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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Justiça

PMs acusados do Massacre do Carandiru vão a júri popular

Os 116 policiais militares acusados do Massacre do Carandiru, quando 111 presos morreram numa rebelião na Casa de Detenção do Carandiru, em São Paulo, vão a júri popular. A decisão dos desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo foi unânime.

O crime aconteceu em outubro de 1992, depois que a PM entrou na cadeia para conter uma rebelião. Os policiais que participaram da ação foram denunciados por homicídio e lesão corporal. O massacre repercutiu no mundo todo.

A data do julgamento dos policiais ainda não foi definida. A defesa ainda pode recorrer da decisão.

O processo aguarda decisão da Justiça paulista há mais de 17 anos. Nenhum dos envolvidos no episódio foi preso até agora. Só o comandante da operação, coronel Ubiratan Guimarães, que já morreu, foi julgado. Ele foi condenado a mais de 600 anos de prisão, mas virou deputado e recorreu da decisão, e não chegou a cumprir a pena até morrer.

A ex-namorada do coronel, a advogada Carla Cepolina, chegou a ser acusada pela morte, mas a acusação foi considerada improcedente pela Justiça.

Também foi morto em 2005 o José Ismael Pedrosa, que era diretor do Carandiru durante o episódio do massacre e se aposentou como diretor da Casa de Custódia de Taubaté. O julgamento de três acusados pelo crime acabou cancelado, depois que um jurado passou mal e o júri popular foi dissolvido nesta terça-feira.

Fonte: TV Globo - Bom Dia São Paulo

[O coronel Ubiratã não recorreu da sentença, o julgamento foi anulado em vista de um dos quesitos formulados aos jurados anular um outro, gerando o absurdo de em um dos quesitos os jurados reconhecerem a responsabilidade daquele militar e em outro não reconhecerem e a juíza que presidiu o julgamento, também autora dos quesitos e da mancada, achou por bem condenar o comandante da operação de repressão àquela rebelião a uma pena de 600 anos – com a anulação do julgamento não procede dizer que o coronel foi condenado, já que não foi sequer julgado..

Quanto ao que chamam massacre foi a ação da PM-SP combatendo com a energia necessária mais uma rebelião na Casa de Detenção e ocorreram mortes. Vale lembrar que as rebeliões naquela prisão eram uma constante e que antes da ação enérgica da PM, destaque para a ROTA, os bandidos mandavam na prisão e até o acesso das autoridades a determinadas galerias tinha que ser negociado com os bandidos.

Desde aquela rebelião até o fechamento da Casa de Detenção – que ocorreu mais de dez anos após o chamado massacre, não houve mais nenhuma rebelião no Carandiru.]

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