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COMUNICADO - Novo Site

Nota de Esclarecimento

Importante:

Memória: em 8 setembro 2007, começamos as atividades deste Blog, sob o título Blog da UNR e nossos objetivos estão bem destacados no nosso primeiro post, título 'início das atividades...' .

De imediato, constatamos que estando a esquerda no governo, uma dificuldade se apresentava: contar os erros, as traições, as covardias, os assassinatos, as falcatruas cometidos pela esquerda durante o Governo Militar OU contar os crimes que a esquerda, a petralhada à frente, continua cometendo nos dias atuais? (apesar de fragorosamente derrotada pelos militares a esquerda aproveitou-se da generosidade dos vencedores e voltou tal qual serpente e conseguiu PERDER A GUERRA e vencer a Batalha da Comunicação, passando de vilão a heroína).

A famigerada esquerda conseguiu o poder - agindo disfarçada de democrata - e passou a mostrar, de forma descarada, ser pior que antes.

Diversos motivos, que não vem ao caso aqui detalhar, tornaram conveniente alterar o nome do Blog da UNR, que passou a denominação de BLOG PRONTIDÃO, mantendo a URL.

Apesar de ser um Blog pequeno, fruto de um trabalho amadorístico, porém de muita dedicação, contando com poucos seguidores, alguns visitantes fiéis, outros eventuais, tivemos a imensa alegria de constatar que incomodávamos a petralhada - o que foi fácil perceber pela necessidade de 'moderar comentários', pelos xingamentos que recebemos a cada postagem, tentativas de invasão (parcialmente exitosas, com modificações de postagens {o mais odioso foram as vezes que conseguiram mudar palavras, trechos de postagens, títulos, e passar a idéia que defendíamos o desgoverno petralha}).

Para tornar mais dificil que os guerrilheiros da informática à serviço do desgoverno - o ministro da Secom, Traumann, foi demitido por admitir publicamente que o desgoverno Dilma, a exemplo do seu antecessor $talinácio Lula, usam a guerrilha virtual - continuassem a nos incomodar, decidimos suspender, temporariamente, a veiculação de POSTs no Blog Prontidão, passando a veicular no Blog PRONTIDÃO TOTAL, usando outra URL.

Claro que alguns leitores não acessaram o Blog Prontidão Total - o que atribuímos a alguma falta de comunicação da nossa parte - porém, de tudo concluímos que podemos e VAMOS PERMANECER firmes e fortes, protegidos da sanha 'assassina' dos guerrilheiros virtuais do desgoverno, contando a verdade, tudo o que soubermos e o nosso amadorismo permitir, do muito de ruim, de nocivo, de pernicioso, que o atual desgoverno pratica, estimula, esconde e apoia.

Voltar ao Blog PRONTIDÃO seria pretender que nossos poucos leitores ficassem pulando de galho em galho - a manutenção da nossa 'linha editorial', que vem desde 2007, é eloquente e fiel aos fatos ao provar que nossos ideais permanecem firmes, estamos apenas mais fortes.

Vamos continuar com a denominação Blog PRONTIDÃO TOTAL, na URL que atualmente atende àquele Blog, mantendo nossa postura de apresentar sempre a VERDADE - verdade que representa os fatos (aliás, não podemos esquecer, verdade e fato são unos)e não a verdade conveniente (tática usada pela esquerda petralha).

Felizmente, temos dois leitores, afinal, escrevemos e vamos continuar escrevendo para dois leitores: "Ninguém" e "Todo Mundo".

Por favor, nos honre com sua visita, clicando aqui: Blog Prontidão Total ou em qualquer link disponível, em azul, neste texto

ou colando em seu navegador: http://brasil-ameoudeixe.blogspot.com.br/

ou Blog Prontidão Total

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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Eles são, começando pelo Lula, odiosos, nojentos, abjetos

O sepultamento de Zapata

Esperei até agora (17:28 pm) para fazer esta edição, porque o site do Diretório Democrático Cubano anunciou que iria divulgar um áudio (ou vídeo) da passeata nos funerais de Zapata Tamayo em Holguín. Entretanto, como eles ainda não disponibilizaram, deixo para outra oportunidade, ou, quem sabe, até fechar esta edição o vídeo já esteja disponível e o coloco no final. Mas haverá outros dois, que não vi circulando pelo Brasil que dizem muito, de uma e outra parte envolvidas neste evento hediondo que vale a pena assisti-los.

Eles são repugnantes

Como este fato teve repercussão internacional, com protestos e artigos de repúdio vindos de todos os países livres, os jornalões brasileiros resolveram informar mas com aquele estilo porco de chamar o ditador de “presidente” Raúl Castro. O Pravda Tupinikin (O Globo) foi um dos primeiros a comentar este assassinato ainda ontem mas, como não podia deixar de ser, não ouviu a voz da dissidência. Na matéria eles só ouviram o lado dos criminosos, onde um cínico e nauseabundo alcoólatra Raúl Castro teve a petulância de dizer que “A tortura não existe, não houve tortura e não houve execução. Isso acontece na base de Guantánamo”, referindo-se à base americana, mas os entrevistadores, por serem coniventes e/ou mal informados, não concordaram com ele respondendo-lhe que sim, que há incontáveis presos políticos em várias prisões cubanas em Guantánamo e que sofrem as mais desumanas torturas e maus-tratos, como receberem comida deteriorada e com vermes, dividir cela com ratos e baratas, tomas água infectada e com fezes, etc.

E mais adiante, com a maior cara de pau, este assassino sentencia: Lamentamos muitíssimo (a morte). Isso é resultado dessa relação com os Estados Unidos”. Para quem não conhece a história destes mártires cubanos, em fevereiro de 2003, aproveitando que o mundo estava com os olhos postos na guerra Estados Unidos x Iraque, Fidel jogou nas masmorras de sua ilha pessoal 75 dissidentes, alegando que todos eles “eram mercenários traidores da pátria” e que “eram agentes da CIA a serviço do Império”.

Zapata se encontrava no meio desses “traidores”, daí que os Estados Unidos são os responsáveis pela prisão, tortura, espancamento, negação de atendimento médico e, finalmente, o óbito. E Lula lá, se fingindo de morto, disse que: “Se tivessem pedido pra conversar comigo, eu teria conversado com eles e qualquer presidente teria conversado. Não nos recusamos a conversar”. E mais adiante, visivelmente irritado, disse: “Se essas pessoas tivessem falado comigo antes, eu teria pedido para ele parar a greve e quem sabe teria evitado que ele morresse. Lamento profundamente que uma pessoa se deixe morrer por uma greve de fome”.

Ora, a questão não é “convencê-lo a parar a greve fome” mas interceder junto à ditadura para que ela libertasse todos os presos políticos, condenados injusta e fraudulentamente! Se Lula tivesse tido acesso aos dissidentes, teria sido gentil e intercederia em favor deles, ou agiria do mesmo modo “intercedeu” pelos boxeadores que buscaram asilo político durante o PAN? Quem não lembra disso? Mas Lula não fez nem fará nunca, porque ele é conivente com todos esses crimes que se cometem em Cuba, na Venezuela, na Bolívia, em qualquer país cujo governante é membro do Foro de São Paulo e ainda mais com o terrorismo das FARC!

Bem, mas o fato é que esta carta existe sim, e vai ser publicada hoje aqui no Notalatina com a fonte primária. Ocorre que ela não pôde ser entregue porque a embaixada brasileira em Havana RECUSOU-SE a receber os opositores, muito certamente, obedecendo ordens superiores, do Brasil e de Cuba, para não atender “gente desse tipo”.

