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segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

E a Justiça Eleitoral o que tem a dizer?

Candidatura de Dilma ganha força-tarefa
São Paulo é não só um dos Estados em que o domínio tucano prevalece como também é o maior colégio eleitoral do Brasil. Por isso, o Palácio do Planalto decidiu organizar uma força-tarefa a partir da virada do ano, quando alguns dos principais auxiliares de Lula vão reservar os fins de semana para promover projetos e obras federais no Estado que servirão de bandeira de campanha para a chefe da Casa Civil e pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff. De acordo com reportagem do Estado, a estratégia começou a ser organizada há alguns dias, durante um jantar de fim de ano convocado pelo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha.

A intenção foi assegurar, principalmente, o engajamento dos ministros que têm base em São Paulo ou que estão à frente de pastas que possuem projetos de peso.

Planalto cria uma força-tarefa de ministros para ajudar Dilma em SP

A partir de janeiro, integrantes do primeiro escalão vão percorrer o Estado para fazer frente a domínio tucano

Em mais um passo da estratégia orquestrada para fazer frente ao domínio do PSDB no maior colégio eleitoral do País, o Palácio do Planalto escalou ministros para percorrerem o Estado de São Paulo. A partir da virada do ano, alguns dos principais auxiliares de Lula vão reservar os finais de semana para promover projetos e obras federais que servirão de bandeira de campanha para a chefe da Casa Civil e pré-candidata à Presidência, Dilma Rousseff.

O recrutamento começou a ser feito há alguns dias, durante um jantar de fim de ano convocado pelo ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha. A intenção foi assegurar, principalmente, o engajamento dos ministros que têm base em São Paulo ou que estão à frente de pastas que possuem projetos de peso no Estado.

Por enquanto, o esquadrão inclui, além de Padilha, os ministros Fernando Haddad (Educação), Guido Mantega (Fazenda), Luiz Barretto (Turismo), Márcio Fortes (Cidades), Miguel Jorge (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), Orlando Silva (Esportes) e Paulo Vannuchi (Secretaria de Direitos Humanos).

Os auxiliares de Lula vão reforçar um plano para ampliar a presença da própria Dilma no Estado. O PT se diz satisfeito com o desempenho da ministra nas últimas pesquisas - em levantamento divulgado ontem pelo Instituto Datafolha, ela aparece com 23% -, mas acredita que chegou o momento de melhorar a exposição em território tucano. São Paulo está sob comando do governador José Serra, que emergiu na semana passada como único nome do PSDB para disputar o Planalto em 2010, após o governador mineiro Aécio Neves anunciar que está fora do páreo.

[a vantagem, para a oposição, de expor a Dilma Apagão é que ela tem a mesma facilidade que tem o “Noço guia” para falar bobagens;

Sendo que o Apedeuta tem as asneiras que fala relegadas a segundo plano por já ter se tornado um tipo folclórico, o que não ocorre com a ministra.]

CONTRAPONTO
Esta não é a primeira vez que ministros são escalados para promover os projetos que guiarão os discursos de Dilma durante a corrida presidencial de 2010. Em abril deste ano, os auxiliares do presidente foram convocados a participar de seminários e oficinas com prefeitos no interior paulista. Naquela ocasião, assim como agora, a ideia era buscar uma fórmula para fazer um contraponto à força do tucanato no Estado. O PSDB tem tradicionalmente o apoio da maioria dos 29 milhões de eleitores paulistas e está à frente do Palácio dos Bandeirantes há 14 anos.

Uma das principais preocupações tem sido deixar claro ao eleitorado onde estão os recursos federais aplicados no Estado. O PT teme, por exemplo, que Serra capitalize sozinho os dividendos eleitorais de obras que receberam dinheiro da União, como é o caso do Rodoanel, apontado como uma das marcas da gestão tucana. E, mesmo em projetos onde não há contrapartida de Estados e municípios, a avaliação é a de que ainda falta fazer a associação entre essas obras e a candidatura presidencial de Dilma.

Com base nessa premissa, os ministros serão orientados a promover desde os projetos de saneamento e habitação do Programa de Aceleração do Crescimento (PACo) até as obras do programa Minha Casa Minha Vida, passando pelo Programa Universidade para Todos (ProUni), pela inauguração de universidades e escolas técnicas, além de convênios e linhas de financiamentos federais.

"Existem inúmeras ações, sejam elas obras comandadas em parceria com prefeituras e governos estaduais ou iniciativas de caráter econômico. Nós precisamos consolidar essa marca do governo federal", explicou Padilha.

"Os ministros são atores políticos e, se eles estão dispostos a ajudar nesse trabalho, são muito bem vindos", acrescentou o ex-senador José Eduardo Dutra, que foi eleito para presidir o PT a partir do ano que vem e integra o núcleo responsável por montar a estratégia de campanha de Dilma.

A montagem da agenda dos ministros em São Paulo começa a ser montada ainda esta semana, com a ajuda do comando do PT paulista. "Nós temos feito um esforço para divulgar para o povo paulista iniciativas do governo federal, que nem sempre ficam evidentes. Com a ação dos ministros, isso ganha visibilidade", afirmou o presidente estadual do partido, Edinho Silva.

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