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sábado, 6 de fevereiro de 2010

Comando é para ser exercido por homens ou mulheres

Sem polêmica. Comando é para ser exercido por homens ou mulheres

Gays nas Forças Armadas

'Não adianta polemizar'

Independentemente de situações de orientação sexual, o general Raymundo Nonato falou o óbvio, nada difere da realidade: comando é para ser exercido por homens ou mulheres, na acepção da palavra. Não adianta polemizar. Em caso de combate real, a tropa comandada por um gay correrá risco de questionar as ordens e, havendo esta quebra de hierarquia, o fracasso é imediato.

Essa é nossa cultura, não se tem notícia, nos anais de nossa história, de um caso de gays comandando tropas nas Forças Armadas brasileiras, ainda mais em missões de combate. Fui militar pelo exército e a questão da masculinidade era fundamental para o convívio da caserna. Essa história de discriminação é coisa de quem gosta de criar caso. Todos nós entendemos que escolha sexual é opção, porém deve ser entendido que certas experiências podem causar desastres irrecuperáveis, sendo um deles, no meio militar, a perda da linha de comando.

Brincar de soldado é atitude de criança. Imaginemos o seguinte quadro : um coronel de infantaria gay, totalmente treinado, gabaritado e capaz. Por obra do destino, ele vem a ter um relacionamento com um de seus subalternos, coisa normal quando dentro da privacidade de suas escolhas, e tal relacionamento é descoberto pelo resto da tropa. Ora, a gozação fará parte do cotidiano. Pode ser coisa de machista, homofóbica, mas estou falando de resultados e, dentre os vários resultados, um certamente estará irremediavelmente presente: a morte do comando.

Senhores e senhoras, velho dito popular reza que cada macaco no seu galho. A discussão sobre direitos humanos não pode incluir Segurança Nacional. Forças Armadas foram feitas por e necessitam de homens e mulheres. A terceira via, hoje denominada LGBT, nunca será aceita como linha de comando, doa a quem doer. Daqui a algumas décadas, tudo isso poderá mudar, porém no atual momento, gay no comando é utopia.

Por: Fernando da Costa Barros

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