Ainda com relação às notícias veiculadas pelos jornais brasileiros, o colunista da Folha de São Paulo, Clovis Rossi, em artigo publicado ontem sob o título “Quando o silêncio é cumplicidade”, parecendo estar condenando o governo brasileiro pelo silêncio em relação à morte de Zapata Tamayo, começando pela ignorância de dizer que o falecido era “operário como Lula”. Não, “seu” Rossi, Zapata Tamayo não era “operário” mas pedreiro! Não o compare com esta criatura abominável e hipócrita que só nos envergonha mundo afora! Não macule a honra de um homem que o Sr. não conheceu nem sabe NADA a respeito dele! E fechou o artigo com uma frase tão canalha, tão infame, tão miserável que preciso comentar aqui. Disse o comunista Rossi:: “Zapata, se tivesse sido brasileiro dos anos 70, talvez aderisse à luta pelos direitos humanos e, hoje, estaria sendo homenageado por membros do governo Lula. Morre em Cuba, e o governo Lula faz silêncio”.

“Seu” Rossi, em primeiro lugar, o senhor sabe, perfeitamente bem, que nos anos 70 os únicos defensores dos direitos humanos eram os militares, porque esta raça de víboras que se adonou do poder, não defendia liberdade e democracia mas uma ditadura nos mesmos moldes, financiada e mantida, seja ideológica, seja em treinamento de guerrilha e terrorismo, por Cuba. Nem Zapata Tamayo nem qualquer outro dos quase 300 presos políticos da Ilha-Cárcere JAMAIS pegou em arma, JAMAIS explodiu bombas nem carros em seres humanos indefesos, JAMAIS assaltou bancos nem cofres abarrotados de dólares, JAMAIS seqüestrou pessoas ou aviões, JAMAIS praticou atos de terrorismo! JAMAIS, “seu” Rossi! A única arma desta gente, “seu” Rossi, é a palavra. A única coisa que eles pedem é para ter liberdade de ir e vir, direito a ter opinião diferente da ditadura, direito à propriedade privada. Em suma, direito de ser gente livre – como já foram um dia – e não escravos, percebe?

É simplesmente nojento, ler os noticiários brasileiros! Infelizmente o vídeo do sepultamento de Zapata ainda não chegou, mas relato o que se passou durante o velório e enterro. Primeiro, as dificuldades da senhora Reina Tamayo para conseguir levar os restos mortais de seu filho à Banes, Holguín, onde residiam, sendo acompanhada por um forte aparato da Segurança do Estado que exigia pressa em enterrá-lo. Chega à Banes no fim da tarde, onde vários ativistas acorrem à sua residência para assinar o livro e prestar-lhe as condolências. Ante o impedimento para que o ex-preso político Jorge Luis García Pérez, o “Antunes” pudesse estar presente, disse a senhora Reina: “As Damas de Branco e muitos irmãos estão comigo. Porém, se eles não deixam Antunes chegar, eles vão saber quem é esta mãe!

Segundo informações de outros ativistas, agentes do regime impediram que opositores de outras cidades pudessem se deslocar até o local do enterro, e desde o dia 23, data do falecimento de Zapata 25 pessoas já foram presas. Durante o cortejo fúnebre, hoje pela manhã, as pessoas gritavam “Liberdade!” e “Viva Zapata Tamayo!”. Durante o sepultamento no cemitério Sur La Güira, Reparto Mariana Grajales, às 7:30 da manhã de hoje, a corajosa e destemida dona Reina, como uma verdadeira leoa ferida, disse em homenagem ao filho morto: “Não admito mensagens de Raúl Castro para esta mãe porque eles assassinaram premeditadamente Orlando Zapata Tamayo. Cínico! Não permito que agora mande mensagens; meu filho já leva impregnado em seu corpo os golpes, as marcas e o negro do golpe efetuado em Holguín”. E seguiu seu corajoso e emocionado discurso ante a tumba do filho morto: “Esta mãe diz: Raúl, Fidel, não me digam nada! Queria falar de frente com eles para dizer-lhes cínicos, descarados, mataram meu filho, o levaram até onde vocês queriam por sua postura contestadora, por seus princípios, por seu valor! O levaram até aí porém não importa, aqui resta sua mãe, aqui resta sua família que levarão a cabo sua luta pacífica pelos direitos humanos. A palavra de Zapata Tamayo era morrer pela liberdade e pela democracia do povo cubano e viver eternamente nela. Que descanse em paz, Orlando Zapata Tamaya!”

Enquanto isso, Lula, que nunca sabe de nada, nem sabia da existência ou mesmo morte deste mártir do comunismo castrista, refestelava-se com os irmãos ditadores em “Punto Cero” esta casinha simplória que vocês vêem ao fundo da foto. Em matéria publicada no site do Juventud Rebelde, Lula declara-se “alegre por haver efetuado esta visita a Cuba” e reconheceu que o Brasil tem o propósito de ser o primeiro aliado em matéria de investimentos para o seu desenvolvimento. Dá asco saber que os US$ mais de 300 milhões vão ser arrancados do nosso bolso para financiar os luxos destes assassinos e o pior: à nossa revelia!

Nos LINKS que seguem ao final vejam os sorrisos de contentamento deste ser abjeto, junto com o outro nauseabundo Franklin Martins, no momento em que assinavam o compromisso de entregar nosso ouro ao bandido e uma manifestação ocorrida ontem na Espanha, em frente à embaixada cubana.

A tradução da carta pode ser vista, clicando aqui

Comentários e traduções: G. Salgueiro - Blog Nota Latina

A carta que Lula desprezou

Havana, 21 de fevereiro de 2010

Sr. Luiz Inácio Lula da Silva

Presidente

República Federativa do Brasil

Estimado Sr. Presidente:

Ao tomar conhecimento de sua próxima visita a Cuba, integrantes dos 75 prisioneiros de consciência, injustamente condenados duramente na Primavera de 2003, abaixo-assinantes, nos dirigimos ao Sr. para solicitar-lhe que nas conversações que manterá com os máximos representantes do governo cubano, contemple nossa situação e a dos demais prisioneiros políticos pacíficos cubanos, e advogue por nossa libertação. Igualmente aspiramos a que o Sr. se interesse pelo prisioneiro de consciência Orlando Zapata Tamayo, que desde dezembro vem mantendo uma greve de fome para reclamar seus direitos e hoje encontra-se em condições de saúde perigosas para a sua vida no Hospital Nacional de Reclusos, na Prisão Combinado del Este.

O Brasil, pelo caminho da democracia e da paz, alcançou altos níveis de desenvolvimento e reduzido consideravelmente a pobreza, e por tal motivo constitui um exemplo demonstrativo de que mediante o respeito e a livre expressão, a justiça social e o alento à criação, podem se alcançar elevadas cotas de prosperidade para os povos. Com isso, ademais, conseguiu prestígio e autoridade moral e ética internacionalmente. Seu desempenho, Presidente, foi encomiável em tal sentido.

O Sr. poderia ser um magnífico interlocutor para obter que o governo cubano se decida a fazer as reformas econômicas, políticas e sociais urgentemente requeridas, avançar no respeito dos direitos humanos, conseguir a ansiada reconciliação nacional e tirar a nação da profunda crise em que se encontra. O Sr. poderia contribuir significativamente para a felicidade e o progresso do povo cubano. Em tal sentido, posteriormente a sua visita, os representantes diplomáticos brasileiros, ao mesmo tempo em que mantenham sua relação com as autoridades cubanas, deveriam escutar as opiniões da sociedade civil, inclusive os familiares dos prisioneiros de consciência e políticos, assim como da oposição pacífica.

Receba o testemunho de nossa consideração e respeito.

(Seguem as assinaturas de 53 dos 75 presos da “Primavera Negra”).

