sábado, 20 de fevereiro de 2010
Presidente da Câmara Legislativa do DF sofre linchamento moral
Um dia após agir como se governador fosse, Wilson Lima opta por se recolher
O presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), foi vítima de linchamento moral depois de ter confiado na disposição de Paulo Octávio em deixar o governo. O governador em exercício, como se viu, desistiu de renunciar ao governo e Lima foi obrigado a adiar os planos de gestão que detalhou ao Correio pouco antes de saber do revés do governador em exercício. “Quando soube já era tarde, eu já tinha falado, fui bombardeado de críticas”, disse Wilson Lima à reportagem na noite de ontem.
A reação à atitude do presidente da Câmara Legislativa começou cedo. “Os deputados me xingaram todinho logo cedo”, disse Lima. Raimundo Ribeiro (PSDB) e Paulo Tadeu (PT) foram alguns dos colegas que atacaram a conduta do chefe do Legislativo. “Eles disseram que me precipitei, eu sei disso”, reconhece o distrital, que tinha como meta iniciar sua gestão chamando os parlamentares e os partidos políticos para discutir um governo de coalizão.
Mas as críticas não partiram apenas dos políticos. Vieram de amigos e até familiares. Wilson Lima conta que foi repreendido durante uma consulta ao dentista. E depois pela própria mulher que, apesar da declaração de fidelidade (ele disse ao Correio que é fiel à mulher há 31 anos), não gostou nada do restante da entrevista. “Eu apanhei até da minha mulher”, lamentou Lima.
Diante da repercussão negativa, o presidente da Câmara optou por se recolher. Passou o dia na Câmara e evitou falar sobre perspectivas no Executivo. “Eu agora só falo em cima de fatos”, disse. Depois de saber que não seria mais o governador do DF, Wilson Lima ficou furioso com Paulo Octávio. Ele foi um dos articuladores da resposta aplicada pelos distritais ao governador em exercício: a admissibilidade dos processos de impedimento contra o chefe do Executivo interino.
O presidente da Câmara Legislativa, Wilson Lima (PR), foi vítima de linchamento moral depois de ter confiado na disposição de Paulo Octávio em deixar o governo. O governador em exercício, como se viu, desistiu de renunciar ao governo e Lima foi obrigado a adiar os planos de gestão que detalhou ao Correio pouco antes de saber do revés do governador em exercício. “Quando soube já era tarde, eu já tinha falado, fui bombardeado de críticas”, disse Wilson Lima à reportagem na noite de ontem.
A reação à atitude do presidente da Câmara Legislativa começou cedo. “Os deputados me xingaram todinho logo cedo”, disse Lima. Raimundo Ribeiro (PSDB) e Paulo Tadeu (PT) foram alguns dos colegas que atacaram a conduta do chefe do Legislativo. “Eles disseram que me precipitei, eu sei disso”, reconhece o distrital, que tinha como meta iniciar sua gestão chamando os parlamentares e os partidos políticos para discutir um governo de coalizão.
Mas as críticas não partiram apenas dos políticos. Vieram de amigos e até familiares. Wilson Lima conta que foi repreendido durante uma consulta ao dentista. E depois pela própria mulher que, apesar da declaração de fidelidade (ele disse ao Correio que é fiel à mulher há 31 anos), não gostou nada do restante da entrevista. “Eu apanhei até da minha mulher”, lamentou Lima.
Diante da repercussão negativa, o presidente da Câmara optou por se recolher. Passou o dia na Câmara e evitou falar sobre perspectivas no Executivo. “Eu agora só falo em cima de fatos”, disse. Depois de saber que não seria mais o governador do DF, Wilson Lima ficou furioso com Paulo Octávio. Ele foi um dos articuladores da resposta aplicada pelos distritais ao governador em exercício: a admissibilidade dos processos de impedimento contra o chefe do Executivo interino.
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