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segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Terrorismo - Talibãs aperfeiçoam sua arma mais letal

Talibãs desenvolvem explosivo mais letal

Os terroristas talibãs desenvolveram uma nova geração de sua arma mais letal, o dispositivo explosivo improvisado (IED, na sigla em inglês), afirma o jornal britânico "Independent" em notícia publicada pelo GLOBO nesta segunda-feira. Segundo a reportagem, militares britânicos disseram que seria praticamente impossível detectar o artefato, que não tem componentes eletrônicos ou de metal.

A potência dos IEDs como arma mais mortal dos talibãs é indiscutível: três em cada cinco soldados da coalizão mortos no ano passado no Afeganistão foram vítimas desse tipo de explosivo. A arma também foi responsável por, pelo menos, 48 das 108 mortes nas tropas britânicas.

Chris Hunter, especialista em desarmar bombas que serviu no Iraque e agora tem sua própria consultoria, contou ao "Independent" que a nova geração do IED está sendo feita a partir de madeira, no Paquistão.

- O conhecimento para fabricar essa nova geração de explosivos deve ter sido trazido por combatentes estrangeiros, de lugares como a Chechênia - disse Hunter. - Os artefatos estão sendo produzidos no Paquistão em quantidade industrial. Você pode vê-los em toda parte.

No início da guerra no Afeganistão, os IEDs funcionavam com duas lâminas separadas que, quando eram tocadas ou pisadas, fechavam-se, criando um curto-circuito que detonava o explosivo. Hunter acrescentou que as lâminas de serra de metal foram substituídas por outras, de grafite, e as granadas de artilharia são elaboradas com nitrato de amônia. Segundo ele, o dano causado pela força da explosão é ainda maior do que os provocados por fragmentos de metal ou por estilhaços.

De acordo com um relatório elaborado pelo grupo americano Homeland Security Market Research, desde 2007 o número de IEDs usados em ataques no Afeganistão aumentou em 400%. O total de soldados da coalizão mortos cresceu na mesma proporção. Já o número de feridos aumentou em 700%, no mesmo período.

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