Ex-aliados pedem renúncia de Chávez
Um grupo de ex-aliados do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, integrado por antigos ministros, militares e congressistas, pediu a renúncia do líder após sustentar que tudo o que defendeu para chegar ao poder em 1999 “hoje o ilegítima”.
Chávez “não tem autoridade moral e material para governar, pois não responde à satisfação das exigências do povo”, diz o texto dos ex-aliados publicado hoje em vários jornais. O ex-chanceler Luis Alfonso D'Ávila, o ex-chefe militar e ministro da Defesa Raúl Baduel e os ex-altos comandantes militares Yoel Acosta e Jesús Urdaneta, que apoiaram a tentativa de golpe de Chávez em 1992, assinam a nota.
O aloprado venezuelano iniciou um processo de queda livre que o levará fatalmente a prisão ou ao exílio.
Contra Chávez há a inflação em alta, a crise energética, a rejeição crescente do povo venezuelano. Fatores adversos e que são fortalecidos pela queda dos preços do petróleo. Para complicar mais ainda a vida do projeto de semi-ditador há o ‘aparelhamento’ do estado em setores estratégicos, que emitem opiniões e tomam decisões equivocadas.
Mas a situação na Venezuela vai atingir em pouco tempo seu grau de ebulição. As apostas são as de que Hugo Chávez não irá entregar os pontos, reconhecendo a própria incompetência. Na sede do governo, Palácio de Miraflores, a ordem é buscar culpados pelo desastre bolivariano. O presidente diz que só sairá de lá morto.

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