Homenagem a um apaixonado por livros

Aos 95 anos, morre em São Paulo o bibliófilo José Mindlin

Morreu na manhã deste domingo o empresário e bibliófilo José Mindlin, de 95 anos, em São Paulo. Ele estava internado há um mês no Hospital Albert Einstein, sofreu falência múltipla dos órgãos e foi enterrado na tarde deste domingo no cemitério israelita de Vila Mariana. Mindlin era o maior colecionador de livros do Brasil e possuia uma das maiores bibliotecas particulares do país com mais de 38 mil títulos reunidos desde que Mindlin tinha 13 anos. Parte de sua coleção foi doada pelo intelectual ainda em vida para a Universidade de São Paulo (USP). Mindlin era membro da Academia Brasileira de Letras desde 2006.

Marcos Vilaça, presidente da ABL, declarou luto de três dias na academia e manifestou seu pesar pela morte do membro ocupante da cadeira de número 29. "Mindlin era um emblema do livro, tinha com ele uma relação orgânica. Lembro com saudade o dia em que estivemos juntos, com Evanildo Bechara, na inauguração do Museu da Língua, em São Paulo, e eu lhe fiz o convite para ingressar na Academia. Vamos sentir muito a sua falta", disse em comunicado.

José Ephim Mindlin nasceu em São Paulo no dia 8 de setembro de 1914. Formado em Direito, foi redator do jornal "O Estado de S. Paulo" entre 1930 e 1934. Atuou como advogado até o começo da década de 50, quando fundou a fábrica de peças automotivas Metal Leve S/A, da qual era presidente. Viúvo de Guita Mindlin, o empresário deixou quatro filhos, netos e bisnetos.

Em 2006, Mindlin foi eleito a personalidade do ano no Prêmio Faz Diferença, concedido pelo GLOBO, e aproveitou a ocasião para se reafirmar otimista com relação ao Brasil, além de declarar que os livros podem ajudar a salvar o país das garras da violência.

Personalidade atuante em diversos meios como o cultural, da educação, na economia, da política, da ciência e empresarial, José Mindlin publicou "Uma vida entre livros - reencontros com o tempo e memórias esparsas de uma biblioteca" e lançou um CD de poesia.

Mindlin: o empresário iluminista, o doador de livros

Nunca vou me esquecer da reunião da Fiesp em que, de repente, José Mindlin se aproximou e puxou assunto. O tema na reunião da Fiesp era um pedido de empréstimos subsidiados, a proteção contra setores que não conseguiam competir com produtos importados. Sei lá. Alguma coisa assim. Na verdade, era um desses assuntos que não merecem ficar na memória, de tanta mesmice. O novo, o diferente, foi a conversa de Mindlin sobre a Semana de Arte de 22. Tive uma aula. Esqueci os outros empresários e fiquei dando atenção àquela conversa afável, cheia de novidades, de Oswald e Mário de Andrade, da publicação de A Revista que ele acabara de fazer. Sai entusiasmada e mais surpresa fiquei quando recebi em casa uma coleção de A Revista que ele me mandou.

Mindlin era doce e interessante. Mindlin era iluminado e iluminista. Mindlin era diferente. Fui algumas vezes vê-lo. Nunca perdi um minuto nessas conversas. Dele saia um fluxo, em corrente contínua, de informações sobre livros. Não havia descrente que não entrasse para a religião dele sobre livro. Guita era igual. Os dois, um par perfeito.

Anos atrás, pedi à Globonews para fazer como primeiro programa do ano uma entrevista com ele, em sua biblioteca. Naquela tarde inesquecível, eu o entrevistei junto com Paulo Marcelo Sampaio. Só que cheguei horas mais cedo. Nenhum jornalista jamais chegou tão cedo para uma entrevista. Nem saiu tão tarde. E eles me pediram para ler para eles. Eu li para ele e Guita. Às vezes tropeçava e eles, de memória, corrigiam. Li poesias de Drummond. Li vários outros trechos que eles se lembravam de cor.

Falamos da paixão por livros que embalou minha infância, me socorreu na adolescência, me acompanha vida afora. Paixão que fez Mindlin gastar um dinheiro incontável juntando livros que doou para o Brasil.

Lembro de quando ele ganhou o Faz Diferença do Globo. Há uma escada para subir ao palco do Copacabana Palace. Eu pedi às meninas do cerimonial que me dessem a honra. Desci do palco com Ancelmo - nós dois fazemos a apresentação do prêmio - e o amparamos na subida. E ele não pesava mais do que a mão de uma criança. Firme ainda aos 90 anos.

No dia da entrevista em sua casa, Guita me contou que um dia houve uma tempestade em São Paulo, ela estava sozinha em casa, e ficou preocupada: que livro salvaria se a enchente entrasse na casa?

- Que livro salvaria? perguntei

- Os poemas de Petrarca.

Manuseei o livro favorito de Guita com temor reverencial. E Mindlin abriu o livro e me mostrou que alguns poemas tinham sido censurados pela Inquisição. Os censores medievais passaram uma tinta em cima. O tempo apagou a tinta e fez reaparecerem os poemas censurados. Me contou que, certa vez, tinha ido a Praga e lá se encontrou com um professor que tinha acabado de sair da prisão decretada pelo governo comunista. O professor estava deprimido, achando que a opressão soviética nunca acabaria. E ele consolou o professor contando a história da vitória de Petrarca sobre a censura. O professor triste era Vaclav Havel, que depois governou a livre República Tcheca.

Eu brinquei:

-Você me contou uma história com dois finais felizes.

O consolo no momento em que o Brasil perde o gigante dos livros é saber que ele se encontrará com sua Guita e juntos falarão os poemas de Petrarca, ou lembrarão as histórias de 22, ou pensarão juntos em como tornar o Brasil, um dia, um país de leitores.

Por: Miriam Leitão

Dilma Apagão não ser conhecida pode atrapalhar o PT?

Desconhecimento de Dilma é incógnita para o PT

Dilma Rousseff (PT) subiu e quase empatou com José Serra (PSDB) na pesquisa Datafolha realizada nos dias 24 e 25 de fevereiro. O tucano está com 32% contra 28% da petista. Um fato porém chama muito a atenção. Enquanto José Serra é o candidato mais conhecido do eleitorado, Dilma continua com metade da taxa do tucano nesse quesito.

O Datafolha pergunta quem conhece os candidatos e estratifica as respostas. No caso de Serra, 33% dos eleitores dizem conhecê-lo “muito bem”. Já Dilma só é conhecida “muito bem” por 17% dos eleitores. A seguir, a tabela com o grau de conhecimento de cada candidato:

O que significa esse ainda baixo grau de conhecimento de Dilma por parte dos eleitores? Primeiro, que a alta da candidata do PT nas pesquisas eleitorais se deu muito por conta do apoio que recebeu do presidente Lula, cuja popularidade bate recorde após recorde. Segundo, que o grande teste para Dilma Rousseff ainda não chegou: virá quando ela ficar mais solta na campanha, vai se expor mais e faltamente será bem conhecida de uma parcela maior do eleitorado. Terceiro, que o fato de ser pouco conhecida agora pode ser bom ou ruim; tudo dependerá do grau de empatia que Dilma conseguirá estabelecer com seus eventuais eleitores.

É evidente que Dilma já demonstrou ser uma candidata competitiva. Mas a solidez das intenções de voto só poderá ser verificada mais adiante, quando ela se apresentar por inteira ao eleitorado. Esse momento ainda deve demorar mais alguns meses para chegar.

Marqueteiros experientes enxergam o seguinte cenário à frente para Dilma e para a sucessão em geral:

1. Dilma subirá mais ainda nas pesquisas, por inércia das ações do governo (um marketing disfarçado e muito bem articulado) e pela inoculação que receberá da popularidade de Lula;

2. Não será surpresa se Dilma passar José Serra logo após sair da Casa Civil;

3. A candidata do PT começara a estabilizar então em seguida, podendo cair um pouco quando ficar sozinha na planície, sem cargo nem propaganda na TV até o início da campanha;

4. A partir daí, tudo dependera do desempenho do programa eleitoral e da capacidade dos dois principais candidatos, Dilma e Serra, de convencerem o eleitor sobre quem é o mais adequado para seguir a “obra” do super bem avaliado Lula;

5. Será uma campanha dura, mas em teoria muito mais fácil para o PT e para Dilma por conta da grande popularidade de Lula e por causa da desarticulação do PSDB nos Estados e da ausência do mineiro Aécio Neves na campanha tucana (a não ser que venha a ser vice de Serra, o que parece altamente improvável.

