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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A morte política do Arruda está chegando

Último dia para defesa de Arruda
O governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (DEM), acusado de envolvimento em esquema de pagamento de propina, chamado de mensalão do DEM, deve apresentar sua defesa até as 18h de hoje.

Segundo reportagem do UOL Notícias, apesar de definido, o prazo pode ser suspenso a qualquer momento, já que Arruda entrou na noite de ontem com um mandado de segurança no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para “a imediata suspensão” do processo aberto pelo DEM, que poderá resultar em sua expulsão da legenda.

A alegação do governador é que faltou tempo para sua defesa. O partido deu oito dias para o governador se defender.

Prazo para defesa de Arruda termina hoje; governador entra na Justiça contra processo do DEM

Acusado de envolvimento em um esquema de pagamento de propina no Distrito Federal, o governador José Roberto Arruda (DEM) deve apresentar nesta quinta-feira (10), até as 18h, sua defesa à Executiva Nacional do DEM. O prazo, entretanto, pode ser suspenso já que Arruda entrou na noite de ontem com um mandado de segurança com pedido de liminar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para "a imediata suspensão" do processo aberto pelo DEM que poderá resultar em sua expulsão da legenda. Arruda alega que faltou prazo para sua defesa.

Na última terça-feira (1º), o partido deu oito dias para o governador apresentar sua defesa. O relator do processo, o ex-deputado José Thomaz Nonô, deve analisar os documentos e apresentar sua posição na reunião da Executiva Nacional nesta sexta-feira (11). Os 41 membros da Executiva decidirão se expulsam ou não o governador dos seus quadros em votação secreta.

Inicialmente, a votação estava prevista para esta quinta-feira, mas o encontro foi adiado para o dia seguinte já temendo um recurso dos advogados de Arruda, que poderiam alegar que o prazo para defesa não fora inteiramente cumprido.

Caso Arruda seja expulso do partido, ele estará impedido de ser candidato a qualquer cargo nas eleições de 2010. A lei eleitoral exige que o candidato esteja na legenda pelo menos um ano antes do pleito.

Alguns congressistas já se mostraram favoráveis à expulsão de Arruda, incluindo os líderes do partido nas duas Casas Legislativas - o deputado Ronaldo Caiado (DEM-GO) e o senador José Agripino (DEM). Outros "demos" importantes, como o presidente da legenda, Rodrigo Maia (RJ), não adiantaram a sua posição na votação.

Independentemente do resultado do processo interno no DEM, o governador terá de responder pelo seu cargo em outras esferas. Além da investigação feita pela Polícia Federal, já há três pedidos de impeachment do governador na Câmara Legislativa do DF.

Paulo Octávio
A expulsão do vice-governador Paulo Octavio não estará em jogo na reunião do DEM amanhã. No inquérito, Octávio é citado pelo ex-secretário das Relações Institucionais, Durval Barbosa, como beneficiário da partilha das propinas pagas por empresas que prestam serviços ao governo do Distrito Federal. O vice-governador, porém, não aparece nos vídeos do escândalo divulgados até o momento.

Caso seja poupado, Paulo Octávio pode ganhar mais força dentro do partido e ser o candidato da legenda ao governo nas eleições de 2010. Presidente regional do DEM, o vice-governador é empresário do ramo da construção civil e um dos homens mais ricos do Distrito Federal -em 2006, declarou a posse de R$ 323 milhões à Justiça Eleitoral.

Além de Arruda e Paulo Octávio, ao menos dez deputados (dois deles suplentes) e três secretários do Distrito Federal são suspeitos de participar de um esquema de pagamento de propinas no governo do DF investigado pela Polícia Federal na operação Caixa de Pandora.

O processo interno do DEM foi aberto após a divulgação de imagens que mostravam o governador recebendo um maço de dinheiro de Durval Barbosa.

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