Mensalão do DEM: OAB pede à Procuradoria Geral da República afastamento ou prisão preventiva de Arruda
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Ophir Cavalcante, encaminhou nesta terça-feira ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pedido de afastamento imediato ou prisão preventiva do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, sem partido, ex-DEM. Arruda é acusado de comandar o mensalão do DEM, suposto esquema de distribuição de propina para deputados distritais, secretários e aliados do governo do DF. [Arruda não está com sorte; este novo presidente nacional da OAB gosta mais de um holofote do que o seu antecessor - que aliás já esqueci o nome daquele e ainda não decorei o nome do atual. De qualquer forma essa predileção por aparecer do chefão da OAB é benéfica a população do DF, já que dificulmente Arruda vai conseguir sobreviver a pressão e com certeza fica mais dificil, talvez impossível, abafar o caso. Como diria o presidente Lula: Arruda SIFU.]"Sua permanência no cargo poderá ensejar dano efetivo à instrução processual", afirma Ophir no ofício que pede o empenho do procurador-geral da República para que providências sejam tomadas.
Além do pedido da OAB, Arruda também é alvo de ação no TRE do DF. Nesta terça, o procurador regional eleitoral, Renato Brill de Góes, ingressou no tribunal com ações de perda de cargo eletivo por infidelidade partidária contra o governador e o deputado distrital Leonardo Prudente, sem partido, ex-DEM, que ficou conhecido por esconder dinheiro na meia. Para o procurador, os argumentos de Arruda e Prudente não configuram justa causa para desfiliação partidária. Arruda e Prudente alegaram razões pessoais para deixarem o partido.[o Prudente é tão cara de tungstênio - cara-de-pau é pouco - que também se juntou com o deputado Júnior Brunelli, pastor evangélico, e o Durval e realizaram um minuculto evangélico agradecendo pelo êxito no recebimento da propina.]
O procurador solicitou prioridade na tramitação das ações, sendo que a previsão é que sejam analisadas em um prazo de 60 dias. De acordo com a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se no prazo de 30 dias o partido não entrar com ação [o entendimento é que o mandato, seja de parlamentar seja de governador, pertence ao partido] - como ocorreu no caso do DEM -, cabe ao Ministério Público fazê-lo nos 30 dias subsequentes.
Líder do PT quer ouvir arapongas presos na CPI
O líder do PT na Câmara do DF, deputado Paulo Tadeu (PT), protocolou durante a reunião extraordinária da CPI da Corrupção nesta terça-feira, requerimento para que sejam convocados os policiais civis José Henrique Cardoso e Luiz Henrique Cardoso, presos na semana passada enquanto tentavam instalar aparelhos de escuta próximos aos gabinetes dos parlamentares da oposição, além do servidor Francisco do Nascimento Monteiro. Eles são suspeitos de espionagem na Câmara, onde tramitam vários pedidos de impeachment contra Arruda, acusado de comandar o mensalão do DEM.
O deputado quer também que prestem depoimento na CPI o jornalista Edmilson Edson dos Santos, conhecido como Sombra; Antonio Bento da Silva, ex-funcionário da CEB e conselheiro do Metrô-DF; o deputado Geraldo Naves (DEM); Welington Luiz Moraes, secretário da Agência de Comunicação social do DF, e Rodrigo Diniz Arantes, sobrinho de Arruda, a fim de que esclareçam os fatos relacionados à tentativa de suborno para descaracterizar provas da Operação Caixa de Pandora.
Os requerimentos devem ser discutidos e votados na próxima reunião ordinária da comissão, prevista para quinta-feira. Em outra frente, a Polícia Federal se prepara para interrogar Arruda e os parlamentares acusados de envolvimento no chamado mensalão do DEM.
CPI retoma trabalhos sem eleger novo presidente
A CPI retomou os trabalhos nesta terça sem eleger seu novo presidente. Apesar da reunião extraordinária convocada para a eleição do substituto do deputado Alírio Neto (PPS), que renunciou, a eleição não aconteceu porque apenas três das cinco vagas da CPI estão ocupadas. O suplente Raad Massouh (DEM) que voltou na segunda-feira à Casa para substituir Geraldo Naves (DEM), já deve deixar o posto para o deputado titular Paulo Roriz (DEM), que estava no comando da Secretaria de Habitação.
Naves saiu depois de confirmar que foi o emissário do manuscrito apresentado por Sombra como suposta prova do envolvimento do governador numa tentativa de suborno para frear as denúncias de corrupção no DF. O deputado nega, no entanto, que o bilhete fosse uma tentativa de suborno. Ele também deixou na sexta-feira a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), responsável pela análise dos pedidos de impeachment do governador.[a volta do titular, da turma do Arruda, está sendo interpretada como uma retaliação ao suplente Geraldo Naves por não ter apoiado a tese apresentada pela defesa do Arruda de que havia apanhado o famoso bilhete na mesa do governador do DF, sem o conhecimento do chefão do MENSALÃO.]
A vaga aberta com a saída de Eliana Pedrosa (DEM), ex-secretária do governo Arruda, é do PMDB, seguindo o princípio da proporcionalidade partidária, mas a legenda permanece sem indicar um nome. Em último caso, a indicação deverá ser feita pelo presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), como prevê o regimento interno da Casa.
Com o troca-troca de membros, o trabalho da CPI não anda. O presidente interino da comissão, Batista das Cooperativas (PRP), e o relator, Raimundo Ribeiro (PSDB), votaram a favor de a comissão iniciar os depoimentos pelos diretores das empresas prestadoras de serviço ao governo distrital, como as do setor de informática, de onde sairia o dinheiro para abastecer o esquema de corrupção.
Fonte: Agência Brasil

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