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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Cartões corporativos da presidência da República: gastos aumentam 52%

Gastos secretos da presidência da República nas alturas
Despesas sigilosas com cartões corporativos crescem 52% entre 2008 e 2009

Os gastos secretos dos cartões corporativos - que incluem a Presidência, a Polícia Federal (PF) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) - tiveram aumento de 52%, entre 2008 e 2009. Em 2008, os três órgãos gastaram R$ 17,8 milhões e, em 2009, essa soma pulou para R$ 27,1 milhões.

Os cartões foram adotados em 2001, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, e se intensificaram a partir de 2003, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tomou posse em seu primeiro mandato.

O objetivo era dar transparência aos gastos do governo com pequenas despesas. Em 2008, uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) foi instalada para apurar eventuais desvios no uso, mas, ao final, acabou em pizza.

No caso das três instituições, despesas são mantidas em sigilo por questões de segurança da Presidência e pela natureza das atividades da PF e da Abin. Revelar gastos dos dois órgãos poderia expor investigações e identificar agentes.

Fonte: Globo OnLine

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