Duas explosões em estações do metrô de Moscou mataram ao menos 37 pessoas e deixaram 38 feridos. Segundo autoridades, os atentados foram promovidos por duas mulheres-bomba. Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelas explosões, mas as suspeitas recaem sobre os grupos rebeldes do Cáucaso, onde está localizada a região separatista da Chechênia. O presidente russo, Dmitry Medvedev, declarou que o país agirá "sem concessões" para caçar terroristas.
Duas mulheres terroristas suicidas realizaram estes ataques - disse o prefeito de Moscou, Yuri Luzhkov.
A primeira explosão aconteceu às 8h (1h da manhã no horário da Brasília), horário de maior movimento do metrô, e atingiu o segundo trem na estação de Lubyanka, perto dos escritórios do principal serviço de segurança doméstica da Rússia, o FSB, sucessor da KGB. Ao menos 23 pessoas morreram. Uma outra explosão, cerca de 40 minutos depois, atingou o segundo vagão na estação do metrô de Park Kultury, matando mais 14 pessoas.
O presidente russo determinou um aumento da segurança em todo o país e os aeroportos russos estão sob alerta. Medvedev ordenou que as autoridades combatam o terrorismo sem hesitação, ressaltando que os direitos humanos devem ser respeitados durante as operações policiais. Segundo o chefe do Serviço Federal de Segurança, Alexander Bortinikov, as mulheres-bomba eram provavelmente do norte do Cáucaso, onde a Rússia enfrenta uma insurgência islâmica que se espalha da Chechênia para os vizinhos Daguestão e Inguchétia.
As explosões praticamente pararam o centro de Moscou. O metrô da cidade é um dos mais utilizados do mundo, com quase sete milhões de passageiros por dia. O sistema é fundamental para o transporte na capital russa, onde há grandes congestionamentos de veículos. Ambulâncias foram enviadas para as estações onde ocorreram as explosões. Helicópteros também sobrevoaram a área de Parque Kultury, que está perto do famoso Parque Gorky.

0 comentários:
Postar um comentário