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sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

Primeiro o APAGÃO da Dilma; agora o CALADÃO

Anatel descarta risco de 'caladão', mas restringe venda de pacotes 3G

TELEFONIA

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quer implantar o compartilhamento de infraestrutura entre as empresas de telefonia móvel para permitir a universalização da banda larga de Terceira Geração (3G) e evitar um "caladão" de celulares. O motivo para a preocupação é a expansão acelerada da oferta de serviços 3G, aparentemente num ritmo superior à da rede das companhias.

Em quatro estados, operadoras estão proibidas de vender acesso à internet em alta velocidade antes de comprovar que os investimentos foram feitos e a infraestrutura está pronta. As unidades da federação e empresas sob restrição de venda não foram divulgados pela Anatel, tampouco se a restrição é total ou parcial.

O órgão regulador, apesar da medida preventiva, descarta a iminência de um caladão - uma analogia ao apagão que deixou às escuras, total ou parcialmente, 18 estados no dia 10 de novembro.

Segundo os dados da Anatel, apenas entre setembro e outubro deste ano o número de acessos à banda larga móvel cresceu 19,7%, passando de 6,6 milhões para 7,9 milhões. Até o fim de outubro, havia 168 milhões de telefones móveis ligados no Brasil.

O superintendente de Serviços Privados da Anatel, Jarbas Valente garantiu não estar "nem pensando na possibilidade de um caladão". Ele disse, porém, que a agência está atenta às vendas das operadoras neste Natal e vai acompanhar de perto os planos anunciados.

De acordo com Valente, o objetivo do trabalho de monitoramento das vendas é não degradar a qualidade do serviço. Segundo a Anatel, as operadoras já foram alertadas para não soltarem planos mirabolantes que não suportem o tráfego.

[o que assusta na manifestação da ANATEL é que a tradição mostra que sempre o governo diz que algo de ruim não vai acontecer, acontece.

Assim, baseado em fatos recentes que mostram que declarações de confiança do governo não merecem credibilidade, é bom nos prepararmos para voltar a usar cartas - isso se a ECT suportar um aumento na demanda]

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