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Por Jorge Serrão
Piadistas infames explicam que o Chefão $talinácio só pode mesmo pegar gripe suína. Afinal, vive no emporcalhado Detrito Federal. Outros magos da cacofonia garantem que $talinácio e seus aspones pegaram a tal doença, na Alemanha, após cantarem “nosso hino”. E, por ironia, justamente na terra que fabrica a melhor linguiça porcina.
$talinácio, falando sério, só estimamos sua melhora. Por favor, só descanse em paz quando eleger seu sucessor (ou sucessora) – devidamente abençoado e sustentado pela Oligarquia Financeira Transnacional que toca o globalitarismo. A omissão dos brasileiros – com a mentalidade de colonizado (cultural, político e econômico) – reproduz e perpetua tanta porcaria.
Sobrou até para a Maçonaria – uma organização iniciática que já lutou pela independência (até hoje não conquistada) do Brasil, pela abolição da escravatura, pela República. Caiu na mídia que o governador do Detrito Federal, José Roberto Arruda, é Mestre Maçom.
É membro da Augusta e Respeitável Loja Simbólica “Areópago de Brasília”, nº 3001, filiada ao Grande Oriente do Brasil, no DF. Numa foto que circula pela internet, enviada por maçons indignados, Arruda aparece vestindo o sagrado avental dos mestres-maçons.
Os maçons querem a cabeça do Arruda. Quarta-feira passada, a Soberana Assembleia Federal Legislativa da Maçonaria (mais precisamente do Grande Oriente do Brasil – a mais antiga potência maçônica do País) estipulou um prazo de 15 dias para decidir se expulsa ou não Arruda da ordem maçônica. Os maçons consideram inaceitável que um membro da organização protagonize a cena em que aparece pegando R$ 50 mil com o ex-secretário Durval Barbosa.
A decisão será politicamente delicada. Sabe-se que Arruda colocou em seu governo alguns companheiros de maçonaria. Entidades ligadas aos maçons foram favorecidas em contratos com o governo do Distrito Federal. Uma delas é a Fundação Gonçalves Ledo. Sem participar de licitação pública, a organização receberá mais de R$ 20 milhões. Tudo em nome da beneficência.
O caso Arruda fede no Detrito Federal. Tantos outros escândalos vão feder pelo Brasil afora. Uma safadeza supera a outra, jogando a anterior no esquecimento e na impunidade quase certa. Está tudo errado! Temos de acertar as contas com nossa História. Mas a síndrome de colonizado não deixa.
Como dar um basta em tanta porcaria? Basta ter coragem de formular e colocar em prática um projeto para o Brasil – que o radicalismo idiotizante das ditas direitas e esquerdas, até agora, não tiveram competência para elaborar e, muito menos, realizar. É hora dos segmentos esclarecidos da sociedade provarem que existem e encararem a missão de tornar o Brasil o melhor lugar do mundo para os brasileiros. Omissão é crime tão hediondo quanto a corrupção.
Eis o desafio para começar imediatamente, aproveitando o embalo da campanha de 2010, independentemente do resultado das urnas do cassino eleitoral do Al Capone.
[O Blog da UNR registra sua rejeição com o jogo de palavras que há na matéria e chama o Distrito Federal de detrito. O povo do Distrito Federal não pode ser responsabilizado por ter ladrões aqui residindo e que conseguem ser eleitos. Vale lembrar que o MENSALÃO do PT possui entre os bandidos brasileiros do mais diferentes rincões do Brasil.
Assim, infelizmente, temos que acreditar que todos os estados brasileiros são celeiros de marginais que logram alcançar êxito na vida pública, na política.]
Recado maçônico
Benedito Marques Ballouk Filho, Grão-Mestre do Grande Oriente de São Paulo, e que tem planos políticos no futuro, enviou uma mensagem aos maçons, detonando o também “irmão” José Roberto Aruda:
“O Irmão Governador seja persuadido de que o melhor para ele, para a nossa amada Ordem e para todo Maçom digno, seria que ele repetisse a mesma decisão tomada ao abdicar do seu mandato de Senador para evitar a cassação. Nós do GOSP e todos os Irmãos paulistas esperamos que os Irmãos e líderes Maçons do Distrito Federal e da Loja que o tem em seu Quadro, consigam convencer o Irmão faltoso a renunciar à sua condição maçônica, sinal que ele aprendeu pelo menos um pouco de nossa filosofia e que sobrou-lhe alguma dignidade e solidariedade na alma, ao afastar o amargo cálice e a sombria ameaça que a sua má conduta e indignidade trouxeram sobre a nossa amada Ordem e sobre seus Irmãos”.
O duro será os maçons do DF expulsarem Arruda, depois de ele ter feito várias “beneficências”, como a nomeação de “irmãos” para vários cargos de confiança, além da doação de R$ 20 milhões para uma fundação ligada à Maçonaria.

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