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quarta-feira, 17 de março de 2010

Passeata em Cuba é reprimida com violência

Anistia Internacional critica Brasil por não condenar Cuba
A Anistia Internacional criticou ontem a postura do Brasil em não condenar o tratamento cubano a presos políticos.

De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o organismo questionou o silêncio brasileiro em relação a Cuba, afirmando que o país “deveria mostrar um nível maior de integridade em relação aos direitos humanos” para ocupar o papel que almeja no palco global.

Segundo a reportagem uma carta que será publicada hoje pela entidade exorta o governo cubano a revogar as leis que permitem a repressão e a soltar todos os chamados prisioneiros de consciência.

Anistia diz que Cuba necessita “desesperadamente" de reforma

A organização de direitos humanos Anistia Internacional disse nesta quarta-feira que Cuba precisa "desesperadamente" de uma reforma política e jurídica e pediu ao governo comunista da ilha que libere os presos políticos.

O grupo de defesa dos direitos humanos, com sede em Londres, criticou o governo cubano por prender por anos seus opositores pelo "exercício pacífico de seus direitos".

"Cuba necessita desesperadamente de uma reforma política e legal para levar o país em linha com as normas internacionais básicas de direitos humanos", afirmou em um comunicado Kerrie Howard, diretora-adjunta do grupo para a América. "As leis cubanas impõem limites inaceitáveis ao direito à liberdade de expressão, associação e reunião", acrescentou.

A Anistia Internacional emitiu declaração devido ao sétimo ano de uma operação do governo que ficou conhecida como "Primavera Negra" - que resultou na prisão de 75 dissidentes cubanos no dia 18 de março de 2003.

"As Damas de Branco", grupo formado por mulheres e mães dos prisioneiros, foram alvo de críticas nesta terça-feira por partidários do governo enquanto marchavam pelas ruas de Havana. O governo cubano tem sido alvo de críticas internacionalmente por seu desempenho nas questões de direitos humanos devido à morte, no dia 23 de fevereiro, de Orlando Zapata, um pedreiro de 42 anos que fez greve de fome durante 85 dias para protestar contra as condições nas prisões.

As críticas aumentaram depois que o dissidente Guillermo Fariñas deixou de comer e beber há três semanas, um protesto similar para pedir a liberdade de 26 presos políticos que estão doentes O governo cubano diz que não vai ceder a "chantagens" de dissidentes como Fariñas.

A situação atual representa um obstáculo no diálogo necessário com os Estados Unidos para suspender o embargo comercial que dura quase meio século contra a ilha. O grupo fez um apelo ao presidente cubano, Raúl Castro, para que permita o monitoramento da situação dos direitos humanos por parte da ONU (Organização das Nações Unidas) e outros grupos de defesa das liberdades. Cuba comprometeu-se a resistir à pressão internacional que pretende mudar sua política de direitos humanos.

Fonte: Folha de São Paulo

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