Zelaya lança nova ofensiva
Dois dias após a polêmica eleição presidencial, o presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya anuncia nova tentativa de voltar à presidência, diz a Folha. Carlos Reina, um de seus principais assessores, deixou ontem a embaixada brasileira em Tegucigalpa, refúgio de Zelaya desde setembro, para buscar apoio e organizar os protestos contra o que os partidários do presidente deposto chamam de golpe de estado. “Viajarei por todo o país para reorganizar e resgatar o Partido Liberal (de Zelaya) e tornar coeso o movimento de resistência”, afirma Reina.
A ofensiva acontece às vésperas de o Congresso votar sobre a restituição ou não do presidente deposto.
Manuel Zelaya lança nova ofensiva por restituição e pressão externa
O homem de confiança do presidente deposto de Honduras Manuel Zelaya anunciou nesta terça-feira uma ofensiva para a restituição dele, dois dias após a polêmica eleição presidencial e em meio a uma crescente pressão internacional por sua volta ao poder.
Carlos Reina, um dos principais assessores de Zelaya, deixou nesta terça-feira a embaixada brasileira em Tegucigalpa, onde acompanhava o presidente em seu refúgio desde setembro, quando Zelaya voltou clandestinamente do exílio.
Ele afirmou que precisou sair para reorganizar os protestos contra o golpe de Estado, na véspera de o Congresso votar sobre a restituição ou não do presidente deposto. "Viajarei por todo o país para reorganizar e resgatar o Partido Liberal [de Zelaya] e tornar coeso o movimento de resistência", disse Reina a jornalistas horas depois de deixar a embaixada, que permanece cercada por militares.
Reina negou a intenção de buscar uma aproximação com o vencedor das eleições, o conservador Porfírio Lobo, do Partido Nacional, que ofereceu um diálogo nacional para superar a crise política, mas manteve a decisão sobre a restituição de Zelaya nas mãos do Congresso.
O Brasil e outros países da América Latina decidiram não reconhecer a eleição de Lobo, por se tratar de um pleito organizado pelo governo golpista. Já os Estados Unidos reconheceram com ressalvas a validade da eleição.
[o pleito que o apedeuta e outros da sua trupe contestam, estava marcado antes mesmo do golpista Zelaya tomar posse, por estar fixado na Constituição de Honduras, que o Zé Laya tentou rasgar, que estabelece como data das eleições presidenciais o último domingo de novembro, com intervalo de quatro anos.
Assim, não tem fundamento alegar que a organização do pleito tenha sido prejudicada, já que o escrutínio realizou-se conforme a Carta Magna de Honduras estabelece e o governo de Roberto Micheletti foi estabelecido segundo os princípios constitucionais vigentes naquela República.]
Nos últimos dias, porém, Zelaya vinha dizendo que o acordo havia caducado, já que ele pleiteava voltar ao poder antes da eleição de domingo passado. O acordo previa também a criação de um governo de unidade nacional, o que não aconteceu.
Na terça-feira, Reina disse que Zelaya continua exigindo a restituição imediata e incondicional, e que "lhe devolvam o tempo que foi mutilado do seu mandato, que deve ser de quatro anos --nem um dia a mais, nem um dia a menos".
[pergunta: o golpista quer que lhe devolvam o tempo que foi, no entendimento dele e provavelmente do senhor Lula, mutilado do seu mandato. Será que não passa na cabeça daquele lacaio do ChaveS que além de não ter procedência sua pretensão, tentar atende-lo significaria alterar a Constituição de Honduras de forma ilegal e imoral.]
Lobo disse segunda-feira que Zelaya é "história" e "parte do passado", mas admitiu que é preciso pacificar o país e fechar as feridas abertas pela crise.

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