Feita a análise e a ressalva a respeito do pouco conhecimento do eleitorado sobre Dilma, é necessário dizer que a pesquisa Datafolha teve um resultado excepcional para a o PT e para a candidata petista.

No caso dos outros candidatos a presidente, algumas observações:

José Serra (PSDB): a resiliência do tucano é grande, pois ele ainda se mantém à frente de Dilma apesar da gigantesca máquina de propaganda federal a favor da candidata do PT. Mas o casco do navio do PSDB está muito avariado. Basta dizer que Serra é hoje, numericamente, o candidato a presidente com maior rejeição entre os que estão no páreo. Pior: perdeu pontos em todos os cenários e em todas as regiões do país, segundo o Datafolha. A grande esperança tucana é desconstruir Dilma e provar ao eleitor que Serra seria o melhor nome para ocupar o lugar de Lula. Não é tarefa simples –e a curva do tucano está embicando para baixo.

Ciro Gomes (PSB): não aconteceu. Teve seus 10 minutos de propaganda eleitoral em fevereiro. O efeito foi nulo. Ciro tinha 13% em dezembro. Agora, tem 12%, segundo o Datafolha. No seu partido são poucos os que desejam a manutenção da postulação ao Planalto. Para complicar, está mais do que provado que Ciro tende a não ser necessário para garantir a passagem de Dilma ao segundo turno.

Tudo leva a crer que Ciro não conseguirá ser candidato. Até porque seu partido pode negar-lhe a legenda na convenção de junho (prazo oficial e obrigatório para definição de quem será lançado candidato). Restariam a Ciro três opções. Primeiro, não ser candidato a nada. Segundo, ser candidato ao governo de São Paulo representando os partidos lulistas. Terceiro, ser o candidato a vice-presidente numa chapa com Aécio Neves (PSDB), algo que nos bastidores vem sendo dito com insistente frequência. Mas essa terceira saída parece remota, pois implicaria numa desistência de José Serra –algo aparentemente improvável (mas não impossível) no momento.

Os sinais todos são de que Ciro anda chateado com essa situação. Quem é que depois de ter sido candidato a presidente duas vezes gostaria de saber que não terá mais chance? O hoje deputado do PSB, como se sabe, não é dado a “soft landings”. Fica, então, uma dúvida: o ex-ministro de Lula sairá desse processo calminho ou vai atirar para todos os lados?

Marina Silva (PV): outra que não deslancha. Assim como Ciro, teve seus 10 minutos na TV em fevereiro, mas não saiu do lugar. Tinha 8% em dezembro. Agora, manteve-se com 8%.

O desafio de Marina é desgarrar-se do discurso centrado de maneira excessiva no meio ambiente. Ela tem tentado, mas o eleitor está respondendo com indiferença. Ou seja, há que recalibrar a sua “parlance” política. Pelo menos para terminar a eleição do mesmo tamanho que tem hoje.

Por: Fernando Rodrigues

Fonte: Blog do Fernando Rodrigues

Os camaradas precisavam ter sido abatidos; deixa-los vivos, foi um erro

Abram o jogo, camaradas

A líder do grupo, terrorista que tinha os codinomes Estela, Luiza, Patrícia e Wanda, era chamada de "Joana D'Arc da subversão". Foi a mesma terrorista que, juntamente com sua colega de quarto, conseguiu penetrar em um quartel e roubar armas e munição, levando tudo para a pensão em que moravam. Hoje seria muito bem chamada de Joana D'Arc da corrupção.

A esquerda brasileira é mais cínica que esquerda. Cometeu crimes absurdos, matou inocentes, esquartejou, dilacerou corpos e parece que não se lembra de nada. Acusa os militares de terem cometido crimes de tortura, mas não fala nas torturas praticadas pelos terroristas. Chama os militares de criminosos, mas não fala nos criminosos da esquerda. É muito fácil negar os crimes cometidos ou querer lançar lama no adversário. É um cinismo digno das esquerdas querer atribuir a si próprios a láurea de heróis. Porém, podemos refrescar a memória desses bandidos e lembrar parte desses crimes hediondos, que os terroristas urbanos e da selva insistem em "esquecer".

Foram muitos os crimes cometidos pela esquerda "em nome da democracia". Inúmeras vítimas, militares e civis, pontilharam com sangue o caminho desses bandidos. Muitos eram integrantes das Forças Armadas ou das forças policiais; outros eram civis, funcionários de bancos ou de outras empresas, vitimados nos atos terroristas. Outros, ainda, estavam nos lugares errados, nas horas erradas, e foram vitimados pelas camarilhas da esquerda. Nada tinham a ver com aquela luta desmiolada, mas foram vítimas assim mesmo. Vamos relembrar algumas vítimas daqueles assassinos, e como suas mortes ocorreram, para comparar o que esses vagabundos dizem com o que de fato ocorreu.

Em 25 de julho de 1966, no Aeroporto dos Guararapes, no Recife, terroristas empreenderam um atentado contra o Gal. Arthur da Costa e Silva. A explosão de uma bomba matou o jornalista Edson Régis de Carvalho e o Almirante Nelson Gomes Fernandes. Além das duas vítimas fatais, ficaram feridas 17 pessoas, entre elas o então coronel do Exército Sylvio Ferreira da Silva, que, além de fraturas expostas, teve amputados quatro dedos da mão esquerda, e Sebastião Tomaz de Aquino, o Paraíba, guarda civil que teve a perna direita amputada. "Um dos executores do atentado, revelado pelas pesquisas e entrevistas de Gorender, foi Raimundo Gonçalves de Figueiredo, codinome CHICO, que viria a ser morto pela Polícia Civil, em abril de 1971, já como integrante da VAR-PALMARES".

Em 26 de junho de 1968, o soldado Mário Kozel Filho estava de sentinela no Quartel General do II Exército, em São Paulo. Às 04:30 horas da madrugada, ele estava vigilante em sua guarita. Naquele momento, um tiro foi disparado por uma sentinela contra uma camioneta que, desgovernada, tentava penetrar no Quartel. Seu motorista saltara dela em movimento, após acelerá-la e direcioná-la para o portão do QG. O soldado Rufino, também sentinela, dispara 6 tiros contra o mesmo veículo que, finalmente, bate na parede externa do quartel. Kozel sai do seu posto e corre em direção ao carro, para ver se há alguém no seu interior. Há uma carga com 50 quilos de dinamite que, segundos depois, explode e espalha destruição e morte num raio de 300 metros. Seu corpo foi dilacerado. Os soldados João Fernandes, Luiz Roberto Julião e Edson Roberto Rufino ficaram muito feridos. Foi mais um ato terrorista da organização chefiada por Carlos Lamarca, a VPR. Participaram daquele crime hediondo os terroristas Diógenes José de Carvalho Oliveira (o Diógenes do PT), Waldir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Edmundo Coleen Leite, José Araújo Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Souza Maia, Renata Ferraz Guerra Andrade e José Ronaldo Tavares de Lima e Silva.

Em Mongaguá, litoral paulista, foi traçado o plano da "Grande Ação", que ocorreu em 18 de julho de 1969, com o assalto e roubo do cofre na casa de um conhecido político da época, em Santa Teresa, bairro do Rio de Janeiro. O roubo rendeu 2,5 milhões de dólares,que os terroristas souberam aproveitar muito bem. O cofre foi aberto em Porto Alegre, a maçarico, pelo metalúrgico Delci. A disputa pelo butim dolarizado foi ferrenha! A líder do grupo, terrorista que tinha os codinomes Estela, Luiza, Patrícia e Wanda, era chamada de "Joana D'Arc da subversão". Foi a mesma terrorista que, juntamente com sua colega de quarto, conseguiu penetrar em um quartel e roubar armas e munição, levando tudo para a pensão em que moravam. Hoje seria muito bem chamada de Joana D'Arc da corrupção. [a estela, luiza, patrícia, wanda, chamade de Joana D'arc da subversão era a atual candidata do PT, Dilma Roussef, também conhecida, atualmente, como Dilma Apagão e Dilmona.]

