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quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Com certeza tem sujeira. No mínimo, um MENSALÃO, afinal as eleições serão este ano e o Partido dos Trouxas vai precisar de muita grana

Ministro francês se diz confiante em venda de caças ao Brasil

O ministro da Defesa da França, Hervé Morin, minimizou nesta quarta-feira informações de que a Força Aérea Brasileira (FAB) defende, em seu relatório técnico sobre a concorrência para a compra de caças, o modelo sueco Gripen NG, da Saab, em detrimento do francês Rafale, da Dassault . Morin aposta, principalmente, nas relações entre Brasil e França.

Estamos confiantes com nossas relações com o Brasil - disse Morin à emissora de televisão BFM, lembrando que a França já garantiu encomendas de submarinos e helicópteros do Brasil, da ordem de 4,5 bilhões de euros, como parte de um acordo de defesa estratégica.

Segundo informações da Rádio França Internacional, o ministro comparou ainda, em entrevista a uma rádio francesa, o Rafale a um carro da marca Ferrari, e o Gripen a um Volvo, afirmando que "não se pode comparar o incomparável". O caça francês, de acordo com Morin, é o único avião no mundo capaz de desempenhar, ao mesmo tempo, funções de defesa aérea, ataque no solo e reconhecimento.

O relatório técnico da FAB ainda não foi apresentado oficialmente, mas sua conclusão foi antecipada pelo jornal "Folha de S.Paulo" e confirmada por fontes do setor. Ao contrário do que foi preconizado pelo Ministério da Defesa, a FAB não modificou o processo de concorrência e elaborou um ranking, que deixou o Rafale em terceiro lugar - atrás do Gripen e do F-18 (Superhornet), da americana Boeing.

A escolha do Gripen contraria a "opção política"expressa pelo ministro da Defesa , Nelson Jobim , e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva , de comprar os caças franceses. Para Hervé Morin, a decisão, a ser tomada por Lula, incluirá uma série de fatores estratégicos de longo prazo.

Comprar uma aeronave de combate é comprar um sistema de armas completo, não é simplesmente comprar algo que você tira da prateleira. É decidir o que você vai incluir, que tipo de míssil, qual radar, quais sistemas de proteção, quais exigências de manutenção, é uma decisão para 40 anos - disse ele.

- É uma decisão com uma quantidade enorme de parâmetros, então, inevitavelmente, é uma longa discussão.

O presidente francês, Nicolas Sarkozy, conta com sua sólida relação pessoal com Lula para ajudar a selar o acordo, que pode ser a primeira exportação do Rafale e tem o potencial de abrir as portas para vendas da aeronave em outras regiões.

Durante as celebrações do 7 de Setembro ano passado, ao lado de Sarkozy, Lula anunciou que compraria os Rafales da francesa Dassault. Desde então, a FAB silenciou e tentou negociar a questão extraoficialmente com Jobim.

O Rafale é a próxima geração francesa de caças de multiemprego e tem sido o carro-chefe da indústria de armas francesa. O modelo, no entanto, tem tido dificuldades em encontrar compradores externos, embora tenha sido finalista em várias concorrências.

Fonte: Reuters

[a própria manifestação do ministro da Defesa da França já é suficiente para em nome do BOM SENSO, em nome da DEFESA DOS INTERESSES DO BRASIL, retirar das mãos (e dos olhos) do senhor Lula qualquer decisão sobre a compra dos caças.

Como bem disse aquela autoridade francesa é um assunto complexo. Tal classificação, fundamentada em que a escolha/compra envolve uma série de variáveis que tem que ser examinada por pessoal com conhecimento técnico e capacidade para analisar todo o conjunto e não apenas o aspecto político – este apenas um dos pontos a ser considerado.

Se tratasse da escolha de um jumento, provavelmente o senhor Lula teria condições para fazer uma boa escolha.

Um dos pontos que deve ser levado em consideração e que terá grande peso é o fato de que o caça francês nunca foi exportado. Participou de várias concorrências e sempre nada, nada e morre na praia.

É extremamente arriscado que o Brasil após várias décadas sem atualizar seus aviões, desperdice a oportunidade de agora escolhendo um modelo sempre preterido em várias concorrências em diversos países.

Alegar a sólida relação pessoal mantida entre o presidente do Brasil e o da França é sem sentido. Não está em jogo mobiliar a casa do senhor Lula quando ele for privilegiar o Brasil com sua saída da presidência da República. É notória a facilidade que o senhor Lula tem de confundir o público com o privado, sempre o público favorecendo o privado da ‘famiglia’ da Silva, mas tudo tem limites.]

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