domingo, 31 de janeiro de 2010
Parar ou não parar de madrugada no sinal vermelho ?
Mais um alerta para a segurança do brasiliense e de outras cidades brasileiras
Está na hora de Brasília enfrentar mais um problema de segurança pública: o risco de assaltos e sequestros relâmpagos em sinais vermelhos durante a madrugada. A questão é polêmica. Só quatro países registram números de mortes no trânsito mais altos que os do Brasil: Índia, China, Estados Unidos e Rússia. Em 2007, ano em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) levantou estatística, divulgada em meados de 2009, morreram 35,1 mil pessoas nas estradas e ruas brasileiras. Não se pode, portanto, simplesmente desligar semáforos aleatoriamente ou liberar a multa de quem os avançar. Mas há exemplos a seguir, experiências provadas em grandes centros urbanos nacionais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre.
Parar ou seguir adiante quando o sinal vermelho acender na escuridão e solidão da noite é decisão delicada. A lei é clara. A luz nessa cor indica parada obrigatória. Mas nem sempre é esse o pensamento predominante do motorista que se vê na situação. Suspeitos nas proximidades, relatos de ataques criminosos no local, a simples sensação de medo são razões que às vezes motivam o condutor a ignorar a advertência e cometer infração gravíssima. Pior: a provocar um acidente. É extensa a gama de possibilidades a considerar em segundos, quando o sobressalto impõe dúvida atroz: acatar a determinação prévia do Estado ou decidir solitariamente em sentido oposto?
Permitir que prevaleça o bom senso é questão de… bom senso. A legislação existe para proteger o cidadão. Quando não cumpre tal função, perde a finalidade. Ninguém pode ser obrigado a se expor ao perigo. Nem punido com multa e anotação de preciosos pontos no prontuário do Departamento de Trânsito, o que pode lhe custar a carteira de habilitação, se agir em legítima defesa ou na de terceiros. Sensatez não é monopólio de ninguém. Contudo, erros nessas condições costumam ser fatais. Mas é igualmente inexorável que responsabilidade é obrigação de todos. As consequências do avanço de sinal — e elas são outra certeza — devem ser assumidas por quem o cometer.
Há modos de conter abusos. Primeiro, não pode haver concessões quanto ao limite de velocidade da via. Segundo, câmaras de vigilância com ângulo aberto podem ser precioso tira-teima para a avaliação das autoridades de trânsito, em vez de terem única e exclusivamente função arrecadatória. Além disso, o funcionamento do semáforo precisa ser inteligente. Em cruzamentos perigosos, pontos de alto índice de acidente ou grande fluxo de veículos, é essencial que sinalize as três cores. Em outros, sinal vermelho só serve para sujeitar o motorista à violência dos bandidos. Nesses, não faz sentido a parada obrigatória. Mais recomendável é que, à noite, o sinal fique ligado no pisca-pisca de alerta.
Também há dicas de segurança a serem seguidas pelo cidadão.
- Manter portas e vidros fechados é essencial.
- Reduzir a velocidade ao se aproximar de um sinal vermelho pode evitar que se tenha de parar. - Se a parada for inevitável, o motorista deve manter-se atento à movimentação em volta, frear pouco antes do cruzamento e deixar livre a faixa da esquerda, para ter por onde escapar.
Por fim, não reagir em caso de abordagem. Com esses cuidados pessoais, o brasiliense contribuirá para preservar seu direito de ir e vir. Mas os órgãos de trânsito têm providências extras a tomar.
Está na hora de Brasília enfrentar mais um problema de segurança pública: o risco de assaltos e sequestros relâmpagos em sinais vermelhos durante a madrugada. A questão é polêmica. Só quatro países registram números de mortes no trânsito mais altos que os do Brasil: Índia, China, Estados Unidos e Rússia. Em 2007, ano em que a Organização Mundial da Saúde (OMS) levantou estatística, divulgada em meados de 2009, morreram 35,1 mil pessoas nas estradas e ruas brasileiras. Não se pode, portanto, simplesmente desligar semáforos aleatoriamente ou liberar a multa de quem os avançar. Mas há exemplos a seguir, experiências provadas em grandes centros urbanos nacionais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre.
Parar ou seguir adiante quando o sinal vermelho acender na escuridão e solidão da noite é decisão delicada. A lei é clara. A luz nessa cor indica parada obrigatória. Mas nem sempre é esse o pensamento predominante do motorista que se vê na situação. Suspeitos nas proximidades, relatos de ataques criminosos no local, a simples sensação de medo são razões que às vezes motivam o condutor a ignorar a advertência e cometer infração gravíssima. Pior: a provocar um acidente. É extensa a gama de possibilidades a considerar em segundos, quando o sobressalto impõe dúvida atroz: acatar a determinação prévia do Estado ou decidir solitariamente em sentido oposto?
Permitir que prevaleça o bom senso é questão de… bom senso. A legislação existe para proteger o cidadão. Quando não cumpre tal função, perde a finalidade. Ninguém pode ser obrigado a se expor ao perigo. Nem punido com multa e anotação de preciosos pontos no prontuário do Departamento de Trânsito, o que pode lhe custar a carteira de habilitação, se agir em legítima defesa ou na de terceiros. Sensatez não é monopólio de ninguém. Contudo, erros nessas condições costumam ser fatais. Mas é igualmente inexorável que responsabilidade é obrigação de todos. As consequências do avanço de sinal — e elas são outra certeza — devem ser assumidas por quem o cometer.
Há modos de conter abusos. Primeiro, não pode haver concessões quanto ao limite de velocidade da via. Segundo, câmaras de vigilância com ângulo aberto podem ser precioso tira-teima para a avaliação das autoridades de trânsito, em vez de terem única e exclusivamente função arrecadatória. Além disso, o funcionamento do semáforo precisa ser inteligente. Em cruzamentos perigosos, pontos de alto índice de acidente ou grande fluxo de veículos, é essencial que sinalize as três cores. Em outros, sinal vermelho só serve para sujeitar o motorista à violência dos bandidos. Nesses, não faz sentido a parada obrigatória. Mais recomendável é que, à noite, o sinal fique ligado no pisca-pisca de alerta.
Também há dicas de segurança a serem seguidas pelo cidadão.
- Manter portas e vidros fechados é essencial.
- Reduzir a velocidade ao se aproximar de um sinal vermelho pode evitar que se tenha de parar. - Se a parada for inevitável, o motorista deve manter-se atento à movimentação em volta, frear pouco antes do cruzamento e deixar livre a faixa da esquerda, para ter por onde escapar.
Por fim, não reagir em caso de abordagem. Com esses cuidados pessoais, o brasiliense contribuirá para preservar seu direito de ir e vir. Mas os órgãos de trânsito têm providências extras a tomar.
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