No dia 10 de maio de 1970 foi assassinado o Tenente Alberto Mendes Júnior, da Polícia Militar do Estado de São Paulo. O relato dos crimes cometidos pela esquerda refere-se a esse crime. "Naquela ocasião, Carlos Lamarca, Yoshitame Fugimore e Diógenes Sobrosa de Souza afastaram-se e formaram um tribunal revolucionário que resolveu assassinar o Tenente Mendes, pois o mesmo, pela necessidade de vigiá-lo, retardava a fuga. Os outros dois, Ariston Oliveira Lucena e Gilberto Faria Lima, ficaram vigiando o prisioneiro. Poucos minutos depois, os três terroristas retornaram, e, acercando-se por traz do oficial, Yoshitame Fugimore desfechou-lhe violentos golpes na cabeça, com a coronha de um fuzil. Caído e com a base do crânio partida, o Tenente Mendes gemia e se contorcia em dores. Diógenes Sobrosa de Souza desferiu-lhe outros golpes na cabeça, esfacelando-a. Ali mesmo, numa pequena vala e com seus coturnos ao lado da cabeça ensangüentada, o Tenente Mendes foi enterrado". A esquerda não fala nesse crime, certamente tido como ato heróico.

Em 4 de abril de 1971 foi assassinado o Major do Exército José Júlio Toja Martinez, que, com sua equipe estava vigiando uma casa ocupada por terroristas. "Por volta das 23 horas desse dia, chegou, num táxi, um casal, estacionando-o nas proximidades da casa vigiada. A mulher ostentava uma volumosa barriga que indicava estar em adiantado estado de gravidez. O fato sensibilizou Martinez, que, impelido por seu sentimento de solidariedade, agiu impulsivamente visando preservar a "senhora" de possíveis riscos. Julgando que o casal nada tinha a ver com a subversão, Martinez iniciou a travessia da rua, a fim de solicitar-lhe que se afastasse daquela área. Ato contínuo, de sua "barriga", formada por uma cesta para pão com uma abertura para saque da arma ali escondida, a mulher retirou um revólver, matando-o instantaneamente, sem qualquer chance de reação. O capitão Parreira, de sua equipe, ao sair em sua defesa, foi gravemente ferido por um tiro desferido pelo terrorista. Nesse momento, os demais agentes desencadearam cerrado tiroteio, que causou a morte do casal, identificados como sendo os terroristas do MR-8 Mário de Souza Prata e sua amante Marilena Villas-Bôas Pinto, ambos de alta periculosidade e responsáveis por uma extensa lista de atos terroristas.

O Araguaia foi palco de muitos crimes hediondos praticados por esses bandidos travestidos de guerrilheiros. Para que vocês não digam que estou mentindo, vou reproduzir trechos do discurso do Coronel Lício Maciel, testemunha, como participante, da luta contra os terroristas do Araguaia. O Coronel Lício Maciel, em sessão solene na Câmara dos Deputados, para homenagear os soldados mortos no Araguaia, descreveu muitas ações. Como aquela que resultou na prisão do guerrilheiro Pedro Albuquerque, em Fortaleza, quando tentava obter documentos. De lá foram para o Araguaia, como descreveu o próprio Coronel Lício Maciel:

Chegamos ao Rio Araguaia, pegamos uma canoa grande, com motor de popa, fomos até ao local de Pará da Lama. Pedro deve lembrar muito dele: era uma picada ao longo da floresta no sentido do Xingu. Andamos o dia inteiro. Chegamos ao anoitecer na casa do último morador, com o Pedro sendo levado por nós, livre. Não estava algemado, amarrado ou coisa assim. Ele foi acompanhando a nossa equipe. Há várias testemunhas desse episódio aqui presentes, as quais não vou citar, que fizeram parte da minha equipe. Chegamos à casa de Antônio Pereira, pernoitamos no campo, nos telheiros e, no dia seguinte, às 4h, prosseguimos em direção ao local onde Pedro Albuquerque indicou.

A operação no Araguaia, àquela altura, era de reconhecimento. Com base em informações obtidas de Pedro Albuquerque, a equipe do Cel. Lício tratou de desbravar o terreno para confirmar a presença de guerrilheiros na área. É o Coronel Lício quem descreve a evolução da operação.

Chegamos à casa de Antônio Pereira, pernoitamos no campo, nos telheiros e, no dia seguinte, às 4h, prosseguimos em direção ao local onde Pedro Albuquerque indicou. Ao chegarmos lá, avistamos 3 homens, isto é, 3 elementos, sendo uma mulher, descansando para almoço, presumo. Aproximamo-nos do local só para conversar com eles, para saber o que eles estavam fazendo lá. Eram 3 e, no nosso grupo, havia 6, então, não tinha problema. Eles fugiram. Chegamos ao local e fiquei inteiramente abismado com o estoque de comida, de material cirúrgico, até oficina de rádio tinha, 60 mochilas de lona, costuradas no local em máquina industrial grande, que tive o prazer de jogar no meio do açude. Tocamos fogo em tudo e voltei sem fazer prisioneiro. Ora, em qualquer situação, teríamos atirado naqueles homens. Estávamos a 80 metros, um tiro de fuzil os atingiria facilmente. Eles estavam sentados. Mas o nosso objetivo não era matar, não era trucidar. O nosso objetivo era saber o que eles estavam fazendo lá. De acordo com Pedro Albuquerque, eram guerrilheiros. Estavam na área indicada por Pedro Albuquerque, que viu toda a operação.

Nós continuamos na missão. Como os três elementos fugitivos avisaram para o resto do grupo do Destacamento C, mais ao Sul, em frente a São Geraldo do Araguaia, que estávamos indo para lá, ao chegar lá nós os vimos fugindo com muita carga, até violão levavam. Eles estavam se retirando do Destacamento C, do Antônio da Dina e do Pedro Albuquerque. Pedro Albuquerque nos levou até o Destacamento C, onde havia estado. Ele fugiu porque os bandidos exigiram que ele fizesse um aborto em sua mulher, que estava grávida. Eles não se conformaram com a ordem, principalmente porque outra guerrilheira grávida tinha sido mandada para São Paulo para ter o filho nas mordomias daquela cidade. Ela era casada com o filho do chefe militar da guerrilha, Maurício Grabois.

O Cel. Lício, continuando sua narrativa, acrescentou que "não sei, não posso me lembrar, se foi o Cid ou se foi o Cabo Marra que pegou o Genoino. Esse elemento era o Geraldo, posteriormente identificado como Genoino. Ele foi recolhido ao xadrez, posteriormente enviado a Brasília. Em seguida, três, quatro dias, veio o veredicto da identificação: o guerrilheiro Geraldo é o José Genoíno Neto. O grupo do Genoíno prendeu um filho do Antônio Pereira, aquele senhor humilde, que morava nos confins da picada de Pará da Lama, a 100 Km de São Geraldo. O filho dele era um garoto de 17 anos, que eu não queria levar como guia, porque, ao olhar para ele, me lembrei do meu filho, que tinha a mesma idade. Então eu disse ao João: Não quero levar o seu filho. Eu sabia das implicações ou já desconfiava. O pobre coitado do rapaz nos seguiu durante uma manhã, das 5h até o meio-dia, quando encontramos os três nos aguardando para almoçar. Pois bem. Depois que nos retiramos, os companheiros do José Genoíno pegaram o rapaz e o esquartejaram. Genoíno, aquele rapaz foi esquartejado, toda Xambioá sabe disso, todos os moradores de Xambioá sabem da vida do pobre coitado do Antonio Pereira, pai do João Pereira, e vocês nunca tiveram a coragem de pedir pelo menos uma desculpa por terem esquartejado o rapaz. Cortaram primeiro uma orelha, na frente da família, no pátio da casa do Antonio Pereira. Cortaram a segunda orelha, o rapaz urrava de dor, e a mãe desmaiou. Eles continuaram, cortaram os dedos, as mãos e no final deram a facada que matou João Pereira. Eles fizeram isso porque o rapaz nos acompanhou durante 6 horas, a fim de servir de exemplo aos outros moradores para não terem contato com o pessoal do Exército, das Forças Armadas". Aquele crime foi um ato de verdadeira tortura antes da morte da vítima. Ninguém da esquerda quer falar nisso.

