Prima Linea matou, na Universidade de Milão, o magistrado instrutor e professor Guido Galli. Os assassinos ingressaram de bicicleta e fuzilaram Galli, no rosto e nas costas. O primeiro disparo foi à nazista, como praticado por Cesare Battisti com uma das suas vítimas, ou seja, um tiro na nuca, de surpresa. Galli, que também apurava casos de terrorismo, foi assassinado pelo motivo de ser “muito inteligente”: era jurista, com mais de dez livros de Direito publicados. Também não tinha escolta.
Segio foi preso na Itália. Nunca se queixou de maus-tratos ou de violação ao princípio da ampla defesa. Recebeu a nominal pena de ergástulo (prisão perpétua), comutada para 22 anos, uma vez que não mais existe pena perpétua na Itália. Em regime fechado, cumpriu dez anos. O restante descontou entre trabalho externo e livramento condicional.
Segio, dado como assassino em face de crimes comuns e não políticos, teve a pena declarada extinta pelo seu cumprimento. Está reintegrado à sociedade. É escritor famoso e do seu livro best seller Miccia Corta. Una Storia di Prima Linea (2005) elaborou-se o filme La Prima Linea, um sucesso de bilheteria.
O escritor Segio trabalha como voluntário para o Grupo Abelle, que difunde pela Itália a cultura da “legalidade democrática”. No momento, envolve-se em projeto de recuperação de dependentes de drogas ilícitas. Seguramente, está rico com os livros e filmes.
Numa análise reflexiva, mostrada no filme, Segio convenceu-se do grande erro cometido pelos grupos terroristas de esquerda: num Estado de Direito,
(1) mataram sem qualquer motivo pessoas inocentes para difundir o medo;
(2) aleijaram aleatoriamente políticos, jornalistas, professores, profissionais liberais e operários por meio da chamada gambizzazione (tiro nas pernas para lesionar e fazer a propaganda da causa); e
(3) não contavam com o apoio da massa operária, que se mantinha à esquerda dentro do Estado de Direito.
Pano Rápido. A esse quadro acrescento o observado, nesta semana, por um amigo sindicalista de esquerda, que trabalha no bar romano onde tomo café e que frequento para conversar. Disse ele que Genro é um Garibaldi às avessas: unificou a Itália. Contra ele, ao proteger o pluriassassino Battisti. “Temos um novo herói de dois mundos”, arremata, ao referir-se à definição pela qual Garibaldi também é conhecido.
Por: Wálter Fanganiello Maierovitch - IBGF
[que o Arruda e sua turma são corruptos até as pedras sabem; mas, o escândalo do Arruda estava sendo fermentado pela trupe lulista para estourar mais para o final do ano - tumultuava a escolha, ou pelo menos a decisão de quando escolher, do candidato do PSDB, juntavam-se as festas de Natal e final do ano e o caso Battisti se resolvia de acordo com a vontade dos petralhas e cúmplices.
Só que a revelação do Cesar Benjamin, contanto que Lula admitiu ter tentado estuprar um colega de cela, tumultuou o processo e precipitou as coisas. A grande mídia, que já não tem vontade de noticiar o caso da tentativa presidencial de estupro, precisava ter algo quente e a solução foi antecipar a revelação de que o Arruda era chefe de um 'mensalinho'.
Crime que primeiro foi chamado de 'mensalinho do panetone', não colou e agora é o DEMensalão.
Agora temos o MENSALÃO de todos os MENSALÕES, o da organização criminosa PeTralha; temos um pequeno mensalinho que é o do PSDB; temos o DEMensalão que fornecia grana para outros partidos, inclusive para o PPS do Roberto Freire.
Mas, vamos ao caso Battisti.]
Sergio Segio nasceu em novembro de 1955. Ele fundou e liderou a organização terrorista Prima Linea, de extrema-esquerda, que matou mais do que as Brigadas Vermelhas. A organização Prima Linea fuzilou e matou o metalúrgico e líder sindical Guido Rossa, nascido em 1934 – informação talvez preciosa para o presidente Lula. Segio era filiado ao Partido Comunista Italiano (PCI) e ocupava o posto de delegado sindical na centenária fábrica Italsider, de Gênova.
