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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

ChaveS faz o pior para ele e para a Venezuela: radicaliza

Chavez radicaliza

Proibida de transmitir seu sinal aberto em 2007, a rede televisiva RCTV, de perfil crítico ao atual governo da Venezuela, teve agora o seu canal a cabo também suspenso, no último domingo.

Outras cinco emissoras foram retiradas das grades de programação no mesmo dia, por ordem do Executivo venezuelano, acusadas de descumprir a obrigação de retransmitirem "mensagens do governo".

De nada adiantou a Rádio Caracas Televisão recorrer judicialmente da obrigação de fornecer um palanque a mais ao presidente Hugo Chávez. Antes mesmo de haver decisão judicial, o corte do sinal foi imposto pelo governo da Venezuela.

O gesto autoritário, recorrente sob Chávez, reflete também as circunstâncias atuais de seu governo. A recessão econômica, a inflação crescente e a "cubanização" de serviços básicos -o país convive com racionamentos de água e energia- cobram seu preço político.

Enquanto, no início de 2009, a aprovação popular do governo alcançava 60%, ao final do ano o apoio caíra para menos da metade da população.

Acuado, Chávez tenta limitar a atuação da mídia, pois, num país de instituições carcomidas e cooptadas, o que sustenta o regime é sua ligação direta com as massas -para o que a imprensa livre é sempre um entrave. [não sei porque quando li o texto deste Editorial dizendo o que sustenta o ChaveS, pensei logo no que sustenta o Lula. Aliás, o Apedeuta pensa exatamente igual ao ChaveS sobre os 'inconvenientes' de uma imprensa livre.]

É nesse objetivo que se inserem seus longos discursos, a tentativa de impô-los a todos os meios televisivos e também seu histrionismo. Sempre que ameaçado, Chávez lança mão desses recursos para agitar e polarizar o país, com resultados às vezes trágicos. Desde anteontem, protestos favoráveis e contrários ao presidente já levaram à morte de dois estudantes.

O secretário-geral da Organização dos Estados Americanos, José Miguel Insulza, criticou a suspensão da transmissão dos canais de TV. Os governos dos Estados Unidos e da França também condenaram o cerceamento do direito à informação.

Do Itamaraty, nenhuma palavra. Após os surtos de exaltação em Honduras, o Brasil não vê razão para manifestar-se diante dos ataques do chavismo à imprensa.

Para a ministra Dilma Rousseff, Chávez "faz isso em função da problemática dele". E a "problemática" do governo Lula é adotar padrões opostos de reação, conforme sua proximidade ideológica com o agressor.

[me digam um único motivo para o Apedeuta e a Dilma Apagão criticarem o ChaveS. O Chavez faz, espero que em breve possamos dizer fazia, na Venezuela exatamente o que o Lula, apoiado pela Dilmona, gostaria de ter condições de fazer no Brasil.

Já insinuou cercear a liberdade de imprensa, faz voltas e mais voltas; é tão ou mais histrionico que o ChaveS; sempre que pode 'comete' discursos.

E busca governar na base do populismo e por inúmeras vezes já se manifestou favorável a implantar no Brasil o modelo de democracia do Chavez: a plebiscitária.

Aos que são novos no Blog, lembro que aqui Chavez quando se refere ao sobrenome do ditador venezuelano é sempre grafado ChaveS, devido o humorista do programa infantil Chaves - que é mais sensato do que o da Venezuela.]

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