Relembre a guerra das Malvinas
Em 2 de abril de 1982, o general Leopoldo Galtieri, na época à frente da junta militar que governava a Argentina desde 1976, anunciou a decisão do país de tomar posse das Ilhas Malvinas. A grande maioria dos argentinos, que estava cansada dos problemas domésticos, entre eles a escalada da inflação, do desemprego, as pressões dos sindicatos e dos partidos políticos, que pressionavam o governo militar para que fossem convocadas eleições, reagiu com entusiasmo e, em alguns casos, até mesmo euforia. Cientes do clima de insatisfação que predominava no país, os militares usaram o conflito com o Reino Unido para desviar a atenção da crise interna e como uma última cartada para tentar permanecer no poder.Mas a estratégia foi desastrosa. Após o histórico discurso de Galtieri na sacada da Casa Rosada, a primeira-ministra britânica, Margaret Thatcher, cortou relações com a Argentina e mobilizou a Marinha britânica. Três semanas depois, a guerra começou. Para os militares argentinos, que chegaram primeiro às ilhas e pretendiam recuperar as Malvinas via uma negociação diplomática, foi uma reação inesperada e uma guerra trágica, já que o país não tinha a menor condição de enfrentar o poder bélico dos britânicos. Em 3 de maio de 1982, os argentinos sofreram um dos piores ataques da guerra quando foi afundado o destróier Belgrano, com mais de mil marinheiros a bordo, dos quais morreram 323. Durante o conflito, o governo britânico contou com o apoio dos Estados Unidos, França e até mesmo do Chile, na época governado pelo ditador Augusto Pinochet.
Os militares argentinos enviaram 12 mil homens às ilhas, sem equipamento nem preparação adequados para uma guerra que finalmente terminou em 14 de junho, após 74 dias de combates. A vitória reforçou a popularidade de Thatcher e precipitou o fim da ditadura argentina. Para os soldados argentinos que conseguiram voltar para casa, a vida depois das Malvinas representou outra tragédia: cerca de 270 veteranos que sobreviveram ao conflito se suicidaram. O saldo de mortos é de 649 soldados argentinos - segundo informações dos veteranos - e 255 britânicos (segundo dados publicados pela imprensa argentina).
Fonte: O Globo - Por: Janaína Figueiredo
- Só que a reação da premier britânica Margaret Thatcher surpreendeu o mundo - muitos pensavam que a questão seria resolvida via diplomacia, jamais esperavam que ela enviaria uma esquadra da Inglaterra para as Malvinas.
- Os argentinos também contavam uma posição de neutralidade por parte dos EUA - afinal o conflito em um dos lados tinha a Argentina, país da América, mesmo continente do EUA - o que não ocorreu.
- Também os franceses que forneciam aviões e mísseis para a Força Aérea Argentina - com compromisso de tranferencia de tecnologia (atenção FAB para o conceito que os franceses têm sobre 'transferencia de tecnologia'), TRANSFERIRAM para os ingleses o 'código-fonte' dos mísseis que equipavam a força aérea dos 'hermanos' e com isso a Argentina passou a SIFU... também nas operações aéreas.]

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