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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Justiça, intervenha. ! É inaceitável que uma Câmara Legislativa com 17 deputados pró-governo investigue este mesmo governo

Governo do DF nega ter pressionado servidores a participar de atos pró-Arruda

Servidor disse que funcionários são obrigados a aderir aos movimentos. Governo atribui acusação a grupos políticos contrários à atual gestão.

[a questão é: o governador Arruda está sendo acusado de corrupção, de comandar uma organização criminosa que mantinha um MENSALÃO-DF (vídeos comprovam a acusação)

As fitas mostram também deputados sendo devidamente agraciados com o produto da corrupção - inclusive o inclusive o deputado e pastor evangélico Brunelli, também envolvido no MENSALÃO, comandou uma oração da qual participou o deputado Leonardo Prudente - presidente da Câmara Legislativa do DF e filmado colocando o dinheiro da propina do MENSALÃO nas meias - na qual tinham o cinismo de agradecer a DEUS pelo êxito no ato de corrupção.

Agora a Câmara vai investigar o governador Arruda e deputados acusados sendo presidida pelo Leonardo Prudente - um dos acusados - e as duas comissões que decidirão o destino das acusações são formadas, cada uma, por quatro deputados pró-Arruda e um da oposição.

Alguém tem dúvidas do resultado de tais investigações.

Se impõe que a Justiça interfira determinando o afastamento do Prudente, do Arruda e em caráter excepcional - por falta de quórum honesto e isento na Câmara Legislativa - avoque para o TJDF as investigações e julgamento.

É inaceitável que o Prudente decida sobre o destino do Arruda - se o Arruda já deixou claro a cada um dos seus aliados, muitos também cúmplices, que se ele afundar, afundam todos.]

Depois de denúncia feita nesta segunda-feira (11) por um servidor, o Governo do Distrito Federal (GDF) divulgou nota em que nega fazer pressão para que funcionários do GDF participem de manifestações a favor do governador José Roberto Arruda (Sem partido, ex-DEM).

Na tarde desta segunda, um servidor acusou o governo de ameaçar exonerar funcionários caso eles se recusassem a participar de manifestações pró-Arruda. “Se não forem, no dia seguinte estarão exonerados. E tem muitos pais de família que vive do salário. Então, eles são forçados a ir e participar desses movimentos. A única forma que eles têm de pressionar é ameaçar de exoneração," disse o funcionário.

Em nota, o governo do DF atribuiu a acusação a grupos contrários à atual gestão. "Não existe a determinação de induzir servidores a participar de manifestações públicas. No entendimento do governo, trata-se de uma denuncia vazia e articulada, mais uma vez, por grupos políticos contrários à atual gestão". O governo pediu que o denunciante aponte qual administração local exigiu a participação dos funcionários em atos a favor de Arruda.

"O governo do DF pede ao denunciante que aponte em que administração este possível ato descabido e sem autorização do governo teria ocorrido para que a acusação seja apurada e, se for confirmada, os culpados sejam punidos com o rigor que a situação indica".

Fonte: G 1

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