Algo parecido só encontrei quando trucidaram o Tenente Alberto Mendes Júnior. O tenente se apresentou voluntariamente para substituir dois companheiros que estavam feridos. A turma do Lamarca pegou o rapaz, trucidou, castrou e o obrigou a engolir os órgãos genitais. Então, ao Tenente Alberto Mendes Júnior foi feito isso, mas o crime contra o João Pereira foi muito mais grave, muito mais horrendo. E eles sabem disso. Peçam desculpas para o Antonio Pereira, se ele estiver vivo. Tenham a coragem de reconhecer que toda Xambioá sabe disso.

Genoíno preso e identificado, a guerrilha prosseguiu. Depois de matar o João Pereira, eles mataram o Cabo Odílio Cruz Rosa depois do Rosa, eles mataram dois Sargentos depois dos dois Sargentos, eles atiraram no Tenente Álvaro, que deve contar a história. Na minha versão, o Álvaro deu voz de prisão para o bandido eles atiraram. O outro que estava do lado ou atrás atirou nas costas do Álvaro, arrancando-lhe a omoplata.

Os mortos da guerrilha não podem, com Justiça, serem apontados como vítimas. Quando optaram pela luta armada, sabiam dos riscos envolvidos na ação. Sabiam que as forças de segurança iriam combatê-los. Sabiam que poderiam morrer em ação. Sabiam que seria uma ação ilegal e altamente perigosa. Hoje as famílias dos terroristas mortos recebem indenização, como se eles tivessem sido vítimas de um crime cometido pelo Estado, mas os que foram assassinados pelos terroristas nada recebem. Por esse raciocínio, também os traficantes, assaltantes e seqüestradores poderiam pedir indenização. Nenhum de vocês é melhor que eles. Vocês também não assaltaram e mataram como eles fazem? As monstruosidades cometidas por vocês, como o assassinato do Tenente Alberto Mendes Júnior, do Soldado Mário Kozel Filho, e do mateiro João Pereira, foram muito mais graves que a morte de qualquer "guerrilheiro". Os guerrilheiros não foram assassinados, morreram em combate, o que foi absolutamente natural e já era esperado, inclusive por vocês. Quem se mete em uma guerra de guerrilha é pra morrer mesmo!

Na versão de vocês, a luta foi ato de heroísmo. Pura mentira! Assaltar uma casa e roubar um cofre com US$ 2,5 milhões, pondo o dinheiro no bolso, não é ato de heroísmo: é roubo descarado! Quem rouba armas e munição de um quartel não é heroína: é ladra mesmo! Mutilar uma vítima, orelha por orelha, dedo por dedo, mão por mão, é um crime hediondo. Ponham isso na cabeça! Assaltar bancos e outras empresas, matando os vigilantes e gerentes, não é ato digno de um homem íntegro: é ato digno de vagabundos aproveitadores, como vocês.

Querer implantar aqui uma ditadura nos moldes da então União Soviética não é ato de idealistas: é ato de traição ao Brasil. Hoje vocês posam de "heróis da resistência", como se pretendessem resistir a alguma força contrária aos interesses do Brasil, como os franceses resistiram ao nazismo e os poloneses resistiram ao ataque soviético. Outra grande mentira! Tenham vergonha na cara e digam a verdade! Vocês não queriam implantar nenhuma democracia no Brasil. Em nenhum documento das organizações de esquerda, inclusive dos partidos, havia alguma referência à palavra democracia. Vocês pretendiam implantar a ditadura do proletariado. Como têm o descaramento de falar em democracia? Por acaso a União Soviética era uma democracia? Os países do leste europeu eram democracias? Cuba é uma democracia? A China é uma democracia? Chega de cinismo! Chega de posar como heróis! Chega de simulações democratas! Digam a verdade sobre o que vocês pretendiam e ainda pretendem fazer no Brasil. Digam que depois da vitória (se ocorresse ou se ocorrer) viria ou virá o paredão, como ocorreu na União Soviética, no leste europeu, na China e em Cuba. Sejam homens ao menos uma vez na vida! Abram o jogo, camaradas!

Por:Carlos José Pedrosa

Fonte: MSM


sábado, 27 de fevereiro de 2010

Caso Arruda. Ação no STF pode anular investigação do STJ

Advogados de Arruda acompanham julgamento de ação no STF que pode anular a investigação do STJ

A defesa do governador afastado José Roberto Arruda (sem partido) aposta numa nova tese para tentar salvá-lo das acusações de suborno, corrupção e falsidade ideológica. A equipe do advogado Nélio Machado acompanha com interesse o julgamento de um habeas corpus (HC), sob relatoria do ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), que pede a anulação de todas as provas colhidas até o momento no inquérito nº 650, em tramitação no Superior Tribunal de Justiça (STJ). Impetrado pelo suplente de deputado distrital Pedro do Ovo (PRP), um dos investigados na chamada Operação Caixa de Pandora, o HC aponta que por envolver o deputado federal Augusto Carvalho (PPS), que tem foro no STF, o inquérito não poderia tramitar no STJ. Todos os atos até o momento seriam nulos.

Na última quinta-feira, Marco Aurélio encaminhou o processo ao STJ para que o relator do caso, ministro Fernando Gonçalves, dê uma posição. Suplente de deputado distrital, Pedro do Ovo deverá assumir o mandato em até 30 dias, devido à licença do presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), novo governador em exercício do DF. Pedro do Ovo também é alvo de representação por quebra de decoro parlamentar, protocolada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF), no ano passado. Ele foi citado em conversa de Arruda com o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, colaborador do Ministério Público e da Polícia Federal no inquérito, e teve a casa vasculhada em busca e apreensão autorizada pelo STJ.

O habeas corpus assinado por Pedro do Ovo foi elaborado pelo advogado Paulo Goyaz, que até a decretação da prisão de Arruda, no último dia 11, exercia o cargo de subchefe da Casa Civil do GDF. “Augusto Carvalho foi citado no primeiro depoimento prestado por Durval Barbosa ao Ministério Público do DF como beneficiário de desvios de recursos. É clara a competência do STF. As provas não têm valor jurídico”, afirma Paulo Goyaz. O advogado Cristiano Maronna, da equipe de Nélio Machado, confirma o entendimento: “O foro adequado é o Supremo. Vamos acompanhar o julgamento desse HC porque o resultado se estende a todos os investigados, inclusive, a Arruda”, disse.

Por enquanto, no entanto, segundo Maronna, a aposta da defesa do governador afastado, que está preso numa sala da Superintendência da Polícia Federal há 16 dias, é o mérito do habeas corpus impetrado em favor de Arruda no STF. O julgamento deve ocorrer na próxima quinta-feira. No fim da tarde de ontem, a Procuradoria-geral da República devolveu ao STF um novo parecer sobre o caso, com base no aditamento dos argumentos feitos pela defesa, em que volta a defender a prisão preventiva de Arruda.

