Marco Aurélio mantém prisão de Arruda
O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de habeas corpus do governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido). A decisão foi tomada nesta sexta-feira, um dia depois de Arruda seu preso sob acusação de corrupção.
O governador afastado se apresentou na quinta-feira na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Arruda passou a noite no local, no gabinete da diretoria do Instituto Nacional de Criminalística, numa sala onde havia apenas um sofá.
Marco Aurélio Mello recebeu a requisição de habeas corpus na própria quinta, mas decidiu adiar sua decisão para esta sexta, de forma a analisar o caso com todas as informações necessárias - Marco Aurélio afirmou que faltavam alguns documentos para sua análise. O habeas não inclui o pedido para que Arruda volte ao cargo - só para que fique solto. No lugar de Arruda, governa o Distrito Federal temporariamente o vice Paulo Octávio.
Prisão - Por 12 votos a 2, os ministros da Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) aprovaram na quinta-feira a prisão preventiva do governador Arruda, suspeito de envolvimento no esquema de corrupção conhecido como Mensalão do DF, envolvendo membros do governo, deputados distritais e empresários. Minutos depois de decretada a prisão preventiva, o governador deixou a residência oficial de Águas Claras em um comboio de seis carros.
Ele chegou à Superintendência da Polícia Federal por volta das 17h40, informou a Agência Brasil. Depois da prisão, a Câmara Legislativa do Distrito Federal recebeu o pedido de afastamento do governador Arruda. O presidente Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), convocou Paulo Octávio para uma reunião nesta sexta com todos os deputados distritais. Já o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, vai ao STF pedir intervenção federal no Distrito Federal.
A Corte do STJ também decretou a prisão de outros cinco envolvidos em suposta tentativa de suborno ao jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Sombra. Arruda teria proposto o pagamento de propina na tentativa de fazer com que Sombra mentisse em depoimento à Polícia Federal. Sobrinho e secretário do governador, Rodrigo Arantes também se entregou. Outro denunciado, Antonio Bento da Silva, já estava detido. Faltavam Welinton Moraes e Geraldo Naves.
Fonte: Agência Estado

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