Pela primeira vez, o terrorismo radical de esquerda abatia um sindicalista comunista. No dia 24 de janeiro de 1979, por volta das 6h30, Guido Rossa, na direção da seu Fiat 850, rumava à fábrica, quando foi interceptado por um comando da Prima Linea. No volante, recebeu o impacto de seis projéteis e faleceu.
O presidente da República italiana, o socialista Sandro Pertini, compareceu aos funerais, que seguiu acompanhado por uma multidão de trabalhadores. A morte do metalúrgico deveu-se ao fato de ele impedir, na qualidade de delegado sindical, a distribuição de folhetos da Prima Linea aos trabalhadores da Italsider. Mais ainda, ele denunciara publicamente o operário Francesco Berardi como o responsável pela tentativa de distribuição dos volantes, sem a sua autorização. A propósito, Cesare Battisti entendeu que a sua organização, a Proletários Armados para o Comunismo, deveria matar o seu carcereiro, fato que se consumou.
Naquele mesmo janeiro de 1979, a Prima Linea, com o supracitado Sergio Segio a disparar, matou o pacato e honesto juiz Emilio Alessandrini. Isto logo depois de ele ter deixado o seu pequeno filho de 5 anos no colégio. Alessandrini era juiz de instrução nos casos de terrorismo e não tinha escolta à sua disposição.
Alessandrini recebeu a sentença de morte da Prima Linea por representar uma ameaça consistente na iniciativa de reunir-se com os dois juízes de instrução de Turim para troca de informações e experiências. Sergio Segio e os seus seguidores incomodavam-se com o fato de Alessandrini estar a ganhar prestígio pela sua independência. Como juiz instrutor, concluiu Alessandrini que a explosão na praça Fontana de Milão era de responsabilidade do terrorismo nero, ou seja, fascista.
No dia 19 de março de 1980, com Sergio Segio à frente, a eversiva Prima Linea matou, na Universidade de Milão, o magistrado instrutor e professor Guido Galli. Os assassinos ingressaram de bicicleta e fuzilaram Galli, no rosto e nas costas. O primeiro disparo foi à nazista, como praticado por Cesare Battisti com uma das suas vítimas, ou seja, um tiro na nuca, de surpresa. Galli, que também apurava casos de terrorismo, foi assassinado pelo motivo de ser “muito inteligente”: era jurista, com mais de dez livros de Direito publicados. Também não tinha escolta.
Segio foi preso na Itália. Nunca se queixou de maus-tratos ou de violação ao princípio da ampla defesa. Recebeu a nominal pena de ergástulo (prisão perpétua), comutada para 22 anos, uma vez que não mais existe pena perpétua na Itália. Em regime fechado, cumpriu dez anos. O restante descontou entre trabalho externo e livramento condicional.
Segio, dado como assassino em face de crimes comuns e não políticos, teve a pena declarada extinta pelo seu cumprimento. Está reintegrado à sociedade. É escritor famoso e do seu livro best seller Miccia Corta. Una Storia di Prima Linea (2005) elaborou-se o filme La Prima Linea, um sucesso de bilheteria.
O escritor Segio trabalha como voluntário para o Grupo Abelle, que difunde pela Itália a cultura da “legalidade democrática”. No momento, envolve-se em projeto de recuperação de dependentes de drogas ilícitas. Seguramente, está rico com os livros e filmes.
Numa análise reflexiva, mostrada no filme, Segio convenceu-se do grande erro cometido pelos grupos terroristas de esquerda: num Estado de Direito,
(1) mataram sem qualquer motivo pessoas inocentes para difundir o medo;
(2) aleijaram aleatoriamente políticos, jornalistas, professores, profissionais liberais e operários por meio da chamada gambizzazione (tiro nas pernas para lesionar e fazer a propaganda da causa); e
(3) não contavam com o apoio da massa operária, que se mantinha à esquerda dentro do Estado de Direito.
Pano Rápido. A esse quadro acrescento o observado, nesta semana, por um amigo sindicalista de esquerda, que trabalha no bar romano onde tomo café e que frequento para conversar. Disse ele que Genro é um Garibaldi às avessas: unificou a Itália. Contra ele, ao proteger o pluriassassino Battisti. “Temos um novo herói de dois mundos”, arremata, ao referir-se à definição pela qual Garibaldi também é conhecido.
Por: Wálter Fanganiello Maierovitch - IBGF
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