Caráter repressivo
Menos de uma semana antes do julgamento do habeas corpus em favor de Arruda, o presidente do STJ, César Asfor Rocha, defendeu ontem a decretação da prisão, ao participar de solenidade na Assembleia Legislativa de Alagoas. “É lamentável que se chegue ao ponto de retirar um governador do cargo, mas se for para cumprir a lei e a Constituição Federal, o Judiciário corta até na própria carne, como já fez com a prisão de juízes e desembargadores”, afirmou. “Atitudes como essa têm o caráter repressivo, mas antes de tudo preventivo, já que serve de exemplo para outros gestores públicos”, acrescentou o presidente do STJ.

Também em entrevista, o presidente do STF, Gilmar Mendes, rechaçou ontem qualquer possibilidade de acordo com a defesa de Arruda que inclua uma troca de licença ou renúncia do governador do DF pela liberdade. “Não existe esse tipo de negociação. Está se traduzindo isso em uma linguagem incorreta, acredito que não é disso que se trata. Nem acredito que a defesa tenha encaminhado o assunto dentro dessa perspectiva”, afirmou Gilmar. Por enquanto, segundo a defesa, Arruda não admite a hipótese de renunciar ao mandato. “A renúncia jamais foi cogitada”, afirmou Maronna. Ele também descartou a possibilidade de desistir do habeas corpus para tentar a revogação da prisão no STJ.

O aditamento do habeas corpus no STF não conta com a assinatura do criminalista José Gerardo Grossi que vinha representando Arruda no caso desde a deflagração da Operação Caixa de Pandora. Grossi e José Eduardo Alckmin deixaram o caso alegando “questões de foro íntimo”. Eles foram surpreendidos pelo ingresso de Nélio Machado na equipe de defesa. A forma como Nélio chegou, sem consultar previamente os advogados já contratados, terminou por atrapalhar o que Arruda sonhava em trazer para a causa: o estilo agressivo de Nélio e o jeito mais ponderado de Alckmin e Grossi. O novo advogado de Arruda começou a atuar sem sequer consultar os colegas, o que terminou por provocar uma “trombada nos estilos”. Amigos dos três contam que não houve uma conversa inicial sobre como poderiam atuar em colaboração. “A saída foi uma escolha pessoal deles e não tenho nada a ver com isso. Não fica nenhuma sequela no relacionamento com os advogados que saíram”, garantiu Machado.

Secretário de Saúde do RS. Latrocínio ou execução?

Caso Eliseu Santos: polícia está dividida sobre hipótese de assalto ou execução

Secretário da Saúde foi morto na noite de ontem na frente da mulher e da filha

A Polícia Civil investiga a morte do secretário da Saúde de Porto Alegre, Eliseu Felipe dos Santos, 63 anos, na Capital. São duas linhas de investigações. Em uma delas se trabalha com a hipótese de tentativa de latrocínio, roubo seguido de morte e, na outra, com homicídio.

É com base em relatos de testemunhas que a Polícia Civil dá os primeiros passos na busca dos criminosos assassinaram com dois tiros o ex-vice-prefeito. O crime ocorreu por volta das 21h20min, na Rua Hoffmann, quando Eliseu entraria em seu Corolla, após deixar um culto da Igreja Assembléia de Deus, acompanhado da mulher Denise Goularte Silva e da filha caçula Mariana, sete anos.


Armado com uma pistola calibre .380, Eliseu trocou tiros com os bandidos e feriu um deles. Horas depois, um homem de 36 anos chegou a ser interrogado como suspeito ao procurar atendimento médico no Hospital de Viamão.

Uma pessoa o teria reconhecido por foto, mas ele negou participação no caso, alegando ter sido ferido em um assalto. Apesar disso, o sangue dele foi coletado para confrontar com amostras de sangue encontradas no local do crime.

Eliseu foi assassinado no momento em que dezenas de pessoas deixavam o templo da Assembléia de Deus, clientes saíam do supermercado Zaffari localizado nas imediações e moradores estavam nas janelas e calçadas, facilitando a identificação de testemunhas.

Pelo menos sete pessoas prestaram depoimento durante a madrugada deste sábado na Delegacia de Homicídios e Desaparecidos (DHD), revelando detalhes importantes para a investigação. De acordo com algumas versões, três homens morenos estavam em um Vectra (branco ou prata) que estacionou na Rua Hoffmann a poucos metros do carro do secretário.

Denise e a garota já estavam dentro do Corolla, quando dois dos bandidos desceram do Vectra e foram em direção a Eliseu. Enquanto um segurava uma arma na cintura e olhava para os lados, outro apontou um revólver para o rosto do secretário, que reagiu.

Com sua pistola, Eliseu disparou nove vezes, assustando o condutor do Vectra que desceu a Rua Hoffmann e ficou esperando os comparsas na Avenida Cristóvão Colombo, na pista em direção ao Centro. A atitude de Eliseu leva a polícia a crer que ele se antecipou aos bandidos ao pressentir o perigo.

É uma hipótese bem plausível — observou o delegado Bolívar Llantada, da DHD, responsável pela investigação.

Nos últimos meses, Eliseu vinha sofrendo ameaças, conforme confidenciou a amigos. Por causa disso, havia redobrado os cuidados com sua segurança, andava sempre armado e atento nas ruas. Conforme o delegado, a direção dos disparos da arma do criminoso indica que ele foi pego de surpresa:

Um dos tiros acertou o peito e o outro a canela direita do secretário, o que demonstra um ato imprevisto, e não previamente calculado.

Atingido por Eliseu, possivelmente na região do saco escrotal, o bandido desceu a Rua Hoffmann mancando e deixando marcas de sangue no asfalto por quase 200 metros até entrar com o comparsa no Vectra e fugir. Ferido, Eliseu tombou sem vida junto à porta do carro e diante da mulher e da filha. Denise é considerada testemunha-chave e deve ser ouvida, mesmo que informalmente, até amanhã.

A polícia também espera identificar os criminosos com ajuda de imagens de câmeras de monitoramento da Secretaria de Segurança Pública (SSP) e de dois equipamentos que estavam instalados em estabelecimentos comercias da Cristóvão Colombo, captando cenas bem próximas onde a dupla de criminosos embarcou no Vectra para fugir.

Durante a madrugada de sábado, dezenas de amigos, colegas e autoridades políticas estiveram no Palácio da Polícia Civil e no Departamento Médico Legal, onde o corpo do secretário foi liberado no final da madrugada. O velório foi marcado para a Assembléia Legislativa e o sepultamento domingo, em princípio às 16h, no Cemitério João XXIII, na Capital.

O que indicaria uma execução

Dois criminosos se aproximaram de Eliseu, e um deles atirou sem ter anunciado o assalto, diante de testemunhas

O Vectra utilizado pelos bandidos estaria em situação regular. Nenhum modelo na cor prata foi furtado ou roubado nos últimos dias, segundo a Brigada Militar

Polêmico e envolto em desentendimentos, o secretário estaria sofrendo ameaças. Uma delas foi registrada em ocorrência em maio do ano passado, quando duas pessoas em uma moto abordaram Eliseu e prometeram matá-lo

— Para amigos e assessores, Eliseu comentava ter sofrido outras ameaças.

O que indicaria um assalto

Eliseu teria sido abordado por assaltantes, mas eles foram surpreendidos pela reação da vítima, que pode ter atirado primeiro

Sem tempo para anunciar o assalto, o criminoso teria atirado no secretário

A arma usada pelo bandido seria um revólver, incomum para casos de execução

— Com o tiroteio, os comparsas desistiram da ação e fugiram sem levar nada

O Corolla pode ter despertado a atenção de ladrões de carros que agem naquele região.

