Em meio a crise entre os dois países, EUA suspendem viagem a Israel de seu enviado especial ao Oriente Médio
Em mais uma escalada da tensão entre Estados Unidos e Israel, o governo de Barack Obama suspendeu a viagem a Jerusalém de seu enviado especial ao Oriente Médio, George Mitchell, que voltaria nesta terça-feira à cidade. Embora a embaixada americana em Tel Aviv tenha afirmando, segundo o jornal "Jerusalem Post", que o adiamento foi provocado por "questões logísticas", a ausência de Mitchell está sendo vista como uma reposta dos EUA às últimas declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, sobre os assentamentos judeus.
Em reação à pressão contra o plano israelense de construir mais 1.600 casas na parte Oriental de Jerusalém, o premier disse, na terça-feira, que o governo dará continuidade à ampliação dos assentamentos. Desde a semana passada, o projeto, que foi aprovado durante a visita a Israel do vice-presidente dos EUA, Joe Biden, vem criando atritos entre os dois países, no que o embaixador israelense em Washington, Michael Oren, classificou como a pior crise na relação bilateral desde 1975.
As novas construções também aumentaram a tensão em Jerusalém na parte Oriental da cidade,onde palestinos voltaram a enfrentar soldados de Israel , em um "dia de fúria" convocado pelo Hamas em protesto contra a sagração por Israel de uma antiga sinagoga na cidade. O Exército respondeu com bombas de gás. Cerca de 40 palestinos ficaram feridos.
Pedimos ao povo palestino que veja a terça-feira como um dia de fúria contra os procedimentos da ocupação em Jerusalém contra a mesquita Al Aqsa - disse um comunicado do Hamas, referindo-se ao terceiro templo mais sagrado do islamismo, que fica em Jerusalém.
Hillary Clinton pediu resposta formal do governo israelense
Em Tel Aviv, a embaixada Americana em Israel afirmou que o enviado especial poderá viajar ao país depois de um encontro, em Moscou, com o chamado Quarteto, grupo que reúne EUA, ONU, União Europeia e Rússia, na tentativa de promover a paz no Oriente Médio. Os EUA esperam uma resposta "formal" do governo de Israel sobre seu comprometimento com as negociações de paz, disse na segunda-feira um porta-voz do Departamento de Estado.
- Quando ela (a secretária de Estado americana, Hillary Clinton) explicou ao primeiro-ministro nossas preocupações específicas, ela pediu uma resposta formal do governo de Israel, e nós esperamos esta resposta - disse o porta-voz, Philip Crowley.

0 comentários:
Postar um comentário