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sábado, 27 de fevereiro de 2010

Uribe copia ChaveS

Presidente da Colômbia quer terceiro mandato
O presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, defendeu ontem o referendo que permitiria um terceiro mandato presidencial, criticando os que consideram a consulta um fator enfraquecedor das instituições e do equilíbrio entre Poderes. Segundo reportagem da Folha, a proposta de referendo nacional está sendo analisada pela Corte Constitucional da Colômbia, que deve divulgar entre hoje e amanhã seu veredicto.

Se aprovada pela Corte, a consulta deverá ser convocada por Uribe. Ao menos 25% do eleitorado registrado tem de votar para que o resultado seja válido.

Se aprovado o terceiro mandato, Uribe poderá concorrer à presidência em 27 de maio, quando acontecerão as próximas eleições no país.

Uribe defende referendo para permitir 3º mandato

A Corte Constitucional da Colômbia divulgará entre hoje e amanhã seu veredicto a respeito da proposta de referendo nacional que, se declarado legal pelo tribunal e aprovado nas urnas, permitirá ao presidente Álvaro Uribe disputar um terceiro mandato nas eleições de maio deste ano.

No momento em que reportagens e políticos colombianos afirmam que o tribunal rejeitará o projeto após reunião de seus nove magistrados prevista para começar na manhã de hoje, Uribe, que até então evitava ser assertivo sobre o tema, saiu em defesa do referendo. "Creio que é correto que os colombianos digam se estão de acordo ou não com a reeleição", disse anteontem, segundo o jornal colombiano "El Tiempo".

O presidente conservador criticou ainda os que veem no referendo e em sua busca pelo terceiro mandato atos que enfraquecem as instituições e o equilíbrio entre Poderes.

Uribe mencionou o documento preparado pelo relator do caso na Corte Constitucional, Humberto Sierra. O juiz, no parecer sigiloso vazado à imprensa no começo do mês, apontou irregularidades no financiamento da campanha para colher assinaturas para a iniciativa -que teria superado o limite legal- e no trâmite do projeto no Congresso.

"Quero ter prudência ao falar do magistrado que apresentou o estudo do caso e assim me manterei. O que não está certo é propor uns argumentos que não têm nada a ver com a realidade, como o efeito [negativo] sobre as instituições", disse o presidente.

Jogar a toalha

Para analistas políticos e jurídicos, independentemente do veredicto do tribunal superior, não há mais tempo legal hábil para aprovar o referendo e dar sinal verde à candidatura de Uribe antes das eleições previstas para 27 de maio.

Se a consulta passar pelo tribunal, o presidente a convocará. Ao menos 25% do eleitorado registrado tem de votar para que o resultado seja válido.

Enquanto a campanha da enfraquecida oposição já está nas ruas, o uribismo ainda está em compasso de espera aflita - embora alguns nomes que apoiam o governo já tenham decidido se lançar, com ou sem o presidente na disputa.

Até o principal candidato a herdeiro do uribismo, o ex-ministro da Defesa Juan Manuel Santos, disse ontem, segundo o jornal "El Espectador", que "chegou a seus ouvidos" a versão de que o referendo será vetado pela Corte Constitucional.

Até então, Santos se dizia um entusiasta do terceiro mandato e repetia que só seria candidato na ausência de Uribe, cuja aprovação ronda os 80%. Segundo as pesquisas, em cenários sem o presidente, o ex-ministro é o governista mais bem posicionado, com cerca de 30% das intenções de voto. Os candidatos têm até 12 de março para fazer a inscrição para a eleição presidencial.

A indefinição sobre a corrida presidencial rouba holofotes da campanha para o Legislativo, considerada uma das mais importantes da história recente da Colômbia. O país escolherá em 14 de março novos deputados e senadores após uma legislatura marcada por escândalos: ao menos 33 parlamentares, a maioria de uribistas, deixaram as cadeiras acusados de ligação com grupos paramilitares.

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