Eleição de Honduras rejeitada
Cinco presidentes que participaram da reunião do Mercosul ontem rejeitaram a eleição que deu a vitória a Porfírio Lobo em Honduras. Os presidentes de Brasil, Argentina Venezuela, Uruguai e Paraguai assinaram a declaração.
[qual o peso de uma declaração assinada pelos presidentes dos países citados? O EUA já aprovou a eleição. A própria imprensa hondurenha critica a intervenção do Brasil e responsabiliza o Lula por uma eventual guerra civil naquela país.]
De acordo com O Globo, apesar de ter assinado o documento, de todos os representantes, o presidente Lula foi o único que não tocou no assunto durante seu discurso.
Cinco presidentes do Mercosul rejeitam eleições em Honduras
O encerramento da reunião do Mercosul, na terça-feira no Uruguai, foi usado como palanque para que os presidentes do bloco e convidados se revezassem nos discursos inflamados contra a não recondução de Manuel Zelaya ao cargo e a eleição de Porfirio Lobo para suceder-lhe em Honduras. Apesar de assinar o documento final que anuncia a disposição de Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela de não reconhecerem as eleições em Honduras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi o único presidente que não tocou no assunto durante seu discurso.
[a própria Dilma Apagão, preferida do senhor Lula para sucede-lo e acabar com o Brasil como nação soberana, já se manifestou favorável ao reconhecimento das eleições hondurenhas.]
O mais raivoso foi o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que chegou a dizer que poderia também ser alvo de um golpe e ter de se refugiar em alguma embaixada brasileira.
E se acontece um golpe na Venezuela e Hugo Chávez tem de se meter numa embaixada do Brasil? E se matam e prendem e fazem uma eleição só com a direita, o Peru e a Colômbia também vão reconhecer esse governo? Isso é para refletir. É preciso ser claro e transparente para estar aqui nesta mesa - disse Chávez, rechaçando os representantes dos países que defenderam a volta da estabilidade política em Honduras.
Hugo Chávez fez duros ataques ao presidente dos EUA, Barack Obama, por reconhecer a eleição de Porfirio Lobo. Mas os ataques mais pesados foram para o vice-presidente da Colômbia, Francisco Santos, que apoiou o retorno da estabilidade política em Honduras. O presidente Álvaro Uribe não foi.
- A Colômbia apoia medidas para solucionar esse impasse. O ex-presidente Zelaya teve seu referendo negado pela Corte Suprema e pelo Congresso Nacional. Não podemos condenar o povo hondurenho a uma crise eterna - argumentou Santos.
Chávez acusa EUA de plano contra a América do Sul
Ao rebater Santos, Chávez voltou a condenar a instalação de bases militares americanas na Colômbia, e disse ter sido vítima de tentativa de golpe em 2002 com apoio dos EUA:
- Não é o imperialismo de Chávez, é o imperialismo de Obama. Esse sim é o imperialismo que agora está pondo sete bases militares na Colômbia. Temos detectado por certo nos últimos dias muito movimento nas bases militares americanas em Curaçao e Aruba, que estão nos narizes da Venezuela. É um plano de guerra contra a América do Sul, e agora vem para a Colômbia.
O vice-presidente colombiano respondeu.
- Não compramos armamentos bélicos para provocar conflitos nos países da região. Jamais pensaríamos num conflito com países vizinhos. Ali se trata de combater o terrorismo e o narcotráfico - disse Francisco Santos.

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