Fonte: ZERO HORA

Coordenador de campanha da Dilma Apagão, Fernando Pimentel, envolvido no MENSALÃO

Fernando Pimentel, ex-guerrilheiro e atual coordenador da campanha da Dilma Apagão está envolvido até a medula com o MENSALÃO do PT, comandado por outro guerrilheiro, o Zé Dirceu

O processo que investiga o Mensalão do PT no Supremo Tribunal Federal (STF) tem 69 mil páginas. São 147 volumes e 173 apensos. Entre os documentos, há 50 depoimentos inéditos colhidos pela Justiça Federal em todo o País ao longo de 2008 e 2009, laudos sigilosos da Polícia Federal, relatórios reservados do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), pareceres da Receita Federal e outras representações criminais que tramitam sob segredo de Justiça em vários Estados.

Fernando Pimentel, PT-MG, ex- guerrilheiro, ex-terrorista, ex-prefeito de Belo Horizonte e atual coordenador da campanha da Dilma Roussef - os dois atuaram junto no submundo do crime, dos assassinatos e do terrorismo

São esses documentos que o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do Mensalão, usará para emitir seu julgamento. A leitura d o processo que corre no STF evidencia que o Mensalão do PT é um cadáver ainda insepulto, capaz de provocar intempéries na corrida eleitoral.

O calhamaço faz a mais ampla e fiel radiografia do maior esquema de corrupção do País.

Depoimentos insuspeitos e que mostram que o senhor Lula sabia do MENSALÃO - PT

Tudo isso, até hoje, estava sob sigilo de Justiça. Agora não mais. ISTOÉ teve acesso a todos esses documentos. O conteúdo empresta ainda mais gravidade ao escândalo. Além de lançar luz sobre novos personagens – até aqui eram 40 réus –, a investigação derruba a versão de que o dinheiro público estava ileso do esquema de caixa 2 do PT. Chegou-se a levantar essa hipótese durante a CPI, mas não havia provas. Agora, os novos documentos e testemunhas asseguram a origem estatal dos recursos. Essas novas provas também jogam por terra a desculpa petista de que tudo foi feito para pagar despesas de campanha.

Não. Diante de juízes e procuradores, testemunhas contaram em detalhes como atividades privadas de interesse partidário foram custeadas com as mesmas notas de dólares, euros e reais que circularam em cuecas e malas e ainda compravam apoios no Congresso.

A conexão Belo Horizonte

Parte da nova documentação analisada pelo Supremo atinge diretamente um importante dirigente petista que havia permanecido incólume durante todo o escândalo do Mensalão e que só agora tem seu nome envolvido na rede de corrupção. Trata-se do atual coordenador da campanha presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e ex-prefeito de Belo Horizonte (2005-2008), Fernando Pimentel. No processo 2008.38.00.012837-8, que investiga os crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas e tramita sob sigilo na 4ª Vara da Justiça Federal em Minas Gerais e agora foi anexado ao caso do STF, ele é apontado como um dos operadores da remessa ilegal de recursos para o Exterior, depois usados para pagamentos de dívidas do PT com o publicitário Duda Mendonça.

Nesse processo, o procurador da República Patrick Salgado Martins mostra as relações de Pimentel com o empresário Glauco Diniz Duarte e com o contador Alexandre Vianna de Aguilar. Ambos, segundo o Ministério Público Federal, enviaram ilegalmente para os Estados Unidos cerca de US$ 80 milhões. Parte desse dinheiro, como afirma o procurador, teria sido destinada às contas de Duda Mendonça, um dos personagens centrais do escândalo do Mensalão. Em 2005, depois que o caso se tornou público, o publicitário admitiu que mantinha uma conta com R$ 10 milhões não declarados nos EUA, em nome da Dusseldorf Company. Foi dinheiro que o publicitário reconheceu ter recebido como pagamento de campanhas feitas para o PT.

Toda a matéria com riqueza de detalhes pode ser lida na Revista IstoÉ

Distrito Federal para não se tornar DETRITO Federal só cortando o mal pela raiz

É preciso arrancar o mal pela raiz

Drástica, mas legal, intervenção parece ser o único remédio contra a praga da corrupção na capital

Há duas semanas, a Justiça mandou prender e afastar o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, para impedi-lo de sabotar as investigações sobre o escândalo do mensalão de Brasília. A medida, inédita desde a redemocratização, preservou a investigação criminal - mas produziu um buraco negro político na capital do país.

O vice-governador Paulo Octávio, suspeito de embolsar um terço das propinas, renunciou doze dias depois de assumir. Na semana passada, o presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima, tomou posse como governador, mas com grande risco de não ter tempo sequer de esquentar a cadeira.

Réu por improbidade administrativa, Lima é aliado de Arruda e deve ao governador preso sua indicação para presidir a Câmara. Sua ascensão é vista como uma forma de a quadrilha continuar mantendo os tentáculos espalhados por onde quer que se olhe.

Por isso, a intervenção federal surge como o único mecanismo que pode extirpar definitivamente a corrupção que se apossou das instituições. Ela já foi solicitada ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Intervenção federal é uma medida excepcional. É tão extrema que, apesar de prevista na Constituição, nunca foi usada no Brasil. Especialistas ouvidos por VEJA, porém, veem na medida a única solução para a crise.

"A situação já tomou proporções caóticas. As instituições de Brasília estão todas contaminadas", analisa o cientista político Claudio Abramo.

A corrupção, enraizada no governo de Arruda, se entranhou no Legislativo, em que oito dos 24 deputados distritais são suspeitos de receber propina, e até no Judiciário, em que três desembargadores foram acusados de integrar o esquema. Os deputados flagrados recebendo dinheiro foram decisivos para a eleição de Wilson Lima ao comando da Câmara e sua consequente chegada ao governo da capital.

Diante de um quadro tão contaminado, é provável que somente a intervenção seja capaz de exterminar as ramificações criminosas de Arruda e seu bando. A simples ameaça de isso acontecer já produziu resultados. Em uma semana, a Câmara Distrital aprovou a abertura do processo de impeachment contra o governador afastado, o vice-governador e três deputados suspeitos. Entre eles, Leonardo Prudente, o deputado da meia, que renunciou na última sexta.

O próprio Arruda, antes irredutível em relação a uma eventual renúncia, já pensa em afastar-se definitivamente. A situação política de Brasília é tão caótica que nem o PT parece animado com a possibilidade de o presidente Lula indicar um interventor. Sem contar a enorme dificuldade em encontrar alguém disposto a cumprir a missão de enfiar a cabeça, os pés e as mãos no lamaçal em que se transformou a política da capital do país.

Por: Gustavo Ribeiro, da VEJA

[a intervenção federal não tem, por enquanto, razões para se completar.

Vejamos:

- o Poder Legislativo (representado pela CL-DF, esta sigla que representa o nome oficial do Poder Legislativo do DF = Câmara Legislativa do DF = tem a propriedade de ser a sigla de outro nome para aquela instituição e bem mais adequado face a roubalheira que lá ocorre) passou a cumprir sua missão constitucional. Foi só a Justiça prender o chefe do MENSALÃO/DEM e os deputados distritais colocaram em movimento os pedidos de 'impeachment' do governador Arrudo. Assim, até o presente momento, o Poder Legislativo no DF está cumprindo sua função constitucional.

- a Linha sucessória do Poder Executivo do DF está sendo seguida na forma da Lei Orgânica; caso Wilson Lima seja ejetado da cadeira, assume o cabo Patrício e este sendo defenestrado assume o presidente do TJ-DF - os três desembargadores acusados de integrar o esquema criminoso não ocupam, nem vbão ocupar o cargo de presidente do TJ-DF.

Seria melhor para o DF e para o Brasil se em lugar de envidar esforços para uma itnervenção federal, passasse a haver empenho na edição de uma emenda constitucional cassando a autonomia do DF = extingue-se o Poder Legislativo = 'casa dos ladrões do DF = CL-DF e o chefe do poder executivo passa a ser nomeado pelo presidente da República, tendo o Senado Federal poder de vetar a indicação.]

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