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sexta-feira, 5 de março de 2010

ChaveS desorientou de vez. A invenção dele, OEA sem os EUA e Canadá, levou os Estados Unidos a restabelecer ajuda a Honduras

Para Chávez, visita de Hillary Clinton foi uma agressão à Venezuela
O presidente venezuelano Hugo Chávez afirmou ontem que a viagem da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pela América Latina tem como objetivo “agredir a Venezuela”. De acordo com a Folha, Chávez teria afirmado que “a senhora Clinton, assim como Condoleezza Rice (sua antecessora), mas agora branca, veio para agredir a Venezuela”.

Em visita ontem a Brasília, Hillary disse que o governo de Hugo Chávez “mina pouco a pouco as liberdades”, e que, dessa maneira, “prejudica seus vizinhos” e “os próprios venezuelanos”.

Viagem de Hillary à América Latina visa agredir Venezuela, diz Chávez

O presidente venezuelano, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira que a viagem da secretária de Estado americana, Hillary Clinton, pela América Latina tem como objetivo "agredir a Venezuela".

"A senhora Clinton, assim como Condoleezza Rice (sua antecessora), mas agora branca, veio para agredir a Venezuela", afirmou. Segundo Chávez, "o império ianque também está movimentando suas fichas na Espanha".

A referência de Chávez é ao juiz espanhol Eloy Velasco, que diz ter indícios da cooperação do governo venezuelano com uma aliança entre o ETA e as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) para realizar atentados em território colombiano.

As críticas do presidente da Venezuela a Hillary ocorrem um dia depois de seu chanceler, Nicolás Maduro, afirmar que a viagem da diplomata americana busca "intrigar" e "dividir" os países do continente. Hillary afirmou ontem, em Brasília, que o governo de Hugo Chávez "mina pouco a pouco as liberdades", e que, dessa maneira, "prejudica seus vizinhos" e "os próprios venezuelanos".

Para Chávez, a secretária de Estado "faltou ao respeito" também com o Brasil, que divide fronteira com a Venezuela, da mesma forma que a Colômbia.

Giro

Hillary esteve ontem em Brasília e São Paulo, depois de se reunir, no Chile, com a presidente Michelle Bachelet, para tratar do eventual apoio que o governo americano dará às vítimas do terremoto do último sábado (27), que matou pelo menos 802 pessoas.

Em Brasília, ela esteve no Congresso Nacional, onde foi recebida pelos presidentes da Câmara, Michel Temer, e do Senado, José Sarney. Em seguida, participou de reunião de cerca de 40 minutos com senadores e deputados.

Hillary também esteve no Itamaraty para reunião e almoço com o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. À tarde, foi recebida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na noite desta quarta-feira, ela esteve em São Paulo, onde participou de um encontro-entrevista na Universidade Zumbi dos Palmares (Unipalmares).

Antes de vir ao Brasil, ela esteve no Uruguai, na Argentina e no Chile, onde se reuniu com a presidente do país, Michelle Bachelet, para tratar do eventual apoio que o governo americano dará às vítimas do terremoto do último sábado (27), que matou pelo menos 802 pessoas.

Do Brasil, Hillary seguiu para à Costa Rica, onde se reuniu com o presidente Oscar Arias e com a presidente eleita, Laura Chinchilla. Ela termina a viagem pela região na Guatemala.

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