Caças: Propostas da França, dos EUA e da Suécia dividem o governo brasileiro. A FAB está dividida entre proposta dos EUA e da Suécia
O relatório da Comissão Coordenadora do Programa Aeronaves de Combate (Copac), contendo a avaliação dos três modelos de jatos de combate que participam da licitação aberta pelo governo do Brasil, não é incisivo, segundo funcionários federais envolvidos no processo. De acordo com esses funcionários, a preferência demonstrada pelo Gripen NG, da sueca Saab - superando, pela ordem, o F/A-18 Super Hornet, da americana Boeing; e o Rafale, da francesa Dassault - não é unânime nem teria um peso definitivo na escolha.
Há três posições conflitantes dentro do governo. Uma parcela da Força Aérea Brasileira (em especial técnicos da Copac) prefere o Gripen NG, pelo fato de ele ser o modelo mais barato. Já o alto comando da Força Aérea Brasileira (FAB) se inclina para o F/A-18, por confiar mais no sistema de manutenção da Boeing. No entanto, o ministro da Defesa quer o Rafale, por considerar a transferência de tecnologia como fator prioritário - e, nesse sentido, o pacote francês lhe parece melhor.
[a transferencia de tecnologia é importante, desde que a tecnologia objeto da transferencia seja de boa ou ótima qualidade; a França até hoje, mesmo transferindo tecnologia, não conseguiu exportar nenhum Rafale.]
Na prática, o que há são três maneiras distintas de avaliação, com cada grupo ressaltando o ponto que lhe parece mais conveniente ou adequado. Por isso, tornava-se mais consistente em Brasília a tendência de que a decisão será política, e estará nas mãos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. [aí é que mora o perigo. Decisão tão importante nas mãos de quem não sabe nada de nada. E o pior é que o senhor Lula quer ouvir o Jobim - nosso general GENÉRICO que entende muito de 'enxertar' artigos na Constituição do Brasil. Se o assunto é complexo e existem três opções o primeiro passo é descartar a terceira colocada e que só tem o apoio do Jobim e do Lula (este porque, boquirroto como sempre, deu a mancada de antes da concorrência ser aberta declarar que compraria os Rafale) e analisar as duas restantes que também são as mais baratas.
Em tal análise tem que ser considerado que o fato de nenhum país ter comprado o Rafale - ele chega a etapa final das concorrências mas aí é descartado e que a referência sobre o desempenho do mesmo, a mais recente, é que dois caíram no Mediterrâneo. Queda sem nenhuma explicação.]
O Genérico Jobim insiste em que o que vale é a avaliação final feita pelo presidente da República - o que sabemos não é algo a ser considerado.
Polêmica das brabasSegundo o Globo a Aeronáutica se recusará a mexer em relatório que recomenda a compra de caças suecos
O comando da Aeronáutica não aceitará modificar a conclusão do relatório da concorrência do programa FX-2 para excluir a classificação que colocou em primeiro lugar a caça sueco Gripen NG, da Saab. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, prefere a proposta do governo da França e tenta negociar com a FAB um texto que não seja tão taxativo. Apesar de insistir em manter o resultado de sua avaliação técnica, a Aeronáutica está disposta a acatar a opção política do governo, que pode levar à compra do francês Rafale.
Mas a FAB não quer transformar seu relatório em peça apenas consultiva. Avalia que a decisão sempre foi do presidente. Os três países concorrentes sabem disso e fizeram seus lobbies. O relatório da FAB foi concluído em outubro e não foi oficialmente entregue à Defesa.
Para analisar as propostas dos três consórcios que disputam o negócio - além dos franceses e dos suecos, os Estados Unidos também participam da concorrência -, a FAB avaliou seis quesitos. Deu maior importância para as propostas de logística, técnica e de custo operacional, cada uma com 20% de peso na avaliação final.
A Aeronáutica pressiona o governo usando argumentos financeiros, porque os caças voarão por 30 anos a partir de 2014, atravessando sete mandatos presidenciais. Entre os concorrentes, o preço mais alto seria o do Rafale. A França prometeu uma melhora significativa no preço. Ainda assim, o Rafale ficou em último lugar, atrás do F/A-18 da Boeing. Clique aqui para ler: Pressão do Planalto faz FAB retirar ranking de caças em relatório, diz jornal.
Os demais quesitos avaliados pela FAB foram a transferência de tecnologia e risco (15%), as contrapartidas comerciais (15%) e o gerenciamento do programa (10%). O governo solicitou o cancelamento desses diferentes pesos, cruciais para a pontuação final, o que abriria margem interpretativa sobre quem foi o vencedor.
Amorim: "Não é decisão exclusivamente militar"
[Amorim, sugiro que você fique fora desta polêmica. Você já tem dois problemas sérios para resolver:
O primeiro é resolver a bananosa que o Marco Aurélio TOP TOP Garcia jogou nas tuas mãos e do Lula e que foi a de adotarem o golpista Zelaya;
o segundo é convencer o Marco Aurélio TOP TOP Garcia que você ainda é o ministro das Relações Exteriores do Brasil e que o TOP TOP é apenas um 'aspone' do Lula sobre como colocar o Brasil em 'saia justa' na política externa.]
Em Genebra, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que a definição será dada pelo presidente Lula e por Jobim.
- Vamos levar em conta as questões técnicas, mas a decisão final cabe ao ministro da Defesa e ao presidente da República. Não é uma decisão exclusivamente militar. É uma decisão política - afirmou o chanceler, em entrevista ao lado do ministro de Negócios da Palestina, Riad Al-Maki.
A Saab e a Dassault declararam que aguardam a notificação da FAB e a decisão final do governo. A Boeing, em nota, destacou que sua proposta não apresenta riscos em seu cronograma de entrega e na cotação de preços - uma crítica indireta, também já lançada pelos franceses, de que o Gripen NG é um protótipo e pode sofrer atrasos na entrega e acréscimos de preço.
O governo só pretende retomar o assunto a partir da próxima segunda-feira. O Congresso já começa se mobilizar.
- Não tenho dúvida de que a oposição vai explorar essa suposta contradição entre o parecer técnico e a escolha política. Mas o fato é que os três caças são adequados para o país, e a França garante a transferência de tecnologia, ponto fundamental para o Estado - disse o petista João Pedro (AM), da comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado.
Para o presidente da comissão, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), Lula precisa decidir logo.
- O posicionamento da FAB deve ter o maior peso. O governo já fez o estrago com sua precipitação política. O que não se pode mais é postergar a decisão. A compra precisa ser feita.
[me assusta é a decisão final ficar nas mãos do Lula, especialmente em ano de eleições e o Partido dos Trouxas precisando desesperadamente de dinheiro para emplacar a candidatura da Dilma Apagão.
Mas a FAB tem seu poder de persuasão e pode perfeitamente enquadrar o senhor Lula de forma discreta e 'convence-lo' de que o parecer oficial da Força Aérea Brasileira deve ser seguido na íntegra.
Sabemos que o senhor Lula muda facilmente de opinião, especialmente quando sente que a alternativa pode ser ele perder a mamata.
LEMBRETE: fui informado pelo gerente-geral da ADEGA do Lula que o presidente disse: 'tudo seria resolvido mais facilmente se os suecos tivessem denominado o avião de: Gripen NG 51.'
Segundo o gerente Lula alega que com essa mudança o assunto passaria a ser um que ele é especialista com doutorado, mestrado, licenciatura.]

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