Após sequestro e assassinato de governador, Uribe diz que derrotará Farc
Após a morte do governador do departamento colombiano de Caquetá, Luis Francisco Cuéllar, sequestrado e degolado por um grupo armado ontem, o presidente Álvaro Uribe declarou que está determinado a derrotar os terroristas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia.
Segundo a Folha, o grupo não assumiu a autoria do assassinato, mas as autoridades atribuem o crime às Farc, fortemente atuante em Caquetá. “Em meio à dor, ratifico ante vocês toda a nossa decisão de derrotar os terroristas. De derrotar este flagelo do sequestro”, disse Uribe, em um pronunciamento na noite de ontem na televisão.
[Álvaro Uribe vinha conseguindo substancial vitória na luta contra as FARC, inclusive vários chefões daquela organização narcoguerrilheira e ligada ao Foro de São Paulo – FSP foram presos ou abatidos.
Mas desde a libertação da Ingrid que o Uribe esqueceu os malditos guerrilheiros e passou mais a se preocupar com um terceiro mandato. Voltando a combater com firmeza as FARC com certeza o governo colombiano vencerá.]
Uribe promete derrotar "terroristas" das Farc após morte de governador
O presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, reiterou nesta terça-feira sua "determinação para derrotar os terroristas" das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) após a morte do governador do Departamento (Estado) de Caquetá, Luis Francisco Cuéllar, sequestrado e degolado por um grupo armado.
As Farc não assumiram a autoria do assassinato, mas as autoridades atribuem o crime ao grupo --maior milícia do país e fortemente atuante em Caquetá.
"Em meio a dor, ratifico ante vocês toda nossa decisão de derrotar os terroristas. De derrotar este flagelo do sequestro", disse Uribe, em um pronunciamento na noite desta terça-feira na televisão.
Uribe falou ainda em "avançar até a derrota definitiva do terrorismo". "Não entendemos que enquanto este grupo terrorista realiza este teatro [prometendo libertar dois militares], que enquanto o governo dá todas as garantias, este grupo das Farc (...) decida assassinar um governador".
O presidente disse que as Forças Armadas têm a missão de derrotar a guerrilha e acabar com os sequestros.
"Precisamos derrotar os sequestradores. Oxalá possamos resgatar os reféns que ainda permanecem" em poder das Farc.
O colombiano, que empreendeu uma grande ofensiva contra as Farc em seu governo, pediu ainda que a comunidade internacional passe a classificar as Farc de "terroristas". "Há quem pretenda dar reconhecimento político aos narcoterroristas das Farc. É bom que a comunidade internacional reflita: estas ações que as Farc fazem, o martírio a que têm submetido os colombianos durante quase 50 anos, só admitem um qualificativo: terroristas".
Morte
Uribe foi quem anunciou a morte de Cuéllar nesta terça-feira, quando completou 69 anos.
"Ainda não temos a hora do assassinato, mas sabemos que foi degolado. Miseravelmente o degolaram", disse Uribe ao lamentar a morte de Cuéllar. "Os altos comandos me explicaram que como havia uma perseguição policial, seguramente os terroristas, para evitar os disparos, degolaram o senhor governador".
Uribe prestou suas condolências à família de Cuéllar, que qualificou de 'homem bondoso, entregue ao trabalho honrado e ao serviço à comunidade'.
Cuéllar, um fazendeiro que completou 69 anos na terça-feira, foi retirado de casa em Florencia - capital de Caquetá - na noite de segunda-feira por um grupo de guerrilheiros. Após queimar o veículo em que era transportado, os sequestradores degolaram o governador.
Mais cedo, a governadora interina de Caquetá, Olga Patricia Vega, informou que ao que tudo indicava, Cuéllar foi executado porque teve dificuldades para caminhar durante a fuga dos sequestradores.
O site do jornal "El Tiempo" havia informado que o corpo de Cuéllar estava "próximo a um veículo incinerado empregado no sequestro", em um local a cerca de 15 km ao sul de Florencia, "com impactos de bala e cercado de explosivos".
De acordo com o noticiário CM, o corpo não pôde ser removido imediatamente pelo Exército por estar preso a vários explosivos, em uma zona minada pelos rebeldes.
Este foi o primeiro sequestro de uma grande autoridade na Colômbia desde a posse de Uribe, em agosto de 2002, quando teve início a política de 'segurança democrática', que privilegia a estratégia militar para combater a guerrilha.
As Farc, com mais de 6.000 combatentes, são a mais antiga guerrilha da Colômbia, com 45 anos de luta armada. A guerrilha mantém 24 militares e policiais reféns, alguns com mais de dez anos de cativeiro, e sua meta é trocá-los por 500 rebeldes presos.
Fonte: Folha OnLine com Agências Internacionais
[Uribe precisa voltar a política anterior de NÃO NEGOCIAR COM AS FARC; se preciso que morram reféns, mas sem negociação, sufocar e destruir as FARC, tem que ser politica de governo na Colombia. Se preciso com incursões nos países vizinhos.Afinal, as tropas colombianas fizeram aquele passeio no Equador, abateram vários porcos das FARC e não houve nenhuma reação, exceto os uivos do ChaveS e do Correa.]

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