Polícia prende nove pessoas ligadas ao MST suspeitas de terem destruído laranjal em SP
Nove pessoas ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) foram presas nesta terça-feira na cidade de Borebi, em São Paulo, suspeitas de terem invadido a fazenda Santo Henrique, da empresa Sucocítrico Cutrale, no fim do ano passado , em Iaras (SP), e destruído um laranjal. A Polícia Civil de Bauru prendeu o ex-prefeito de Iaras Edilson Grangeiro Xavier (PT), a vereadora Rosimeire Pan D'Arco de Almeida Serpa (PT) e seu marido, Miguel da Luz Serpa, chefe da quadrilha e também do PT.De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria estadual de Segurança de São Paulo, as prisões fazem parte da Operação Laranja, deflagrada nesta terça pela Polícia Civil de Bauru para cumprir 20 mandados de prisão temporária e 30 de busca e apreensão expedidos pela Justiça de Borebi. Sete foram presos em cumprimento aos mandados, e dois em flagrante por porte ilegal de arma de fogo. Uma das armas encontradas pela polícia é de uso restrito.
Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os suspeitos são acusados de formação de quadrilha, furto qualificado, dano qualificado e invasão de propriedade. No cumprimento dos mandados de busca e apreensão, foram encontrados seis armas de fogo, defensivos agrícolas, fertilizantes e ferramentas. Documentos e aparelhos eletrônicos também foram apreendidos pela Polícia Civil, de acordo com informações da assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança.
O inquérito para investigar o caso da fazenda Santo Henrique foi aberto em outubro do ano passado. Os prejuízos com a invasão, segundo informou a Cutrale, na época do ocorrido, foram de mais de R$ 1 milhão. Além dos pés de laranja arrancados, os militantes do MST são acusados de danificar equipamentos da empresa, como tratores e arados. A ação dos sem-terra foi filmada: tratores foram usados para passar por cima dos pés de laranja.
Em nota divulgada nesta terça em seu site, o MST informou que "os relatos vindos da região, bastante nervosos e apreensivos, apontam que os policiais além de cercarem casas e barracos, prenderem pessoas e promoverem o terror em algumas comunidades, também têm apreendido pertences pessoais de muitos militantes, exigindo notas fiscais e outros documentos para forjar acusações de roubos e crimes afins".
Movimento afirma que prisões são "absurdas"
Na nota, o movimento diz que seus advogados estão tentando, com dificuldade, acompanhar a situação e obter informações sobre os processos, "pois a polícia não tem assegurado plenamente o direito constitucional às partes da informação sobre os autos e, principalmente, sobre as prisões".
De acordo com o MST, a repressão significa o aprofundamento de "todo um processo de criminalização e repressão que foi acelerado a partir da repercussão exagerada e dos desdobramentos políticos ocorridos na regional de Iaras (SP) por ocasião da ocupação da Fazenda-Indústria Cutrale, em outubro de 2009 (...)". "Não podemos nos intimidar nem nos calar diante de tamanho absurdo!", diz a nota.
[não estou entre os que admiram a China, mas certas horas a técnica chinesa de cuidar de bandidos é extremamente adequada para ser seguida em países que enffrentam bandidos como os do 'movimento social terrorista - mst. Prende todos os flagrados, acorrenta um ao outro, levam em fila indiana para um estádio, fazem com que se ajoelhem, e um simples disparo na nuca, elimina um monte da bandidos.]

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