[o senhor Lula, em que pese as restrições que faço ao seu desempenho como presidente da República, está fazendo uma ginástica danada para consertar a bobagem que foi a edição do tal PNDF e aparece a secretária Nilcéia para atrapalhar a operação que visa salvar Lula de fazer companhia ao Zelaya - não na embaixado do Brasil, é claro.]
A Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, entidades feministas e representantes da comunidade homossexual protestaram nesta terça-feira contra a decisão do presidente Lula de retirar do texto os temas do aborto [assassinato covarde e vil, por mães desumanas, de vítimas inocentes e indefesas] e da união civil entre pessoas do mesmo sexo[casamento gay.]. A secretaria promete insistir na manutenção do artigo que prevê a descriminalização do aborto. Segundo a subsecretária de articulação institucional da secretaria, Sônia Malheiros Miguel, a ministra Nilcéa Freire, que está em férias, vai falar com o presidente Lula e com o ministro Paulo Vannuchi para que o governo não desista deste ponto.
- A descriminalização do aborto seria tornar realidade diversos compromissos internacionais assumidos pelo país. É importante revisar essas leis punitivas em relação ao aborto. Vamos continuar defendendo essa posição - disse Sônia.[Sonia você pode defender qualquer coisa, mesmo sabendo que não adianta. Afinal, quando você e a Nilcéia forem expelidas da Secretaria que ocupam, podem se candidatar - com elevadas chances de perder - ao cargo de síndicas do condomínimo onde residem ou vierem a residir. Por enquanto, o único pedido que vocês podem fazer com elevadas chances de aprovação é o de demissão.]
Para o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea), milhares de vidas seriam poupadas se o aborto fosse permitido no Brasil. Isso porque estima-se que anualmente 250 mil mulheres são internadas, só na rede pública, em decorrência de abortos clandestinos feitos em clínicas ilegais. O aborto é a quarta principal causa de morte materna no país.[simples: tenham relacionamento sexual com responsabilidade, com o uso dos meios contraceptivos que entenderem conveniente; não é aceitável é que para evitar a morte de 250.000 assassinas se mate 250.000, ou mais, seres humanos inocentes e indefesos.]
- Consideramos um retrocesso e um desrespeito à democracia a retirada desse tema. Essa mudança de posição vai impedir que a gente avance nos direitos humanos e na defesa da saúde e dignidade das mulheres - avalia Kauara Rodrigues, do Cfemea. [desde quando assassinas de seres humanos inocentes e indefesos tem, ou pretendem ter, dignidade ?]
- Fico surpreso porque o presidente Lula esteve na conferência, posou com a bandeira, colocou boné. Se recuar, vai parecer demagogia e vamos nos perguntar qual o compromisso real do governo com a comunidade LGBT - diz Julio Moreira, coordenador-técnico do grupo Arco-Íris. - Se o trecho for retirado, nós vamos dar uma resposta. Não somos moeda de troca.
Para Cláudio Nascimento, ex-presidente do Arco-Íris, a retirada do trecho pode prejudicar a votação do projeto de lei que trata da criminalização da homofobia no Brasil. Tony Reis, presidente da Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), confia que o governo vai manter o trecho no programa:
- Ficamos três anos discutindo essa questão. Não acredito que o governo volte atrás porque isso seria um enorme retrocesso. Nós apoiamos o Vannuchi e o presidente, e acreditamos que ninguém quer 180 paradas gays sendo realizadas em várias cidades contra o governo.

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