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domingo, 7 de março de 2010

Pedido de licença. Mais uma manobra do Lula

Balão de ensaio
A hipótese de o presidente Lula se afastar do cargo em agosto e setembro para mergulhar de cabeça na campanha de sua candidata Dilma Rousseff parece mais um daqueles engenhosos balões de ensaio que seu governo e o PT tão bem sabem inflar. Possivelmente dita por uma “fonte quente” para ser desmentida em seguida, quiçá pela própria fonte, como uma idéia maluca.

Não é uma prática nova. Recorrente, já foi usada para medir a pressão sobre um eventual terceiro mandato para Lula, e mais recentemente nas propostas petistas mais radicais, seja no PNDH-3 ou no pré-programa de Dilma, apresentado no 4º Congresso Nacional PT.

Lança-se o balão, mede-se a temperatura. Se colar, colou. E quando a idéia é rejeitada, nega-se a autoria com unhas e dentes. Mas, diferentemente do balão do terceiro mandato, que chegou a subir perigosamente e até a virar projeto de consulta plebiscitária, o eventual licenciamento de Lula durou menos de 24 horas.

Afinal, além de coroar o senador José Sarneyum ícone da rejeição nacional, que hoje só deve perder para o governador preso do DF - expôs a candidata de Lula como alguém incapaz de encarar sozinha a fase decisiva da campanha. O desagrado foi tanto que, velozmente, o PT negou, Sarney negou, o Palácio do Planalto negou. Até Lula veio a campo para desautorizá-la. E a ordem unida é que, pelo menos por enquanto, não se fale mais nisso.

Mas só o fato de o presidente Lula querer testar o tema é por si simbólico. Escancara a desconfiança que tem em sua pupila e na sua capacidade de transferir votos para Dilma se não estiver todo o tempo ao lado dela.

Há de se perguntar por que Lula lançou tal balão quando todos os ventos sopram a seu favor.

Ao contrário de seus adversários, pouco versados nessas táticas, Lula experimenta as idéias mais estapafúrdias sempre nos momentos certos. E o fez dias depois de receber a primeira pesquisa que coloca a sua candidata lado a lado do opositor que sempre correu à frente. Na mesma semana que, para seu deleite, o campo adversário intensificou suas rivalidades internas.

O senso de oportunidade de Lula realmente impressiona. Não haveria data melhor para o balão do afastamento.

Enquanto o PSDB do candidato não assumido José Serra expõe ao máximo sua esquizofrenia, enfraquecendo o titular ao transformar o candidato a vice em peça fundamental para a vitória, Lula se dá o luxo de brincar, testar, inflar balões. E, na verdade, se não fora Sarney o titular da interinidade, talvez a estratégia estivesse sendo comemorada.

Mais do que ninguém, Lula conhece a sua Dilma. A fidelidade dela é encantadora. Mas sua inexperiência no embate eleitoral, seu pouco ou quase nenhum jogo de cintura, sua dificuldade extrema de se conectar com o povo, mesmo depois de mais de um ano de treinamento intensivo, devem atormentar o presidente.

Por pragmatismo ou soberba, Lula deve avaliar que seu afastamento possa mesmo ser indispensável. E mesmo que a rejeição maciça tenha feito o governo recuar apressadamente da idéia, talvez isso não seja definitivo.

Até porque ele já começou a limpar o caminho. Arrancou a negativa peremptória do aliado Sarney – “quem já foi presidente não pode ser interino” – e antecipou a celeuma jurídica quanto à constitucionalidade de um eventual licenciamento para se fazer campanha eleitoral de terceiros.

E não ouviu uma crítica sequer sobre a possibilidade de o presidente do STF, o seguinte na linha sucessória, ocupar temporariamente o Planalto. Ou seja, se por ora esse foi só um balão a mais, o ensaio já teve serventia.

Por: Mary Zaidan - jornalista

[a oportunidade e acerto do texto acima é excelente e bem fundamentada. Apesar de ateu - posa de cristão quando convém aos seus interesses - Lula fez um pacto com o demo e sempre recebe a orientação diabólica no melhor momento.

Aqui ressalte-se que sempre prevalece, para os ateus e religiosos, a VONTADE DIVINA. A demoníaca só prevalece até o momento em que DEUS permite.

Muitos comentaram a suposta e provável licença do Lula para apoiar a Dilma Apagão como algo desnecessário, haja vista o franco crescimento da 'stela' e o declínio do TALVEZ candidato José Serra. Argumentaram os articulistas e ainda argumentam sobre o absurdo de pressionar o governador de Minas, Aécio Neves, para ser vice do Serra - vice? de que? afinal lembram que Serra ainda não se declarou candidato a nada.

A indecisão do Serra, a correta postura do Aécio Neves em não aceitar ser vice sem saber exatamente de quem, são fatores que somados só levam os índices favoráveis à Dilma para cima e rebaixam os do talvez, possível, futuro candidato Serra.

Alegam, ainda de forma acertada, os que entendem de política e escrevem sobre o assunto que a contínua ascensão da Dilma e a persistente queda do Serra, com certeza levarão o governador de São Paulo a desistir da candidatura, situação que obrigará à Oposição lançar um candidato improvisado - talçvez o próprio Aécio.

Com quadro tão favorável para que Dilma necessita do Lula?

Aí é que entra o faro demoníaco do "estadista-mor", ao antever a paisagem: - Dilma nas alturas, Serra desistindo, lançado alguém como candidato da Oposição - talvez o próprio Aécio - se apresenta uma nova situação que não lhe é agradável. Com um candidato a Oposição começa a trabalhar no crescimento do seu candidato, os eleitores que não simpatizam com o PT passam a tem um candidato viável, tal candidatura começa a crescer e a da Dilma já tendo alcançado o teto, recebido o máximo de votos possível por transferência, crescimento estabilizado, a falta de jogo de cintura da 'wanda', de conexão com o POVO, se torna concreta a possibilidade de queda da Dilma Apagão.

É para este momento, que já antevê, que o senhor Lula planeja sua licença.

Só que a Linha sucessória do presidente da República não admite saltos: impedido o vice, impedido o presidente da Câmara dos Deputados, o próximo é o presidente do Senado Federal, o ícone da vergonha nacional, o José Sarney. Que não aceita o encargo - a presença de Sarney à frente de qualquer instituição em nada dignifica a mesma - mas não quer renunciar ou se ausentar do país por tempo igual ou superior ao da licença do Lula.

Com a palavra o Supremo Tribunal Federal, que terá a árdua missão de aprovar o capricho do Lula ou o capricho do Sarney - lembrando que este foi guindado por Lula à condição de HOMEM INCOMUM.]

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