Fabricantes suecos e americanos oferecem desconto nos caças
Após a fabricante francesa Dassault oferecer um desconto de US$ 2 bilhões pelo pacote de seu caça, o Rafale, os fabricantes suecos e americanos reivindicaram o direito de oferecer novos preços para seus aviões, informa reportagem da Folha. Os concorrentes ficaram surpresos com a negociação direta do governo brasileiro com a Dassault.
O diretor da sueca Saab no Brasil, Bengt Janér, afirmou que está disposto a oferecer um preço mais baixo pelo caça Gripen NG, escolhido na avaliação técnica da Força Aérea Brasileira por ser mais barato. 
O representante da americana Boeing, Mike Coggins, reclamou de não ter tido a mesma oportunidade de apresentar um preço melhor pelo F-18 Super Hornet. Em nota divulgada ontem, o Ministério da Defesa afirma que ainda não concluiu a análise sobre os 36 aviões que serão adquiridos pelo governo federal.
[Ao (des)governo não interessa o desconto oficial – que ainda mantém o Rafale como o mais caro – e sim o desconto por ‘baixo dos panos’ e que será mais uma fonte de recursos para o MENSALÃO petista. Afinal é ano de eleições – em 2006 a trupe petista inventou a operação tapa-buracos e este ano busca criar várias fontes – dificulta rastrear a origem ilícita da fonte do MENSALÃO – e entre elas está a compra dos caças.]
Suecos e americanos também oferecem desconto nos caças
As empresas sueca e americana que disputam o fornecimento dos novos caças da FAB (Força Aérea Brasileira) reclamam o direito de oferecer novos preços para seus aviões, informa Igor Gielow em reportagem publicada na Folha. .
Os concorrentes ficaram surpresos com a negociação direta do governo brasileiro com a francesa Dassault, conforme revelado ontem pela colunista Eliane Catanhêde, da Folha. Segundo a reportagem, a Dassault baixou em US$ 2 bilhões a oferta pelo pacote de seu caça, o Rafale.
Na reportagem de hoje, o diretor da sueca Saab no Brasil, Bengt Janér, diz que está disposto a oferecer um preço mais baixo pelo caça Gripen NG, escolhido na avaliação técnica da FAB por ser mais barato, além de transferência de tecnologia.
Já o representante da norte-americana Boeing, Mike Coggins, reclamou de não ter tido a mesma oportunidade de apresentar um preço melhor pelo F-18 Super Hornet.
Ontem, o novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Thomas Shannon, também saiu em defesa da Boeing, que segundo ele ainda está no páreo para vender 36 aviões caças à FAB.
Em nota divulgada ontem, o Ministério da Defesa afirma que ainda não concluiu a análise sobre os 36 aviões caças que serão adquiridos pelo governo federal. O ministério admite, porém, que vai levar em conta no momento da escolha não somente critérios técnicos, mas "informações enviadas pelos governos interessados e pelos proponentes".
"Desde 06 de janeiro, realizam-se, por órgãos competentes do Ministério da Defesa, análises dos aspectos políticos, estratégicos e financeiros do referido pacote tecnológico. Tais análises têm como parâmetro a Estratégia Nacional de Defesa, aprovada em dezembro de 2008. O Ministério da Defesa levará em consideração, também, outras informações enviadas pelos governos interessados e pelos proponentes", diz a nota.
Segundo o Ministério da Defesa, o ministro Nelson Jobim vai submeter as conclusões sobre a compra dos caças ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

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