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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Lula espera o assunto ser esquecido. Mas, não deixaremos que ele compre o mais caro e de fornecedor menos confiável

Governo e Dassault não confirmam escolha do caça francês. Jornal diz que Lula já optou por Rafale

O governo ainda não teria definido o modelo de caça que será comprado para renovar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB), segundo informaram assessores da Presidência nesta quinta-feira, Reportagem publicada no jornal "Folha de S. Paulo" afirma, no entanto, que o presidente Lula já teria optado pelo Rafale, da francesa Dassault, uma vez que a empresa teria aceitado reduzir o preço.

Ainda de acordo com assessores da Presidência, o presidente Lula aguarda o envio, pelo Ministério da Defesa, de um relatório com a avaliação das três propostas. Participam da disputa os caças Gripen, da sueca Saab, o F-18, da americana Boeing, e o francês Rafale. A assessoria informa ainda que Lula submeterá o assunto ao Conselho de Defesa Nacional.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, também negou nesta quinta-feira que o país tenha chegado a um acordo para comprar caças Rafale.

- Não está definida a compra dos caças. O procedimento está em andamento no Ministério da Defesa. A notícia não tem fundamento - disse o ministro. Em nota, a Aeronáutica afirmou que também não recebeu qualquer comunicação oficial sobre o assunto.

À Rádio França Internacional, a Dassault afirmou que não vai se pronunciar sobre a suposta escolha do Rafale antes do governo brasileiro. A companhia também não quis comentar a suposta redução de preço. De acordo com a reportagem da "Folha", a Dassault teria reduzido o preço final do pacote de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões), uma redução de quase R$ 4 bilhões.

De acordo com a reportagem, a redução foi fechada no sábado, quando Jobim aprovou a nova proposta em reunião com o embaixador brasileiro, José Maurício Bustani, em Paris. O ministro, então, teria feito uma exposição a Lula na terça-feira para justificar a escolha dos Rafale.

A justificativa seria que um acordo com os Estados Unidos deixaria o Brasil vulnerável em relação à transferência de tecnologia. O argumento excluiria automaticamente os dois outros concorrentes na disputa: o Super Hornet F-18 da americana Boeing e o Gripen NG, da sueca Saab, que também tem componentes dos EUA.

Apesar do relatório elaborado pela Aeronáutica apontar o modelo francês como a última opção, a preferência pelo Rafale já havia sido anunciada publicamente pelo ministro Jobim e pelo presidente Lula, que defendeu uma decisão política sobre a compra dos aviões.

O Rafale é apontado como a aeronave mais cara entre os concorrentes. De acordo com a "Folha", além do custo do pacote, a manutenção dos aviões por 30 anos custaria mais US$ 4 bilhões.

Fonte: Reuters

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