Anatel descarta risco de 'caladão', mas restringe venda de pacotes 3G
TELEFONIAA Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) quer implantar o compartilhamento de infraestrutura entre as empresas de telefonia móvel para permitir a universalização da banda larga de Terceira Geração (3G) e evitar um "caladão" de celulares. O motivo para a preocupação é a expansão acelerada da oferta de serviços 3G, aparentemente num ritmo superior à da rede das companhias.
Em quatro estados, operadoras estão proibidas de vender acesso à internet em alta velocidade antes de comprovar que os investimentos foram feitos e a infraestrutura está pronta. As unidades da federação e empresas sob restrição de venda não foram divulgados pela Anatel, tampouco se a restrição é total ou parcial.
O órgão regulador, apesar da medida preventiva, descarta a iminência de um caladão - uma analogia ao apagão que deixou às escuras, total ou parcialmente, 18 estados no dia 10 de novembro.
Segundo os dados da Anatel, apenas entre setembro e outubro deste ano o número de acessos à banda larga móvel cresceu 19,7%, passando de 6,6 milhões para 7,9 milhões. Até o fim de outubro, havia 168 milhões de telefones móveis ligados no Brasil.O superintendente de Serviços Privados da Anatel, Jarbas Valente garantiu não estar "nem pensando na possibilidade de um caladão". Ele disse, porém, que a agência está atenta às vendas das operadoras neste Natal e vai acompanhar de perto os planos anunciados.
De acordo com Valente, o objetivo do trabalho de monitoramento das vendas é não degradar a qualidade do serviço. Segundo a Anatel, as operadoras já foram alertadas para não soltarem planos mirabolantes que não suportem o tráfego.
[o que assusta na manifestação da ANATEL é que a tradição mostra que sempre o governo diz que algo de ruim não vai acontecer, acontece.
Assim, baseado em fatos recentes que mostram que declarações de confiança do governo não merecem credibilidade, é bom nos prepararmos para voltar a usar cartas - isso se a ECT suportar um aumento na demanda]

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