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quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

PM que assassinou Daniel Duque, enquanto fazia a segurança em boate do filho de uma promotora, é absolvido

PM que matou Daniel Duque é absolvido

O soldado da PM Marcos Parreira do Carmo, apontado como o autor do disparo que matou o estudante Daniel Duque, de 18 anos, foi mais uma vez absolvido, na noite desta quarta-feira, pelo 3º Tribunal do Júri do Rio. No primeiro julgamento, ocorrido ano passado, ele também foi absolvido, mas a sentença acabou sendo cassada pela Justiça, depois de um pedido da assistência da acusação.

O crime aconteceu em junho do ano passado, em frente à Boate Baronetti, em Ipanema, durante uma briga de jovens. O policial fazia a segurança do estudante Pedro Velasco, filho da promotora Márcia Velasco, no momento do crime. Pela segunda vez, o Ministério Público se manifestou pela absolvição do acusado.

Segundo o Tribunal de Justiça, os jurados acolheram a tese de tiro acidental apresentada pela defesa do policial. Ao fim do julgamento, a família de Daniel afirmou que vai recorrer da decisão.

- Com certeza, vamos tentar todos os recursos possíveis. Isso é um escárnio com a sociedade. O que aconteceu, mais uma vez, é que existe um explícito conflito de interesses. Pela segunda vez, a postura do promotor de Justiça foi a de um advogado de defesa. Uma total inversão de valores. Ninguém quer vingança. Queremos que a Justiça seja feita - disse Sergio Coelho, padrasto de Daniel.

Família diz que vai recorrer da sentença

No primeiro julgamento, em outubro do ano passado, a mãe da vítima, Daniela Duque, chegou a ser expulsa do tribunal ao criticar, aos berros, a posição do Ministério Público. O promotor Marcelo Monteiro, responsável pela acusação, pediu a absolvição do réu, contrariando a decisão inicial do próprio MP, que denunciara o policial por homicídio com dolo eventual. Na época, o PM foi absolvido por sete votos a zero.

Nesta quarta-feira, logo após o julgamento, Daniela lamentou mais uma vez a postura do promotor. Além disso, também afirmou que vai recorrer da sentença.

- Parece que o MP tomou o caso como algo pessoal. Hoje (ontem), o promotor, para se defender da proposta de afastamento feita pelo meu advogado, chegou a dizer que não sabia meu nome. Ou ele não leu o processo ou está fazendo pouco-caso mesmo. Mas, ao contrário deles, a gente não tem pressa - disse Daniela.

Em maio deste ano, a 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça decidiu cassar a sentença aplicada ao PM e determinou novo julgamento. Para os desembargadores, houve contradição entre a decisão dos jurados e as provas apresentadas no processo.

[o mérito da decisão de absolver ou não o soldado PM é algo a ser questionado junto à Instância superior - sendo natural que constatada contradição entre as provas do processo e a decisão do jurado, um novo julgamento é o caminho adequado.

O que revolta é que uma promotora usar um policial que presta segurança a ELA - em função das atividades profissionais DELA o que é aceitável - para fazer a segurança do filho dela enquanto este farreia na noite carioca.

O dinheiro público é usado para segurança de um boyzinho filho de um autoridade. Este erro é que o Ministério Público deveria coibir punindo de forma exemplar a promotora.]

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