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domingo, 17 de janeiro de 2010

Gangues começam a atuar livremente no Haiti

Situação de alto risco - Gangues fogem de prisão e voltam a favela de Porto Príncipe após terremoto que devastou o Haiti

Membros de gangues fortemente armadas, que já controlaram a maior favela do Haiti como senhores da guerra, voltaram ao local depois que o terremoto de terça-feira danificou a Penitenciária Nacional, permitindo que 3.000 detentos fugissem.

A pacificação de Cité Soleil foi uma das poucas vitórias do presidente René Préval desde que assumiu o cargo em 2006, até que o tremor devastasse Porto Príncipe.

- É natural que eles voltem para cá. Esse sempre foi o bastião deles - disse um policial haitiano na favela, que abriga mais de 300 mil pessoas.

Um saqueador empunha uma faca ao lutar por comida em Porto Príncipe, depois do terremoto que atingiu o Haiti / Reuters

Ele e outro policial, que pediram para não serem identificados porque não estão autorizados a falar sobre a volátil situação em Cité Soleil, disseram que gangues armadas famosas voltaram a marcar presença ali desde o terremoto.

Se violência em larga escala surgir na capital haitiana, em meio ao caos e saques que vêm crescendo a cada hora em Porto Príncipe, isso pode representar um grande desafio aos esforços para restabelecer a lei e a ordem na capital haitiana.

Os líderes das gangues de Cité Soleil são criminosos perigosos, que servem de inspiração para lendas urbanas e populares músicas rap haitianas. Montados em motos e brandindo fuzis e pistolas que podem ter sido tomadas dos guardas durante o terremoto, os membros das gangues incluem um assassino frio conhecido como "Blade".

O que se diz é que eles invadiram o Ministério da Justiça na manhã de sábado e queimaram o local para destruir quaisquer registros de suas prisões ou históricos criminosos.

Roubos e tiros

Seja o que for que tenha acontecido dentro da prisão, o prédio não parece ter sido muito danificado pelo terremoto. Não havia corpos dentro e o único sinal de vida vinha de dois cães vira-latas dormindo dentro de uma cela.

Entre os 3.000 detentos que escaparam na terça-feira, muitos são violentos e com passado criminoso relacionado à Cité Soleil, uma favela que há muito tempo é um símbolo potente do país mais pobre das Américas.

- Eles saíram da prisão e agora estão por aí, roubando as pessoas - disse a moradora de Cité Soleil Elgin St. Louis, de 34 anos. - Eles passaram a noite passada toda atirando - acrescentou.

- Nós tememos a volta deles. Eles estão armados, não têm moral alguma e podem fazer o que quiserem - disse outro morador, um jovem que disse se chamar Forrestal Champlain.

Apesar da oposição às gangues manifestada, o ressentimento ainda é alto em Cité Soleil, que foi um bastião de apoio ao ex-presidente populista Jean-Bertrand Aristide.

Várias casas do lugar ainda estão marcadas pelas batalhas entre as gangues e pacificadores das Nações Unidas, que estão no Haiti desde 2004 e estão foram usados por Préval para estabelecer o controle sobre Cité Soleil depois que assumiu o poder.

Mas um morador afirmou no sábado: "Préval não manda aqui. Ninguém está no comando aqui, exceto os chefes (das gangues)."

O comandante da polícia nacional do Haiti, Mario Andresol, tem uma opinião diferente, apesar de reconhecer que os criminosos que escaparam da cadeia representam um risco sério.

- Minha mensagem a todos esses bandidos armados que estão se aproveitar da situação é que vamos prendê-los como fizemos antes - disse Andresol - Estamos trabalhando para tomar as medidas apropriadas para combater esses criminosos - emendou.

Fonte: Reuters
[a situação de segurança no Haiti precisa urgentemente ser cuidada com atenção quase igual a da prestação da ajuda humanitária.
Infelizmente, pelo tempo transcorrido, a urgência em resgatar pessoas ainda vivas nos escombros já se torna desnecessária.
O que é extremamente urgente no presente momento é o socorro aos feridos prestando um tratamento o mais próximo possível do necessário, a distribuição de água e mantimentos, o sepultamento dos mortos para pensar então em reconstrução.
Mas a segurança já tem que ser cuidada e certamente será necessário energia, tanto que a presença de tropas mais treinadas para função policial é necessária.
A TV mostrou o salvamento de uma senhora e podemos notar que dois soldados brasileiros integrantes da missão da ONU, empolgados com a perspectiva de colaborarem no salvamento de uma vida humana (o sentir que tem uma vida humana em nossas mãos mexe com as emoções) esqueceram todas as regras de segurança, especialmente as que devem ser seguidas por um militar que porta um fuzil automático, e misturaram a multidão, chegando um deles a se deitar no chão para identificar de qual ponto dos escombros vinham os gritos de socorro.
Felizmente, não havia naquela ocasição e naquele local nenhum integrante de gang, se houvesse com certeza absoluta os dois soldados teriam sido mortos e suas armas roubadas.
O 'toque de recolher' é uma das medidas mais necessárias para começar o controle da situação e deve ser decretado com urgência.
Quanto mais caótica a situação mais favorável se torna para as gangs e 'toque de recolher' é essencial para que o caos comece a ser controlado.]

1 comentários:

Anônimo disse...

seus direitistas nazistas, quero que digam se o TOQUE DE REGOLHER que vocês querem aprovar, onde o pessoal vai se recolher, se está tudo no chão.