A Polícia Militar do Distrito Federal entrou em confronto nesta quarta-feira com estudantes que fizeram uma manifestação pró-impeachment do governador José Roberto Arruda (DEM) , acusado de comandar esquema de corrupção no DF. Os policiais usaram bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo e gás de pimenta contra um grupo de cerca de 300 estudantes que protestaram em frente ao Tribunal de Justiça (TJ-DF). Três manifestantes foram presos e levados para a 5ª Delegacia de Polícia. Segundo o comando do movimento, cinco feridos foram levados para hospitais. Os cavalos da PM passaram por cima de alguns deles.
Passaram com cavalo sobre mim e sobre um senhor já idoso. Levaram a minha bolsa com R$ 200. Eu quero meu dinheiro de volta - reclamou David Wilkson Silva Alme ida , de 21 anos.
Segundo Camila Magalhães, estudante de medicina da UnB ( Universidade de Brasília), os manifestantes estavam tentando interditar uma das pistas do Eixão, em frente o tribunal, quando tropas do Bope (Batalhão de Operações Especiais) e da Cavalaria chegaram para dispersar a multidão. Segundo ela, os policiais investiram com cavalo e cacetetes contra os manifestantes. Em meio a confusão, alguns conseguiram escapar ilesos, vários foram feridos e outros estão presos.
O coronel Luiz Fonseca, chefe do policiamento local, confirmou o uso de bom
bas e a prisão de alguns manifestantes. Aproximadamente 200 policiais es
tiveram no local.
- Foram usadas bombas de efeito moral para dispersar a manifestação. São armas não letais - disse o coronel.
Manifestantes deixam Câmara do DF após seis dias de ocupação
Na véspera, após seis dias ocupando o plenário e dependências da Câmara Legislativa do DF, estudantes a favor do impeachment de Arruda foram retirados pela PM. Para se contrapor ao movimento dos estudantes, Arruda e aliados mobilizaram cerca de 300 manifestantes para ir à Câmara e fazer mais barulho do que os pró-impeachment.Apesar da confusão e de muito barulho ao longo do dia, os manifestantes foram retirados pacificamente, embora alguns tenham sido carregados pelos PMs. Não houve violência.
Arruda é acusado de comandar um esquema de distribuição de propina para integrantes de seu governo e deputados distritais aliados, no chamado mensalão do DEM.
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